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Como começar a realizar a análise do solo da sua propriedade

Como começar a realizar a análise do solo da sua propriedade

Segundo o doutor em solos e nutrição de plantas e docente na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), Marcelo Rodrigo Alves, as principais análises de solo se baseiam na determinação de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg, S) e micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Mo, Zn e Cl), além do pH e do teor de alumínio no solo.

Porém, o professor da Unoeste ressalta que o primeiro passo para a realização de uma boa análise de solo é a realização da coleta das amostras do mesmo.

A amostragem de solo é uma prática relativamente simples, mas baseada em procedimentos técnicos que, se não forem corretamente seguidos, irão comprometer, parcialmente, ou até mesmo totalmente, os resultados analíticos da análise”, diz.

Marcelo Alves acrescenta ainda que existem vários fatores que interferem no procedimento e na profundidade de coleta e que precisam ser considerados, como:

 

  • Tipo de exploração da terra (culturas perenes, anuais, pastagens);
  • Sistema de plantio (plantio direto, plantio convencional);
  • Manejo da adubação (adubação em linha, adubação em área total); e
  • Sistema de coleta (coleta em grid visando agricultura de precisão, ou convencional de forma aleatória na paisagem).

 

O professor ainda ressalta que esses fatores podem tornar o sistema de coleta mais ou menos complexo, porém as análises a serem realizadas serão sempre as mesmas.

Devido à importância da amostragem ela deve ser realizada com muito cuidado, por pessoas treinadas e com o acompanhamento de agrônomos.

A frequência da análise dependerá do uso do solo

Hoje em dia, a análise do solo é uma técnica muito comum entre os produtores rurais, todos sabem da sua importância e realizam as amostragens e análises químicas dos nutrientes do solo.

Entretanto, muitos deles ainda não sabem definir com exatidão qual deve ser a frequência para a realização das amostragens e análises do solo.

Realmente a frequência é bastante variável, Alves ressalta que ela pode variar de um a vários anos pois dependerá de vários fatores.

A frequência dependerá da intensidade da adubação, do tipo e do número de culturas, de ciclos curtos consecutivos ou culturas perenes, se o solo é mais arenoso ou argiloso, etc., portanto, considerar tais fatores para definir a frequência é fundamental”.

Em geral, para áreas com culturas anuais em solos arenosos, recomenda-se fazer nova amostragem após o terceiro cultivo, enquanto em solos argilosos uma nova amostragem deverá ser feita somente depois do quarto ou quinto cultivo.

Sucessão familiar rural: como conduzir processo

Sucessão familiar rural: como conduzir processo

Você sabia que negócios ligados ao campo gerenciados por famílias, são considerados um dos pilares do agronegócio brasileiro? Isso prova o sucesso do agronegócio familiar do Brasil. Porém, mais cedo ou mais tarde, chega o momento em que esses negócios devem passar de pai para filho, num processo de sucessão familiar.

O que ocorre é que, por vezes, isso pode não ser saudável para o negócio familiar, devido à falhas, erros e falta de preparação.

De fato, o momento em que o poder e o patrimônio são repassados para a próxima geração é uma prática muito comum no agronegócio, mas deve exigir máximo planejamento e preparação para que o negócio não seja prejudicado, se os novos responsáveis por ele não souberem como conduzi-lo adequadamente.

Sendo assim, saiba como realizar um processo de sucessão familiar mais natural e eficiente garantindo um novo ciclo para a empresa rural.

Toda empresa rural está sujeita à sucessão familiar

Por definição, todo tipo de empresa familiar rural, independente do seu tamanho ou área de atuação pode (e deve) passar, em algum momento, pelo processo de sucessão.

Porém, o professor do curso de PME do Proced/FIA (Fundação Instituto de Administração), Armando Lorenzo, explica que a sucessão vem sendo menos recorrente em grandes empresas. Ele explica o principal motivo para isso:

Atualmente temos notado que as empresas de grande porte têm procurado outras alternativas como a venda da empresa, profissionalização da gestão e da sociedade dentro de um sistema de governança corporativa específico para este tipo de empresa”.

