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Energia livre é opção para produtores de todos os tamanhos; economia pode chegar a 40%

Energia livre é opção de economia para produtores de todos os tamanhos; economia pode chegar a 40%

Médios e grandes produtores rurais podem economizar com a compra de energia livre, uma vez que esse mercado é viável para empresas que têm demanda igual ou maior que 500 kW, de acordo com a Tradener, empresa de comercialização de energia elétrica. Existem duas esferas principais nas relações de compra e venda de energia no atual modelo brasileiro, conforme explica a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e o ACL (Ambiente de Contratação Livre).

Contratos no ambiente regulado têm regulação específica para itens como preço da energia e vigência de suprimento, não passíveis de alterações bilaterais pelos agentes, como explica a CCEE. Já no mercado livre, geradores, comercializadores, importadores e exportadores de energia e consumidores livres e especiais têm liberdade para negociar e estabelecer em contratos os volumes de compra e venda de energia e seus respectivos preços. Todos os contratos, tanto os celebrados no ambiente livre quanto no regulado, são registrados na CCEE. A seguir, Walfrido Avila, presidente da Tradener, explica os pontos principais que os interessados nessa modalidade precisam conhecer.

Economia

Consumir energia livre significa não comprar da modalidade convencional, que representa a maior parte da energia disponível no País, afirma. “O mínimo que se economiza com energia livre é em torno de 10%. Conforme a bandeira em que se opera, amarela ou vermelha, esse desconto pode chegar a 40%. Em uma média de 5 anos, essa economia pode variar entre 15% e 18%. Essas comparações são em relação à energia convencional."

Modalidades ou fontes de energia livre mais usadas no agronegócio

A modalidade é definida pelo tamanho. Uma grande cooperativa pode usar energia convencional no sistema livre e consegue bons descontos, embora não tenha “desconto no fio” como o consumo é maior. “Pequenos produtores não podem comprar energia convencional, eles têm que comprar energia efetivada, ou de PCH (Pequena Central Hidrelétrica), eólica (em menor escala ainda no Brasil), solar (também incipiente no país) ou proveniente de biomassa. Isso porque a energia livre é mais barata do que a incentivada, e todas as modalidades são mais baratas do que a regulada."

Atenção aos contratos

Avila alerta para o perigo de que hoje existem muitos atravessadores no mercado de energia e muitos consumidores estão sendo enganados. “Quem quer entrar no mercado livre precisa se aconselhar com grandes empresas, já estabelecidas, com histórico de fornecimento e de contratos”, avisa. “Principalmente em um momento de crise, às vezes nem ao menos existe energia disponível para o fornecimento que está sendo prometido”, observa o especialista.

Especialista apresenta 6 passos indispensáveis para reduzir riscos de perdas na lavoura

perdas da lavoura - riscos climáticos

O Brasil possui diversos mecanismos para reduzir riscos de perdas na agricultura, que entrelaçam estudos climáticos e boas práticas de cultivo. O ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) é um estudo em constante aperfeiçoamento, utilizado desde a safra de 1996. É revisado anualmente e publicado em portarias no Diário Oficial da União e no site do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares são analisados com uma metodologia validada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Assim, quantifica-se riscos climáticos que podem gerar perdas na produção. Esses estudos já contemplam 40 culturas, 15 de ciclo anual e 24 permanentes. Trata-se de um pacote tecnológico que o produtor deve observar para fazer jus ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), ao Proagro Mais (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária da Agricultura Familiar) e à subvenção federal ao prêmio do seguro rural. Agentes financeiros já condicionam a concessão do crédito rural ao uso do ZARC. Analista de pesquisa da Embrapa Pesca e Aquicultura, Balbino Evangelista, lista a seguir alguns dos principais fatores que o produtor deve compreender para não perder investimento.

Conheça bem sua cultura

O agricultor precisa conhecer o sistema de produção e buscar tecnologias de produção da cultura que pretende semear.

Entenda seu solo

De acordo com Evangelista, é preciso conhecer as características químicas e físico-hídricas dos solos (capacidade de armazenamento de água), efetuar as correções e adubações necessárias, de acordo com a cultura a ser cultivada.

Avalie sua região

"O produtor precisa saber também qual a cultura e cultivar a que for melhor adaptada à sua região, qual o ciclo se adapta às condições climáticas e pluviométricas de sua região, entre os cultivares registrados e certificados pelo MAPA por meio do Serviço Nacional de Registro de Cultivares."

