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Diversificação de produto a partir da cultura de peixe amplia faturamento

Diversificação de produto a partir da cultura de peixe amplia faturamento

Uma comunidade de 40 piscicultores cearenses do município de Jaguaretama, a 241 quilômetros da capital Fortaleza, está comercializando óleo de vísceras de tilápias para a Petrobras, para a produção de biodiesel. A ação resulta da recente regulamentação que inclui materiais de origem animal na produção de biodiesel e que insere mais produtores familiares nos arranjos do Selo Combustível Social. Isso mostra que é possível abrir novos caminhos no agronegócio e entregar novos tipos de produto a partir de uma mesma cultura.

A cada três meses, a cooperativa comercializa 15 mil litros de óleo residual de peixe – material que antes era descartado pelos produtores -, cujo valor bruto do litro é de R$ 2,20. Os resíduos são processados em caldeiras e encaminhados para a usina da Petrobras, em Quixadá (CE), onde é transformado em combustível. Estima-se ainda que com implantação de uma máquina desenvolvida pela UFC (Universidade Federal do Ceará), resultado de convênio entre Petrobras e Governo do Estado, seja possível processar 120 quilos de vísceras por hora.

Duas características do óleo têm chamado a atenção de pesquisadores e produtores: seu rendimento e sua capacidade de limpeza de equipamentos. De acordo com engenheiro de processamento da Unidade de Biodiesel da Petrobras de Quixadá, Antônio Carlos Almeida, na unidade de produção de biodiesel o uso do óleo manteve os mesmos rendimentos esperados para a soja: um quilo de óleo para a produção de um quilo de biodiesel.

Subprodutos, como a glicerina e o ácido graxo gerados na produção do biodiesel e no refino também não apresentaram nenhuma dificuldade na comercialização. Sobre a limpeza dos equipamentos como trocadores de calor e tubulações, Almeida explica que foi constatada melhoria na eficiência operacional o que possibilitou o adiamento nas paradas para a limpeza na unidade.

Saiba mais sobre os desafios para conservação de água e solo com mecanização da cana

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e o primeiro em produção de açúcar e etanol. Ambos devem continuar em ascensão pelo menos até 2019, de acordo com projeções do Ministério da Agricultura. O cultivo evoluiu mas ainda há muito para aperfeiçoar em conservação de água e solo. Um dos exemplos de desenvolvimento é o vinhoto (ou vinhaça), que há trinta anos começava a deixar de ser um vilão poluidor para se tornar recurso importante de produção, conforme explica Edgar Gomes Ferreira de Beauclair, professor doutor do Departamento de Produção Vegetal da Esalq.

Muita tecnologia foi desenvolvida porque esse se tornou um desperdício do qual todos estão conscientes. O vinhoto ajuda a amenizar efeitos da estiagem, é rico em nutrientes e aumenta a qualidade do solo, não só na cana. "Principalmente em tempos de vacas magras, ninguém quer desperdiçar", continua  Beauclair. Além disso, a fiscalização é intensa, portanto sai mais barato e mais lucrativo cumprir a lei. O desafio fica a cargo do engenheiro agrônomo, para planejar a distribuição correta do insumo no solo, tarefa simples para profissionais bem formados.

Já o fim da queima de cana, fato mais recente, também foi um marco, graças à vontade geral. A queima era mais importante socialmente do que em termos técnicos. Sua extinção exigiu investimento em maquinário, mas a colheira mecânica é mais barata. O lado social no procedimento antigo, de geração de empregos, precisou ser absorvido, em prol de trabalho humano com mais qualidade. Mas qual é o grande problema hoje?

A mecanização do plantio é o maior desafio, que obrigou a adaptação de tecnologias e procedimentos para viabilizar a cana economicamente. O Brasil trabalha com máquinas desenvolvidas nos anos 50 ou 60 que, mesmo em constante aperfeiçoamento, continuam sendo projetos antigos. Isso gera muito pisoteio, compactação de solo, diminui a penetração de água e aumenta a a erosão.

