Tive a alegria de receber estudantes da UNIFAJ, de Jaguariúna (SP), e da UFMG (Montes Claros), durante a Agrishow 2026, para uma conversa sobre futuro e oportunidades.

Comecei contando sobre como surgiu o programa de entrevistas Via Capella. Há alguns anos, eu estava dirigindo na estrada, a caminho da Agrishow e decidi criar um programa de entrevistas para o LinkedIn. Eu olhava o LinkedIn e não via somente como uma rede social de emprego, eu enxergava potencial.

A ideia era boa, mas como o programa de entrevistas ia se chamar? De repente, apareceu a placa Via Anhanguera e eu decidi chamar o programa de Via Capella.

As primeiras entrevistas foram gravadas justamente na Agrishow. Eu tirava o chapéu para gravar as entrevistas, colocava o chapéu para andar as ruas da Agrishow, tirava o chapéu para gravar as entrevistas. Não sei porque eu comecei a gravar as entrevistas de chapéu. Nasceu aí uma marca.

Incentivei os alunos a terem um perfil no LinkedIn, com criatividade. Aliás, a criatividade compõe os 3Cs que eu expliquei nas conversas: conhecimento, conexão e criatividade.

O conhecimento está associado ao aprendizado, a conexão é o relacionamento, e a criatividade é a forma como você faz as suas ações.

Com os 3Cs, conseguimos aproveitar as oportunidades e fazer ações impactantes de marketing no agronegócio.

Falando em oportunidades, acredito que o marketing de dados ganhará força nos próximos anos, impulsionado pelo crescimento do uso da inteligência artificial.

Comentei com os estudantes, durante a Agrishow, que na Ação Estratégica fizemos uma pesquisa sobre inteligência artificial e aferimos que somente 32% das empresas de agronegócio utilizam IA. Os motivos: custo, desconfiança em relação a informação gerada pela IA e desconhecimento em relação a abrangência da inteligência artificial.

Esse contexto, no entanto, vai sofrer uma forte alteração. Acredito que em 05 anos 100% do agro irá utilizar inteligência artificial, o que vai impactar o marketing de dados.

Mas, qual o alcance da IA? O livro Inteligência Artificial, escrito pelo chinês Kai-Fu Lee, que trabalhou na Google e na Apple, faz uma interessante comparação, ao sinalizar que a IA poderá ter a mesma abrangência que a eletricidade.

O futuro, então, é promissor. Os dados e a IA irão aumentar a força do marketing no agronegócio. Alguém duvida?