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Como o agronegócio pode se beneficiar dos “Vales do Silício Brasileiros”?

Como o agronegócio pode se beneficiar dos “Vales do Silício Brasileiros”?

Você já ouviu falar no Vale do Silício, localizado nos Estados Unidos? A região representa uma face muito conhecida quando o assunto é inovação tecnológica, tanto que lá estão empresas como Google, Apple, Facebook e Netflix. Muitas das inovações lá desenvolvidas viraram tendência tecnológica em todo o mundo.

Mas você sabia que o Brasil também tem seus “Vales do Silício”? Porém, diferente dos EUA o enfoque desses verdadeiros polos tecnológicos é voltado diretamente ao agronegócio. Um desses polos de inovação está localizado na região de Piracicaba e vem sendo conhecido como “Vale de Piracicaba”. Nesta região que está localizado o AgTech Garage, considerado um importante hub de startups e de fomento de desenvolvimento de projetos ligados ao agronegócio.

AgTech Garage: Conexão gera Inovação

O projeto do AgTech Garage é relativamente recente, mas já vem sendo conhecido como um dos principais hubs de inovação do Agronegócio a nível mundial. Esse polo de inovação do agronegócio tem parcerias bastante alicerçadas com variadas empresas líderes nos seus segmentos. Por essa razão, Tomé explica que essa iniciativa é protagonista de uma nova dinâmica da inovação no Agro, que vem sendo aberta, em rede, colaborativa e muito ágil.

As iniciativas do AgTech Garage promovem a conexão entre grandes empresas, startups, produtores, investidores, academia entre outros atores do ecossistema de inovação e empreendedorismo do Agro, para desenvolver soluções tecnológicas que aumentem a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro”, diz o empreendedor e fundador do AgTech Garage, José Tomé.

Segundo Tomé “Conexão Gera Inovação”, ou seja, quando todos estão conectados e com os mesmos objetivos, a inovação será um resultado muito mais próximo e faz questão de citar os parceiros que fazem a AgTech Garage acontecer:

  • Parceiros de Inovação: Bayer, Ourofino, OCP Group e Ourofino Saúde Animal.
  • Parceiros do Ecossistema: Arysta, Agrigento, Cargill, Dairy Partners Americas (DPA), Fermentec, GDM Seeds, Genesis Group, John Deere, Lots Group e Ourofino Agrociência.
  • Demais parceiros: AguassantaDI, CBA and TozziniFreire Advogados.

Como startups podem participar dos polos de inovação do agronegócio?

Várias são as possibilidades para que uma empresa consiga participar de um polo de inovação no agronegócio.

No caso do AgTech Garage, Tomé diz que as startups podem participar como residentes e ter a oportunidade de se conectar diretamente com potenciais parceiros, produtores e investidores. “Ao ser residente, a Startup terá exposição para o mercado. Poderá também participar de eventos de formação empreendedora e programas de mentoria”, explica.

Além disso o fundador da AgTech Garage indica que startups de todo Brasil podem participar virtualmente através de uma plataforma digital. “Estando na plataforma a startup terá a possibilidade de participar dos desafios e chamadas dos partners, poderá ser convidada para eventos presenciais e também vai se conectar com outros empreendedores para troca de experiência”.

Incentivo para novos polos tecnológicos em agronegócio

Na opinião de Tomé, essa iniciativa do Vale do Piracicaba representa um importante estímulo e incentivo para o surgimento de novos polos tecnológicos, que trarão inovação ao agronegócio de todo o Brasil.

Cidades com polos tecnológicos, que também estão sendo chamadas de distritos de inovação, são fundamentais para acelerar desenvolvimento de tecnologias para o setor”.

Tomé ainda ressalta que os desafios da atualidade são cada vez mais complexos e multidisciplinares, por isso as soluções passam necessariamente por parcerias entre os diferentes atores do ecossistema de inovação. “Hoje nossa capacidade de inovar é diretamente proporcional à nossa capacidade de se conectar. Desse modo, as cidades com polos tecnológicos promovem essas conexões, principalmente na velocidade que se necessita”, diz.

O Vale do Piracicaba é um desses distritos de inovação, pois concentra diferentes atores que juntos estão acelerando diferentes tecnologias. Na AgTech Garage, as inovações em andamento são:

  • Uso de dados para automação da tomada de decisão de manejo, como é o caso da Smartbreeder;
  • Digitalização de florestas para facilitar o inventário florestal, caso da Forlidar;
  • Uso de satélites para monitoramento da lavoura de cana, inovação da IDGeo;
  • Mitigação de risco bancário, caso da TerraMagna;
  • Inteligência para controle da mastite na produção de leite; que vem sendo desenvolvida pela OnFarm;
  • Novas formas de educação para o campo, caso da EducaPoint. “A EducaPoint é uma espécie de Netflix do agro”, explica Tomé.

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