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Articles from 2018 In September


Confira os 3 materiais mais acessados em setembro

Confira os 3 materiais mais acessados em setembro

Técnicas para fazer com que o solo arenoso possa alcançar altos níveis de produtividade, escolha da melhor técnica de irrigação e o destino do café brasileiro foram os três materiais mais acessados em setembro no canal de conteúdo da Agrishow.

Solos arenosos são terras com produtividade relativamente baixa, devido à alta porosidade e consequente capacidade reduzida de retenção de água, dificultando a oferta de nutrientes para as plantas. Porém, mesmo com baixa qualidade, o solo arenoso vem sendo amplamente utilizado na agricultura, devido à grande necessidade da expansão agrícola presente no Brasil nos últimos anos e têm se tornando um verdadeiro desafio para produtores que buscam maior produtividade.

Uma das maneiras de obter melhor produtividade é escolhendo a irrigação correta para sua produção; e para isso, o produtor precisa escolher por aqueles mais eficientes seguindo suas necessidades, evitando perdas de água. São pelo menos três opções mais utilizadas no agronegócio brasileiro.

O nosso café já foi consumido por 127 países no último ano. A exportação de café brasileiro chega a países como Estados Unidos, Alemanha Itália, Japão e Bélgica, que são nossos principais parceiros comerciais. E para receber o produto brasileiro, os principais países importadores fazem algumas exigências.

Compactação: conceito correto – ações corretas

Compactação: conceito correto – ações corretas

 

Prof.Dr. Rubismar Stolf

 

Professor Titular Departamento de Recursos Naturais e Proteção Ambiental Centro de Ciências Agrárias - UFSCar

 

Um conceito ou uma definição errada de um problema pode levar a soluções erradas”. O conceito de compactação encontra duas aplicações principais: na engenharia agronômica e na civil.

Nesta última, em geral, deseja-se um solo compacto e sem grandes poros para maior resistência e baixa permeabilidade, evitando a mobilização do solo, infiltrações e erosões, sendo aplicado em barragens de terra, estradas, terraços de contenção de água e taludes. Na agricultura espera-se que o solo não se apresente compactado. Ambas as áreas buscam objetivos opostos: uma, aumentar a densidade do solo (civil), a outra, manter a densidade do solo a níveis baixos (agronômica).

A densidade do solo mede a concentração da massa do solo por unidade de volume. Na compactação as partículas se aproximam sob pressão e, com isso, aumentando a densidade. Dessa forma, induz-se a conclusão de que a densidade do solo é suficiente para definir o estado de compactação do solo agrícola o que não é totalmente correto.

Conceito do estado de compactação do solo agrícola

Os solos são compostos de espaços vazios, ou seja, poros de variados tamanhos, classificados em física do solo como macroporos (maiores de 0,05 mm de diâmetro) e microporos (igual ou menores de 0,05 mm). Os poros maiores são responsáveis pela dinâmica dos fluidos: pela rápida infiltração de água e difusão de ar (aeração do solo). Ao trafegar com veículos pesados na lavoura, sob pressão, esses espaços porosos tem seu volume diminuído. Contudo, os poros maiores, em especial, colapsam, reduzindo seu volume. Com a perda de macroporos ocorre redução da aeração do solo e portanto, do fornecimento de oxigênio para as raízes, reduzindo o volume das raízes e limitando o desenvolvimento da planta. Dessa forma o melhor indicador do grau de compactação é a macroporosidade (volume de macroporos/volume de solo. Há um consenso na literatura que em geral valores abaixo de 0,10 m3/m3 (10 %) limita a aeração da raiz, sendo considerado solo compactado.

Exemplificando: a porosidade total de um solo é 0,55 m/m3 (55 %); a macroposidade = 0,15 m3/m3 (15 %) e a microporosidade= 0,40 m3/m3 (40 %). Significado: 55 % do volume do solo é ocupado por espaços vazios, sendo 15 % por macroporos e 40 % por microporos (15+40=55). Como na compactação nos interessa a aeração, a macroporosidade indica, no caso, um grau baixo de compactação, sem problemas.

