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Números do agronegócio

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2021 - VBP- de 2021 chegou a R$ 1,129 trilhão, um recorde, e 10,2% superior ao VBP de 2020.

O Agrishow de 2022 vai acontecer após um ano com bons resultados do setor rural brasileiro. O Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2021 - VBP- de 2021 chegou a R$ 1,129 trilhão, um recorde, e 10,2% superior ao VBP de 2020. Boa parte desse crescimento, obviamente, se deveu aos preços mais altos das principais commodities produzidas aqui, até porque a safra de grãos, por exemplo, cresceu muito pouco em volume sobre o ano anterior, em função de questões climáticas mais do que conhecidas, como a seca longa no primeiro semestre inteiro de 2021 e as geadas tenebrosas de final de junho e começo de julho. As lavouras (agricultura) cresceram 12,7% em relação ao ano anterior, atingindo o valor de 768,4 bilhões de reais, o que correspondeu a 68% de todo o VBP nacional. A pecuária cresceu um pouco menos, ou 4,9% sobre 2020 equivalendo a 32% do total, no valor de 360,8 bilhões de reais.

São números positivos para o país e para o setor de maneira geral, embora nem todos os produtores tenham se beneficiado com eles: quem não sofreu os efeitos dramáticos da seca e das geadas foi privilegiado, porque os preços subiram muito.

Observa-se que alguns produtos tiveram VBP recorde também, como é o caso da soja, com R$ 366 bilhões. O milho, mesmo com a quebra de cerca de 20 milhões de toneladas, chegou a R$ 125,2 bilhões, o algodão a R$ 27,6 bilhões e o arroz a R$ 20,2 bilhões. No caso das proteínas animais, a carne bovina rendeu R$ 150, 9 bilhões, a de frango R$ 108, 9 bilhões e leite bateu em R$ 51,8 bilhões.

E os dados foram igualmente relevantes para as exportações do agro, que atingiram o recorde de  120,59 bilhões de dólares, ou 19,7% a mais que em 2020.

O complexo soja foi  de novo o produto mais importante, atingindo 48,01 bilhões de dólares, seguido pelas carnes, com 19,86 bilhões, pelos produtos florestais, com 13,94 bi e pelo complexo sucroenergético, com 10,26 bilhões  de dólares.

A China foi, de longe, o maior destino das exportações, com 41,02 bilhões de dólares (34% do total exportado), seguida da União Europeia, com 18,01 bi (14,94% do total) e dos Estados Unidos, com 9,07 bi (ou 7,52%). Vale notar, no entanto, uma curiosidade: o crescimento maior foi para os Estados Unidos, cerca de 30,3% sobre 2020, enquanto para China e UE a porcentagem de aumento foi de 20%. Embora com volumes bem menores de dinheiro, os países que tiverem maior crescimento nas importações do agro brasileiro foram o Irã, com mais 70,3% e a Tailândia, com mais 38%.

Para 2022, havia estimativas bastante otimistas, com a expectativa de que o VBP chegasse a R$ 1.162 trilhão, ou 2,9% a mais do que o recorde de 2021. Infelizmente, porém, houve falta de chuva em parte do Mato Grosso do Sul, em parte de Sao Paulo e em todos os estados da região sul do país, de modo que houve uma sensível quebra na produção e soja e milho da safra de verão. Sobre a safra de inverno do milho, a janela de plantio foi melhor que a do ano passado, de modo que a produção vai depender demais do clima, e se espera que o La Niña, que já afetou duramente as regiões referidas não perturbe tanto aos produtores. Seria o segundo ano seguido de frustrações, o que, além de impedir o combate a inflação que ocorreria com a abundância, se somaria a um enorme aumento dos custos de produção para 2023, especialmente nos casos de fertilizantes e defensivos. Vamos aguardar os resultados, inclusive as ações que o governo federal está tomando para mitigar os grandes prejuízos já verificados. 
 

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