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Evite pragas na sua produção de milho usando refúgio na agricultura

Evite pragas na sua produção de milho usando refúgio na agricultura

Você sabe o que é refúgio e faz uso desta tecnologia? Se sim, saiba que você faz parte dos poucos produtores que adotam esta tecnologia de proteção da lavoura.

Sabendo da importância da prática, a SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura) recentemente propôs um crédito diferenciado no Plano Safra 2017/2018, a fim de incentivar financeiramente os produtores a fazerem o refúgio em suas lavouras com sementes Bt (tecnologicamente modificadas para resistirem mais às pragas e insetos).

Apesar de a proposta ser válida, ela não foi para frente - pelo menos não no Plano Safra 17/18 que já foi divulgado. Mas, independente de sua aprovação, é fundamental colocar em discussão a importância do refúgio.

O que é o refugio na agricultura?

A área de refúgio é a semeadura de um percentual da lavoura, utilizando milho não Bt (convencional), de igual porte e ciclo ao milho Bt (resistente à insetos). O objetivo é evitar o surgimento e a evolução de pragas resistentes aos “inseticidas” contidos nessa tecnologia.

"A área de refúgio é a principal estratégia que os produtores têm para evitar a quebra de resistência dos transgênicos, mantendo o equilíbrio ecológico e a produtividade das lavouras", diz Simone Martins Mendes, pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, especialista em refúgio para lavouras.

Com esta tecnologia de manejo, os insetos do refúgio cruzam com os insetos da área Bt, gerando novos indivíduos que estarão suscetíveis à ação da tecnologia. Portanto, evita-se que ocorra o surgimento e a evolução de pragas resistentes aos “inseticidas” contidos na tecnologia.

Como adotar a prática?

Simone informa que a área de refúgio deve ser conduzida sempre de acordo com as recomendações do Manejo Integrado de Pragas (MIP). O início da cultura deve ocorrer juntamente com as plantas Bt.

O percentual da área que deve ser usada varia de acordo com a cultura transgênica utilizada e com aspectos agronômicos. Convencionou-se que, para a soja e para o algodão, 20% da área deve ser cultivada com sementes não Bt; para o milho, esse índice é de 10%.

É fundamental que as áreas de refúgio estejam localizadas a uma distância máxima de 800 metros da lavoura com a tecnologia Bt e sejam, preferencialmente, plantadas com um híbrido de ciclo vegetativo similar, caso contrário será ineficaz.

A adoção do refúgio no Brasil ainda é baixa

É sabido entre todos que os números da agricultura brasileira são sempre expressivos, com crescimento sempre contínuo. As estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam que na safra 2016/2017, o País deverá colher 232 milhões de toneladas de grãos, um aumento de quase 25% em relação à safra anterior.

Na adoção de biotecnologia, os números também são impressionantes. De 2011 para 2015 a área plantada com culturas transgênicas no Brasil saltou de 30,3 milhões de hectares para 44,2 milhões, resultando em uma adoção média de 90% da área total cultivada com milho, soja e algodão.

Apesar desse cenário animador, é consenso que ainda falta ao País dar a grande guinada na taxa de adoção do refúgio, processo que é fundamental para o sucesso produtivo. Simone ratifica que não há estatísticas oficiais sobre o assunto.

No campo, temos visto um nível de adoção muito baixo, com poucos produtores tendo se disponibilizado a fazer refúgio ou fazendo de forma não correta”, comenta. Ainda de acordo com Simone, há sim uma questão econômica para o não uso da prática, já que ela demanda maior custo. No entanto, ela considera que o grande problema é o produtor não entende o porquê nem como fazer, e a partir do momento que ele não vê o benefício, ele não sente a necessidade de fazer.

Ações integradas são fundamentais para o refúgio

Objetivando aumentar a taxa de adoção do refúgio, as instituições públicas e as empresas detentoras das tecnologias Bt têm aumentado seus esforços em todo o país na busca pela conscientização dos produtores, em especial, na aplicação das “Boas Práticas Agronômicas em Culturas Bt” para o Manejo da Resistência.

Assim, algumas ações integradas devem ser utilizadas na busca de maior adoção da prática por parte dos produtores. São elas:

a) Medidas relacionadas à educação em todos os canais de distribuição, caso das revendas de sementes;

b) Incentivo aos revendedores das sementes de transgênicos com proteínas Bt, para que conscientizem os consumidores da importância de adotar a área de refúgio;

c) Incentivo econômico para a adoção deste tipo de tecnologia, como subsídios, por exemplo;

d) Aumento do conhecimento do produtor, indicando quais são os benefícios para a lavoura;

e) Conscientização dos produtores.

Simone indica essa última ação como fundamental: “Não adianta nada um produtor fazer o refúgio e seu vizinho não fazer. Se isso acontecer, a vida útil desta tecnologia será reduzida na área”.

Adotando essas práticas, é possível que o uso da tecnologia Bt com refúgio aumente, fazendo com que ela continue contribuindo para o manejo eficiente das principais pragas-alvo em cada cultura.