Como a medida da porosidade é relativamente trabalhosa e leva cerca de 10 dias para ser realizada, a UFSCar (1) desenvolveu uma equação para estimar a macroporosidade utilizando apenas a densidade do solo (Ds) e o teor de areia:

Macro = 0,693 – 0,465 Ds + 0,212 Areia

Exemplo 1: solo com densidade 1,40 e 0.20 de areia resulta macroporosidade = 0,085 (8,5 %)

Exemplo 2: solo com densidade 1,60 e 0.80 de areia resulta macroporosidade = 0, 156 (15,6 %)

Como conclusão: o solo com a maior densidade é bem arejado e não possui problemas de compactação, enquanto que o com menor densidade é o que possui problemas, necessitando ação corretiva de descompactação. Dessa forma demonstra-se que não basta a densidade do solo para definir o grau de compactação, sendo necessária a associação da textura do solo, representada pelo teor de areia, conforme a equação apresentada acima.

(1) STOLF, R.; THURLER, A. M.; BACCHI, O. O.S.; REICHARDT, K. Method to estimate soil macroporosity and microporosity based on sand content and bulk density. Rev. Bras. Ciênc. Solo. 2011, vol.35, n.2, pp.447-459.

Melhore seu cultivo com a análise do solo!

Melhore seu cultive com a análise do solo!

 

José Ronaldo de Macedo – Pesquisador da Embrapa Solos

 

Adoildo da Silva Melo – Técnico da Embrapa Solos

 

Deve-se fazer a análise de solo como parte de um planejamento da instalação das culturas agrícolas, como prevenção para futuros problemas nutricionais que podem facilitar o aparecimento de pragas e doenças. Com a realização da análise pode-se chegar a aumentar a lucratividade, pois haverá um aumento da produção e da resistência da planta, diminuindo os gastos com inseticidas, herbicidas e fungicidas.

A análise do solo é uma das maneiras de avaliação da fertilidade química do solo de uma propriedade e visa diagnosticar o estoque de nutrientes disponíveis no solo para as plantas. Essa informação é que será utilizada pelo técnico/produtor para que o mesmo faça suas recomendações de corretivos e adubações para os futuros cultivos.

A análise do solo deve anteceder o plantio de qualquer cultura, inclusive as de grãos como o milho, soja, feijão, arroz e outras. Neste caso, dentro do planejamento da propriedade, as coletas de amostras de solo devem ser feitas entre 60 e 90 dias antes do plantio. Esse prazo deve levar em conta que a amostra composta deve ser coletada, enviada ao laboratório para análise que, em geral, leva 15 dias para disponibilizar o laudo (resultados das análises).

Com base nos resultados da análise, será feita a recomendação de calagem e adubação o que implica em um prazo de compra e entrega dos produtos pela revenda (em geral sete dias). Caso seja necessário aplicar calcário, o plantio deverá ocorrer somente 45 dias da incorporação do corretivo (dolomítico ou calcítico). Somando todos os prazos e contando com a ajuda do clima, chega-se ao intervalo descrito acima.

Esses prazos são variáveis e dependem também se a área está sendo recém incorporada ao processo agrícola ou se a área já se encontra cultivada (áreas consolidadas) e/ou em Sistema de Plantio Direto (SPD). Nesse último caso, os prazos relativos a aplicação e incorporação dos corretivos podem até ser nulos.

As adubações químicas e/ou orgânicas devem ser sempre balizadas nos resultados da análise de fertilidade do solo. Com base nesse diagnóstico será possível fazer a recomendação das doses (quantidade), dos tipos de nutrientes (macro e micronutrientes), da forma de aplicação (no plantio ou em cobertura) e no parcelamento da adubação, otimizando assim, as correções da acidez do solo e das adubações, possibilitando a expressão do potencial produtivo da cultura. A correta interpretação dos resultados da análise de fertilidade tornará a recomendação mais racional e econômica do uso dos corretivos e fertilizantes.

A frequência das amostragens pode variar de um ano a até no máximo dois anos. Esse intervalo está em função do monitoramento da evolução da fertilidade de uma determinada área e de sua respectiva produtividade.

Em áreas de plantio que utilizam o sistema de agricultura de precisão, a amostragem do solo é sistematizada, feita por equipamentos específicos e georreferenciada. Neste caso, a amostragem pode ter um intervalo de tempo menor, porém esse tema que não será abordado aqui.

O mais importante é que o produtor entenda e não esqueça de que existe um conceito fundamental na agricultura, denominado com Lei da Restituição, a qual se baseia na necessidade de restituir ao solo, aqueles nutrientes absorvidos pelas plantas e exportados com as colheitas e, também, perdidos de alguma forma, como pela erosão do solo, pela fixação, volatização e/ou lixiviação.  Essa lei considera que haverá o esgotamento dos solos em decorrência do seu uso através dos cultivos sucessivos, ocasionando, assim, a redução da produtividade das culturas, desde que os elementos essenciais não sejam repostos via calagem ou adubação.