Faça o manejo correto

Deve também proceder ao manejo correto da cultura, controlando ataques de pragas e doenças, exemplifica o especialista.

Utilize o ZARC

"Cumpridos esses requisitos, deve saber a data correta para efetuar a semeadura e, nesse sentido, seguir as recomendações do ZARC, que é o instrumento orientador de liberação de crédito com garantia do seguro rural (Proagro e Proagro Mais), elaborado a partir do conhecimento das relações entre a cultura (ciclo, fases de desenvolvimento, desenvolvimento radicular, necessidade de água), o solo (características fisico-hídricas - capacidade de retenção de água) e o clima (chuva, temperatura, perda de água por evaporação e transpiração–evapotranspiração)”, afirma.

Cumpra as etapas de validação

"Após passar pelo processo de validação local, com participação dos agentes locais (produtores, extensionistas, agentes bancários, consultores técnicos etc.), as informações são enviadas para a Coordenação Geral de Zoneamento Agropecuário do MAPA que, por sua vez, formulará uma Portaria Ministerial para ser publicada pelo Banco Central do Brasil. Posteriormente, poderá ser acessada por todos os agentes financeiros, seguradoras e demais usuários por meio do site http://www.agricultura.gov.br/politica-agricola/zoneamento-agricola."

Saiba como agendar pela internet o descarte de embalagens de agrotóxicos em 3 passos

Saiba como agendar pela internet o descarte de embalagens de agrotóxicos em 3 passos

Foi-se o tempo em que o meio rural era relacionado a uma rotina pacata. Hoje, o agronegócio é um dos motores econômicos do Brasil e os produtores precisam de praticidade como, por exemplo, agendar pela internet o descarte correto de suas embalagens vazias de agrotóxicos. De forma inteligente, a lei 9.974/2000 pede que na nota fiscal haja a indicação do local em que o agricultor tem de entregar a embalagem vazia. Isso deve ser feito em até um ano e a embalagem precisa ser lavada seguindo instruções específicas, inutilizada e mantida em local separado até lá.

E qual é o grande resultado desse trabalho que o agricultor faz? "O Brasil é o país que mais destina embalagens de agrotóxicos no mundo", afirma o gerente de Logística do InpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), Mário Fujii. Nos Estados Unidos, de cada 100 embalagens, 33 voltam para fins de reciclagem, no Japão, 50, no Canadá, 73 e, no Brasil, 94. E isso é possível graças a um trabalho de logística que define papéis claros para cada elo dessa cadeia. São mais de 400 postos de recebimento no Brasil. E você pode se cadastrar para escolher as datas de entrega mais convenientes. Saiba como, a seguir.

1 - Primeiro faça seu cadastro no site do InpEV, para ter acesso ao agendamento. Na página inicial, o botão "Sistema Campo Limpo", no topo, abrirá outras opções. Selecione a primeira:  "Agendamento Eletrônico". No topo da página que abrirá, selecione a opção "Cadastre-se".

2 - Preencha o formulário com CPF ou CNPJ, endereço e informações de contato e, em seguida, crie uma senha. A inscrição estadual será exigida se você usar CNPJ no cadastro. Sugestões de locais de coleta mais próximos serão enviadas ao seu endereço, por isso preencha corretamente. Senhas e informações sobre o agendamento vão ser enviadas ao e-mail cadastrado. Para manter seus dados sempre atualizados, use a opção "Editar Cadastro", no topo da página.

3 - Pronto, você tem acesso ao agendamento eletrônico. Selecione seu estado e uma página mostrará ícones de postos de coleta em diversas cidades do estado escolhido e de estados próximos. Selecione o local correto de acordo com a indicação na nota fiscal do produto. Outra tela irá mostrar as informações completas sobre o local de coleta, os horários disponíveis e os tipos de veículos que o posto está apto a receber. Clique em agendar, escolha uma data disponível e confirme.

Agricultura sintrópica pode ser alternativa para a preservação do solo no futuro; entenda

Agricultura sintrópica pode ser alternativa para a preservação do solo no futuro; entenda

Você já ouviu falar em agricultura sintrópica? Esse termo tem sido usado para se referir ao conhecido SAF (Sistema Agroflorestal) e que, por definição da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), trata-se de consórcios de culturas agrícolas com espécies arbóreas, que podem ser usados para restaurar florestas e recuperar áreas degradadas. Em outras palavras, é o uso da terra de forma harmônica com o ambiente, conservando solo, água e biodiversidade. Além disso, envolve princípios como a influência do magnetismo de astros.

