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Articles from 2017 In July


Entenda como a fertirrigação pode ajudar em sua produção

Entenda como a fertirrigação pode ajudar em sua produção

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Há muito tempo o Brasil vem se comportando como um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Isso porque o país vem conseguindo aliar alta produtividade com maior qualidade nos seus produtos e tornando a atividade mais compensadora financeiramente.

Para isso, os produtores têm adotado novas tecnologias de condução e manejo da cultura, como adensamento, mecanização, irrigação e principalmente fertirrigação. Esta última, vem trazendo muitos ganhos em produtividade e, consequentemente, bons lucros.

Agregado à tecnologia, há dados que indicam que o aumento da população mundial vem ocorrendo numa proporção inversa à disponibilidade de recursos hídricos e de terras cultiváveis. Assim, vê-se a necessidade de utilizar uma agricultura mais intensiva, em que os produtos químicos e fertilizantes sejam amplamente utilizados, com o objetivo de aumentar a oferta de alimentos para a população. É com toda essa perspectiva de demanda maior por alimentos que a fertirrigação vem sendo utilizada cada vez no mais mundo, e por consequência, no Brasil.

Fertirrigação: popularizado há mais de 3 décadas

Popularizado no Brasil há pouco mais de três décadas, a fertirrigação visa utilizar o próprio sistema de irrigação como condutor e distribuidor de adubos juntamente com a água. Conceito semelhante é explicado por Fábio Batista, consultor de vendas da  Carretéis IRRIGAT: "A fertirrigação é a forma mais eficaz e econômica, quando o assunto é fertilizar a plantação, levando os nutrientes necessários ao solo e às plantas".

Teoricamente, qualquer sistema de irrigação pode conduzir e distribuir agroquímicos juntamente com a água. No entanto, sempre há um tipo de “fertilizante ideal”. Segundo Batista, o melhor fertilizante deve ser escolhido através de um “exame” quantitativo e qualitativo do solo.

A próxima etapa da fertirrigação é observar se o sistema de irrigação terá a disposição de trabalhar com outros líquidos ou dejetos. Feito isso, a fertirrigação se inicia. Porém, Batista ressalta que “esse processo deve ser complementado somente com água, para que os nutrientes adentrem de forma adequada e alcancem as camadas mais profundas do solo”.

A fertirrigação é indicada para todas as regiões?

A grosso modo, a fertirrigação pode ser usada em qualquer local, porém devemos demandar maiores cuidados com os ambientes mais quentes e que possuem grandes períodos de estiagem. “Regiões quentes possuem um nível de sublimação alto, dessa forma, é necessário fazer uma aplicação em maior quantidade e mais frequente de líquidos e nutrientes, consequentemente, tornando o solo produzir todos os dias do ano”, explica Batista.

Porém, não é só durante falta de chuvas que a fertirrigação entra. Quando chove muito, as esterqueiras tendem a ficar muito cheias e, aproveitar os dejetos de animais na fertirrigação torna-se uma forma de reaproveitar esse material que seria jogado fora. “Neste contexto, a fertirrigação seria usada de uma maneira econômica, produtiva e 100% sustentável”.

As pastagens são as grandes beneficiadas 

Os maiores destaques do uso da técnica vêm sendo obtidos por criadores de gado, tanto para corte, quanto para leite, que terão uma pastagem de maior qualidade e com aumento da produção. Pois, além de diminuir o tempo de recuperação do pasto, também diminui o custo em ração para os animais e aumenta-se a produção de leite (no caso de pastagens irrigadas para vacas leiteiras).

Porém, ela também pode ser usada em feijão, soja, cana-de-açúcar e diversos tipos de culturas. "É preciso apenas tomar cuidado antes de usar fertilizantes em excesso. Antes, devemos fazer um correto estudo no solo, para que os resultados sejam significantes do ponto de vista econômico e produtivo”.

