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Rastreabilidade agrícola segurança alimentar em toda a cadeia produtiva

Rastreabilidade agrícola: segurança alimentar em toda a cadeia produtiva

Produtos agrícolas, de origem animal ou vegetal, percorrem um longo caminho até o consumidor final. Diversos intermediários atuam fazendo o produto sair da fazenda, passando por possíveis beneficiamentos e posteriormente sendo colocados nas prateleiras de supermercados para, enfim, chegar à mesa.

O acompanhamento de cada etapa desse processo é essencial. E a forma mais eficiente de fazer isso é promover a rastreabilidade dos produtos agrícolas.

Assim, uma boa rastreabilidade garante que cada processo seja controlado com um acompanhamento mais eficaz, em que alterações nas etapas da produção podem ser rapidamente detectadas, diminuindo a chance de falhas e garantindo maior segurança alimentar. Mas você sabe o que é rastreabilidade?

Rastreabilidade, o que isso significa?

Conhecer a origem do alimento industrializado, além de facilitar a identificação de possíveis “não-conformidades” é fundamental para a garantia da qualidade. A rastreabilidade tem exatamente esse objetivo.

Um sistema de rastreabilidade é, portanto, um conjunto de medidas que possibilitam controlar e monitorar sistematicamente todas as entradas e saídas nas unidades, sejam produtivas, processadoras ou distribuidoras, garantindo a origem e a qualidade do produto final.

No mercado agrícola atual - cada dia mais competitivo -, a rastreabilidade dos produtos funciona como um diferencial no mercado, tornando-o mais competitivo e menos sujeito às instabilidades do mundo globalizado.

Vantagens e desvantagens da rastreabilidade

Muita gente pensa sobre as vantagens e desvantagens de se rastrear um produto, porém, para a rastreabilidade elas não existem. Estranho falar isso, mas na verdade a rastreabilidade é uma necessidade do produtor que deve seguir uma exigência do mercado.

Para Celso Vegro, diretor técnico do IEA (Instituto de Economia Agrícola), "a rastreabilidade tornou-se necessária para o cumprimento da exigência crescente dos mercados consumidores."

Segundo Vegro, depois das crises de contaminação de produtos agroalimentares (iniciada com o pânico em torno da carne contaminada pelo mal da vaca louca), rastrear virou sinônimo de manutenção das parcelas de mercado conquistadas e não aderir a essa tecnologia representará perda de mercados e a longo prazo inviabilidade do negócio.

Sabe-se também que surtos de doenças (como a vaca louca) podem afetar toda a cadeia, culminando em um sério problema para o Estado. A rastreabilidade ajudará a minimizar esses riscos, facilitando a localização do foco de problemas e tranquilizando a população, o exportador e dando credibilidade ao próprio Estado.

Quais produtos agrícolas podem ser rastreados?

Sistemas de rastreabilidade são intrínsecos a qualquer tipo de certificação de produtos agropecuários e alimentares. Vegro cita que “a invenção do código de barras permitiu a adaptação dessa tecnologia para qualquer tipo de mercadoria, tornando-a perfeitamente rastreável.”

A partir do código de barras, a rastreabilidade pode ser aplicada a qualquer elo de cadeia produtiva (produtos vegetais, animais, processados - de origem vegetal e animal - ou distribuídos), em que cada uma terá critérios específicos para a qualidade final do produto.

Implantar um programa de rastreabilidade do zero no Brasil não é uma tarefa simples e envolve custos, além de mudanças nos conceitos de produção adequando-a as exigências das certificadoras. Porém, quando bem estruturados trazem diversos benefícios para o sistema agrário brasileiro, gerando, inclusive maior lucratividade.

Tais custos são difíceis de serem estimados, visto que os valores variam significativamente entre setores e entre agentes dependendo do tipo de tecnologia usada, da quantidade de informação envolvida, da complexidade da cadeia alimentar, da cultura e do tipo de certificação escolhida.

Como começar a rastrear meus produtos? 

O processo de rastreabilidade é longo e não é tão barato, visto que antes de rastrear o produto o agricultor precisa obter certificados (públicos e privados) para assim introduzir a rastreabilidade com maior transparência.

É o que diz Celso Vegro. “A rastreabilidade não é coisa simples e requer muito investimento, pois antes de tudo há que se obter certificados creditando a origem e os métodos empregados no cultivo e ou na criação, para depois introduzir a rastreabilidade com total transparência para os clientes.”

Além disso, antes de optar por certificar seus produtos, o produtor precisa entender que a rastreabilidade exige, por princípio, um mínimo de contabilidade (controle de entradas e saídas, destinos e procedências, entre outros) e controle sobre a produtividade.

Por fim, ciente que seu produto está apto a ser rastreado, o agricultor interessado pela certificação/rastreabilidade deve se remeter a uma entidade certificadora responsável. Esta por sua vez, indicará um inspetor (técnico especializado) que fará uma primeira visita ao estabelecimento, certificando (ou não) a propriedade.

O processo de certificação/rastreabilidade continuará até que o produto seja certificado oficialmente. É necessário lembrar que o inspetor fará visitas recorrentes à propriedade para garantir a qualidade da produção.

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