A gestão de riscos na atividade agrícola tem ganhado relevância diante da maior variabilidade climática observada nos últimos anos. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2025 esteve entre os três anos mais quentes já registrados.
Esse cenário tem ampliado a frequência de eventos como secas, enchentes, ondas de calor e também geadas mais intensas, com impactos diretos sobre o agronegócio.
No Brasil, episódios recentes de calor extremo e estiagem já impactaram a produtividade de culturas como a soja, com reduções relevantes em algumas regiões produtoras, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Neste cenário, cada vez mais as tecnologias de monitoramento climático e integração de dados passam a apoiar decisões no campo e a reduzir esses efeitos.
Impactos climáticos no agronegócio brasileiro
Sensores instalados nas propriedades rurais que captam informações como temperatura, umidade do solo e volume de chuvas estão entre as tecnologias que têm auxiliado o produtor rural a enfrentar esses desafios. O uso de plataformas que integram diferentes fontes de dados, como informações climáticas, históricos de produtividade e dados operacionais da fazenda, permite ao agricultor organizar e analisar informações em tempo real, o que possibilita uma visão mais ampla das condições da lavoura.

Inovações na gestão agrícola
Para João Marchesan, presidente da Agrishow, o avanço dessas ferramentas permite uma mudança estrutural na forma de gerir a atividade agrícola.
“A gestão de riscos deixou de ser baseada apenas em experiência e passou a incorporar a inteligência de dados como parte da estratégia produtiva. Em um cenário de maior instabilidade climática, o produtor precisa trabalhar com previsibilidade e capacidade de resposta. Na prática, esses recursos permitem ajustar a data de plantio com base em previsões de chuva, definir janelas mais adequadas para aplicação de defensivos e calibrar a irrigação conforme a umidade do solo medida em tempo real”, diz.
Na Agrishow deste ano, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, essas tecnologias terão destaque. “Queremos aproximar o produtor dessas inovações para mostrar como essas ferramentas podem ser implementadas de forma prática na rotina das propriedades rurais. Ao reunir empresas, especialistas e profissionais do campo, contribuímos para a difusão de recursos que ampliam a capacidade de gestão, reduzem incertezas e apoiam uma produção mais eficiente diante dos desafios climáticos”, conclui Marchesan.
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