Em seu primeiro ano como embaixadora da Agrishow, Gabriela Genz levou ao Lounge dos Embaixadores a experiência de quem vive o agro dentro e fora da propriedade. Engenheira agrônoma, produtora rural e criadora de conteúdo, ela conversou com a Agrishow Digital, no Lounge dos Embaixadores, sobre sucessão familiar, gestão no campo, presença feminina na tomada de decisão e o papel da feira como vitrine para tecnologias que podem ampliar a eficiência das propriedades rurais.

Natural de Mercedes, no Oeste do Paraná, Gabriela atua na propriedade da família, que reúne cultivo de soja, milho e produção leiteira. Nas redes sociais, onde soma mais de 89 mil seguidores, ela mostra o dia a dia no campo com uma abordagem leve, técnica e próxima da realidade do produtor.

Segundo Gabriela, a produção de conteúdo começou ainda durante a faculdade de Engenharia Agronômica, quando passou a compartilhar aulas práticas, atividades acadêmicas e experiências ligadas à formação profissional.

Hoje, sua atuação no digital acompanha a rotina da propriedade familiar. O trabalho no campo envolve diferentes frentes, como a produção de milho para silagem, o cultivo de soja para grãos e a atividade leiteira. Nesse contexto, Gabriela explica que sua participação está mais concentrada na gestão do negócio rural, embora também acompanhe as atividades práticas.

“Meus pais ficam mais à frente da mão de obra e das atividades mais pesadas, enquanto eu atuo principalmente na gestão da propriedade. Mas também gosto de pôr a mão na massa, acompanhar a ordenha e ajudar na colheita e no plantio”, afirma.

Sucessão familiar exige persistência e diálogo

Filha de produtores rurais, Gabriela cresceu acompanhando a rotina da família no campo. Para ela, a sucessão familiar foi um caminho natural, mas não isento de desafios. A entrada de uma nova geração na gestão da propriedade, segundo a embaixadora, exige diálogo, paciência e capacidade de introduzir mudanças aos poucos.

A sucessão familiar é um dos temas recorrentes no agronegócio brasileiro, especialmente diante da necessidade de preparar novas lideranças para dar continuidade às propriedades rurais. Para Gabriela, jovens que estão ingressando nesse processo precisam compreender que a transformação não acontece de forma imediata.

Mulheres no agro precisam estar na tomada de decisão

Durante a entrevista, Gabriela também falou sobre o crescimento da presença feminina no setor. Para ela, o aumento da visibilidade das mulheres no agro é importante, mas precisa avançar para além da representatividade simbólica.

Na avaliação da embaixadora, o ponto central está em ampliar a participação feminina nos espaços de liderança e decisão, tanto em empresas quanto em propriedades rurais.

“A presença da mulher no agro é importante e precisa crescer cada vez mais. Mas, muitas vezes, esse avanço acontece mais na visibilidade do que na tomada de decisão. Acredito que o foco deve estar em ampliar a participação das mulheres em cargos de liderança, para que elas também estejam nos espaços onde as decisões são tomadas, seja em empresas, seja nas propriedades rurais”, afirma.

Agrishow como vitrine de inovação para o produtor

Em seu primeiro ano como embaixadora da Agrishow, Gabriela ressaltou a importância da feira para aproximar produtores, marcas, empresas e novas tecnologias. Esta é a segunda vez que ela visita o evento, que reúne soluções para diferentes etapas da produção agropecuária.

“É um privilégio representar uma feira desse tamanho. A Agrishow é muito importante para o setor, porque é onde as marcas e empresas trazem as maiores novidades”, afirma.

Para Gabriela, os maquinários seguem entre os principais pontos de atenção para quem visita a feira. Mais do que observar lançamentos, ela destaca a importância de avaliar tecnologias capazes de gerar ganhos práticos na rotina da propriedade.

“O produtor precisa prestar atenção nas tecnologias que as grandes marcas estão trazendo e que podem auxiliar de fato na propriedade, otimizar tempo e trazer mais agilidade para a atividade”, pontua.

Entre os exemplos, Gabriela cita equipamentos com mais tecnologia embarcada, plantadeiras mais eficientes e tratores capazes de entregar melhor desempenho operacional. Para ela, esse tipo de inovação pode fazer diferença direta no planejamento e na execução das atividades no campo.