Agrishow faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2018 In August


Qual o prazo de retorno do investimento em biogás?

Qual o prazo de retorno do investimento em biogás?

 

Em geral, o retorno do investimento na produção de biogás é de médio prazo. Porém, esse retorno dependerá de uma boa estruturação do projeto e das tecnologias escolhidas.

 

 

Segundo o engenheiro de energia e diretor de negócios da Sebigás-Cótica, Lorenzo Pianigiani, o modelo de negócio da usina de biogás destinado à produção de biometano e consumo na própria frota é o projeto que gera um retorno mais rápido, principalmente quando comparado a modelos de negócio para geração de biometano ou energia elétrica, que terão sua venda no grid ou na rede.

 

 

Mas, independentemente disso, ele ressalta que o fato de você estar aproveitando um resíduo como "combustível" da usina de biodigestão é sem dúvida a grande oportunidade que permite ter retornos interessantes.

 

 

Pianigiani entende que a união da tecnologia de ponta com modelo de negócio é que faz o biogás ser um negócio viável no Brasil. Segundo ele, o trabalho se inicia por entender a viabilidade técnica e econômica do projeto, tendo domínio de cada etapa do processo.

 

 

Neste sentido, ele diz existir um potencial enorme no país para esse negócio. “O biogás tem tudo para ser uma fonte de energia renovável firme na matriz brasileira, tendo destaque similar ao da energia solar e eólica”.

 

 

Porém, para chegar ao sucesso, temos o desafio de aumentar a conversão de frota de veículos, ou seja, precisamos quebrar o paradigma da substituição do diesel pelo biometano.

 

 

Mas já há boas notícias e isso tende a mudar rapidamente, visto que caminhões saídos de fábrica com motor a biometano já devem iniciar sua produção em outubro. Certamente será um incentivo importante para o biogás.

 

Quais os impactos da tributação ao agronegócio brasileiro?

Quais os impactos da tributação ao agronegócio brasileiro?

De maneira direta, o advogado especialista em Direito Tributário e professor do Curso Tributação Agronegócio da FGV Direito/SP, Fábio Pallaretti Calcini, explica que o impacto ocorre por meio de tributos incidentes sobre a sua receita e renda, como no caso de Funrural, e imposto sobre a renda de pessoa física ou até PIS/COFINS para agropecuárias.

Também exerce influência sobre o seu patrimônio, especialmente, imóveis rurais pelo ITR. De outro lado, ainda existem impactos indiretos que são altamente relevantes na concepção de Calcini. “Essa tributação está embutida na cadeia quando da aquisição de insumos (implementos, matérias primas), combustível, energia elétrica, entre outros”, diz.

Calcini ressalta ainda que essa cadeia, apesar de aparentemente possuir diversas formas diferenciadas de tributação do agronegócio, ainda sofre um forte impacto em decorrência de aspectos fiscais.

O professor em tributação do agronegócio até julga importante abrir um parêntese relevante aqui. Segundo ele, eventuais reeduções fiscais na cadeia do agro não devem ser avaliadas como privilégios, ao contrário, são fundamentais para o fomento desta importante atividade, seguindo o que impõe a própria Constituição.

É possível se preparar para mitigar os impactos fiscais no setor

Na concepção de Calcini, todos os agentes que participam da cadeia do agronegócio, desde fornecedores, passando por produtores, até a agroindústria ou exportadores podem – e devem - se preparar forma lícita para mitigar este impacto fiscal sobre a tributação do agronegócio.

Segundo o advogado, essa preparação se dá exatamente a partir do conhecimento da legislação que se volta para a tributação do agronegócio, juntamente com suas especificidades. “Isto permite uma melhor adequação e aproveitamento das oportunidades em matéria fiscal ligada ao setor”, salienta.

Portanto, além de economizar tributos e diminuir a carga fiscal por meio do planejamento quanto à tributação do agronegócio, Calcini acredita que atualmente essa é uma necessidade para a sobrevivência de muitos produtores. Portanto, precisamos sempre estarmos atentos quanto aos tributos pertinentes ao setor.

Confira o funcionamento do monitoramento automatizado de pragas

Confira o funcionamento do monitoramento automatizado de pragas

O co-fundador & CEO da IAgro - Inteligência no Agronegócio, Andrei Grespan, explica que o monitoramento automatizado de pragas, representado pela solução Sentinela™, registrada pela IAgro, é muito semelhante a qualquer armadilha de feromônio atual utilizada pelo mercado.

As armadilhas inteligentes que são instaladas estrategicamente na lavoura, atraem, quantificam e qualificam os insetos capturados de forma contínua”.