Vantagens da fertirrigação

Além de promover melhor aproveitamento dos equipamentos de irrigação, ela substitui o trabalho braçal e demorado de forma simultânea e simples, economizando mão de obra, fazendo com que o produtor possa ocupar seu tempo em outras atividades.

A fertirrigação é fundamental quando a estiagem chega ao ápice e o pasto demora em apresentar condições de servir de alimento para o gado. Também, quando a chuva estiver em alta e as esterqueiras ficarem cheias. O dejeto, que seria dispensado em outros locais, servirá de adubo para a cultura do produtor, que está mais uma vez economizando e aumentando o seu nível de produção.

O bolso do produtor também agradece, pois é a maneira mais barata e eficaz de tratar o solo e o plantio, para que estes tenham bons resultados, sem que haja perda de produção. “É muito mais fácil ver os resultados e os custos de seis meses fertirrigando, do que ficar dependendo da chuva e tendo custos elevados com a ração”, explica Batista.

Porém, para que todas as vantagens da fertirrigação sejam alcançadas, é fundamental que haja prioritariamente uma mudança na mentalidade do produtor, além de muito planejamento. Com isso, diversos benefícios para quem vive no campo serão obtidos.

Busca automação no agronegócio? Conheça o caminhão autônomo

Busca automação no agronegócio? Conheça o caminhão autônomo

Ferramentas que busquem facilitar a rotina do trabalhador rural, auxiliem na coleta de dados e ajudem na tomada de decisões dos produtores já são realidade no ambiente agrícola por meio da automação no agronegócio. Prova disso são os tratores e implementos cada vez mais inteligentes que estão levando alta tecnologia ao campo, conforme falamos recentemente aqui no nosso canal de conteúdo.

Como se sabe, a automação no agronegócio nunca para de evoluir e, agora, parece ser a vez dos caminhões se tornarem inteligentes, autônomos e contribuírem com a redução de perdas. Está enganado quem pensa que esse tipo de veículo está no papel.

Um caminhão autônomo desenvolvido para atuar no setor sucroalcooleiro brasileiro já está pronto para desbravar o campo. Trata-se do VM Autônomus, da Volvo.

Conceito por trás do caminhão autônomo

O caminhão autônomo da Volvo visa eliminar a perda de produtividade provocada pelo pisoteamento das soqueiras feito pelo caminhão durante a colheita de cana-de-açúcar, uma requisição antiga de trabalhadores que atuam na área.

Roberson Oliveira, gerente de projeto de Engenharia Avançada do Grupo Volvo América Latina, explica que é humanamente impossível controlar o caminhão e evitar esse pisoteamento, mas ele apresenta uma solução. “O sistema desenvolvido tem uma precisão de 2,5 centímetros, reduzindo a queda da produtividade a valores mínimos”. Inclusive as manobras de ré podem ser feitas sem que haja pisoteio dos brotos da cana, trazendo grande avanço.

Além do mais, a tecnologia presente no VM Autônomus independe do clima e de quaisquer outras circunstâncias. “O caminhão pode rodar de dia ou de noite e mesmo assim apresentar a mesma precisão e consequente produtividade”, diz Oliveira.

Quase 100% autônomo, esse modelo tem “a necessidade de um motorista apenas e exclusivamente para levar o caminhão até o início da linha na lavoura, encontrando a rota a ser seguida, e depois retirá-lo da plantação para fazer o transbordo nas composições maiores que levarão a carga até a usina de açúcar e álcool”.

Eliminar perdas: principal objetivo da automação no agronegócio

Um dos principais problemas observados no setor sucroalcooleiro é o número elevado de perdas na colheita da cana-de-açúcar. Assim, a precisão no trajeto do caminhão na plantação é extremamente importante, porque as soqueiras resultantes da colheita serão pés adultos nas safras subsequentes.

