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Conheça os principais pontos da nova cartilha da ONU para práticas sustentáveis na agricultura

Conheça os principais pontos da nova cartilha da ONU para práticas sustentáveis na agricultura

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas) lançou a cartilha baseada em PEAA (Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura) com orientações para empresas de alimentos e agricultura do País adotarem práticas em conformidade com os ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. O documento apresenta exemplos e soluções aplicados por diversas organizações em busca de um sistema produtivo mais sustentável, pautados por práticas socioambientais responsáveis, que levam em conta a preservação dos ecossistemas naturais, sociais e culturais de cada região.

As propostas visam atender o aumento de 77% da demanda por alimentos nos países em desenvolvimento, previstos pela FAO (Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), devido ao crescimento populacional para 9,7 bilhões até 2050. “Há muito tempo somos apresentados como celeiro do mundo, mas temos condições de ser muito mais e assumirmos a condição de berço de um novo modelo de desenvolvimento, em que toda a cadeia de agricultura e alimentos seja sustentável”, comenta a diretora de Sustentabilidade e Comunicação da AMAGGI e coordenadora do GT de Alimentos e Agricultura, Juliana de Lavor Lopes.

A primeira ação das empresas integrantes do GT é preencher, até março, ao painel de gestão inserido na cartilha para identificar as suas prioridades de trabalhos. Depois disso, elas se reúnem para debater a prioridade de todos. Juliana explica que se para uma empresa o foco é água e para outra é biodiversidade, mas ambas acreditam em divulgação de tecnologias, é para esse caminho que que o grupo irá caminhar. Embora as companhias possam atuar individualmente em seus focos de ação.

Isso vai impactar nos trabalhos dessas empresas com os produtores, que vão depender das decisões das companhias para efetivamente sofrerem as ações da cartilha. A coordenadora do GT de Alimentos e Agricultura, no entanto, afirma que o Brasil já tem 80% do caminho percorrido para atingir os ODSs, pois muitos produtores, como os de café e sofá, já trabalham com certificações – item vinculado aos projetos apresentados.

O material é organizado em seis princípios:

  1. Promover segurança alimentar, saúde e nutrição;
  2. Ser ambientalmente responsável;
  3. Garantir viabilidade econômica e compartilhar valores;
  4. Respeitar os direitos humanos, criar trabalho digno e ajudar as comunidades rurais a prosperarem;
  5. Incentivar a boa governança e a responsabilidade,
  6. Promover o acesso a transferência de conhecimento, habilidades e tecnologia.

Que por sua vez, são divididos em frentes de atuação, com exemplos de práticas para o trabalho de cada tema. Essa estrutura ajuda as empresas a compreenderem distinção entre uma sólida estratégia para um tema de uma prática ou projeto específico. Os PEAA, são uma adaptação dos 17 ODSs para o setor de Alimentos e Agricultura, com foco na atuação específica do setor privado, que pretendem:

  1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;
  2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhoras a nutrição;
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos;
  4. Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade;
  5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas a mulheres e meninas;
  6. Garantir disponibilidade e manejo sustentável de água;
  7. Garantir acessos à energia barata, confiável e sustentável;
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável;
  9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva;
  10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles;
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes;
  12. Assegurar padrões de consumo e produção sustentável;
  13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima;
  14. Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos;
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável das florestas;
  16. Promover sociedades pacificas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável,
  17. Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global.

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