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Crédito para inovação no agronegócio

Pensando em exportar? Entenda as vantagens de ter produtos com certificação de origem

Pensando em exportar? Entenda as vantagens de ter produtos com certificação de origem

O Brasil exporta muito do que produz. E nossos produtos agrícolas chegam a praticamente todos os mercados do mundo, desde a distante Hong Kong até a Argentina, nosso vizinho mais próximo. Porém, para importar os produtos agrícolas brasileiros, todos os países importadores costumam fazer muitas exigências que acabam encarecendo nosso produto quando exportado.

Mas, para sanar este empecilho, o governo brasileiro busca sempre fazer acordos internacionais de comércio, possibilitando melhores condições comerciais aos nossos produtos, garantindo que tenham competitividade e cheguem aos mercados mais exigentes do planeta.

Com esses acordos comerciais, é possível que o exportador brasileiro consiga um documento que ateste a origem (local de produção) da mercadoria que, por muitas vezes, é exigida pelo país importador: Esse documento recebe o nome de Certificação de Origem.

Conversamos com Vladimir Guilhamat, diretor adjunto do Derex (Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior) da Fiesp  (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Ele nos conta mais sobre a importância da Certificação de Origem dos produtos brasileiros.

O que significa a Certificação de Origem?

Guilhamat explica que a Certificação de Origem é um documento que concede tratamento preferencial às operações para países com os quais o Brasil possui acordos de comércio. “O objetivo do documento de Certificação é atribuir competitividade aos exportadores brasileiros, por meio da redução ou isenção do imposto de importação de seus produtos no destino, desde que as regras exigidas pelos acordos comerciais sejam atendidas”, explica.

Em resumo, este documento atesta que o produto exportado atende as Normas de Origem fixadas no acordo entre o país exportador - no caso, o Brasil - e o país importador, possibilitando sua entrada no país importador.

Vantagens da Certificação de origem para o exportador

Ao buscar pela Certificação de Origem, o exportador brasileiro terá mais capacidade de colocar seu produto em nível de competitividade com os mesmos produtos de outros países. Além disso, há outras vantagens comerciais muito significativas para o exportador brasileiro. Entre elas podemos citar:

  • Tratamento alfandegário especial;
  • Possibilidade de atestar a origem da mercadoria; e
  • Redução de impostos comerciais.

Segundo Guilhamat, a vantagem comercial mais significativa é a redução do imposto de importação obtida pelo importador no destino. “Em alguns casos, essa redução pode chegar a 100%, ou seja, o importador pode ficar isento da tarifa”, explica. Com esse benefício, a competitividade da exportação brasileira aumenta de maneira significativa.

O diretor adjunto do Derex explica ainda que a Certificação de Origem é “um instrumento estratégico fundamental para consolidação e conquista de novos mercados”.

Quem certifica os produtos?

Geralmente, os certificados de origem são emitidos pelas federações das indústrias ou associações comerciais dos estados brasileiros. Guilhamat conta que em São Paulo, a Fiesp é uma das entidades autorizadas pelo governo brasileiro a emitir Certificados de Origem.

Todo produto pode receber a Certificação de Origem?

“Qualquer produtor pode obter um Certificado de Origem, inclusive os produtos obtidos de animais vivos”, explica o especialista. Porém, ele informa que o produtor poderá obter a Certificação desde que comercialize produtos extraídos da natureza em geral ou produtos que são industrializados exclusivamente no território nacional.

No caso do estado de São Paulo, para obter o Certificado de Origem, é necessário acessar o Sistema e-COOL, plataforma online desenvolvida pela FIESP destinada à emissão de certificados de origem.

Após efetuar o cadastro, o exportador poderá emitir o documento em apenas 3 etapas:

1.       Preenchimento da Declaração Juramentada;

2.       Preenchimento do Certificado de Origem;

3.       Emissão do Certificado de Origem.

A emissão do Certificado de Origem pela Fiesp é concluída em um prazo médio de 24 horas. Mais informações sobre o documento e sua emissão podem ser encontradas neste link.

Custo médio para obter a certificação de origem

Guilhamat explica que a tarifa de emissão de Certificados de Origem para países com os quais o Brasil possui acordos de comércio é de R$39 para as empresas associadas ao CIESP ou sindicatos filiados à FIESP. Para as demais empresas, o valor de emissão do documento é R$107,00.

Caso a exportação seja destinada a algum país que o Brasil não possui acordos de comércio ou o produto não seja elegível ao benefício do acordo, o exportador poderá emitir o Certificado Não Preferencial (Comum). Segundo ele, esse Certificado não oferece redução ou isenção tarifária, mas comprova a procedência do produto, o que já é benéfico para a entrada da mercadoria nos países importadores.

Obter a certificação de origem é um avanço comercial muito grande para o produto brasileiro tipo exportação, sendo benéfica para o importador e para o exportador. Portanto, busque certificar seus produtos e ganhe participação no mercado internacional.

