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Aplicativo apadrinhado pelo Google se adapta às necessidades do produtor brasileiro

Aplicativo apadrinhado pelo Google se adapta às necessidades do produtor brasileiro

Aplicativos são uma ferramenta cada vez mais usada no agronegócio. E desenvolvedores brasileiros estão se destacando na criação de novas tecnologias para os produtores, sendo que uma das soluções chamou a atenção do Google e da NASA. Conversamos com a CEO da Agrosmart, Mariana Vasconcelos, sobre os desafios em criar apps que atendam às necessidades do produtor brasileiro e o impacto na produtividade nacional.

Agrishow - Quais os principais desafios em desenvolver aplicativos para agronegócios no Brasil? 

Mariana Vasconcelos - O principal desafio é criar algo que corresponda a real necessidade do produtor e seja simples e robusto ao mesmo tempo para se adaptar a infraestrutura e peculiaridade do nosso agronegócio brasileiro.

De que maneira eles impactam a produtividade nacional?

As novas tecnologias têm trazido maior controle e eficiência operacional, redução de custo e de impactos ambientais além de aumento de produtividade. Devemos ter que aumentar nossa produção em até 70% até 2050 para alimentar 9 bilhões de pessoas, é esperado que quase totalidade deste aumento venha da aplicação de novas ferramentas tecnológicas e as startups estão desempenhado um papel relevante disponibilizando este tipo de tecnologia para os produtores.

Existe um “caminho certo” para fazer um aplicativo dar certo no Brasil?

Não existe um caminho certo, é preciso muito esforço, paixão e “barro na bota” para fazer as coisas darem certo. O empreendedor tem que estar disposto a fazer uma imersão no contexto agro e conhecer de perto as necessidades do produtor. É preciso também muita persistência, pois é uma indústria mais tradicional e, em geral, você precisa primeiro mostrar que funciona para então ter uma adoção.

Seu aplicativo foi acelerado pelo Google. O que isso facilita no desenvolvimento do projeto?

O programa impactou diretamente o nosso produto. Além do aporte financeiro e imersão no Vale do Silício, nós conseguimos melhorar a performance da aplicação e a experiência do usuário.

E qual o impacto em ter parceria com a NASA?

A nossa imersão na Singularity University nos trouxe uma visão sistêmica das tecnologias exponenciais e dos desafios envolvidos no agronegócio mundial. Entendemos que era possível criar um negócio ao mesmo tempo em que impactamos a vida das pessoas e o meio ambiente positivamente. Trouxemos isso muito forte como missão da empresa o que abriu muitas portas para trabalhar com pessoas que acreditavam nas mesmas coisas que nós. Além disso, a Agrosmart começou a adotar tecnologias em satélite, trazendo uma visão macro da saúde da plantação, podendo fornecer uma solução mais completa paro produtor.

Você quebrou alguns padrões do agronegócio brasileiro: ajudou a integrar campo e tecnologia, ainda que muitas pessoas achem difícil isso acontecer, tem parcerias com grandes nomes e é, reconhecidamente, uma líder de inovação para um segmento, majoritariamente masculino. Isso facilita seu trabalho ou faz com que exista uma cobrança maior em saber qual será seu próximo passo?

Existe uma determinada resistência inicial, mas acredito que mais por ser jovem do que por ser mulher. A mulher tem cada vez mais um papel relevante no agronegócio brasileiro, em alguns países a agricultura é predominantemente feminina. Nesse sentido, acho que independentemente do sexo, todos os líderes, ainda mais na área de inovação estão sempre se cobrando ao máximo para estar à frente e abrindo novos caminhos para descobrir tecnologias que podem mudar a vida das pessoas.

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