O maior diferencial é que os equipamentos são completamente autônomos, ou seja, funcionam de forma contínua. O CEO explica ainda que ao final de determinado período de tempo especificado pelo produtor, os dados de captura coletados pelos equipamentos são enviados da lavoura para a plataforma online.

Depois de serem enviadas da fazenda para os servidores, as informações ficam prontamente disponíveis para consulta em um ambiente web protegido. “Neste ambiente estão todas as informações coletadas dos equipamentos naquele dia, além do registro de todas as safras passadas”, explica Grespan.

Ainda segundo o CEO, há um sistema de alarme que informa o produtor caso ocorra uma situação de aumento de pressão de pragas de forma inesperada. “Com o uso do aplicativo e a coleta de dados de maneira contínua, entregamos ao produtor a visão em tempo real de todas as áreas da fazenda, damos também suporte para a realização do benchmark entre manejos, áreas, regiões e defensivos químicos utilizados”, complementa.

Como a transformação digital ajuda na gestão do agronegócio?

Como a transformação digital ajuda na gestão do agronegócio?

O agronegócio está passando por profundas transformações nos últimos anos, graças ao rápido avanço da tecnologia. Conceitos como agricultura de precisão, agricultura 4.0, Big Data e IoT (internet das coisas) conectam cada vez mais todas as atividades relacionadas ao agronegócio.

Segundo o gerente de negócios Otmis/Jacto, Cristiano Pontelli, essa evolução depende de vários fatores, “o uso racional dos recursos naturais, as mudanças climáticas e a otimização de todas as etapas dessa cadeia produtiva representam importantes fatores”.

Entretanto, ele ressalta que é preciso superar obstáculos como infraestrutura, logística e redes de distribuição. “Para superar todos esses obstáculos, os agricultores devem adotar uma gestão moderna e enxuta, capaz de garantir mais produtividade e rentabilidade às atividades”, diz Pontelli.

Para tanto, ele salienta que é preciso implementar soluções para coletar, consolidar e analisar uma série de dados relevantes ao negócio. “Com informações corretas e constantemente atualizadas, é possível potencializar o processo de tomada de decisão e, assim, atingir novos patamares de eficiência e qualidade”.

Papel da transformação digital na gestão do agronegócio

Dentre todas as ações de transformação digital ligadas ao agronegócio, a agricultura 4.0 é uma das que mais ganha espaço. Também conhecida como agricultura digital, a agricultura 4.0 baseia-se na adoção de tecnologia de ponta, na automatização de processos e na análise de dados em larga escala na produção agrícola.

Essas técnicas, quando utilizadas em conjunto, representam alguns objetivos principais quando bem utilizadas, onde pode-se citar:

  • Melhorar a produtividade agrícola e a eficiência na utilização de insumos;
  • Reduzir custos;
  • Aumentar a segurança dos trabalhadores; e
  • Diminuir os impactos ambientais causados pela atividade agrícola.

Dessa forma, o gerente de Negócios Otmis/Jacto explica que a agricultura 4.0 surge como uma importantíssima ferramenta de transformação digital na administração rural:

A aplicação de técnicas sustentáveis no campo deixou de ser uma 'tendência revolucionária' e se tornou um imperativo e uma garantia do abastecimento da cadeia produtiva de alimentos para as próximas gerações”.

Pontelli salienta ainda que a agricultura digital tem o poder otimizar o uso de recursos naturais e aumentar a produtividade, além de melhorar toda a gestão. Mas ao mesmo tempo, a agricultura digital consegue diminuir ao máximo os impactos ao meio ambiente.

Como gerir muitas variáveis do agronegócio?

Apesar de ser um objetivo fundamental, a agricultura do futuro não pode visar somente o aumento de produtividade, já que a quantidade de variáveis no agronegócio é cada vez maior. Para resolver isso, Pontelli opina:

Para manter uma área com boa produtividade ao longo do tempo, é necessário que aumentemos a eficiência do uso da terra, dos recursos financeiros e da mão de obra, além de diminuir o impacto ambiental ao máximo”.

Neste sentido, fica uma questão importante:

Como gerir todas essas variáveis, sabendo exatamente onde e de que forma intervir?

A resposta passará pela eficiência na análise de bons indicadores e para conseguir isso, o empresário rural deve fazer uso de sistemas integrados e agricultura de precisão.

Com toda essa transformação digital, dados mais confiáveis serão gerados, permitindo manejar cada questão relacionada à produção da maneira mais eficiente e direta possível. “Isso gera economia de tempo, mão de obra, além de recursos naturais e financeiros”, diz Pontelli.