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Pecuária intensiva

Pesquisador da Embrapa mostra como tornar um solo compactado em área produtiva

Pesquisador da Embrapa mostra como tornar um solo compactado em área produtiva

O adequado manejo do solo é passo importante para a boa produtividade de todo tipo de cultura. No entanto, nas últimas décadas, a crescente degradação dos solos vem se tornando um problema preocupante. Estimativas da Global Soil Forum indicam que nos últimos 50 anos, a quantidade de terra agricultável per capita diminuiu cerca de 50% no mundo todo.

Várias são as causas que provocam a compactação do solo. No entanto, especialistas indicam que a causa fundamental desse fenômeno é a alteração ou a destruição da estrutura natural do mesmo. Essa compactação ocorre quando o solo recebe uma carga superior à sua capacidade de suporte, onde ações mecânicas alteram sua estrutura, reduzindo o espaço poroso e elevando a sua densidade.

Seria possível reverter esse quadro de solo compacto, tornando o solo produtivo novamente? Conversamos com Luís Carlos Hernani, pesquisador da Embrapa Solos (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que nos dá dicas valiosas sobre o assunto.

Motivos da Compactação do solo

No ambiente agropecuário, são várias as razões que formam o solo compacto, resultando, por consequência, num solo menos produtivo. Veja a seguir as três principais razões indicadas por Hernani:

a) Tráfego de máquinas, implementos agrícolas e animais: o tráfego de máquinas e animais e a ação de implementos de preparo do solo proporcionam elevada pressão mecânica, induzindo a forte aproximação das partículas e significativa redução da porosidade, definindo um estado de compactação e perda de algumas importantes funções exercidas pelo solo. Essa é a principal causa do solo compacto;

b) Produção e aporte de fitomassa abaixo da demanda do solo: a ausência de quantidade de raízes fasciculadas com elevada relação C:N no arranjo produtivo, induz a baixa atividade biológica no solo e a não produção de novos agregados estáveis, caracterizando um estado de compactação influenciado por deficiência de condições biológicas.

c) Calagem sobre a superfície do solo: Hernani explica que a calagem superficial em doses e frequências inadequadas, leva à dispersão e movimentação de argila, que obstrui poros e altera negativamente os fluxos de água e ar. Com isso, aumenta-se a resistência à penetração das raízes. “Este aspecto indica outro estado de compactação, induzido por aspectos químicos”, finaliza o pesquisador.

Como fazer um solo compacto virar um solo produtivo?

Hernani comenta que ainda há muitos erros que visam corrigir o solo compacto. “Por muitas vezes, baseado em uma visão não conservacionista, o agricultor parte para ações mecânicas (escarificação e gradagens) para solucionar este problema, no entanto, ele poderia ser resolvido de forma menos drástica, onerosa e mais sustentável”.

O pesquisador explica que o primeiro passo deve ser uma avaliação do estado de compactação do solo. Assim, é possível tomar a decisão mais adequada no sentido de se retomar a melhor condição do solo produtivo.

Para essa avaliação há métodos como o Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo (DRES), de execução fácil e simples. “O DRES fornece uma visão necessária e suficiente para a melhor tomada de decisão”, explica o pesquisador.

De forma geral, se a compactação não é tão drástica, recomenda-se adotar um sistema de produção com gramíneas de elevada relação C:N (como braquiárias). “Braquiárias são bastante privilegiadas e visam fornecer o aporte de fitomassa (dossel e raízes) para que a melhor condição estrutural seja alcançada ao longo do tempo”, comenta Hernani.

No entanto, situações de solo compacto na sua forma avançada podem exigir o revolvimento com escarificadores ou até arados, tornando o solo produtivo novamente. Neste caso, as recomendações para o uso adequado de escarificadores (por exemplo) devem ser seguidas criteriosamente.

Hernani ressalta algumas dessas recomendações:

  • Umidade ideal no momento da escarificação;
  • Espaçamento entre as hastes:
  • Cultivo especialmente de braquiárias imediatamente após a escarificação.

Esses detalhes precisam ser definidos e monitorados por um técnico especializado. Caso contrário, a solução para o solo compacto pode ser o estopim de novos problemas”.

Produzir em solo compacto é possível. Conheça as técnicas:

Deixar o solo produtivo, mesmo que ele seja um solo compacto é possível sim. No entanto, Hernani sugere que sejam adotadas técnicas relacionadas à agricultura conservacionista.

A Agricultura Conservacionista, que compreende um conjunto de técnicas envolvendo desde a definição de terras aptas para determinadas culturas, o revolvimento mínimo do solo, a adoção de sistemas produtivos com elevada biodiversidade (rotação e consorciação de culturas) e de obras mecânicas (terraceamento, cultivo em nível), contém a base para melhor produzir em solos das regiões tropicais e subtropicais”.

Segundo o pesquisador, o Sistema Plantio Direto que é fundamentado no plantio sem preparo, na permanente cobertura vegetal do solo e na biodiversidade de espécies culturais do sistema de produção, caracteriza o que se tem de mais próximo da Agricultura Conservacionista, portanto, pode ser uma ótima técnica para tornar um solo compacto (e com produtividade baixa), num solo produtivo.