Além disso, como a colheita deve ocorrer num período curto de tempo, o trabalho tem que ser feito 24 horas por dia, sete dias por semana. Com isso, a operação noturna que gera pouca visibilidade e com a palha que cai sobre o solo, há dificuldades por parte do motorista que não consegue conduzir o veículo de forma precisa a evitar o pisoteamento dos brotos.

Nesta conjuntura, uma das principais metas da automação no agronegócio é sem sombra de dúvidas a redução dessas perdas. E será exatamente nesse contexto que o caminhão autônomo se apresentará como um grande diferencial.

A tecnologia desenvolvida pela Volvo por meio do georeferenciamento proporciona alta precisão no traçado do caminhão, enquanto o motorista acompanha a operação, podendo utilizar o seu tempo para outras tarefas.

Com o uso do caminhão a redução de perdas e o aumento da produtividade e a automação no agronegócio serão muito grandes”, explica Roberson Oliveira. Calcula-se que o problema das perdas seja responsável por prejuízos que giram em torno de 12% da produção anual de cana-de-açúcar. “O VM Autônomo elimina sozinho 4% desta perda”.

Caminhão autônomo e Agricultura 4.0: sintonia total

Uma das grandes metas da Agricultura 4.0 é, além da automação no agronegócio, a elevação da quantidade e principalmente da qualidade dos dados gerados por meio da automação no agronegócio, facilitando a tomada de decisões.

Os tratores mais modernos disponíveis no mercado já coletam dados em tempo real e com muita eficiência, agora tudo indica que é a vez dos caminhões autônomos.

Oliveira cita que a tecnologia do caminhão autônomo gera dados por onde o caminhão vai passando. “Nosso sistema inteligente será capaz de gravar dados de toda frota de caminhões, bem como de sua produtividade ao longo da atividade”, explica.

Com o crescimento na geração de dados será possível medir erros que, porventura, ocorrem e corrigi-los praticamente em tempo real, trazendo eficiência e correta tomada de decisão dentro da lavoura.

Em breve ele poderá ser encontrado comercialmente

O caminhão autônomo ainda não está disponível comercialmente. “No entanto, a Volvo vai apresentar uma solução intermediária deste caminhão em breve”, explica.

Oliveira informa ainda que a tecnologia final deverá estar pronta a ponto de ser comercializada nos próximos dois ou três anos. Tudo indica a tecnologia do caminhão autônomo embarcará no campo pra valer e valerá a pena esperar!

Ansioso para a chegada do caminhão para a automação do agronegócio? Nós também! Aproveite e compartilhe essa evolução em suas redes sociais!

Crédito para inovação no agronegócio

Entenda os desafios brasileiros para exportar produtos agrícolas

Entenda os desafios brasileiros para exportar produtos agrícolas

O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira. Porém, quando o assunto são as exportações, o Brasil concentra suas exportações na produção primária, enviando ao exterior matérias-primas, como grãos, ou produtos pouco elaborados, como carnes, de alto conteúdo doméstico; enquanto o normal é que, numa economia de mercado, os países recorram cada vez mais à especialização e à exportação.

De acordo com o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Antônio Lopes, a maioria dos países busca aprimorar sua capacidade de produção em um conjunto limitado de atividades, para as quais tenham vantagens comparativas ou competitivas. Afinal, em um mundo tão dinâmico e mutável, é importante que os países estejam atentos às necessidades de infraestrutura e capital humano, criando um ambiente de negócios que habilite seus setores exportadores a promoverem ajustes e reconversões que os mantenham competitivos.

“E este é um enorme desafio para o Brasil, que continua sendo uma das economias mais fechadas do mundo, quando se avalia participação das exportações e importações no PIB (Produto Interno Bruto) ”, afirma Lopes.  Ainda de acordo com o presidente da Embrapa, nosso modelo industrial com alto nível de protecionismo, originado na lógica da substituição de importações, nos exclui dos processos de produção que evoluem ao longo de cadeias de valor transfronteiriças, parte muito importante da globalização.