 

Bibliografia consultada

 

Manual de calagem e adubação do Estado do Rio de Janeiro – 2013

Fertilidade do solo. 2007. 1ª Edição. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo

 

Com que frequência devo analisar o solo e as melhoras formas de fazer?

Com que frequência devo analisar o solo e as melhoras formas de fazer?

 

José Ronaldo de Macedo – Pesquisador da Embrapa Solos

 

Adoildo da Silva Melo – Técnico da Embrapa Solos

 

A frequência da amostragem deve fazer parte de uma programação adequada de coleta e análise da fertilidade do solo para permitir avaliar a eficiência da calagem e adubação e, também, do efeito residual, pois é esperado, que com o passar do tempo de cultivo, haja a melhoria dos níveis de nutrientes no solo e com isso, ajustar os níveis de adubação para cada novo ciclo de plantio.

É oportuno ressaltar que não se deve restringir-se somente à avaliação da fertilidade do solo.  Para o correto diagnóstico do problema é importante que sejam verificados todos os fatores que interferem na produtividade das culturas, como o manejo da lavoura, no uso de sementes de alto potencial produtivo, na disponibilidade de água às culturas e, também, na época e forma de aplicação dos adubos e corretivos do solo (calcário).

Diversos autores têm relatado interações entre os níveis de fertilidade do solo, a nutrição da planta e sua influência no aumento ou redução da resistência das plantas a uma determinada doença ou praga. As relações entre hospedeiro-patógeno, suas inter-relações como os fatores ambientais e do balanço entre os teores de nutrientes é que vão aumentar ou reduzir a suscetibilidade da planta a determinada doença ou praga (Freire et al., 2013). Ainda de acordo com esses autores, nem sempre a ocorrência de pragas ou na década de 1970 doenças indica subnutrição da planta, pois alguns patógenos preferem plantas vigorosas decorrentes, por exemplo, do excesso da adubação nitrogenada. Por outro lado, teores adequados de cálcio e potássio e suas relações Ca/K ou Ca/Mg ou Mg/K podem promover resistências na planta, reduzindo assim a incidência de certas doenças.

Os agricultores por sua vez, visando manter os elevados níveis de produtividade das culturas de grãos, implementam rigorosos programas de nutrição durante o período vegetativo da lavoura, para não haver comprometimento em sua produção final e rendimento do cultivo. Porém essas recomendações técnicas de adubações pré-programadas podem ocasionar desequilíbrio nutricional na planta, devido à deficiência ou excesso de nutrientes, afetando a produtividade da cultura e aumentando a suscetibilidade a pragas e doenças.

O silício e o cobalto, apesar de ainda não serem considerados essenciais, têm sido recomendados no planejamento da adubação do milho e da soja interagindo na tolerância das plantas ao ataque de pragas e doenças e fixação biológica, respectivamente. O fato é que essas associações entre doenças/pragas e níveis de fertilidade do solo merecem mais estudos acurados.

De acordo com Lopes e Guilherme (2007) o manejo da fertilidade do solo por meio somente do uso eficiente de corretivos e fertilizantes é responsável, dentre os diversos fatores de produção, por cerca de 50% dos aumentos de produção e produtividade das culturas de milho e soja. Em termos de produtividade média de grãos a produtividade passou de 1,4 t/ha para 3,3 t/ha correspondendo a um aumento de 2,6 vezes, ou seja, de 160% em produtividade. Por outro lado, o aumento de área cultivada passou de 38 milhões de hectares para 57,6 milhões de hectares com um incremento de apena 1,5 vez, ou seja, de apenas 50% em área.

Em relação ao milho, a produtividade do milho aumentou 231,5% nos últimos 40 anos. Isso representa um crescimento médio anual de cerca de 5,8%. A produtividade do milho no Brasil evoluiu de 1.632 kg na safra 1976/77 para os atuais 5.409 kg por hectare na safra 2016/17 (estimado). Já a da soja nos últimos 25 anos a produção brasileira de soja triplicou. Esses incrementos de produtividade estão relacionados a todos os fatores de produção e não somente ao uso dos fertilizantes e corretivos.

A interpretação dos resultados das análises é feita após o estabelecimento de níveis para os elementos químicos do solo, o que se faz a partir de estudos de correlação entre os teores do elemento revelado pela análise e a resposta da planta à adição de quantidades suplementares do elemento ao solo. Essa correlação se faz mediante o preparo de curvas de calibração, cada uma válida para um dado nutriente (ou elemento químico) e preparada com os resultados das pesquisas de laboratório e de campo.