Hernani completa dizendo que após a correção e restauração das condições produtivas e funções fundamentais do solo compacto, todas as culturas recomendadas para a região baseadas na aptidão agrícola das terras e no zoneamento territorial agrícola, podem ser cultivadas normalmente, haja visto que o "solo produtivo estará de volta".

A dica final para um solo compacto é sempre solicitar o apoio de um agrônomo especializado. Aproveite e compartilhe este conteúdo com seus amigos que também podem ter o mesmo problema!

Produtividade do solo brasileiro

Especialistas comentam tendência de piloto automático no agronegócio. Saiba mais!

Especialistas comentam tendência de piloto automático no agronegócio. Saiba mais!

Nos últimos anos, a agricultura vem sendo uma das atividades que apresenta rápida evolução tecnológica. Inovações em máquinas e implementos surgem todo ano, trazendo diversas facilidades, melhorando a qualidade das atividades, reduzindo o custo operacional, aumentando a eficiência e, por fim, melhorando a produtividade.

E dentre todas estas inovações tecnológicas, o uso de sistemas automáticos (como o piloto automático) vem sendo motivo de diversas pesquisas, se tornando o principal objetivo de fabricantes de máquinas agrícolas. As três principais montadoras mundiais já apresentam diversas soluções referentes à essa inovação que promete revolucionar (ainda mais!) o trabalho no campo. Confira:

Piloto automático em máquinas agrícolas: como funciona?

Conduzir máquinas agrícolas sem colocar as mãos no volante! Isso resume o conceito de piloto automático. Com essa inovação o conceito de agricultura de precisão se faz totalmente presente.

O piloto automático representa a base para qualquer projeto de tecnologia de agricultura de precisão em todas as culturas”, explica Alex Mendes, especialista em Soluções de Preparo de Solo da John Deere Brasil.

De forma geral, Mendes explica que o piloto automático baseia-se na utilização de um dispositivo GNSS (receptor), que envia informações de posicionamento georreferenciadas ao sistema de direção da máquina, fazendo com que a mesma siga um caminho pré-determinado, sem a interação do operador.

Essa inovação tecnológica também é compartilhada por Felipe Sousa, Gerente de Soluções Tecnológicas da Case IH. Ele explica que os sistemas de piloto automático possibilitam a garantia do paralelismo entre as passadas da máquina agrícola durante sua operação. “No plantio, a garantia do paralelismo entre as passadas da plantadeira permite ao produtor ter maior eficiência no aproveitamento de sua área, consequentemente aumentando sua produtividade”, comenta.

Vantagens deste tipo de inovação tecnológica

A utilização deste tipo de tecnologia representa inúmeros benefícios às etapas de plantio, tratos culturais e colheita. Segundo Dener Jaime, Coordenador de Marketing do Produto Fuse, o piloto automático é uma tecnologia de agricultura de precisão que permite um melhor desempenho da máquina agrícola no campo, com redução nos custos operacionais e no impacto ao meio ambiente.

Ele salienta que o sistema também diminui a fadiga do operador, possibilitando que sua atenção esteja voltada apenas à atividade que está sendo realizada na lavoura, não precisando se preocupar com o traçado em que a máquina deverá percorrer no campo.

Tal vantagem também é compartilhada por Souza, para quem o piloto automático possibilita obter, no plantio, a instalação da cultura com paralelismo de alta qualidade e com maior eficiência, respeitando o planejamento para implantação.

Já Mendes explica que na etapa de aplicação de defensivos, por exemplo, o piloto automático ajuda a reduzir o pisoteio durante a operação, bem como, atrelado a outros recursos como desligamento de seções e taxa variável, reduzindo custos com os insumos.

Finalmente, na colheita, o piloto automático faz com que as máquinas tenham seu desempenho otimizado, permitindo que as plataformas de corte trabalhem sempre cheias e evitando sua subutilização ou que sejam deixadas faixas não colhidas na lavoura. “No caso específico da cana, o piloto automático garante que a colhedora faça seu trabalho sem provocar danos às soqueiras adjacentes”, explica Mendes.

Todas as máquinas agrícolas podem dispor dessa inovação

Essa inovação tecnológica pode ser empregada tanto em tratores, quanto em colheitadeiras e pulverizadores. A cada dia, as máquinas são desenvolvidas para terem mais tecnologia, estando ainda mais aptas para soluções inovadoras, como o piloto automático.

Segundo os representantes, o piloto automático pode ser aplicado em todas as atividades, desde o preparo de solo até a colheita. “O principal objetivo dos produtores é manter o paralelismo entre as passadas, o piloto automático ajudará nisso e aumentará o rendimento operacional em todas as atividades”, afirmam.

Além disso, em alguns casos, há a possibilidade de instalar o piloto automático em máquinas agrícolas de praticamente todas as marcas presentes no mercado brasileiro.