Um produto que deveria ser melhor aproveitado é o café, produto simbólico do Brasil. Ele é exemplo clássico da nossa desconexão das cadeias de valor de grande sofisticação e rentabilidade, como os cafés gourmet e em cápsulas, que ganham o mundo com rótulos americanos, europeus e asiáticos.

Na opinião do presidente da Embrapa, o Brasil precisará se abrir para a importação de produtos que possam favorecer processamento para exportação, elevar a competitividade de produtos com baixa participação de mercado, investir mais na negociação de acordos comerciais e na abertura de novos mercados, e atrair investimentos e empresas inovadoras para o País.

Pecuária intensiva

Conheça os principais destinos do café brasileiro

Conheça os principais destinos do café brasileiro

Nosso café já foi consumido por 127 países no último ano. A exportação de café brasileiro chega a países como Estados Unidos, Alemanha Itália, Japão e Bélgica, que são nossos principais parceiros comerciais.

De acordo com o último relatório (junho), entre janeiro e maio de 2017, os Estados Unidos seguem na liderança como o país que mais recebeu café exportado do Brasil, representando 19,2% dos embarques no período. Em seguida vemos a Alemanha, com 18%. Itália, Japão e Bélgica também têm destaque no ranking, com 10,1%, 6,9% e 6,2%, respectivamente”, comenta o presidente do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Nelson Carvalhaes. Segundo ele, o Japão vem sendo um país que vem apresentando grande aumento no consumo do café brasileiro nos últimos anos.

Sustentabilidade, qualidade e boas práticas - principais exigências para a exportação de café brasileiro

Para receber o produto brasileiro, os principais países importadores fazem algumas exigências. Em linhas gerais, o mercado internacional exige sustentabilidade, qualidade, adoção de boas práticas agrícolas, além de respeito às normas ambientais, trabalhistas e sociais.

Carvalhaes comenta que o Brasil está bem servido quanto às exigências. “Por ser um dos mercados exportadores mais tradicionais do produto no mundo (o país é exportador há mais de 200 anos), o Brasil atende às exigências prezando pela exportação de café de qualidade e com máxima eficiência dentro de toda a sua cadeia de produção”.

Tendências para o café brasileiro tipo exportação

O Brasil representa, atualmente, 33% da capacidade de fornecimento de café no mundo inteiro e a tendência é que a exportação de café cresça, fazendo com que o Brasil se distancie ainda mais. Isso porque, segundo o presidente do Cecafé, o leque de cafés que o Brasil exporta para o mundo é muito amplo.

Exportamos desde café diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado indicando práticas sustentáveis), que atendem ao público/consumidor mais exigente, até os cafés tipo “robusta” que são aqueles que compõem a bebida tradicional e que são muito bem aceitos no exterior”, explica.

A produção de cafés diferenciados também é uma grande tendência para o curto e médio prazo. Isso porque, a importância da qualidade do produto ofertado no mercado tende a ganhar maior importância devido a uma mudança no perfil do consumidor.

Os consumidores do café, tanto no mercado interno quanto externo, tendem a ficar mais sofisticados e com acesso fácil as informações, estando dispostos a pagar mais pela qualidade e pela diferenciação dos produtos.

Com os cafés diferenciados, o Brasil pode até vender menos em volume, mas ainda continuará lucrando com a exportação desse tipo de cafés mais especiais, que apresentam maior valor agregado.

O mercado global ama o café brasileiro. Para manter essa relação sempre forte devemos priorizar a qualidade, as boas práticas e a sustentabilidade. Gostou do artigo? Compartilhe-o em suas redes sociais!

