Sempre tive a certeza de que seria jornalista. A ideia de contar histórias me fascinava desde a adolescência. O que eu não imaginava era que esse amor ganharia novos contornos quando o agronegócio cruzasse o meu caminho.
Dentro da Universidade, o agro nunca foi mostrado como uma opção. Mas como eu acredito que aquilo que é nosso nos encontra, nos encontramos em 2012, durante um estágio em um dos maiores sites de notícias do setor no país. Nos primeiros meses, confesso: parecia ser incompreensível. Termos como os utilizados nos mercados de commodities agrícolas, boi gordo ou entender a florada do café soavam distantes e difíceis de compreender.
Mas, aos poucos, tudo foi se encaixando. O entendimento veio, e com ele, o amor. Cresci profissionalmente e também como pessoa. Conheci pessoas que levo comigo até hoje e tive a oportunidade de enxergar de perto um Brasil que muitos ainda não conhecem: o Brasil que produz.
Vieram as viagens, do Norte ao Sul do país, para comunicar como funcionam as produções agrícolas e mostrar os desafios diários enfrentados pelos produtores rurais.
Graças ao agro, conheci boa parte dos estados brasileiros e até mesmo o Paraguai, sempre acompanhando a jornada dos alimentos, do campo à mesa.
Também participei das principais feiras e eventos do setor, acompanhando de perto como tecnologia e inovação são motores propulsores do agronegócio. Fazer parte desse segmento é estar em contato diário com histórias reais, com pessoas e com a responsabilidade de comunicar um setor essencial para o mundo todo.
A grande verdade é que o agro foi um amor à segunda vista. E, como costumamos dizer na comunicação do setor, depois que somos “picados pelo bichinho do agro”, nunca mais saímos dele.
Depois desse capítulo, vivi outras histórias em diferentes veículos de comunicação até que surgiu a ideia de criar o perfil A Menina do Agro. O que começou como um portfólio no Instagram se transformou, com o tempo, em um canal para levar informação, conexão e diálogo tanto para quem vive no campo quanto para quem está fora dele.
E, depois disso, nunca mais foi apenas trabalho.
Não sei exatamente para onde a estrada me leva, mas sei de onde vim.
E enquanto houver histórias no campo, haverá sentido em seguir contando.