Em contrapartida, Lorenzo indica que as empresas de médio e pequeno portes ainda têm realizado a sucessão para herdeiros da própria família, “muito embora em alguns casos para profissionais de dentro da própria empresa, mas mantendo a propriedade na família”, complementa.

Como trazer bons frutos com a sucessão familiar?

Nunca existiu e nunca existirá uma maneira universal de realizar a sucessão para que ela traga resultados certos de sucesso. Isso porque cada caso exige um tipo de alternativa no processo sucessório.

Mas, o professor do curso de PME do Proced/FIA ressalta que há três aspectos com grande relevância no processo de sucessão familiar de empreendimento rural. São eles:

  1. Reduzir a centralização dos fundadores, iniciando o processo de sucessão em vida. Neste sentido, o planejamento faz-se imprescindível, pois será ele que indicará quem pode ser o melhor sucessor. Caso nenhum dos herdeiros tenha capacidade técnica, de gestão e liderança, o recomendado será contratar uma empresa para administrar o negócio.
  2. Preparar adequadamente os sucessores dentro dos pilares de educação formal. Lorenzo ressalta que os sucessores devem passar por experiências desafiadoras e serem acompanhados por um mentor. “Durante o processo de sucessão o papel dos fundadores e fundadoras é relevante no aconselhamento dos futuros sucessores”, ressalta.
  3. Trabalhar com ferramentas que possam reduzir os conflitos nas empresas familiares quando eles existirem. Porém, mesmo com esses aspectos bem alinhados e definidos, não há a garantia de sucesso da sucessão, como ressalta Lorenzo: “Ações como estas podem contribuir, mas não garantir uma sucessão de geração bem-sucedida”.

Análise do solo: você conhece a real importância?

Análise do solo: você conhece a real importância?

O aumento da produção agrícola vem ganhando cada vez mais importância no cenário mundial. Para obtê-lo, existem basicamente três formas: aumento da área cultivada, aumento da produtividade e maior intensidade de cultivo.

Entretanto, os tempos estão mudando e, além de produzir cada vez mais alimentos, a agricultura precisa ser a mais sustentável possível.

Neste sentido, aumentar a área de cultivo perde espaço na atual conjuntura da agricultura. Já a busca pelo aumento da produtividade e a maior intensidade de cultivo ganham espaço no cenário agrícola.

Porém, em qualquer um dos dois casos, há a necessidade de saber o que o solo pode oferecer e quais são suas principais deficiências, ou seja, é imprescindível saber qual é a fertilidade e o estado nutricional do mesmo.

A principal ferramenta utilizada para avaliar essas características com maior exatidão é a análise do solo, que quando bem realizada, possibilita tomadas de decisão mais assertivas quanto às técnicas de manejo.

Veja qual é a real importância da análise do solo, suas vantagens e qual deve ser a frequência ideal para a sua realização.

Por que fazer a análise do solo?

A análise do solo é uma técnica de suma importância na agricultura, sendo a mais importante e confiável para o conhecimento do estado nutricional e o grau de fertilidade em que se encontra determinada área.

A análise de solo representa também parte importante do planejamento da instalação e manutenção de culturas agrícolas, como explica doutor em solos e nutrição de plantas e docente na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), Marcelo Rodrigo Alves.

Segundo ele, a análise do solo é fundamental para conhecer o solo a ser manejado. “Será justamente através deste conhecimento que se torna possível o uso de práticas de manejo com o uso de corretivos e fertilizantes, de forma racional e mais direcionada para a real necessidade da área”.

Dessa forma, a análise de solos é destinada para contribuir com:

 

  •  Indicação dos níveis de nutrientes presentes no solo, possibilitando o desenvolvimento de um programa de calagem e adubação mais eficientes;
  •  Proporcionar de forma regular o monitoramento e a avaliação de mudanças dos nutrientes no solo, possibilitando, por consequência, aumentar a intensidade de cultivo de forma sustentável.

 

Além disso, uma boa análise do solo tem relação direta com a economia, pois evita gastos exorbitantes, muitas vezes desnecessários, ajudando a manter a boa produtividade do solo ao longo dos anos.