Desafios para manter os trabalhadores no campo

Será que a inovação tecnológica no campo pode trazer a falta de postos de trabalho na zona rural? “As máquinas vão dominar a produção agrícola!”, dizem. De certo modo, isso pode até acontecer, porém, os representantes das empresas de tecnologia entrevistadas concordam quanto às soluções para esse fato.

Alex Mendes e Dener Jaime opinam que a especialização dos operadores e técnicos é, sem dúvida, uma necessidade nas operações agrícolas brasileiras, e ainda pode melhorar bastante. Com a capacitação e a mão de obra especializada é possível explorar todos os recursos tecnológicos disponíveis nas máquinas agrícolas, preparando os profissionais para lidar com os mais diversos tipos de equipamentos.

Felipe Sousa segue a mesma linha e explica que do ponto de vista do operador, trabalhar com o piloto automático é positivo. “A utilização destes sistemas demanda treinamento operacional, com isso o profissional possui nível de especialização superior quando comparado àqueles que não possuem, consequentemente, será mais valorizado pelo mercado”.

Com todos os avanços da inovação em tecnologias de agricultura de precisão, a especialização dos colaboradores envolvidos nas atividades do campo é cada vez mais importante, somente assim, ele poderá extrair o máximo benefício destes sistemas, além de manter seu espaço no campo.

O piloto automático na máquinas agrícolas é um grande aliado da produtividade do campo, trazendo avanços em todos os sentidos. Compartilhe essa notícia com seus amigos apaixonados pela vida no campo!

Crédito para inovação no agronegócio

Normas técnicas impactam setor de máquinas e implementos agrícolas. Conheça 12 delas

Normas técnicas impactam setor de Máquinas e Implementos Agrícolas. Conheça 12 delas

O agronegócio é há muitas décadas um dos setores econômicos mais importantes do Brasil, visto o registro de crescimento da participação no PIB nos últimos anos e que tem relevante contribuição para o superávit da balança comercial. E as exportações brasileiras envolvendo o agronegócio também têm mostrando crescimento em relação aos anos anteriores.

A mecanização da agricultura vai ao encontro deste crescimento, incorporando cada vez mais tecnologia às máquinas e equipamentos. E, para que seja assegurada a interoperabilidade das máquinas e implementos, tanto no Brasil quanto no exterior, é fundamental que seja promovida a padronização dimensional e estrutural. Quem promove a normatização do setor no Brasil é o ABNT/CB-203 (Comitê Brasileiro de Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais) ligado à Associação Brasileira de Normas Técnicas

De acordo com o chefe da Secretaria ABNT/CB-203, Leoni de Souza Leite,  as normatizações são responsáveis pela elaboração e gestão das normas técnicas aplicáveis ao setor de Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais, englobando normas referentes à segurança, desempenho e sustentabilidade de máquinas, equipamentos, sistemas e acessórios utilizados na agricultura e silvicultura, bem como jardinagem, paisagismo, irrigação e outras áreas correlatas, como a identificação de animais por rádio frequência. Confira 12 nas normais para o segmento agrícola:

1- ABNT NBR ISO/TS 28924:2016 - Máquinas agrícolas - Proteções para partes móveis de transmissão de potência - Abertura da proteção sem ferramenta;

2- ABNT NBR ISO 5674:2017 - Tratores e máquinas agrícolas e florestais — Proteções para eixos de transmissão da tomada de potência (TDP) — Ensaios de resistência e desgaste e critérios de aceitação;

3- ABNT NBR ISO 8210:2016 - Equipamentos para colheita — Colhedoras de grãos — Procedimento de ensaio;

4- ABNT NBR ISO 7914:2016 - Máquinas florestais — Motosserras portáteis — Espaçamentos e tamanhos mínimos da empunhadura;

5- ABNT NBR ISO 15077:2016 - Tratores e máquinas agrícolas autopropelidas - Controles do operador - Forças de acionamento, deslocamento, localização e método de operação;

6- ABNT NBR ISO 5697:2016 - Veículos agrícolas e florestais — Determinação do desempenho de frenagem;

7- ABNT NBR ISO 5700:2015 - Estruturas de proteção na capotagem (EPC) - Método de ensaio estático e condições de aceitação;

8- ABNT NBR ISO 8082-1:2016 - Máquinas florestais autopropelidas - Ensaios de laboratório e requisitos de desempenho para estruturas de proteção na capotagem. Parte 1: Máquinas gerais;

9 - ABNT NBR ISO 11783-6: 2017 - Tratores e máquinas agrícolas e florestais - Rede serial para comunicação de dados e controle, Parte 6: Terminal virtual;

10- ABNT NBR ISO 17962:2017 - Máquinas agrícolas - Equipamento para semeadura - Minimização dos efeitos ambientais de exaustão do ventilador de sistemas pneumáticos;

11- ABNT NBR ISO 18471:2017 - Equipamentos de irrigação agrícola - Filtros - Verificação do grau de filtragem;

12- ABNT NBR ISO 14223-2:2016 - Identificação de animais por radiofrequência - Transponders avançados. Parte 2: Código e estrutura de comando.