Produtividade do solo brasileiro

Entenda como aproveitar o cenário atual para promover a exportação de café

Entenda como aproveitar cenário atual para promover a exportação de café

O Brasil é país com maior exportação de café do mundo e seus produtores estão sorrindo à toa nestes últimos meses. Isso porque, segundo o balanço de maio produzido pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), foram exportadas 2.437.823 milhões de sacas, crescimento de 9,9% quando comparado aos números de abril.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a exportação de café (em volume) sofreu um decréscimo de 3,6%. Porém, isso não deve ser considerado um resultado ruim. Os responsáveis pelo setor citam que tais resultados representam uma surpresa bastante positiva.

Este é, inclusive, mais um indício de que devemos fechar tanto o ano cafeeiro quanto o ano civil com um desempenho significativo, visto o desafiador cenário enfrentado pelo cafeicultor do país, onde a oferta pode ficar comprometida devido a fatores climáticos.

Perante todos esses resultados que representam a recuperação da cafeicultura brasileira para exportação, surge um questionamento importante:

Como o cafeicultor deve aproveitar a qualidade do seu café para exportá-lo? Conversamos com Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, que nos apresenta algumas dicas valiosas a respeito do café brasileiro tipo exportação.

Tipos de café mais procurados pelos importadores

Quando o assunto é produção de café, o Brasil tem a capacidade de oferecer a maioria dos cafés mais procurados pelo mercado mundial. Entre eles, podemos citar: Cafés verdes, arábica e robusta.

Em maio, segundo os dados mais recentes do Cecafé, os cafés verdes brasileiros alcançaram um total de 2.209.116 de sacas, já o café arábica chegou a 2.189.557 e, por fim, o café robusta atingiu 19.559 de sacas”, cita Carvalhaes.

O presidente do Cecafé cita também a importância dos cafés industrializados. O total deles ficou em 228.707 de sacas, sendo 227.899 sacas de café solúvel e 808 sacas de café torrado e moído. Neste tipo de café, ele cita uma queda de 23,8% em relação ao mesmo mês em 2016.

Os cafés diferenciados brasileiros também são importantes no mercado externo. Entre janeiro e maio deste ano, as exportações dos mesmos ficaram em 1,797 milhão de sacas, queda de mais de 35% em relação ao mesmo período do ano passado.

No entanto, apesar desta queda, o Cecafé acredita que haverá recuperação das embarcações a partir do segundo semestre de 2017, apostando em 5,9 milhões de sacas vendidas no total.

O mercado global ama o café brasileiro. Para manter essa relação sempre forte devemos priorizar a qualidade, as boas práticas e a sustentabilidade. Gostou do artigo? Compartilhe-o em suas redes sociais!

Pecuária intensiva

Embrapa revela ações para facilitar escoamento agrícola do Brasil via Arco Norte

Embrapa revela ações para facilitar escoamento agrícola do Brasil via Arco Norte

Uma análise desenvolvida pelo Gife (Grupo de Inteligência Territorial Estratégica) da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) identificou as principais obras para ampliar o escoamento da safra de grãos para o mercado externo via Arco Norte - que engloba todos os portos dos estados da região Norte e também o Maranhão – a fim de atender as projeções do setor para a produção de 2025.

Para que isso aconteça, o Arco Norte deve mais que dobrar sua capacidade atual de escoamento, alcançando 40% de participação no volume total de grãos exportados pelo País. Para que isso aconteça, de acordo com o estudo da Embrapa, são necessários investimentos de curto e médio prazo na infraestrutura logística do transporte dos grãos em Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão e Mato Grosso.

A ampliação dos portos nesses locais ajudaria a diminuir o custo do frete e aumentar a rentabilidade do produtor, pois eles estão mais próximos dos principais mercados internacionais e também das maiores zonas produtoras de grãos, como a região Centro-Oeste, que concentra 42% da produção nacional, e podem oferecer vantagens competitivas em relação aos portos das regiões Sudeste e Sul.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo de Miranda, que coordena o estudo, a curto prazo os ganhos de competitividade da agricultura brasileira com a melhoria da logística podem ser muito maiores e mais rápidos do que os obtidos atualmente pela adoção de inovações tecnológicas no sistema produtivo.