Como funciona a produção de biogás para o agronegócio e suas vantagens

Como funciona a produção de biogás para o agronegócio e suas vantagens

O biogás vem sendo uma das fontes alternativas de produção de energia renovável de maior relevância da atualidade, já que há uma importante elevação na demanda por esse tipo de energia.

Com esse aumento na demanda por fontes renováveis, principalmente diante das metas de “descarbonização” a serem cumpridas pelo Brasil até 2030 - segundo o Acordo de Paris - os resíduos podem servir como uma excelente matéria-prima para a geração de energia renovável em diversos setores da economia.

Um deles é o setor sucroalcooleiro. Este setor é um grande produtor de resíduos, como vinhaça, torta de filtro, sobra de bagaço e palha de cana. Estes, por sua vez, podem servir como excelentes matérias-primas para produzir biogás em boa quantidade, a ponto de contribuir com a geração energética para a própria usina.

 

Como funciona a produção de biogás?

 

No biodigestor, ocorre o processo de biodigestão da matéria orgânica, sendo esta realizada por bactérias, na ausência de oxigênio e em um ambiente com pH e temperatura estabilizados. Neste processo a matéria orgânica será convertida em biogás, composto prevalentemente de metano e gás carbono”, explica o engenheiro de energia e diretor de negócios da Sebigás-Cótica, Lorenzo Pianigiani.

Ainda de acordo com o engenheiro, o resíduo que entra no biodigestor há parte da matéria que não é biodigerida, chamada de digestado. Pianigiani comenta que o digestado se torna um fertilizante excelente devido a pH estabilizado, carga orgânica reduzida e manutenção do NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) presentes no resíduo antes do processo de biodigestão.

 

Vantagens desta solução para o setor sucroalcooleiro

 

O biogás é uma fonte de energia renovável, podendo ser usado como combustível para produção de energia elétrica e térmica, sendo essa a primeira vantagem da solução. Mas também pode ser purificado, separando o metano do gás carbono, obtendo assim biometano.

O biometano representa um produto que pode ser comercializado de acordo com os padrões da ANP (Agência Nacional de Petróleo), tendo equivalência inclusive ao GNV (Gás Natural Veicular).

Além dessa possibilidade, Pianigiani ressalta que o aproveitamento dos subprodutos da cana (vinhaça, torta de filtro, sobra de bagaço e palha de cana) pode proporcionar à usina aumento da sua receita através de duas possibilidades: a geração de energia elétrica e a produção de biometano.

O engenheiro explica que na energia, além da produção oriunda do biogás, é possível estender a geração de energia para a entressafra, no caso das usinas que realizam cogeração.

Já com o biometano, além das receitas geradas, é possível potencializar os Cbios (créditos do Renovabio), ao produzir o biometano e a conversão de frota da usina, realizando a descarbonização do processo da usina.

Saiba quais características do agronegócio brasileiro impactam tributação

Saiba quais características do agronegócio brasileiro impactam tributação

O Brasil é um país com uma das maiores cargas tributárias em todo o mundo, fruto de inúmeros tributos e obrigações nas mais variadas operações de conteúdo econômico. A tributação do agronegócio, todavia, é um setor que merece total atenção de seus colaboradores que participam de forma direta e indireta desta cadeia.

Isso porque, em matéria de tributação do agronegócio, há inúmeras peculiaridades que envolvem o segmento, existindo uma imensidão de regras que permitem a redução de carga fiscal com isenção, alíquota zero, suspensão, incentivos, créditos ou mesmo postergação de vários tributos, como PIS/COFINS, ICMS, IPI, entre outros.

Apesar disso, o advogado especialista em Direito Tributário e professor do Curso Tributação Agronegócio da FGV Direito/SP, Fábio Pallaretti Calcini, ressalta que o setor ainda enfrenta muitas dificuldades quanto ao sistema tributário no Brasil:

Juntamente com a complexidade natural do sistema tributário brasileiro, a tributação do agronegócio tem alta relevância para o país, porém ainda agrega dificuldades, envolvendo leis específicas com aspectos fiscais, além do fato de que o negócio em si envolve inúmeras peculiaridades”.

Tributação do agronegócio brasileiro e suas peculiaridades

Basicamente, a tributação do agronegócio é representada por uma área de estudo onde se avaliam questões de natureza tributária voltadas exclusivamente para operações na cadeia do agro.

Entretanto, ao se falar em “agronegócio”, estamos incluindo uma ampla cadeia econômica que se inicia na elaboração de insumos para a produção agropecuária, a atividade rural ou agrária na essência, chegando até as operações de produção agroindustrial, processamento, armazenagem, distribuição e consumo.