Uma das alternativas é o controle de tráfego nos canteiros, que possibilita uma mecanização mais racional, à medida que o maquinário jamais passa em cima da "linha de cana", preservando a área plantada. "O modo mecanizado é um caos, nossa forma de propagação envolve uso de mão de obra, não temos desenvolvimento de plantadoras, que ainda são muito pesadas, exigem tratores com alta potência, geram muita compactação e quantidade alta de mudas, com baixa eficiência operacional e agronômica."

As soluções passam principalmente pelo desenvolvimento de novas tecnologias para a propagação. Uma delas é o plantio com mudas pré-brotadas, mini-toletes que vêm reduzindo de tamanho dos atuais 50 cm de área para um que cabe na palma da mão. Existem ainda os "tubetes", também de dimensões reduzidas. O problema é que "as grandes empresas não veem esse mercado como prioritário, os projetos têm pouca ou nenhuma verba de desenvolvimento tecnológico". Mas há motivos para otimismo: "Temos muito espaço para crescer com criatividade, que leva à inovação, temos um 'feijão com arroz' muito bom, dá para superar barreiras".

6 estratégias para o Brasil aumentar sua participação agrícola mundial

6 estratégias para o Brasil aumentar sua participação agrícola mundial

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, estabeleceu a meta de aumentar a participação do Brasil no comércio agrícola mundial de 6,9% para 10% nos próximos 10 anos. Kleber Alencar, diretor executivo e líder de Agribusiness da Accenture no Brasil, considera factível a meta. "Na produção agrícola, a performance das safras brasileiras tem se mostrado em constante evolução."

Segundo o executivo, a limitação está mais na comercialização do que na produção. Fatores como câmbio, barreiras sanitárias e tarifárias, ausência de acordos de comércio e infraestrutura. “Além disso, a produção brasileira vem aumentando a produtividade e fazendo mais com menos, mas nesse aspecto temos espaço também para evolução." Para Alencar, é possível jogarmos num outro patamar, mas isso se dará a partir de um programa estruturado em diferentes frentes.

O desafio é a conversão de todas essas frentes em um plano estratégico único e, principalmente, a sua execução, de acordo com o especialista. Para ele, muitas soluções estão prontas, mas ainda pecamos na hora de tirar do papel e entregar o resultado. Com planejamento, investimentos e boa gestão, "seguramente podemos atingir essa meta, mesmo porque, com o crescimento do consumo de alimentos em todas as geografias, o papel do Brasil é fundamental para o futuro do mundo”.  A seguir, o especialista sugere programas amplos de longo prazo, liderados por governo e iniciativa privada.

1 - Executar os protocolos sanitários existentes para dar garantia da qualidade dos nossos produtos e facilitar a exportação para qualquer país e o preenchimento de  (ex: cota Hilton para carne bovina).

2 - Reforçar o papel do comércio exterior e criar acordos regionais e bilaterais de longo prazo. Isso reduz o efeito de barreiras tarifárias, protecionismo e aumenta a necessidade de melhoria na competitividade e produtividade.

3 - Executar tudo o que foi planejado em infraestrutura (portos, estradas, ferrovias, hidrovias, armazenagem). Crescimento nas exportações traz um desafio logístico e, caso o país queira de fato ter esse papel no mundo, é fundamental iniciar ações nessas áreas o mais breve possível.

4 - Nos últimos anos, muito se fez em regras de sustentabilidade e, hoje, o Brasil tem uma legislação ampla sobre o tema. É fundamental que iniciativa privada e governo tenham metas claras e comunicadas para cada área da agricultura e pecuária, mas sobretudo que passem a executar e monitorar o que já está desenhado.

5 - Na produção agrícola, propriamente dita, a tecnologia ligada à captura e ao processamento de dados pode dar mais um salto de aumento de volume e qualidade. O chamado big data transformado em inteligência e analisado de forma integrada é um vetor de transformação da produtividade, trazendo mais agilidade e clareza na tomada de decisões no campo.

