Sustentabilidade

Entenda como é produzido o E2G

O processo de produção do etanol de segunda geração é basicamente o mesmo destinado à produção do etanol comum, diferenciando-se apenas pela matéria-prima utilizada no processo produtivo.

Na tecnologia de segunda geração, os coprodutos da fabricação convencional de etanol e açúcar, que, em parte, já são direcionados à cogeração de energia, serão matéria-prima para produção dessa nova geração do biocombustível.

Rodrigo Pacheco, gerente industrial de E2G, na Raízen, explica que durante a fabricação do etanol celulósico, os resíduos passam por um pré-tratamento em que suas fibras são desestruturadas e, depois, são transformadas em açúcares solúveis por meio de processo chamado “hidrólise enzimática”.

Nessa etapa, utilizamos uma tecnologia de enzimas específica para a fabricação do etanol de segunda gerações”, explica Pacheco. Essa tecnologia foi desenvolvida pela empresa dinamarquesa Novozymes, parceira da Raízen neste projeto.

Na fase seguinte, a fermentação converte o açúcar em etanol, que é purificado na destilação, sendo posteriormente enviado para a comercialização.

Desafios e oportunidades do etanol de segunda geração

Segundo Pacheco, as operações para produção do etanol de segunda geração resultam em uma emissão de gases significantemente menores que o etanol convencional. “Isso ocorre graças à integração com instalações e práticas já existentes na unidade Costa Pinto”, explica. Esta unidade é sediada em Piracicaba (SP) e é uma das maiores unidades da companhia.

Dessa forma, o gerente industrial da Raízen, explica que um dos pontos chave do sucesso dessa tecnologia é a integração da planta de segunda geração à de primeira geração. “Essa sinergia proporciona benefícios logísticos significativos”, explica.

Além disso, o profissional ressalta que a pegada de carbono do E2G em uma unidade integrada é, atualmente, 35% menor do que a pegada média do etanol brasileiro produzido a partir de cana-de-açúcar. “Esse biocombustível tem potencial para elevar em cerca de 40-50% a capacidade de produção de etanol da Raízen com a mesma área plantada”, salienta.

O maior desafio na atualidade é conseguir produzir cada vez mais litros por tonelada de cana. Para superar esse desafio, a companhia vem investindo continuamente em tecnologia e inovação para garantir melhor eficiência operacional.

Nós da Raízen, estamos continuamente superando desafios tecnológicos e operacionais ao longo de quatro safras desde que iniciamos essa operação”, diz Pacheco.

Para superar esses desafios, Pacheco salienta ainda que já foram realizadas melhorias em diversos aspectos.

Já realizamos melhorias nos processos de pré-tratamento, desenvolvimento de novos materiais, combate ao desgaste dos equipamentos (provocados pelas impurezas da biomassa) e investimentos em projetos de melhoria para aumentar a eficiência na recuperação dos açúcares em diferentes etapas da produção, o que diminui perdas nos processos”.

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