Portanto, seria esse um caminho para a recuperação de solos frágeis no Brasil? "Se pensarmos apenas em pequenos agricultores que vivem de sua própria terra, não necessitando de outros produtos externos, a resposta é sim", afirma Luís Carlos Hernani, pesquisador de Manejo e Conservação de Solo e Água da Embrapa Solos. Contudo, se considerarmos que a maior parte da população é urbana, precisa de alimentos e cresce constantemente, a resposta é diferente. "Estudos científicos, incluindo os econômicos, envolvendo esse tipo de agricultura, ainda são raros, por isso não se pode, de forma segura, dizer muito a respeito. A sintropia é considerada uma hipótese científica, não ainda uma teoria."

Por outro lado, a Embrapa vem desenvolvendo e já recomenda alternativas de uso baseadas em sistemas agrosilvipastoris, que incluem o Sistema Plantio Direto, formas de manejo que respeitam a natureza, incrementam o sequestro de carbono, diminuem emissão de gases de efeito estufa e geram produtos diversificados e de melhor qualidade. "Alternativas também recomendadas a todos os portes de empreendedores rurais."

Esse público pode solucionar o problema dos solos frágeis adotando no campo atitudes de respeito à natureza, nela procurando observar, com ela aprender e conviver. Além disso, o pesquisador indica as boas práticas agrícolas já reconhecidas e tecnicamente recomendadas, dentro de quatro eixos:

  1. Considere as limitações ambientais locais.

  1. Descubra qual é a aptidão agrícola dos solos.

  1. Mantenha a conservação da água.

  1. Saiba as condições de mercado em que deverá colocar o resultado de seu trabalho, os seus produtos diversificados.

Solo compactado tem solução! Pesquisador da Embrapa sugere resposta ao problema

Solo compactado tem solução! Pesquisador da Embrapa sugere resposta ao problema

A compactação e as decisões erradas no trato com o solo podem torná-lo frágil e trazer prejuízos diversos. Para quem não está familiarizado com o tema, pode entender a compactação como um efeito de atitudes ambientais tecnicamente inadequadas, caracterizadas como preparo intensivo de solo, monoculturas, pouca atenção às características do solo, ausência ou uso insuficiente de práticas conservacionistas de solo e água. Embora não existam dados científicos precisos sobre a real quantidade de solos compactados no Brasil, isso é um problema real sentido por produtores rurais de diferentes portes no País.

Pesquisador de Manejo e Conservação de Solo e Água da Embrapa Solos (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Luís Carlos Hernani descreve o problema. "Solos frágeis são aqueles cujas características intrínsecas e/ou posição na paisagem lhes conferem baixa resiliência e elevada suscetibilidade à degradação física, química e biológica quando submetidos à ação antrópica, sobretudo agrícola e pecuária." No entanto, esse conceito ainda é discutível, pois o manejo agrícola inadequado induz o surgimento de diferentes situações de fragilidade, mesmo em solos originalmente férteis e de elevada resiliência.

Soluções para o adequado tratamento agrícola não só dos frágeis, mas de qualquer tipo de solo, passam pela adoção criteriosa e contínua de boas práticas agrícolas de conservação e manejo, desenvolvidas pela pesquisa de diversas instituições científicas nacionais e internacionais ligadas à agricultura, entre elas a Embrapa. "Há um conjunto bastante extenso de boas práticas agrícolas", sugere o pesquisador. Entre elas, uma das mais importantes é a adoção de arranjos agrícolas produtivos que induzam o incremento, a renovação e a melhoria da qualidade da matéria orgânica do solo.

Para fazer isso, Hernani sugere a adoção do Sistema Plantio Direto, que se caracteriza pelo uso, ao longo de todo o tempo, de sistemas agrícolas produtivos integrados. O objetivo é maximizar a biodiversidade, a transformação da energia solar em energia química pela fotossíntese, a formação de raízes de características diversificadas e ativas e a contínua cobertura do solo com resíduos vegetais. "Desta forma, pode-se conciliar rentabilidade e qualidade ambiental. Ressalta-se que no Sistema Plantio Direto não se admite nunca qualquer tipo de preparo do solo, pois este induz a desagregação, que é a primeira fase do processo de compactação e da perda de matéria orgânica, pela ação da radiação solar, do vento e, principalmente, pela ação da chuva."