6 - Ainda na produção, a simplificação, maior automatização e inovação dos processos de suporte a produção têm espaço grande de melhoria (financiamento, contratação de seguros, análises de documentação para diferentes fins, processos de compra e venda de produtos e serviços, serviços técnicos e capacitação de mão de obra).

Energia renovável gera economia de 50% para agroindústria; conheça case de sucesso

Energia renovável gera economia de 50% para agroindústria; conheça case de sucesso

O uso de energias renováveis no agronegócio gera benefícios que vão além do fator econômico. É o que demonstra o exemplo da Fazenda Iguaçu (Star Milk), no Paraná. Os 550 alqueires são dedicados a agricultura, pecuária de leite e reflorestamento. Para produzir 19 mil litros de leite por dia, número que está em crescimento, são 150 toneladas de dejetos de gado leiteiro, também diariamente. Esse volume hoje representa economia e mais qualidade tanto para o gado quanto para toda a região.

Carolina Sossella, médica veterinária da Star Milk, conta que o uso de um biodigestor começou há nove anos. O equipamento, que processa urina, esterco, água e serragem, é responsável por 50% de economia em gastos com energia elétrica. A água que sai do biodigestor vai para lagoas de decantação e, depois de passar pela última, está mais limpa e pode ser usada para limpeza de pisos das salas de ordenha e das canaletas onde cai o esterco, nas salas de ordenha e no confinamento.

O papel de um veterinário é importante no processo, pois a alimentação dos animais influencia na qualidade do esterco, o que também afeta a qualidade do gás produzido pelo biodigestor. E o equipamento é projetado para trabalhar com esterco de animais bem alimentados. Para o meio ambiente, é um ganho utilizar a água na higienização da fazenda ou na fertirrigação de determinadas áreas, com um material que seria poluidor se descartado incorretamente.

Além disso, resíduos sólidos são usados para compostagem em áreas agricultáveis, com economia no uso de fertilizantes. Para os animais, as vantagens vão desde a diminuição de moscas, que estressam o gado e afetam a produção, até a prevenção de doenças transmitidas por moscas ou carrapatos.

Emerson Grossi, gerente administrativo da fazenda, explica que a compra do biodigestor, mais um motor de caminhão próprio para uso com gás natural, além de o gerador de energia, chegou a um custo aproximado de R$ 500 mil, na época. Como a fazenda gasta, aproximadamente, R$ 15 mil de energia elétrica, mas economiza metade do que consumiria, o investimento se pagou em mais ou menos quatro anos.

Na produção de leite, o gerador alimenta a ventilação e a ordenha automatizada. O equipamento tem capacidade para 300 quilowatts, dos quais 140 quilowatts são usados. E a fazenda possui uma área dedicada a grãos, que não está conectada ao gerador. Mas a qualidade do gás gerado no biodigestor (que move o motor, e por sua vez move o gerador) varia todos os dias, de acordo com características climáticas e do esterco. Já a variação da rede elétrica é menor, oscilando em dias chuvosos ou quando há necessidade de reparos.

Assim, a Star Milk optou por vender toda a energia que produz para a Copel, concessionária da região, em um projeto aprovado recentemente. Um aparelho irá medir a produção mensal de energia e a companhia elétrica irá abater esse valor dos gastos mensais da fazenda. Com isso, o fornecimento será mais estável e a utilização da energia renovável, que cresce com a produção, continuará a gerar mais economia e qualidade.

O que falta para o Brasil assumir a liderança no agronegócio? Especialistas debatem

O que falta para o Brasil assumir a liderança no agronegócio Especialistas debatem-Abag

O Brasil precisa inserir os jovens no agronegócio, pôr em prática projetos de agricultura de precisão, além de repensar seu papel de líder, tudo isso em meio a atual crise econômico-política. Esses foram alguns dos desafios identificados durante o 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) “Liderança e protagonismo”.