Engloba também instrumentos financeiros voltados a fomentar estas atividades. Em razão dessa ampla cadeia, Calcini ressalta que este setor possui inúmeras especificidades ou peculiaridades que precisam ser ponderadas.

Estas peculiaridades não podem ser ignoradas pelo legislador”, explica. Entre as mais comuns pode-se citar:

  1. Sazonalidade da produção. Calcini lembra que o agronegócio depende de condições climáticas, safra e entressafra que influenciam a produção: “Tais fatos implicam em variações de preços, necessidade de infraestrutura para estocagem e conservação, receitas concentradas em curtos períodos, logística mais exigente e sazonalidade no emprego”;
  2. Influência de fatores biológicos. Os produtos rurais têm por característica estarem sujeitos à doenças e pragas, que podem gerar diminuição da produção ou até mesmo sua perda total. “Essas ocorrências resultam em elevação de custos de produção, riscos para os operadores e meio ambiente, possibilidade de resíduos tóxicos, inviabilizando a venda”, explica Calcini. O advogado ainda ressalta que tais fatos exigem um frequente investimento em pesquisa, desenvolvimento de novas formas de produção e serviços especializados;
  3. Perecibilidade rápida. O agronegócio tem produtos cuja vida útil é bastante variável, gerando inclusive a necessidade de cuidados na colheita, classificação, tratamento de produtos e processos logísticos;
  4. Influência dos elementos e fatores climáticos. Calcini diz que a dependência na produção do clima (temperatura, umidade, radiação, pressão, etc), interfere diretamente na produção. “Por isso essa é uma atividade de alto risco”, comenta. E por fim, há ainda o baixo valor agregado aos produtos agropecuários.

Por que investir no monitoramento automatizado de pragas agrícolas?

Por que investir no monitoramento automatizado de pragas agrícolas?

No futuro, a agricultura deverá ser muito mais moderna e sustentável, por isso estará baseada na minimização ou erradicação do uso de defensivos químicos, com consequente uso alternativo de técnicas de proteção das lavouras contra o ataque de pragas.

Para conseguir isso, o co-fundador & CEO da IAgro - Inteligência no Agronegócio, Andrei Grespan, ressalta que a alternância de controle químico com inseticidas e técnicas de confusão sexual de insetos-praga, são ações interessantes para a proteção de cultivos.

Mas para conseguir ter sucesso nessas medidas, o CEO da IAgro explica que o monitoramento automatizado de insetos e pragas é fundamental, já que possibilita coletar maior quantidade de dados que embasam a elaboração de práticas de controle destas espécies.

Hoje, os métodos tradicionais de monitoramento e acompanhamento destas populações nas lavouras demandam muito esforço laboral para inspecionar as armadilhas tradicionais em grandes áreas ou pomares. O monitoramento automatizado irá facilitar isso”, diz.

Além disso, a inspeção tradicional é geralmente praticada apenas uma vez por semana, ao contrário de tecnologias que empregam o monitoramento automatizado, que permitem o controle diário e até mesmo horário, de todas as armadilhas da propriedade.

Dessa forma, as vantagens desta abordagem moderna de monitoramento incluem melhor controle biológico e uso mais sustentável e eficiente de defensivos químicos. Grespan ressalta ainda que o monitoramento automatizado permite uma menor exposição dos trabalhadores a defensivos, redução de resíduos químicos em produtos agropecuários e, consequentemente, proteção ao meio ambiente.

Marketing é fundamental para agregar valor ao café brasileiro

Marketing é fundamental para agregar valor ao café brasileiro

Tomando o café colombiano como exemplo; ele apresenta grande qualidade, conquistando grandes mercados como os Estados Unidos, sendo também referência de qualidade na Europa nos últimos anos.

Porém, o café brasileiro não perde em nada para o café colombiano quando o assunto é a qualidade. Entretanto, os colombianos investem pesadamente em marketing, que faz parte da cultura nacional. Por isso, são muito bem reconhecidos.

Em razão disso, devemos aprender e observar o que deu certo com nossos vizinhos e achar nosso meio de vender o café brasileiro. Afinal, “em muitas áreas de produção, estamos produzindo café de alta qualidade”, diz com o docente do curso de Agronomia da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Anatoli Lebedenco, falta-nos mostrar nosso sistema ao mundo.

Investimentos em torrefação e moagem são fundamentais

Há uma pergunta que todo produtor de café deve se fazer se quiser melhorar: “Por que só vender matéria prima (café) se posso também vender valor agregado, como o café já moído? ”.