Produtividade do solo brasileiro

Adote o ILPF com sucesso seguindo esses passos

Adote o ILPF com sucesso seguindo esses passos

Segundo especialistas da Embrapa, o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta é um sistema que adaptável a qualquer tamanho de propriedade, desde que respeitadas as condições quanto ao clima e ao solo. Portanto, todos produtores podem adotar a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta).

Porém, em propriedades caracterizadas pelo uso intensivo de máquinas agrícolas e insumos (corretivos, fertilizantes, herbicidas, pesticidas) a escala de produção pode ser determinante da viabilidade econômica do sistema. Assim, é necessário que seja realizado um planejamento bem eficiente, aliado à gestão competente e envolvimento de equipes multidisciplinares.

O planejamento está relacionado a toda a elaboração do projeto, por isso deve ser conduzido por um técnico capacitado, que será incumbido de realizar um diagnóstico da propriedade.

Este projeto deve englobar todas as etapas de trabalho, estas vão desde o preparo da área até o momento da colheita e a comercialização dos produtos.

Este técnico deve ainda fazer todas as recomendações para implantação e condução da ILPF, contemplando as demandas de insumos, serviços e mão de obra, com um cronograma de atividades e de desembolso

Além disso, a análise de viabilidade do empreendimento com o fluxo de caixa, além das avaliações periódicas de desempenho devem ser realizadas. Assim, para que o planejamento tenha a eficiência desejável, o produtor e o técnico precisam ponderar alguns fatores de importância significativa. São eles:

  • Condições edafoclimáticas (tipo de solo, topografia, altitude, precipitação, temperaturas máximas e mínimas, umidade relativa do ar e ventos);
  • Atividades já desenvolvidas na propriedade;
  • Análise do mercado para a viabilidade de negociação dos diferentes produtos provenientes da ILPF;
  • Recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis para a viabilidade do projeto;
  • Busca pelas fontes de financiamento;
  • Disponibilidade de assistência técnica;
  • Oferta de insumos (corretivos, fertilizantes, sementes e mudas), de assistência e de mão de obra na região;
  • A infraestrutura disponível na propriedade e na região para armazenamento e/ou processamento da produção;
  • Capacidade logística de transporte da produção.

21 vantagens de adotar o ILPF para a sua produção

21 vantagens de adotar o ILPF para a sua produção

As vantagens e benefícios quanto da adoção dos Sistemas ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) têm relação direta com a sustentabilidade, visto que podem ser obtidos na ordem econômica, ambiental e social, sendo estes, os três pilares mais importantes da sustentabilidade. Os benefícios ambientais têm relação direta com a qualidade e características do solo, além dos benefícios relacionados ao ambiente regional. Entre as principais vantagens ambientais pode-se citar:

  1. Maior taxa de infiltração e armazenamento de água no solo, contribuindo com a maior capacidade de controle de erosão;
  2. Redução das perdas de nutrientes presentes no solo;
  3. Redução na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, com consequente uso mais racional de agrotóxicos, reduzindo os riscos de intoxicação e de contaminação ambiental;
  4. Melhoria das condições quanto à ambiência animal (proteção contra tempestade, ventos frios, granizo, altas temperaturas) pelo sombreamento das pastagens, fato esse que reduz o estresse dos animais;
  5. Redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE);
  6. Sequestro de carbono pela biomassa aérea e radicular das árvores e da forragem;
  7. Mitigação do desmatamento pelo aproveitamento de áreas degradadas.

Como benefícios sociais da adoção dos Sistemas ILPF, destacam-se:

  1. Geração de empregos;
  2. Redução na sazonalidade de uso da mão de obra na propriedade, ou seja, há trabalho o ano todo;
  3. Necessidade de capacitação técnica dos colaboradores, acarretando em maior valorização e incremento da remuneração do mesmo;
  4. Melhoria da qualidade de vida na propriedade rural;
  5. Maior oferta de alimentos, fibras e agroenergia com sustentabilidade.