Crédito para inovação no agronegócio

Você realiza a poda de citros da maneira correta?

Você realiza a poda de citros da maneira correta?

Prática comum e extremamente importante na fruticultura, a poda de citros representa a supressão de partes da planta (galhos, folhas, flores, frutos, raízes) com uma finalidade previamente definida que, de forma geral, busca crescimento da produtividade dos pomares. Geralmente, essa operação visa orientar a fisiologia do crescimento e frutificação de uma planta, ou, em outras palavras, dar equilíbrio à carga frutífera com o seu desenvolvimento. No entanto, todos os efeitos benéficos da poda podem ser anulados caso ocorra uma operação irracional ou mal executada.

Importância da poda de citros

A importância da realização da poda varia de espécie para espécie, ou seja, em algumas espécies de citros a poda se torna decisiva, enquanto que para outras pode ser dispensável. Considerando a poda consciente e eficiente, o professor William Hiroshi Suekane Takata, doutor em agronomia e professor da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), em Presidente Prudente (SP) comenta as principais vantagens da poda:

Com a poda, a planta fica mais arejada, o que facilita a aplicação de produtos fitossanitários, tornando a incidência de pragas e doenças diminuída”, ou seja, a primeira vantagem é a melhora substancial na sanidade das plantas.

Ainda segundo o professor, ela é responsável também pela melhora na qualidade e tamanho das frutas, diminuindo a diferença de produção e regulando a alternância entre duas safras. Por fim, Takata comenta que a poda também auxilia na padronização e no melhor manejo das plantas, principalmente durante a prática da colheita.

Como realizar a poda?

O ato de realizar a poda de citros compreende um conjunto de operações que cortam e supressionam ramos da copa das plantas, modificando-as e adaptando-as às condições de cultivo comercial.

Seguindo o objetivo de cultivo comercial dos citros, Takata sugere que o manejo da poda deve começar no início da implantação do pomar, conhecido como “Poda de formação”. Segundo o agrônomo essa poda será responsável pela formação da arquitetura da planta.

O professor complementa: “Neste momento deve-se fazer a retirada de ramos que se encontram no centro da planta, ou que atravessam toda a copa. No entanto, devemos tomar cuidado para não realizar a poda de forma severa, pois há o risco de atrasar o crescimento e desenvolvimento das plantas”.

Quando o pomar já estiver estabelecido, Takata sugere que sejam feitas podas periódicas divididas em poda de limpeza, frutificação, correção e poda de rejuvenescimento.

Devido aos diferentes tipos de poda, não há uma regra padrão que indique como é a poda mais eficiente. Segundo o professor, a eficiência estará relacionada à frequência com que a mesma ocorre. Ademais, os objetivos de cada um dos tipos de poda que serão empregados no pomar devem ser bem definidos para que o manejo não atrapalhe o crescimento e a produtividade da cultura.

Principais erros relacionados à poda de citros

Geralmente, os erros da poda de citros relacionam-se ao descuido ou desconhecimento do trabalhador durante o planejamento do procedimento. O professor explica que os erros mais comuns cometidos durante o procedimento da poda dos citros estão relacionados ao uso de equipamentos inadequados, à intensidade e época de poda, além do tratamento fitossanitário inadequado dos equipamentos utilizados durante a poda e nas plantas pós-poda.

Há também casos, onde os profissionais erram no ângulo do corte ou se preocupam muito com a estética, esquecendo totalmente do caráter técnico da operação.

Podas frequentes significam melhores resultados

Podas que se tornam muito espaçadas, podem gerar problemas produtivos e financeiros ao fruticultor. Isso é explicado pelo fato de que, quando realizadas de forma mais espaçada, a tendência é que maior será a intensidade da operação, já que o diâmetro dos ramos eliminados será maior, com isso os esforços, os custos com o tempo de uso e manutenção dos equipamentos serão maiores.

Por este motivo, o professor Takata sugere que a poda no pomar seja uma prática frequente, possibilitando a regulação do crescimento vegetativo e reprodutivo das plantas. Dessa forma, o planejamento de podas deve ser iniciado antes da necessidade das podas mais intensas, isso manterá a planta na forma e tamanho sempre adequados.

Clima e tipo de citro: influência significativa na poda 

Na fruticultura, existe uma variedade muito grande de citros, além de climas diferenciados durante o desenvolvimento da planta, e esses fatores influenciam diretamente na operação de poda de citros.

Takata explica que o clima influencia na fenologia das plantas. “Ele altera o período em que a mesma encontra-se em fase vegetativa e em fase reprodutiva”. Dessa forma, na concepção do professor, saber diferenciar cada uma das fases é de suma importância para o sucesso da prática em um pomar de citros, pois, cada uma dessas fases exige um tipo de poda.

“É importante destacar também que em um mesmo pomar há diferentes tipos de citros para atender a demanda ao longo do ano”, explica Takata. Dessa forma, conhecer como é o comportamento fenológico e de mercado de cada variedade e cada espécie é fundamental.