O Brasil é especialista em vender o café verde, ou seja, que é comercializado sem quase nenhum beneficiamento. Porém, lá fora, o nosso café será torrado e moído, ou seja, terá seu valor agregado realizado.

Por isso é importante que exista o beneficiamento do café ainda no Brasil, já que além de adicionar valor monetário à produção de café, essa estratégia gera emprego e eleva a renda de seus atores, melhorando o produto internamente.

Para agregar valor à produção do café, os investimentos em equipamentos são imprescindíveis. Lebedenco explica que o consumidor está se tornando mais exigente em relação à qualidade do produto, por isso ele tem buscado adquirir café onde os critérios de manejo da cultura e dos grãos e sua classificação têm sido mais rígidos.

Tais observações, apontam o crescimento da procura e o consumo de café torrado e moído de alta qualidade em relação a outros sistemas. Daí a importância de equipamentos de torrefação e aqueles destinados à moagem do café.

Como agregar valor à sua produção de café?

Como agregar valor à sua produção de café?

O café a segunda bebida mais consumida do mundo, perdendo somente para a água. E os números da produção de café mundial provam isso. A produção mundial de café na safra 2017/2018 deve atingir o montante de 160 milhões de sacas de 60 quilos, segundo estimativas da OIC (Organização Internacional do Café). Neste sentido, o Brasil é responsável por 51 milhões deste volume, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

De acordo com o docente do curso de Agronomia da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Anatoli Lebedenco, as cooperativas irão estimular, orientar e financiar a cultura do café entre pequenos e médios produtores. Além disso, as cooperativas podem receber lotes de café dos produtores cooperados, que passarão por análises sensoriais feitas por especialistas, que garantirão a qualidade e características do café, certificando-o.

"Vale lembrar que as performances sensoriais (fragrância, aroma, doçura, sabor, acidez, corpo e harmonia) de determinado lote de café, dependem das condições climáticas onde o café foi colhido, das operações da colheita e armazenagem, tempo de armazenagem e da torração e moagem”, explica o professor.

Fatores que agregam valor à produção de café

Vários são os fatores responsáveis por agregar valor à produção de café. Eles estão ligados aos mais modernos sistemas de produção, certificações de qualidade e até marketing relacionado ao café.

Lebedenco ressalta que investimentos e cuidados com o manejo da cultura, na colheita e pós-colheita, além da responsabilidade em certificações na qualidade do produto, são fundamentais para agregar valor à produção de café. Neste sentido, a qualidade do grão é um item primordial, já que quanto melhor for o café, maior valor agregado ele terá, favorecendo todos os agentes do agronegócio cafeeiro.

A certificação também pode ser uma ótima saída para agregar valor ao café, sendo essa a melhor forma de provar a qualidade e garantir melhor remuneração e sobrevivência econômica ao produtor.

Como a crise de 2018 impactou o agronegócio e como resolver o problema?

Como a crise de 2018 impactou o agronegócio e como resolver o problema?

O Brasil está passando por um momento complexo em que para vislumbrarmos o futuro é necessário ter uma ideia dos desafios que temos. A afirmação é do cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, para que o País não vive uma crise, mas seis crises dentro de uma tensão maior. “Para termos perspectivas, não é possível resolver todas de uma vez, mas ter soluções para cada uma delas”, explica.

Melo lista as crises da seguinte maneira:

  1. Modelo econômico;
  2. Presidencialismo de coalisão. “No mundo forma-se maioria com um programa, no Brasil invertemos as coisas. Acordo de votação em votação e não de longo prazo. Próximo presidente pode ter folego de somente seis meses”;
  3. Financiamento da política que resultou na “Operação Lava-Jato”;
  4. “Meia-entrada”. Reforma previdência foi necessária, pois se alguém paga metade do preço, outra pessoa paga esse restante”;
  5. Judicialização da política e politização da justiça;
  6. Liderança política. Crise que não é exclusiva do brasil, mas é mundial.

E de certa maneira, essas crises impactam o agronegócio nacional, seja para oferecer inovações ao produtor ou soluções para escoar a produção. Segundo o CEO Lois Dreyfus Company Brasil, Murilo Parada, o desafio é seguir fluindo no transporte. “Resolver exportação para destravar produção pelos portos no Norte do País, como no Pará. Iniciativa privada pode ajudar a resolver esse gargalo”.

Ainda de acordo com o CEO, o frete no brasil para ir para a China ainda é muito caro. U$ 20,00 por tonelada do produto. Sobre frete pode chegar a U$ 80,00 por tonelada. “A competitividade do campo passa por logística”, aponta.