As obras classificadas como prioritárias contemplam os três modais logísticos da região Norte e incluem a duplicação, asfaltamento e melhorias na sinalização das pistas, vias de contorno de cidades e acessos aos terminais portuários ou intermodais de quatro rodovias federais e de uma rodovia estadual (BR-163, BR-080, BR-364, BR-242 e MT-319). Também estão listadas obras para o aumento da capacidade de fluxo das hidrovias dos rios Madeira e Amazonas, por meio de dragagens e melhorias na sinalização, além da operacionalização de novos trechos da Ferrovia Norte-Sul e a construção de uma nova estrada de ferro, a Ferrogrão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Crédito para inovação no agronegócio

Impactos do frio na piscicultura: você está preparado?

Impactos do frio na piscicultura: você está preparado?

As temperaturas mais baixas do ano já podem ser sentidas, causando um impacto extremamente importante para a piscicultura. Isso porque, como sabemos, peixes são espécies de sangue frio, ou cientificamente falando, são exotérmicos. Por isso, a temperatura corporal deles varia de acordo com a temperatura do ambiente.

No inverno há a diminuição das temperaturas médias das águas, provocando redução no nível de atividade dos peixes com consequente diminuição na produtividade para quem trabalha com piscicultura. Isso acontece porque com seu metabolismo diminuído, o peixe come menos, cresce menos, e como se movimenta menos, dependendo da temperatura, pode chegar até a óbito (em casos extremos).

Portanto, é essencial que o piscicultor tome algumas medidas para adequar o manejo dos animais às temperaturas mais baixas dos viveiros, garantindo saúde, além de maior eficiência para o sistema como um todo.

Conversamos com Fábio Sussel, pesquisador científico em aquicultura da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), que nos dá algumas informações importantes a respeito da piscicultura durante o inverno. Vale a pena conferir.

Principais impactos do frio na piscicultura

No Brasil todo, especialmente no Sul e Sudeste, via de regra, o frio tem grande influência no desempenho produtivo dos peixes. “Com a temperatura mais baixa das águas, constata-se redução do consumo de ração e crescimento mais lento”, explica Sussel. Tudo isso é decorrente da redução no metabolismo dos peixes em razão das menores temperaturas.

Para o especialista, o fato mais marcante para a produção de peixes neste período refere-se a parada das reproduções. “Tanto tilápias quanto espécies nativas não se reproduzem nos períodos frios. Mas raramente se observa mortandades em massa decorrente do frio.”, explica.

É possível controlar a temperatura do ambiente de viveiros?

Essa não deve ser a maior preocupação. Já evitar alimentação em excesso, manter a densidade de peixes dentro do viveiro sempre adequada e monitorar a qualidade (e não a temperatura) da água, são ações mais factíveis que, se bem conduzidas, podem evitar perdas na piscicultura durante os dias frios.

O pesquisador complementa e diz que até existem alguns sistemas de produção de peixes indoor, em que as estruturas de produção (tanques de recirculação de água) se encontram em locais cobertos por estufa ou galpões, podendo assim controlar a temperatura. No entanto, segundo ele, são poucas as produções comerciais que utilizam tais sistemas.

A temperatura considerada ideal varia dependendo da espécie

O número de espécies de peixe de interesse econômico no Brasil é bem grande e cada espécie possui uma zona de conforto ideal de temperatura da água, garantido sua sobrevivência. Porém, é importante saber que há uma temperatura ótima para que os peixes apresentem seu melhor desempenho.

As espécies da Bacia Amazônica, por exemplo, possuem uma faixa de temperatura média da água da zona de conforto entre 25 °C a 32 °C, enquanto as espécies de Mato Grosso do Sul apresentam média que ficam em torno de 24 °C a 30 °C.

Sabe-se também que os peixes amazônicos costumam não enfrentar grandes variações de temperatura (do ar e, consequentemente, da água) quando comparados com os peixes da região sul de Mato Grosso do Sul.