A partir da curva de calibração são estabelecidos os teores do elemento (nutriente) que limitam as classes de fertilidade. Convencionalmente, os teores que correspondem às produções relativas de 70%, 90% e 98%, respectivamente, definem os limites superiores das classes de fertilidade “muito baixa”, “baixa” e “média”. O valor que corresponde ao limite superior da classe média, multiplicado por dois dará o extremo superior da classe “alta”. Acima desse teor, os valores obtidos nas análises compreenderão a classe de fertilidade “muito alta”.

No caso do cultivo de grãos, o retorno do investimento em corretivos ocorre em até dois anos em terras recém-abertas, mas deve ser considerado um prazo de até quatro anos, que é o tempo médio para que todo calcário com PRNT na faixa de 90% se mineralize, perdendo o seu efeito corretivo da acidez do solo e do fornecimento de cálcio e magnésio.

Em termos de retorno do investimento financeiro relativo à aplicação de fertilizantes minerais, este deve ser recuperado ao final de cada safra de grãos, pois a diferença de produtividade em lavouras adubadas ou não, compensa o investimento em adubação mineral, sem considerar efeito residual que permanece no solo após cada cultivo. Esse adubo residual é que vai promovendo o incremento de fertilidade do solo com a evolução do tempo de cultivo da área.

Em regiões onde há falta ou dificuldade de se encontrar laboratórios que realizem análises químicas de solo que atenda ao produtor, a Embrapa Solos desenvolveu um laboratório móvel de análises de fertilidade do solo, que consiste em um laboratório completo, voltado as análises de fertilidade do solo, que opera dentro de um furgão: o Fertmovel.

Operando num espaço de apenas 14 metros cúbicos, o Fertmovel entrega uma análise de solo de fertilidade de rotina (pH, alumínio e alumínio+ hidrogênio, cálcio, magnésio, sódio, potássio e fósforo) ao cliente, num prazo máximo de 15 dias. “Inclusive, devido a uma parceria com o Instituto Brasileiro de Análises (IBRA), o Fertmovel já possui um software para saída de dados que fornece uma tabela de recomendação ao produtor”. A estimativa inicial é de realizar analisar 50 amostras por semana.

 

Bibliografia consultada

 

Manual de calagem e adubação do Estado do Rio de Janeiro – 2013

Fertilidade do solo. 2007. 1ª Edição. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo

 

Agronegócio tecnológico: conheça as principais inovações para o produtor

 

O uso de novas tecnologias é uma necessidade cada vez mais comum ao produtores agrícolas. Soluções que permitem acompanhar a engorda e a movimentação do gado, crescimento da lavoura, que permitem um armazenamento otimizado de suas produções, ferramentas que analisam o solo e que permitam uma melhor tomada de decisão já são realidade. Confira algumas das principais opções já ao alcance do produtor!

Plantio Direto ou Sistema Plantio Direto?

Plantio Direto ou Sistema Plantio Direto?

 

Luís Carlos Hernani

 

Alba Leonor Martins

Pesquisadores da Embrapa Solos

 

Original de regiões temperadas e introduzido no Brasil na década de 1970, o Plantio Direto (PD) constitui uma tecnologia caracterizada pela manutenção da palha sobre a superfície do solo e mobilização de solo restrita à linha de semeadura e está inserido nos preceitos da Agricultura Conservacionista.

Entretanto, o PD apresentou algumas limitações especialmente por não envolver necessariamente a diversificação de culturas o que induzia a não manutenção de adequada estrutura do solo e às elevadas taxas de decomposição dos restos culturais, ocorrência comum nas condições de solo e clima das regiões tropicais e subtropicais. Por isso, o PD precisou ser submetido a uma forte adaptação que culminou com o Sistema Plantio Direto (SPD).

 

Plantio Direto, porém, é diferente de Sistema Plantio Direto.

 

O SPD é adaptado às regiões tropicais e subtropicais, e que além da ausência de preparo de solo para o plantio e manutenção de resíduos culturais sobre a superfície do solo, enfatiza o uso das plantas vivas e diversificação de espécies, via rotação e/ou consorciação de culturas, incorporando o processo colher-semear, que representa a minimização ou supressão do intervalo de tempo entre colheita e semeadura, prática relevante para elevar o número de safras por ano agrícola e construir e/ou manter o solo fértil.

