A pecuária brasileira evoluiu nos últimos anos, e a terra onde o gado permanece passou a ser vista com outros olhos, recebendo a valorização merecida e caminhando para uma evolução mais técnica. Um dos resultados produtivos dessa jornada é o efeito poupa-terra, que visa aumentar a produção em um espaço menor.

Dentro desse cenário, a mecanização ocupa um espaço cada vez maior nas atividades da pecuária. Diante da escassez de mão de obra qualificada, os tratores e a tecnologia se tornaram essenciais para cuidar desde a estrutura até a organização da rotina.

Quando falamos de eficiência, o principal ganho está na agilidade operacional. Segundo Wilson de Souza Neto, consultor de Negócios da LS Tractor, o que se observa no mercado é uma redução superior a 30% nos custos operacionais. “Essa redução, por si só, já representa um impacto significativo para o produtor”, ressalta.

Mecanização ganha protagonismo e melhora o desempenho nas fazendas 

Focada em uma das principais dores do produtor, a LS Tractor desenvolve soluções que contribuem para a redução de custos operacionais, a diminuição de riscos de acidentes de trabalho, especialmente os causados por atividades repetitivas, além do aumento da produtividade.

Nesse contexto, a empresa aposta em tratores versáteis, com bom desempenho na pecuária, aliados a baixo custo e menor consumo de energia. “Nossos tratores, em média, entregam cerca de 20% de economia de combustível em comparação com outras marcas já utilizadas pelo produtor na fazenda, o que gera eficiência no dia a dia”, explica Francisco Júnior, diretor Comercial Triama da LS Tractor. Além disso, a perspectiva é de impacto direto no resultado do produtor, já que o pecuarista trabalha com margens muito ajustadas e faz contas detalhadas.

“Como exemplo, temos o trator Plus 80 PRO, que já vem com super redutor de fábrica. É um trator indicado para a pecuária e homologado pela Embrapa. Esse diferencial é importante porque permite trabalhar em velocidades muito baixas, chegando a cerca de 180 metros por hora, o que é exigido para algumas operações específicas, como a colheita do capiaçu”, conta o diretor.

Ele ainda ressalta que se trata de um trator bastante versátil, com boa agilidade nas operações de frente e ré, o que contribui para o manejo diário, especialmente na alimentação do gado. Somado ao baixo consumo de combustível, é possível alcançar uma boa eficiência operacional na fazenda.

Eficiência operacional e segurança para o gado

Em busca de eficiência operacional, a cerca deixou de ser vista como um custo passivo e passou a ser encarada como investimento. Isso resulta também em dois pontos cruciais: segurança e retorno produtivo. Para a segurança, a cerca funciona como um banco, protegendo o patrimônio dentro da fazenda.

“Ao investir em uma cerca bem feita, com arame de qualidade, boa galvanização e maior vida útil, o produtor garante mais resistência e durabilidade, protegendo seu patrimônio por muito mais tempo”, explica Bruno Nolasco, gerente de Negócios Agro da Belgo Arames.

Quando falamos de eficiência produtiva, ao dividir a propriedade em mais áreas e adotar o pastejo rotacionado, o produtor consegue melhorar o aproveitamento da pastagem. O animal passa a consumir o capim no ponto ideal, o que aumenta o ganho de peso e, consequentemente, a produção de arrobas por hectare. “Isso torna a propriedade mais eficiente e melhora o custo final da operação”, ressalta o gerente.

Tecnologia no campo: peão virtual e contagem de gado na palma da mão

Seguindo na vertente de segurança para proteger o patrimônio e elevar a eficiência na pecuária, a tecnologia surge para dar mais visão e controle ao produtor. Para isso, a Belgo Arames oferece o Instabov AutoTag, um sistema de monitoramento individual de gado.

“Os animais recebem um brinco eletrônico com acelerômetro, que identifica se estão vivos, ativos e com comportamento normal. Quando o animal passa por áreas monitoradas, a antena capta o sinal e envia os dados diretamente para a nuvem”, explica Guilherme Maranhão, consultor de Produtos e Novos Negócios da Belgo Arames.

O consultor destaca ainda que cada antena pode cobrir de 1.000 a 1.500 hectares, dependendo das condições do terreno. Além disso, há integração com inteligência artificial, o chamado “peão virtual”, que envia relatórios e alertas e pode ser acessado até via WhatsApp, facilitando ainda mais o acompanhamento.

“Hoje, a contagem manual é falha. Coloque quatro pessoas para contar o mesmo lote, e você terá quatro números diferentes. Isso impacta diretamente a gestão: manejo inadequado, perda de peso, estresse animal e até riscos sanitários”, afirma.

No fim, a tecnologia não substitui o bom funcionário, mas libera esse profissional para atividades mais estratégicas, como manejo, nutrição e cuidados diretos com os animais. Já tarefas como contagem e monitoramento deixam de ser manuais e imprecisas e passam a ser automatizadas, com muito mais confiabilidade e eficiência.