As espécies que criamos aqui no Sudeste se desenvolvem melhor em temperaturas de água próximo a 30º C”, cita Sussel. No entanto, ele complementa que esta elevada temperatura também favorece o desenvolvimento de patógenos (vírus, fungos, bactérias...). “Dessa forma, não são temperaturas desejáveis”.

Assim, para a região considera-se como temperatura ideal 26º C. No inverno, as temperaturas variam entre 16 a 21ºC. Segundo Sussel, “viveiros mais profundos são melhores para reduzir o impacto do frio, pois, por possuírem uma massa maior de água, oscilam menos a temperatura”.

Temperaturas mais frias estressam os peixes

Com a chegada do inverno pode haver aumento das doenças na piscicultura, principalmente devido ao estresse pelo qual os peixes passam no período. “As espécies tropicais, caso do pacu, pintado, piau e matrinxã, ficam um pouco mais suscetíveis ao frio, pois se incomodam mais com as baixas temperaturas”.

Além disso, a superpopulação, o manejo e a má qualidade de água dos tanques de criação, são outros fatores causadores de estresse na piscicultura.

Tais fatores estressantes tendem a baixar a resistência imunológica dos peixes, deixando-os bem mais suscetíveis às diversas doenças. Porém, Sussel faz um comentário “positivo” sobre o frio: “com as temperaturas mais baixas dentro dos tanques, alguns agentes patogênicos no ambiente de produção encontram-se reduzidos. Com isso, os peixes serão dificilmente serão parasitados”.

Medidas que o produtor deve tomar quanto ao manejo dos peixes no inverno

Algumas medidas padrão devem ser seguidas pelo produtor para que os peixes não sofram com os efeitos do frio durante o inverno, são elas:

- O manejo alimentar deve receber atenção especial para que as perdas sejam evitadas: para o pesquisador da APTA, reduzir drasticamente o fornecimento de ração é fundamental. Nas semanas de frio mais intenso, pode até mesmo não fornecer ração. “Não há problema algum dos peixes ficarem 3 ou 4 dias sem se alimentarem. A regra é fácil e vale para qualquer época do ano: não pode haver qualquer sobra de ração nos viveiros” explica;

 - Correta capacitação dos trabalhadores: é fundamental que o tratador esteja capacitado a ponto de conseguir observar se todo o alimento oferecido aos peixes está sendo consumindo, evitando perdas e deterioração da qualidade da água por excesso de ração. Além disso, ele deve estar capacitado para mensurar a qualidade da água;

 - Fazer a despesca (e demais manejos) antes do inverno: o arrasto de rede, o transporte e demais práticas de manejo devem ser realizadas antes da chegada do período frio. Isso reduz os fatores estressantes a que os peixes passariam, além do estresse já natural resultante do clima;

 - A adição de suplementos à ração: alguns suplementos, caso das vitaminas (C e E), aminoácidos, pró-bióticos e pré-bióticos, antes de os animais passarem por condições estressantes, pode ser uma boa opção, pois ajuda a aumentar a imunidade dos peixes. Esses suplementos devem ser misturados à ração comercial e fornecidos alguns dias antes de eventos críticos, como a chegada de uma frente fria.

Para finalizar, Sussel recomenda: “ração não consumida é prejuízo em dobro: além do desperdício, ela irá se deteriorar e comprometer a qualidade da água”. Portanto, priorize a qualidade do manejo do peixe, nos dias quentes, e principalmente nos dias frios.

Se você trabalha com piscicultura, siga essas dicas e certamente seus peixes sofrerão menos com o frio. E se você gostou do artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!

Pecuária intensiva

Saiba como obter o melhor resultado de um cultivo consorciado e faturar mais

Saiba como obter o melhor resultado de um cultivo consorciado e faturar mais

O plantio consorciado é uma ótima alternativa tecnológica para o agricultor e que promete aumentar a renda, como já falamos aqui no canal de conteúdo da Agrishow . Porém, para que o agricultor consiga o máximo de eficiência, ele precisa ter clareza do seu objetivo, para assim, definir qual será a melhor combinação entre as espécies.