Conhecendo o comportamento e a espécie nos ajudará a adequar o manejo de poda mais indicado para cada situação”, comenta o professor.

Portanto, antes de realizar qualquer operação de poda de citros, é fundamental conhecer as características e necessidades das plantas. A sugestão neste sentido é sempre solicitar a ajuda de um agrônomo especializado.

Realizar a poda correta dos citros é fundamental, sendo este fator decisivo no correto desenvolvimento da planta. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!

Produtividade do solo brasileiro

Veja quais são os principais conceitos ligados à agricultura de precisão

Veja quais são os principais conceitos ligados à agricultura de precisão

A Agricultura de precisão é bastante complexa, tendo conceitos variados que englobam a chamada tecnologia embarcada em máquinas agrícolas. Veja as principais inovações neste contexto:

  • Telemetria: Do grego: "tele" que significa "remoto" e "metron", indicando "medida". Essa tecnologia é focada em monitoramento, medição e/ou rastreamento de dados enviados via comunicação sem fio (rádio ou satélite) a uma central de controle.
  • IoT - Internet of Things: Este conceito representa como a tecnologia interage com os equipamentos e com as pessoas. A ideia básica da IoT é que qualquer equipamento eletrônico pode estar conectado à Internet gerando informações diversas e melhorando a eficiência de qualquer sociedade.

Na agricultura, tomamos como exemplo as condições climáticas. Ao combinar o uso de sensores de coletas de dados de umidade, temperatura e precipitação, com ferramentas como Big Data e Machine Learning, são geradas informações climáticas mais confiáveis, que terão grande valia para auxiliar o produtor na tomada de decisão.

  • VRT - Tecnologia de Aplicação à Taxa Variável: As VRT são definidas como o conjunto de tecnologias que objetivam efetuar aplicações diferenciadas dos fatores de produção, baseando-se na informação recolhida para cada unidade de área, num determinado instante e numa determinada parcela de terreno.

Na agricultura, as tecnologias VRT são aplicadas a máquinas agrícolas principalmente para permitir uma aplicação controlada de insumos (fertilização e pulverização), sendo também utilizadas para permitir o controle de plantio (espaçamento e quantidade de sementes) de acordo com mapa de recomendação.

  • On-the-go: O sensoriamento on-the-go é um tipo de sensoriamento direto no qual há sensores embarcados nas máquinas agrícolas coletando dados e oferecendo informações em tempo real.

As tecnologias On-The-Go realizam todo o sensoriamento e processamento (tomada de decisão) exatamente durante o movimento da máquina. Os sistemas baseados nessas tecnologias não necessitam de georreferenciamento para funcionarem, porém incluem uma unidade de comando dinâmico que é capaz de determinar a aplicação através de análises em tempo real das medidas de um sensor do solo ou cultura para cada lugar dentro do ambiente percorrido.

  • ISOBUS: Este é o protocolo universal para comunicação eletrônica entre implementos, tratores e computadores. O objetivo inicial da tecnologia de dados ISOBUS é promover a padronização da comunicação estabelecida entre tratores e implementos, com isso é assegurada total compatibilidade de transferência de dados entre sistemas móveis e softwares agrícolas.

Muitas pessoas falam que a agricultura de precisão é o futuro do agronegócio. Estão errados! Hoje esse termo se faz muito presente, e quem não se inserir neste contexto, estará preso ao passado.

Pecuária intensiva

Primeiros passos da Agrishow

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A primeira edição da Agrishow começou em 4 de maio de 1994. Ela era resultado de diversas conversas, reuniões e de feiras que vinham se desenvolvendo até então; especialmente em Londrina (PR) e Uberaba (MG). As ideias partiram do então presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), Brasílio de Araújo Neto, que percebia as exposições realizadas no Brasil como estáticas e com poucas tecnologias que interessavam ao produtor.

Na época, Neto comentava que queria desenvolver uma feira que fosse itinerante, realizada em estados diferentes a cada ano. A ideia de uma feira nacional ganharia força pouco tempo depois. E para que o projeto se tornasse realidade, foram organizados um comitê público-privado e uma comissão, da qual participava Celso Luís Casale, que sugeriu o nome que acabaria por batizar a Agrishow. Dentre as possíveis cidades que receberiam a feira estavam Araraquara, Ribeirão Preto e São Carlos, todas no estado de São Paulo.

Durante a primeira edição, de 4 a 7 de maio de 1994, a Agrishow reuniu oitenta empresas participantes e um público de 15 mil pessoas. No ano seguinte, o número de visitantes já era de 60 mil. A quantidade de expositores também crescia: 400 no ano de 2000, 730 em 2010...

Tem uma história com a Agrishow ou o agronegócio? Conte ela pra gente nos comentários logo abaixo. Estamos reunindo “causos” sobre essas 25 edições da Agrishow e queremos contar a sua história. Participe!

Você sabe o que são tecnologias embarcadas em máquinas agrícolas?