Adotar esse sistema requer, portanto, a geração contínua de fitomassa em quantidade, qualidade e frequência compatível com a demanda de solo e clima, e com isso mantém a cobertura permanente do solo. Para isso, é fundamental o não revolvimento ou preparo de solo.

 

A sensatez científica - aliança para o uso responsável de antimicrobianos na proteína animal

A sensatez científica - aliança para o uso responsável de antimicrobianos na proteína animal

Prof. Dr. José Luiz Tejon*

Antibióticos e antimicrobianos são coisas diferentes, mas vivem assustando todo mundo no mundo todo.

Então, como ficam as carnes na luta contra as bactérias? Podemos usar ou não os antibióticos e os antimicrobianos na criação da proteína animal? Ou serão esses agentes nocivos para a saúde humana?

Para enfrentar essas questões, foi criada uma aliança, uma associação de diversas entidades do setor de carnes, que têm como missão promover o uso racional e responsável dos produtos veterinários, com objetivo de proteger a saúde e o bem-estar animal para produzir alimentos seguros.

Na visão do professor João Palermo Neto, especialista em questões ligadas a análises de risco de resíduos de medicamentos veterinários em alimentos de origem animal e resistência bacteriana a antimicrobianos, titular e doutor da Universidade de São Paulo, “todos estão cercados por mitos acima de fatos”. Ele diz que as bactérias existem desde o surgimento do mundo e possuem uma elevada capacidade de adaptação e evolução. “Não iremos combater os micróbios com a ideia simples de abolir os antimicrobianos, precisamos de ciência nas decisões”, disse Dr. Palermo.

Nos próximos 50 anos precisaremos dobrar a produção de alimentos, e 70% desse trabalho será feito com tecnologia e produtividade. Não comunicar o risco significa o maior de todos os riscos doravante.

A aliança formada por Abag, Abiec, Abpa, PeixeBR, Assocon, Sindam, Viva Lácteos, dentre outras entidades, reconhece que a resistência antimicrobiana é um assunto de interesse global.

A verdade da história toda é que a diferença entre a essência e a aparência está na ciência. Se simplesmente eliminarmos os antimicrobianos, não iremos vencer a guerra com as bactérias. Por outro lado, se usarmos de forma errada, os antimicrobianos servirão para ampliar a resistência das mesmas.

Precisamos fazer uso da razão para o sucesso da One Health - proposta da OMS - que significa saúde humana, saúde animal e saúde ambiental de forma equivalente, e poderíamos acrescentar saúde vegetal.

*Jornalista, publicitário, mestre em arte e cultura com especializações em Harvard, MIT e Insead e doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai. Colunista da Rede Jovem Pan, autor e coautor de 33 livros. Coordenador acadêmico de Master Science em Food & Agribusiness Management pela AUDENCIA em Nantes/França e professor na FGV In Company. Considerado uma das 100 personalidades do agronegócio pela Revista Isto é Dinheiro. Homenageado pela Massey Ferguson como destaque no agrojornalismo brasileiro 2017. Conferencista com Prêmio Olmix – Best Keynote Speaker/Paris e Top Of Mind Estadão RH. Presidente da TCA International e Diretor da agência Biomarketing.

Confira os 10 materiais mais lidos no canal digital Agrishow

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Cuidados com o solo para deixa-lo mais produtivo - prestando atenção à irrigação, para não encharcar o cultivo ou usar pouca água -, destinos internacionais de nossos grãos, como realizar a poda de citros corretamente, armazenamento de tomates e tecnologias disponíveis para o produtor rural foram alguns dos materiais mais acessados em agosto pelos leitores do digital.agrishow.com.br. Confira:

Cultivo em solo arenoso pode render alto nível de produtividade agrícola

Quais técnicas utilizar para deixar o solo mais produtivo?

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Conheça os principais destinos do café brasileiro

Você realiza a poda de citros da maneira correta?

Prolongue o tempo de conservação de tomates com dicas de armazenamento

Agricultor familiar, entenda como inovações tecnológicas podem te ajudar

Você sabe o que são tecnologias embarcadas em máquinas agrícolas?

Entenda como produzir etanol a partir do excedente da produção de milho

Análise do solo: você conhece a real importância?

Quais as vantagens da Agricultura Conservacionista para o solo?

Quais as vantagens da Agricultura Conservacionista para o solo?