Esta é a dica é compartilhada por Alexandrius de Moraes Barbosa, docente do curso de Agronomia da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). “No cultivo consorciado pode-se utilizar desde plantas hortícolas até espécies florestais, sendo que a combinação entre as espécies varia conforme o objetivo do produtor”. O professor ainda dá algumas sugestões de objetivos do produtor com suas respectivas formas de consórcio.

Simbiose entre espécies

O produtor pode optar em consorciar duas espécies objetivando que uma beneficie o desenvolvimento da outra. “Pode-se cultivar sorgo silagem com feijão guandu nas entrelinhas onde, o feijão guandu (por ser uma leguminosa) fornece nitrogênio para o sorgo, promovendo assim, o desenvolvimento do sorgo e também aumentando a qualidade da silagem”.

Aproveitamento da área

Certamente o melhor aproveitamento da área é um dos principais objetivos dos agricultores. Sabe-se também que no cultivo de algumas espécies o espaçamento entrelinhas é razoavelmente grande e para que essa área não fique em pouso, pode-se fazer o cultivo de outra cultura nesse espaço de modo a se aproveitar de uma maneira mais eficiente sua área agrícola.

O cultivo de maracujá com feijão é uma ótima opção, onde o produtor pode realizar o cultivo do feijão nas entrelinhas do maracujazeiro (que costuma ser bem espaçadas) sem que haja prejuízos para as duas ”, exemplifica o professor.

Aproveitamento do tempo

Em alguns consórcios o objetivo central é o aproveitamento do tempo, principalmente no que se refere aos fatores climáticos (chuva, luz e temperatura). Neste contexto, um consórcio muito utilizado no Brasil é o sistema Santa-Fé, que se caracteriza pelo consórcio do milho com a brachiaria.

Nesse consórcio a brachiaria pode ser semeada simultaneamente com o milho safrinha (período em que começa a redução da chuva, luz e temperatura na região Centro-Sul do Brasil).

A brachiaria pode ser semeada a lanço ou junto com o milho em uma profundidade maior, de modo que o milho germine e inicie o seu desenvolvimento primeiro que a brachiaria, dessa maneira quando a brachiaria iniciar o seu desenvolvimento o milho já estará num porte maior, o que acarretará no sombreamento e na pausa do desenvolvimento da brachiaria.

Quando o milho for colhido, a brachiaria terá condições de se desenvolver normalmente, aproveitando de forma mais eficiente os recursos climáticos” explica Barbosa.

Todas as culturas podem ser consorciadas entre si e em todos os solos, mas não há uma receita de bolo padrão

Praticamente todas as culturas podem ser consorciadas (como hortícolas, frutíferas, graníferas, arbóreas, florestais etc.) como também, todos os tipos solos permitem o cultivo consorciado. No entanto, Barbosa faz uma ressalva importante. “Não existe uma receita de bolo em relação às quais tipos de consórcio o produtor deve utilizar”.

Segundo ele, o melhor consórcio depende o objetivo do produtor, da capacidade tecnológica, além da aptidão que o produtor tem por determinadas culturas, além, claro, do conhecimento de manejo sobre as culturas a serem consorciadas.

O consórcio deve ser realizado em função da necessidade do produtor e da tecnologia disponível na propriedade”, explica o professor. Para isso, é de extrema importância que o produtor consulte profissionais qualificados que possam auxiliá-lo na escolha das culturas.

Apesar de todas as culturas permitirem o consórcio, a seleção cuidadosa dessas culturas é fundamental para que não ocorra a competição e uma cultura acabe prejudicando ou inibindo o crescimento de outra”, finaliza.

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Produtividade do solo brasileiro