Entre os principais benefícios econômicos da integração:

  1. Redução ou possibilidade de viabilizar o custo de recuperação/renovação de pastagens em processo de degradação ou degradadas;
  2. Aumento da taxa de lotação das pastagens, possibilitando maior número de cabeças/área, além de aumento do ganho de peso ou aumento da produção de leite;
  3. Aumentando da taxa de natalidade;
  4. Diversificação das atividades na propriedade;
  5. Redução dos riscos climáticos e de mercado;
  6. Eliminação de investimentos na construção de sombra artificial aos animais, sobretudo para gado de leite;
  7. Otimização do uso de máquinas, equipamentos e mão de obra, reduzindo os custos;
  8. Redução dos custos com insumos agrícolas e pecuários;
  9. Aumento da produção por unidade de área.

Como e por que planejar suplementação do gado?

Como e por que planejar suplementação do gado?

É consenso que a suplementação se configure como uma das principais formas para garantir a proteção do gado no período de estiagem. Entretanto, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), André de Faria Pedroso, indica que alguns cuidados precisam ser tomados quanto às formas de suplementação.

Um exemplo é a cana-de-açúcar integral. Ela é uma forragem rica em energia, mas apresenta baixo conteúdo de proteína bruta (2 a 3% de PB na matéria seca) e de minerais, como enxofre, fósforo, zinco e manganês, por isso há a necessidade de correção.

A correção da forragem com ureia e minerais suplementares irá permitir a obtenção de desempenho satisfatório dos animais, de forma econômica e segura”, diz Pedroso.

Recomenda-se, de modo geral, 1% de ureia na cana-de-açúcar picada. Além disso, é importante fornecer uma fonte de enxofre para maior eficiência na utilização da ureia pelos microrganismos do rúmen”, recomenda.

Com a adição de 1% de ureia, o teor de PB na cana é aumentado de 2 a 3% para 10 a 12% na Matéria Seca.

Pedroso comenta ainda, que a cana-de-açúcar corrigida apenas com ureia e minerais permite pequenos ganhos de peso vivo.

Para se obter ganhos maiores é preciso fornecer aos animais algumas fontes de proteína e energia com taxa de degradação mais lenta no rúmen, caso do farelo de algodão, o farelo de soja e o farelo de arroz”.

Mas para o eficiente uso da ureia e maior proteção do gado, Pedroso sugere que a adaptação é fundamental. Ele explica como deve ser feita a adaptação:

Para a adaptação, deve-se usar 0,5% da mistura ureia + sulfato de amônio durante os primeiros 7 a 14 dias de fornecimento. Após este período pode-se utilizar a mistura na proporção de 1%. ”

Além disso, se o fornecimento de cana mais ureia for interrompido por dois ou mais dias, Pedroso diz que a adaptação deverá ser reiniciada.

Um bom planejamento é fundamental!

Sem dúvidas, o período de estiagem é um dos momentos mais importantes para a proteção do gado e sucesso da pecuária. Porém, há erros comuns pertinentes ao período que precisam ser evitados. “Estes erros estão ligados principalmente à falta de planejamento”, diz Pedroso.

A falta de planejamento pode ser percebida em diversos momentos.

Quando há falta de planejamento, pode haver manutenção de um número de animais superior à disponibilidade de forragem. “Esse fato pode causar perda de peso e mesmo morte de animais por subnutrição”, diz o pesquisador da Embrapa.

Além disso, suplementação com volumosos de baixa qualidade ou de custo incompatível com o sistema de produção, são outros erros decorrentes da falta de planejamento.

Para finalizar, Pedroso ressalta que os erros de manejo de bovinos em períodos de estiagem podem (e devem) ser evitados pelos pecuaristas com bom planejamento e, preferencialmente, com a utilização de assistência técnica de profissionais experientes formados em ciências agrárias.

Qual o futuro do monitoramento de pragas?

Qual o futuro do monitoramento de pragas?

A nosso ver, não há uma perspectiva de substituição completa do agroquímico pelos biológicos. Vemos mais uma tendência de se caminhar para o conceito conhecido como Manejo Integrado de Pragas (MIP)”, explica engenheira agronômica e consultora executiva da ABCBio (Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico), Amália Piazentim Borsari.

O MIP é um sistema que combina práticas culturais e químicas para que exista uma convivência mais harmônica na lavoura, com a regulação de populações de organismos vivos por meio de seus inimigos naturais.

Neste sentido, Amália acredita que os defensivos biológicos chegaram para compor um pacote de ferramentas de manejo que resultem em soluções para problemas fitossanitários, no qual os químicos também estão inseridos.