Você sabe o que são tecnologias embarcadas em máquinas agrícolas?

Nos últimos anos o agronegócio vem enfrentando adversidades sérias como a escassez de mão de obra, restrições para abertura de novas áreas de cultivo, além da busca pela sustentabilidade econômica, ambiental e social. E para que tais adversidades sejam solucionadas, a tecnologia terá papel importante.

Para superar as carências apontadas, um conceito ligado à inovação tecnológica está surgindo. Estamos falando da Agricultura de Precisão (AP), que vem embarcando cada vez mais tecnologia nas máquinas agrícolas e no ambiente do campo.

Com a AP, novos conceitos que antes faziam parte somente de naves espaciais, estão sendo inseridos no campo e conectando as máquinas agrícolas. Entre eles estão: a telemetria, IOT, VRT, On-The-Go e ISOBUS.

Tecnologias embarcadas em máquinas agrícolas: O que são?

No âmbito geral, as tecnologias embarcadas representam conjuntos de sistemas eletrônicos inteligentes que se conectam uns com os outros, possibilitando maior aquisição, processamento, armazenamento e comunicação de dados.

Já a tecnologia embarcada em máquinas agrícolas é representada por sensores que permitem aumentar a precisão do trabalho, padronizando a operação e controlando eletronicamente a aplicação de sementes, fertilizantes e defensivos, além da colheita.

Os sensores enviam os dados colhidos à sistemas, possibilitando ao operador um eficiente planejamento do mapa de plantio, além de ajustes operacionais rápidos para melhorar a ação da máquina.

Jorge Strina, gerente de desenvolvimento de negócios estratégicos da Trimble Agricultura Brasil, cita que tecnologias embarcadas são equipamentos de inovação tecnológica montados em máquinas e equipamentos agrícolas, tais como sensores, controladores, telas, receptores de GPS, entre outros.

Hoje, qualquer máquina ou implemento pode conter alguma delas e, dessa forma, tratores, colheitadeiras e pulverizadores auto propelidos, já vêm equipados de fábrica com essas tecnologias, trazendo mais inovação ao campo.

A inovação tecnológica ajudará a resolver os problemas no campo

O objetivo de qualquer sistema produtivo ligado ao campo é a busca incessante pelo aumento da produtividade. “Com o crescimento populacional, precisamos de campos cada vez mais produtivos para atender esse aumento da demanda por alimentos”, comenta Strina.

Além disso, há a grande necessidade que todos os insumos agrícolas sejam usados da forma mais racional possível, evitando o desperdício. “E a Agricultura de Precisão contribui diretamente com essas necessidades de forma muito eficaz”, explica.

Ele cita o exemplo de um equipamento que faz a pulverização em plantas daninhas identificadas por meio de sensores, evitando a aplicação de herbicida onde não é necessário. Segundo o fabricante a economia pode chegar até 90%.

Além disso, como o volume de defensivos agrícolas aplicados é menor, o transporte de água e a quantidade de embalagens usadas para o descarte também diminuem, impactando diretamente na economia de tempo, logística e combustível em toda a operação”, complementa.

Gostou do artigo sobre inovação e tecnologia embarcada em máquinas agrícolas? Aproveite para conhecer o canal de conteúdos da Agrishow!

Crédito para inovação no agronegócio

Conheça 4 projetos universitários para facilitar a vida do produtor agrícola

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Universidades são, tradicionalmente, um ambiente de inovação – e isso ganha mais força quando a academia se aproxima do mercado a fim de resolver problemas. Alguns estudantes de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica da Universidade FEI, em São Bernardo do Campo (SP) decidiram dedicar seus trabalhos de conclusão de curso a produção agrícola e desenvolveram quatro tecnologias. Confira:

Abautac – Sistema de fertilização e irrigação automática para agricultura familiar – É um sistema automatizado de irrigação e fertilização do solo para agricultores de pequeno e médio porte, que usa interface-homem-máquina, sensores e aplicativos para smartphones.

EqüuS – É um trator para o pequeno produtor de hortaliças. Nele podem ser acoplados implementos que fazem todas as operações que o agricultor precisa de uma maneira mais eficiente e produtiva. Possui sistema de transmissão hidráulica e atua em diversas atividades agrícolas. Além disso, o trator prepara o solo, abre sulcos, realiza a semeadura, pulveriza a plantação e aplica plástico por cima da área plantada. Também traciona carreta e perfura o solo para colocar estacas para construção de cercas.

Osíris –Projeto quer atender às necessidades do pequeno produtor rural, por meio do desenvolvimento de um sistema de dosagem de disco único, capaz de alimentar duas linhas de plantio. A solução proporciona precisão análoga aos implementos disponíveis no mercado, alimentando duas linhas ao invés de uma.

Terra Brasilis – Colheitadeira mecânica para raízes tuberosas variadas que auxilia o trabalho do agricultor: melhorando sua ergonomia, maximizando sua produtividade em relação à que ele possui atualmente e que tenha um custo competitivo para suas diversas aplicações.

Produtividade do solo brasileiro