 

Luís Carlos Hernani

 

Alba Leonor Martins

Pesquisadores da Embrapa Solos

 

Praticada de acordo com os preceitos da Ciência da Conservação do Solo, consiste em um complexo de tecnologias de caráter sistêmico, a fim de preservar, manter e/ou recuperar os recursos naturais, mediante o manejo integrado do solo, da água e da biodiversidade, devidamente compatibilizado com o uso de insumos externos. E a implementação desse tipo de agricultura estabelece as relações entre o ser humano e os elementos da biosfera, na busca de benefícios de natureza econômica, social e ambiental, tanto para a atual como para as gerações futuras.

A agricultura conservacionista compreende:

 

  1. Preservação de Ecossistemas Frágeis (Aptidão Agrícola de Terras);
  2. Consideração às Limitações do Solo (Capacidade de Uso do Solo);
  3. Preparo Reduzido ou Plantio Direto;
  4. Preservação dos Restos Culturais (Erradicação de Queimadas);
  5. Diversificação de Culturas (Rotação e Consorciação de Culturas);
  6. Controle de tráfego e Uso Eficiente de Insumos (Agricultura de Precisão)
  7. Terraceamento, Semeadura em Contorno, Culturas em Faixas, Canais Escoadouros, Estradas Rurais etc..

 

Um dos importantes preceitos da Agricultura Conservacionista é a diversificação de culturas (rotação e consorciação de espécies vegetais), pois se refere à contribuição do solo no ciclo biogeoquímico do carbono (C).  A fotossíntese e a respiração são os processos que governam este ciclo, que se inicia quando as plantas absorvem o gás carbônico (CO2) da atmosfera para na fotossíntese produzir energia bioquímica e liberar o oxigênio (O2). O carbono é devolvido continuamente à atmosfera por meio da respiração durante a vida dos seres. Portanto, o balanço entre o C perdido pelo processo de respiração e o acumulado pela adição de fitomassa/raíz conduzem o solo à função de dreno ou fonte desse elemento.

Além da alteração dos estoques de C no solo, a diversificação de espécies vegetais traz inúmeros benefícios à rizosfera, região do solo que recebe influência direta das raízes em interação com microrganismos, favorecendo a formação de bons agregados, que definem a boa qualidade estrutural do solo. Esta por sua vez, propicia a infiltração, permeabilidade, armazenamento e disponibilidade de água; a permeabilidade e disponibilidade de ar; a difusão e armazenamento do calor; a disponibilidade e absorção de nutrientes; o bom crescimento radicular e a resiliência do solo que mantém suas propriedades sob forças internas/externas.

Existem limitações para culturas monitoradas para controle de pragas?

Existem limitações para culturas monitoradas para controle de pragas?

Segundo o co-fundador & CEO da IAgro - Inteligência no Agronegócio, Andrei Grespan, essa moderna técnica de monitoramento automatizado pode ser realizada em praticamente todo tipo de cultura. “O que irá mudar de cultura para cultura é o método de atração das espécies de interesse de monitoramento”, explica.

Neste sentido, Grespan explica que duas são as estratégias mais consolidadas: a atração via luminescente e a iscada.A primeira estratégia utiliza o emprego de fontes luminosas para atração e captura de insetos nas formas aladas e que apresentam fototropismo positivo.

Esta tecnologia é bastante eficiente na coleta de insetos das ordens Coleoptera (besouros), Lepidoptera (mariposas), Heteroptera (percevejos, cigarrinhas e cigarras), Orthoptera (gafanhotos e grilos) e Diptera (moscas e mosquitos)”, explica Grespan.

Já o segundo método está baseado na utilização de feromônios para a atração das espécies de interesse. Os feromônios são os mais importantes elementos da comunicação entre os insetos. São substâncias químicas de cheiro peculiar, presentes em cada espécie, que atuam como meios de comunicação.

A área de representatividade de monitoramento de cada armadilha também estará intimamente ligada à espécie monitorada e à forma de atração utilizada pela tecnologia de monitoramento automatizado.

No caso do monitoramento do bicudo no algodão (Anthonomus grandis) por exemplo, Grespan explica que uma armadilha irá monitorar e representar a densidade populacional deste inseto em uma área de até 5 hectares. Já no caso da cana-de-açúcar, no monitoramento da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), as informações coletadas por uma armadilha representam o equivalente a uma área de até 50 hectares.

O CEO ressalta que o objetivo desta tecnologia é fazer com que produtores, ao saberem quais são as áreas que realmente necessitam aplicações de defensivos, façam aplicações de maneira pontual e consciente, preservando o meio ambiente e garantindo o aumento da produtividade da lavoura.