A grande vantagem é que os biodefensivos se somam as outras práticas de manejo, favorecendo assim o controle e equilíbrio do ambiente”, diz.

Com isso, haverá um manejo equilibrado no combate às pragas e doenças, com um consequente aumento da produtividade agrícola, levando à mesa dos consumidores brasileiros produtos livres dos resíduos químicos.

Para pragas não há fronteiras

O Brasil é um país predominantemente tropical, que representa um ambiente propício para proliferação de uma infinidade de pragas e doenças.

Assim, as pragas e doenças que podem atacar as lavouras são absolutamente livres de qualquer fronteira. Ou seja, elas não identificam e nem respeitam cercas ou sistemas produtivos modernos e sofisticados, caso da integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que vem se popularizando no país.

Dessa forma Amália Borsari indica que a melhor forma de proceder é, inicialmente, fazendo uma detalhada análise da situação.

Com uma boa análise alinhada ao monitoramento de pragas, é possível identificar qual o tipo de praga está atacando sua plantação, avaliar o nível de infestação, o nível de dano econômico para posteriormente entrar com ferramentas de controle”, explica.

Amália diz ainda que, tanto a avaliação quanto o monitoramento de pragas precisam de decisões técnicas, devendo a recomendação ser realizada sempre por um engenheiro agrônomo.

Por fim, ela ressalta que há na atualidade, vários produtos de origem biológica registrados para pragas alvo que podem ser utilizados independente da cultura. A relação destes produtos está disponível no sistema Agrofit do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O que considerar na compra e aluguel de drones?

O que considerar na compra e aluguel de drones?

Há algumas variações que precisam ser ponderadas na compra ou aluguel de drones. Alexandre Lopes, Diretor Executivo da Drone Visual ressalta que uma série de quesitos devem ser analisados para a tomada de decisão.

Para compra do equipamento é necessário considerar os resultados desejados a serem obtidos no campo, definir a área de abrangência e escolher um equipamento adequado as suas necessidades”, explica.

Além disso, a escolha do equipamento, câmeras, sensores embarcados, bem como hardware e software devem ser analisados na hora da compra.

Já para a contratação de serviço é importante escolher por terceirar uma ou todas as etapas do processo.

Lopes explica que existem empresas que fazem todas as etapas do processo, porém ele ressalta que o produtor pode optar pela compra do equipamento e ele mesmo realiza a captura das imagens e terceirizar somente o processamento das imagens colhidas pelo drone.

Fabricio Hertz segue o mesmo pensamento. Ele diz que alguns pontos principais devem ser levados em consideração para optar na compra ou aluguel do drone. São eles:

  • Objetivo do uso do drone;
  • Finalidade e resultados;
  • Conhecimento técnico;
  • Periodicidade de voos;
  • Retorno;
  • Custo/benefício;
  • Investimento a longo prazo

Por fim, independente da compra ou aluguel de drones, Alexandre Lopes explica que é fundamental escolher uma empresa séria e com bom reconhecimento no mercado.

Além disso, ele explica que a empresa deve conhecer todas as etapas do processo e fornecer o suporte necessário ao produtor, tanto na compra dos drones quanto na escolha pela terceirização do serviço.

A estiagem chegou! Como promover a proteção do gado?

A estiagem chegou! Como promover a proteção do gado?

A pecuária brasileira está entrando em um dos períodos mais importantes do ano: o inverno e sua combinação do frio com a seca. Neste período, a proteção do gado precisa ser ainda maior.

Isso porque, quando a estiagem chega, a produção de forragem pelas pastagens fica muito reduzida. Esse fato certamente causa perda de peso do gado, acarretando em sérios problemas.

Dessa forma, para que estes problemas não levem à perda de peso excessiva e consequentemente, a perda de dinheiro, é fundamental que o pecuarista pondere algumas medidas fundamentais para garantir maior proteção do gado.

Veja quais as principais medidas que garantem a proteção do rebanho neste período fundamental dentro da pecuária brasileira.

Proteção do gado na estiagem: como fazer?