Saiba dar o fim correto para embalagens de defensivos agrícolas

Saiba dar o fim correto para embalagens de defensivos agrícolas

Descartar as embalagens de defensivos agrícolas requer cuidado e atenção, e tem maneira e locais certos de fazer. Atualmente, existem 400 unidades de recebimento, entre centrais e postos, em 25 estados e no Distrito Federal, integradas ao Sistema Campo Limpo, criado pelo InpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias).

Antes de serem levadas até essas unidades - geridas por associações e cooperativas, na maioria com apoio do Instituto - as embalagens recebem tratamentos específicos de acordo com suas classificações: não-laváveis ou laváveis. O primeiro tipo é formado pelas embalagens que não usam água como veículo de pulverização: sacos de plástico, de papel, metalizados, mistos ou feitos com outro material flexível, e representa 5% embalagens vazias no mercado nacional.

Os outros 95% são embalagens laváveis - rígidas, feitas de plástico, vidro ou metal -utilizadas para armazenar fórmulas líquidas que são diluídas em água para serem aplicadas nas lavouras e podem ser recicladas quando limpas adequadamente. Por força de lei, todas as embalagens rígidas de defensivos precisam ser lavadas de forma correta, para diminuir os resquícios do produto e impedir que esses resíduos sequem, gerando contaminação da embalagem.

 

 Embalagens que não foram lavadas corretamente são contaminadas, por isso também não são recicláveis e precisam ser incineradas

 

Para o gerente de Logística do InpEV, Mário Fuji, a evolução mais importante no trato com as embalagens vazias de defensivos agrícolas foi além de mostrar aos agricultores como fazer e, sim, conscientizá-los sobre por que fazer. A legislação 9974, do ano 2000, regulamentada em 2002 pelo decreto 4074, aponta que a nota fiscal do produto deve indicar onde a embalagem deve ser entregue.

Há ainda a norma ABNT 13968 que explica a tríplice lavagem sob pressão no pulverizador, com 1/4 de água, que transforma o que seria um resíduo perigoso em uma embalagem que pode ser reciclada. O procedimento também está descrito na lei federal, que imputa, ainda, responsabilidades para cada elo dos órgãos como o CDA (Coordenadoria de Defesa Agropecuária), Secretarias de Agricultura, órgãos de meio ambiente como a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), coordenadorias de defesa, suplementarmente também o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).

Fuji explica ainda que além da lavagem correta e da entrega em até um ano, a legislação também impõe outros procedimentos: depois de lavada, a embalagem deve ser inutilizada (rasgada ou furada) e armazenada em local segregado, protegida de animais, alimentos etc. Revendas e cooperativas devem indicar esses locais. "O local perfeito seria onde estão os produtos cheios, que também precisam estar segregados."

7 soluções para driblar os altos custos produtivos da soja

7 soluções para driblar os altos custos produtivos da soja

A soja responde por, aproximadamente, 50% do total de grãos produzidos no Brasil, o que nos coloca entre um dos maiores produtores mundiais da cultura. Para ter ideia, a produção brasileira na safra 2014/2015 atingiu 96.228 mil toneladas. Porém, 68,8% do custo operacional da produção estão relacionados a fertilizantes, agrotóxicos, operações com máquinas, sementes e depreciação de implementos. As informações são do segundo volume do Compêndio de Estudos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), sob o título "Evolução dos custos de produção de soja no Brasil".

 Dentro dos 68,80% dos custos operacionais, a análise indica que os fertilizantes têm o maior índice de participação: 27,82%, enquanto os agrotóxicos 18,24%.

Ainda de acordo com o estudo, a participação das operações com máquinas representa 9,1% e a depreciação de máquinas e implementos tem participação média de 6,76% no total dos custos operacionais. Outro dado relevante da análise é que a opção por lavouras de soja convencionais ou transgênicas não é mais uma decisão embasada somente na obtenção de custos de produção mais vantajosos, mas na exigência de mercado na comercialização de produto.

Entretanto, segundo o gerente da equipe de Custos de Produção da Conab, Asdrúbal Jacobina, mesmo que o custo de produção de soja tenha subido nos últimos anos, o preço recebido pelo produtor permite que a cultura continue com alta rentabilidade. E com a recente estabilização do dólar frente ao real, observa-se a tendência de queda dos preços dos insumos.