Segundo o presidente do conselho diretor da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), Eduardo Leduc, um dos principais problemas do País é ser considerado líder apenas pelo volume produzido ou exportado ou ainda pelo tamanho da área utilizada. Por sermos percebidos pelo mundo devido ao quanto produzimos, países como Alemanha, França e Suíça lideram mercados de produtos industrializados derivados de ingredientes brasileiros.

É o caso do chocolate, produzido a partir do cacau plantado e colhido em fazendas na Bahia e Pará, mas comercializado como 100% belga. “Isso é inaceitável”, enfatiza Leduc. Outros mercados que apresentam dificuldades, na opinião dele, são os de carne bovina, suína e de frangos. Isso porque somos o maior exportador, mas as empresas apresentam por anos consecutivos prejuízos pesados e mais de um terço das fábricas estão ociosas, reduzindo a capacidade de inovação e de investimentos.

 “Liderar é conquistar”, considera Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG

Enquanto o Brasil abate animais com idade variando entre 30 e 36 meses, obtendo 250 quilos de carne, os Estados Unidos conseguem 300 quilos, de bois entre 18 e 20 meses. Há ainda a questão de que se mesmo se tivéssemos mais clientes, e consequente aumento na demanda, não teríamos bois para abater.  “Os norte-americanos têm o dobro de eficiência, produzem mais com metade de cabeças de gados e ditam regras para serem aceitos lá e fora de lá”. Quanto ao segmento de suínos e frango, também somos líderes, mas estamos fechando fábricas, parte delas porque falta milho para a alimentação dos animais.

Ainda de acordo com Leduc, para sermos líderes devemos ser a preferência do consumidor final, que é cliente dos clientes dos empresários do agronegócio. “Líder influencia e define preços”, afirma. Além disso, para quem busca investidores, o conselheiro alerta que eles olham para faturamento e resultados das empresas, não somente para volume produzido.

“Quem é líder tem senso de prioridade”, diz a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS)

O grande gargalo agro no Brasil para o presidente do conselho diretor da Andef, porém, é a falta de estratégia política voltada para a cadeia produtiva. Opinião compartilhada com o economista e sócio da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. “A pauta da reforma agrária não é a mesma do País há muito tempo. Além disso, devemos acabar com a dicotomia de que grande produtor e pequeno produtor são inimigos”, aponta Barros. Para o diplomata brasileiro Marcos Azambuja, embaixador do Brasil na Argentina (1992-1997) e na França (1997-2003), nosso País está excessivamente diagnosticado. “O que falta - e é necessário - é uma ação contínua e sistemática”, pondera Azambuja.

Aviação agrícola: saiba o que é preciso para conseguir a licença de operação

Aviação agrícola saiba o que é preciso para conseguir a licença de operação

Responsável por 25% do total de aplicações de insumos e defensivos no Brasil, o que corresponde a 70 milhões de hectares, a aviação agrícola tem sido fundamental na manutenção da competitividade brasileira. Essa colaboração deve-se a possibilidade, por exemplo, de cobrir grandes extensões de lavouras e culturas de porte como banana e cana-de-açúcar, que devido à altura que atingem tornam ineficientes as aplicações com equipamentos terrestres.

“Depois de certa altura, o eucalipto é 100% dependente da aplicação aérea. Assim como plantações de arroz no Rio Grande do Sul, que são campos inundados”, explica o engenheiro agrônomo e coordenador do CAS (Certificação Aeroagrícola Sustentável), Ulisses Antuniassi. Segundo o especialista, outra vantagem dessa técnica é que a mesma aeronave pode ser utilizada de várias maneiras como aplicação de insumos e defensivos, combate a incêndios e nucleação de nuvens para provocar chuvas.

O modelo de aeronave mais utilizada no Brasil é o monomotor, porém dependendo do tamanho da área helicópteros são opção, desde que atendam ao RBAC 137 (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil), da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), aplicável a qualquer pessoa física ou jurídica operando ou que pretenda operar aeronaves agrícolas, lembra o especialista.

