A 31° Agrishow 2026 acontece até sexta-feira, primeiro de maio. Nos mais de 500 mil metros quadrados, é possível conferir diversas soluções com tecnologia embarcada que podem otimizar a rotina no campo.
Com a tecnologia embarcada no maquinário agrícola, a novidade circula em torno de tratores que falam a mesma língua do produtor, literalmente. Um exemplo disso é o Talking Tractor, da Valtra, que traz uma tecnologia desenvolvida na Finlândia, capaz de promover uma comunicação entre máquina e operador, transformando máquinas agrícolas em assistentes interativos.
“Isso vem proporcionar um ganho muito grande durante a jornada de trabalho, porque o produtor consegue realmente fazer um planejamento da sua operação e também ter de maneira imediata a solução de uma pergunta, um questionamento que muitas vezes demoraria para trazer de fora”, explica Gustavo dos Santos, Coordenador de Marketing Tático da Valtra.
Machine Learning: independência no campo
Além de falar com o produtor, agora os tratores também aprendem com ele. O lançamento da Colheitadeira de grãos Axial-Flow (séries 160, 260 e AF10), da CASE IH, é uma das novidades que embarcam a tecnologia no campo e proporcionam mais independência para o produtor. Com o uso de IA, é possível que a máquina faça 1.800 intervenções por dia e assuma até 90% das operações sem o operador.
“Essa automação, na verdade, dá oportunidade para qualquer operador ser um bom operador, porque a máquina tem sensores, desde a entrada do material até o final do processamento, que fazem todos os ajustes de colheita de forma automática, sempre priorizando primeiro a performance, ou seja, colher muita área durante o dia”, explica Nilson Righi, Gerente de Marketing Tático da Case IH.
Outra novidade que a Case IH apresenta na feira, é a nova Austoft 9000, linha Model Year 2026. Disponível em três versões, a colhedora é equipada com motor Cursor 11 de 420 cv, conectividade embarcada de fábrica e sistema de Controle Inteligente de Alimentação, além de atualizações que ampliam a performance e a confiabilidade operacional.
Pulverizadores inteligentes reduzem custos operacionais
O momento de aplicar os insumos de maneira uniforme no campo também ganhou mais assertividade no campo. A linha de pulverizadores da marca traz várias tecnologias que contribuem para uma aplicação mais localizada.
Com essa tecnologia mais voltada para herbicidas, que identifica plantas em solo limpo ou mesmo em culturas já estabelecidas, atualmente, não há mais a necessidade de aplicar defensivo na área total, tanto por uma questão ambiental quanto de custo para o operador.
“A partir do momento em que se aplica o defensivo somente onde é necessário, é possível economizar até mais de 80% desse custo operacional com químicos em um ciclo produtivo. Hoje, os nossos pulverizadores podem funcionar desde mapas gerados por drones, que são carregados no monitor da máquina e seguidos para aplicação apenas onde precisa, até mesmo com câmeras na barra, que, durante a operação, identificam as plantas”, conta o gerente da CASE IH.
Telemetria: plataforma FieldOps traz conexão por Starlink, 4G ou Wi-Fi
Identificar gargalos na frota de máquinas agrícolas também é um problema que a tecnologia está resolvendo no campo do produtor hoje. Por meio da telemetria instalada nas máquinas e através da plataforma FieldOps, o produtor consegue realizar a gestão da frota diretamente na palma das mãos.
A New Holland, que traz à Agrishow 2026 o lançamento T5.120 Il Trattore (edição comemorativa dos 50 anos da marca) e reforça a importância de uma tecnologia versátil e funcional que define o trator de uso geral, que é capaz de desempenhar qualquer tarefa, insere a tecnologia de telemetria na grande parte de seus maquinários.
“O produtor poderá ver a máquina conectada, status, histórico de localização, mensurar, por exemplo, quanto tempo de ociosidade, quanto tempo trabalhando, para tomar decisão e reduzir esse tempo de ociosidade, além do consumo de combustível”, explica a Sayuri Motoshima, Gerente de Marketing de Produtos.
Além disso, por meio da plataforma, é possível realizar uma comparação de desempenho das máquinas e fornecer informações de parâmetros, como: onde ela está, se está trabalhando, o percurso por onde passou nas últimas 24 horas, o consumo de combustível e parâmetros específicos, como informações de motor, RPM e temperatura.
“Se a minha máquina está fazendo um plantio e eu faço um alinhamento com os operadores para trabalhar no limite de velocidade, por exemplo, de 8 km/h, se essa máquina ultrapassa esse limite, o produtor recebe um pop-up no celular avisando. Então, ele consegue ter essa informação de uma forma rápida”, explica a gerente.
A Agrishow 2026 segue até 1º de maio, em Ribeirão Preto, reunindo mais de 800 expositores e as principais tendências que devem moldar o futuro do agronegócio brasileiro. Não deixe de visitar a feira – compre seu ingresso online.