A transição energética e a busca por operações sustentáveis deixaram de ser pautas exclusivas dos centros urbanos para ganhar espaço no agronegócio brasileiro.
No campo, onde a eficiência logística dita o ritmo da produtividade e a rentabilidade do negócio, a frota de transporte é estratégica. Garantir o deslocamento seguro e eficiente dos colaboradores exige veículos que combinem robustez com responsabilidade ambiental.
Os biocombustíveis, a eletrificação e o aproveitamento de resíduos agrícolas na geração de energia surgem como caminhos viáveis e lucrativos para produtores.
Para entender como a tecnologia e a inovação transformam a mobilidade no agronegócio, conversamos com a Volare, marca líder na produção de micro-ônibus e pioneira no desenvolvimento de soluções sustentáveis.
A empresa tem se destacado por oferecer veículos sob medida para o agro, ao mesmo tempo em que introduz matrizes energéticas limpas que dialogam com o potencial produtivo do setor.
Confira a entrevista completa a seguir:
Agrishow: A Volare se posiciona como pioneira em mobilidade sustentável. O que vocês fazem, na prática, que justifique esse título?
Volare: A Volare vem incorporando a sustentabilidade de forma consistente à sua estratégia há anos, antecipando tendências da transição energética. Isso se traduz no desenvolvimento de soluções com diferentes matrizes energéticas, como eletrificação, biometano, gás natural e etanol.
Um exemplo concreto desse protagonismo foi o lançamento do primeiro veículo de transporte coletivo híbrido, que combina propulsão elétrica com etanol.
Mais do que acompanhar o movimento do mercado, a Volare viabiliza tecnologias que façam sentido na prática, equilibrando inovação com aplicabilidade operacional.
Nosso papel é abrir caminhos tecnológicos seguros para que clientes planejem o futuro com previsibilidade e confiança.
Agrishow: O agro exige eficiência. Qual é o ganho real para o setor que escolhe uma solução sustentável da Volare?
Volare: No agro, a eficiência operacional é determinante. As soluções da Volare contribuem diretamente para a redução do custo total de operação, com veículos duráveis, menor depreciação e alto valor de revenda.
Além disso, o uso de alternativas energéticas limpas pode gerar ganhos em consumo, dependendo da disponibilidade local, ao mesmo tempo em que agrega valor ao negócio do produtor.
Ao alinhar alta produtividade com responsabilidade ambiental, as empresas do setor conseguem atender às exigências e transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo no campo.
Agrishow: O transporte no campo é brutal. Como os modelos Attack 10 e Attack 8 foram projetados especificamente para essa realidade?
Volare: Os modelos da linha Attack foram desenvolvidos considerando os cenários operacionais exigentes, como o transporte em campo.
Isso envolve robustez estrutural, confiabilidade mecânica e adaptação a condições severas de rodagem, com sistemas de suspensão e eixos reforçados.
A Volare trabalha com projetos customizados a partir da escuta ativa dos clientes. Esse processo garante que cada especificação técnica, desde o ângulo de entrada do veículo até o arranjo interno de poltronas, esteja alinhada à realidade da operação agrícola.
Agrishow: Entre robustez, consumo e manutenção, o que mais pesa na decisão de compra no agro? E onde a Volare realmente entrega vantagem?
Volare: No agro, a decisão de compra passa, principalmente, pelo custo total de operação ao longo do ciclo de vida útil da frota. O gestor analisa: consumo de combustível, custos de manutenção, durabilidade e valor de mercado na revenda.
A Volare se destaca justamente nesse conjunto. Desenvolvemos veículos que apresentam menor índice de depreciação e liquidez no mercado de usados. Além disso, contamos com uma rede de pós-venda consolidada.
Esses fatores garantem aos nossos clientes maior previsibilidade orçamentária, alta disponibilidade da frota e máxima eficiência diária na operação.
Agrishow: Vocês apostam em GNV, biometano e outras alternativas? Qual dessas tecnologias já é viável hoje no campo?
Volare: A Volare adota uma abordagem multienergética. Oferecemos soluções que incluem GNV, biometano, eletrificação total e o uso do etanol. A escolha da tecnologia mais adequada depende sempre da realidade de cada operação.
Hoje, o biometano e o GNV já se mostram viáveis em contextos comerciais, principalmente onde existe infraestrutura ou produção local. Esta última realidade dialoga com o agronegócio, onde resíduos de biomassa e dejetos são transformados em combustível na própria propriedade.
Agrishow: Sustentabilidade é essencial. O que a Volare faz hoje que reduz emissões?
Volare: A redução de emissões poluentes está diretamente ligada ao desenvolvimento de veículos com matrizes energéticas alternativas.
Um dos destaques do nosso portfólio é o lançamento do primeiro veículo de transporte coletivo híbrido elétrico a etanol do mercado, que combina eficiência energética com um biocombustível limpo, renovável e amplamente disponível no Brasil.
Complementarmente, soluções robustas como o Volare Fly 10 GV, que opera com biometano ou GNV, ampliam as possibilidades de redução da pegada de carbono na atmosfera.
Essas inovações permitem ao operador escolher a alternativa mais adequada à geografia do seu negócio, sem abrir mão do desempenho, da autonomia e da capacidade operacional que o transporte de passageiros exige.
Agrishow: O Brasil tem vantagem natural em biocombustíveis. Como a Volare está explorando isso?
Volare: A Volare reconhece o potencial do Brasil em biocombustíveis e direciona seus investimentos para aproveitar essa vantagem competitiva.
O uso do etanol em soluções disruptivas, como demonstrado no pioneirismo do nosso veículo híbrido elétrico a etanol, comprova o compromisso da marca em desenvolver tecnologias alinhadas à realidade energética nacional.
Além disso, o avanço em biometano reforça essa mesma linha estratégica, especialmente em contextos do agro, onde há um potencial gigantesco para a produção própria de combustível.
Dessa forma, a Volare une com sucesso a inovação industrial à utilização inteligente de recursos renováveis disponíveis, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável, integrada e conectada ao futuro do país.
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