O Brasil é o segundo país em quantidade de aviões para essa prática: 2 mil. A primeira posição é dos Estados Unidos, com 10 mil aeronaves

As empresas dependem de registros emitidos pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento) que só é emitido caso tenham engenheiro agrônomo credenciado pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) coordenando as atividades a serem desenvolvidas para aviação agrícola e pilotos licenciados pela Força Aérea Brasileira, com certificado de conclusão de curso de aviação agrícola reconhecido. Há ainda a Instrução Normativa nº 02, que informa que as empresas devem adotar equipamentos que abaixam as moléculas de agrotóxico, a fim de evitar a contaminação do local.

Já os pilotos, de acordo com Antuniassi, devem ter experiência atuando como privados e comercial e fazer um curso de, aproximadamente, 80 horas com atividades práticas e teóricas. Além disso, devem manter-se afastados de locais a até 500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros e também áreas de mananciais de captação de água.

Locais para aplicação tem impacto direto sobre os valores de usar a aviação. “Do ponto de vista prático, quanto menor a área, maior o custo.” Isso porque existem preços fixos com a decolagem que podem ser influenciados pela quantidade de hectares e regiões muito pequenas acabam elevando os valores. “Porém quando é uma produção com alto valor agregado esse custo é diluído”, finaliza.

GLP quer avançar na cadeia do agronegócio com ofertas de economia e qualidade produtiva

GLP quer avançar na cadeia do agronegócio com ofertas de economia e qualidade produtiva

Engatinhando no agronegócio, o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) quer ganhar espaço como energético alternativo em toda a cadeia. Para avançar em secagem de grãos, geração de energia em fábricas, utilização em equipamentos de combustão e na cultura animal, o segmento levanta a bandeira da energia limpa, do custo menor em relação a outras fontes energéticas e da qualidade produtiva verificada no produto final.

Hoje em dia, esse tipo de gás é amplamente utilizado na queima de pragas nas plantações, reduzindo o uso de agentes químicos como agrotóxicos e pesticidas nos alimentos. “Esse processo é feito a partir da chama existente em um capinador térmico abastecido pelo energético e que fica acoplado a um trator. Uma grande vantagem nessa aplicação é que as pragas não criam resistência ao calor, o que costuma acontecer quando são combatidas por herbicidas”, explica Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás. Quando aplicado em plantações, ele altera minimamente as condições do solo em que os produtos são cultivados, o que evita erosão e perda de umidade provocada por ações de lavragem da terra.

Torrefação e secagem de grãos, algodão, feijão e frutas também são beneficiadas ao apresentar vantagens competitivas em relação a lenha. De acordo com Mello, a redução no tempo de secagem dos produtos chega a ser de até 30% em relação a queima da madeira. No tratamento de resíduos também aparecem oportunidades para o gás LP, até mesmo no tratamento térmico de efluentes líquidos para o controle de patogênicos que possam infectar animais e contaminar fontes. Assim como na geração distribuída em que as redes de eletricidade não existam ou não sejam robustas ou confiáveis.

Estrutura

Produtores rurais que pretendem mudar a fonte de energia para GLP não enfrentam qualquer restrição quanto ao tamanho do cilindro, mas Mello recomenda cuidados na estrutura como o acesso dos vasilhames em determinadas áreas. “Além disso, o armazenamento das embalagens é outro fator que merece atenção, já que os cilindros devem ser estocados em ambientes abertos ou adequadamente ventilados.” Por último, é preciso estudar o local em que os botijões ficaram, pois não podem estar abaixo do nível térreo ou próximos a fontes de ignição ou de locais em que o gás possa acumular em caso de vazamento.

Leve em consideração também que para indústrias instaladas em áreas distantes dos centros urbanos, os tanques devem ser maiores e com maior capacidade de abastecimento do gás. “Dessa forma, podemos dizer que para se definir a estrutura necessária é preciso estabelecer a vazão e uma projeção de consumo de GLP que será feita das instalações”, esclarece o porta-voz do Sindigás.