Em épocas de estiagem, que na região sudeste coincidem com o inverno, a produção de forragem pelas pastagens fica muito reduzida, tornando-as quase indisponíveis ao gado.

Neste período, André de Faria Pedroso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), indica que o pecuarista deve se preparar com a máxima antecedência para o período.  

Realizar a proteção do gado com antecedência fará com ele não sofra com a falta de alimento”, indica o pesquisador.

Pedroso explica que as principais medidas que podem ser tomadas pelo pecuarista para que exista uma eficiente proteção do gado na estiagem são:

#1. Utilização de pastagens diferidas:

Nesta medida, uma parte das pastagens na propriedade deixa de ser utilizada (vedação), normalmente no início do outono, para poder ser utilizada no período da seca.

Apesar de eficiente, Pedroso indica ser necessário fazer uma suplementação extra devido às qualidades da forragem.

O valor nutritivo da pastagem não será adequado no momento do uso, por isso, se faz necessária a suplementação com fonte de proteínas, o que pode ser feito com fornecimento de sal proteinado”.

#2. Suplementação com cana-de-açúcar: Neste caso há também a necessidade de correção do teor de proteína da forragem com o uso de ureia ou de concentrados proteicos.

#3. Uso de silagens de milho, sorgo ou capim: Pedroso explica que silagens de milho ou sorgo são eficientes, mas apresentam custo relativamente alto. Por isso, são mais utilizadas em sistemas de produção de leite.

Já as silagens de capim podem ser utilizadas como forma de “reservar” e “transferir” o excesso de forragem produzida no verão para uso no inverno.

Monitoramento de pragas: como fazer via controle biológico?

Monitoramento de pragas: como fazer via controle biológico?

Um bom monitoramento de pragas via controle biológico, deve ser realizado sempre de forma eficiente, econômica e sustentável. Entenda mais:

Áreas infestadas por pragas como lagartas e percevejos, sempre são motivo de muita preocupação, já que trazem grandes prejuízos ao produtor quando não são controladas em tempo. Assim, faz-se fundamental adotar um bom monitoramento de pragas.

Quando bem realizado, o monitoramento de pragas dá respaldo para a tomada de decisão quanto à aplicação preventiva de defensivos, ou qualquer outra medida de controle.

Uma das formas mais eficazes para tornar esse monitoramento eficiente é a adoção do controle biológico de pragas, que traz diversas vantagens e benefícios às lavouras.

Um bom monitoramento de pragas via controle biológico, deve ser realizado sempre de forma eficiente, econômica e sustentável, garantindo a proteção da lavoura e proporcionando todos os ganhos possíveis.

Monitoramento de pragas: o que é e porque fazer?

Basicamente, o monitoramento de pragas tem por função determinar a situação das pragas que porventura estão na cultura, avaliando os danos e prejuízos ocorridos. Além disso, o monitoramento definirá o melhor momento da aplicação de defensivos agrícolas.

Uma das formas mais eficientes para o monitoramento de pragas é o uso de ABC (Agentes Biológicos de Controle), que têm relação direta com o controle biológico.

Amália Piazentim Borsari, Engenheira Agronômica e Consultora Executiva da ABCBio (Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico) explica o quão importante é o controle biológico para o monitoramento de pragas nas lavouras:

O controle biológico de pragas e doenças nas lavouras, consiste no uso de organismos que já estão presentes naturalmente no meio ambiente, para prevenir, reduzir ou erradicar a infestação de pragas e doenças nas plantações”.

Segundo a coordenadora executiva da BCBio, o uso dos agentes naturais nas lavouras tem como resultado a redução da população da praga ou incidência de doença, mantendo um nível que não cause danos econômicos à cultura, ou seja, abaixo do Nível de Controle.

Amália explica ainda que os ABC (Agentes Biológicos de Controle) podem ser microrganismos como os vírus, fungos entomopatogênicos, fungos antagonistas, bactérias entomopatogênicas, bactérias antagonistas, nematoides benéficos.

Esses organismos atuam causando doenças em insetos ou predando e inibindo microrganismos fitopatógenos, ou macrorganismos que atuam como parasitoides ou predadores”, explica.

Por isso, essa é uma estratégia eficaz e possível de ser incluída nos programas de controle de pragas, independente das culturas.