Porém, a médio e longo prazos, outros fatores como oferta e demanda mundiais, adversidades climáticas, incidência de novas pragas e doenças, são fatores que podem influenciar na elevação ou redução nos custos de produção da soja e, consequentemente, na rentabilidade obtida pelo produtor. Para solucionar o problema, Jacobina faz algumas recomendações a seguir.

  1. Que o produtor priorize a redução de gastos com fertilizantes, agrotóxicos, sementes e máquinas agrícolas.
  2. Procure insumos durante a entressafra ou em conjunto, por meio de cooperativas ou grupos de agricultores .
  3. Planeje comprar, na época adequada, a quantidade de produtos e grande possibilidade de negociar preços e condições de pagamento plenamente favoráveis, diretamente com a indústria.
  4. Realizar o uso racional esses insumos.
  5. Fazer amostragens de solo e análises foliares para a distribuição precisa de fertilizantes.
  6. Monitorar a presença de pragas, a fim de aplicar agrotóxicos em quantidade e momentos adequados.
  7. Adotar novas tecnologias como máquinas mais eficientes na realização de operações e sementes que permitam o aumento na produtividade , também podem diminuir os seus custos por saca produzida.

Conheça os principais pontos da nova cartilha da ONU para práticas sustentáveis na agricultura

Multifuncionais

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas) lançou a cartilha baseada em PEAA (Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura) com orientações para empresas de alimentos e agricultura do País adotarem práticas em conformidade com os ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. O documento apresenta exemplos e soluções aplicados por diversas organizações em busca de um sistema produtivo mais sustentável, pautados por práticas socioambientais responsáveis, que levam em conta a preservação dos ecossistemas naturais, sociais e culturais de cada região.

As propostas visam atender o aumento de 77% da demanda por alimentos nos países em desenvolvimento, previstos pela FAO (Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), devido ao crescimento populacional para 9,7 bilhões até 2050. “Há muito tempo somos apresentados como celeiro do mundo, mas temos condições de ser muito mais e assumirmos a condição de berço de um novo modelo de desenvolvimento, em que toda a cadeia de agricultura e alimentos seja sustentável”, comenta a diretora de Sustentabilidade e Comunicação da AMAGGI e coordenadora do GT de Alimentos e Agricultura, Juliana de Lavor Lopes.

A primeira ação das empresas integrantes do GT é preencher, até março, ao painel de gestão inserido na cartilha para identificar as suas prioridades de trabalhos. Depois disso, elas se reúnem para debater a prioridade de todos. Juliana explica que se para uma empresa o foco é água e para outra é biodiversidade, mas ambas acreditam em divulgação de tecnologias, é para esse caminho que que o grupo irá caminhar. Embora as companhias possam atuar individualmente em seus focos de ação.

Isso vai impactar nos trabalhos dessas empresas com os produtores, que vão depender das decisões das companhias para efetivamente sofrerem as ações da cartilha. A coordenadora do GT de Alimentos e Agricultura, no entanto, afirma que o Brasil já tem 80% do caminho percorrido para atingir os ODSs, pois muitos produtores, como os de café e sofá, já trabalham com certificações – item vinculado aos projetos apresentados.

O material é organizado em seis princípios:

 

  1. Promover segurança alimentar, saúde e nutrição;
  2. Ser ambientalmente responsável;
  3. Garantir viabilidade econômica e compartilhar valores;
  4. Respeitar os direitos humanos, criar trabalho digno e ajudar as comunidades rurais a prosperarem;
  5. Incentivar a boa governança e a responsabilidade,
  6. Promover o acesso a transferência de conhecimento, habilidades e tecnologia.

 

Que por sua vez, são divididos em frentes de atuação, com exemplos de práticas para o trabalho de cada tema. Essa estrutura ajuda as empresas a compreenderem distinção entre uma sólida estratégia para um tema de uma prática ou projeto específico. Os PEAA, são uma adaptação dos 17 ODSs para o setor de Alimentos e Agricultura, com foco na atuação específica do setor privado, que pretendem:

 

  1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;
  2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhoras a nutrição;
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos;
  4. Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade;
  5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas a mulheres e meninas;
  6. Garantir disponibilidade e manejo sustentável de água;
  7. Garantir acessos à energia barata, confiável e sustentável;
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável;
  9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva;
  10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles;
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes;
  12. Assegurar padrões de consumo e produção sustentável;
  13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima;
  14. Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos;
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável das florestas;
  16. Promover sociedades pacificas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável,
  17. Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global.