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Cultivo consorciado pode aumentar a renda de pequenos produtores

Cultivo consorciado pode aumentar a renda de pequenos produtores

Boa parte dos produtores, essencialmente os pequenos, costuma relatar dificuldades em manter com eficiência o plantio de culturas tradicionais. Isso porque fatores como o elevado custo de produção agregado ao valor de venda dos produtos (que sofrem constantes variações) dificultam a produção.

Por isso, produtores estão adotando uma técnica que promete aumentar a renda: o cultivo consorciado.

Se bem conduzido, o cultivo consorciado pode trazer inúmeras vantagens à atividade no campo, aumentando a renda do produtor e auxiliando na solução de vários empecilhos que são enfrentados diariamente.

Alexandrius de Moraes Barbosa, docente do curso de Agronomia da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), de Presidente Prudente, (SP), vai nos dar dicas importantes sobre o assunto neste artigo exclusivo.

O que é o cultivo consorciado?

O cultivo de plantas de forma consorciada é uma atividade praticada há séculos e utilizada com a tentativa de obter o máximo de benefícios dos recursos disponíveis. Nos tempos da agricultura moderna, ele vem sendo utilizado com maior tecnologia e conhecimento técnico.

Barbosa cita uma definição bastante clara. “O cultivo consorciado é o cultivo simultâneo de duas ou mais espécies agrícolas na mesma área, em que, não necessariamente, a semeadura ou plantio ocorram na mesma época”.

O professor complementa dizendo que o consórcio pode ser realizado com espécies de diferentes ciclos (mensal, anual e perene), como também, com espécies de diferentes portes de altura (herbáceas, arbustivas e arbóreas).

A forma consorciada do plantio permite uma interação biológica que é benéfica para todas as espécies cultivadas. Além disso, possibilita a otimização do uso de recursos ambientais, como nutrientes, água e radiação solar, uma vez que as espécies de plantas possuem ciclos de crescimento diferentes.

Vantagens do cultivo consorciado

Sem sombra de dúvidas, a grande vantagem do cultivo consorciado está na intensificação sustentável da área e da atividade agrícola, já que haverá melhor aproveitamento do solo e dos insumos agrícolas.

Também há maior diversidade para o agricultor, que gera maior possibilidade de retorno econômico e de estabilidade financeira, já que a renda virá de duas culturas. Barbosa cita também que haverá maior proteção do solo, devido a sua melhor cobertura.

Por fim, uma das finalidades do plantio consorciado é a capacidade de manejo ecológico de insetos e pragas que, porventura, atacam culturas mais vulneráveis, como é o caso da cultura de tomate e de morango. Com isso, também se diminui consideravelmente o uso de agrotóxicos, tornando a produção mais sustentável do ponto de vista ambiental.

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Crédito para inovação no agronegócio

Unicamp desenvolve robô capaz de executar tarefas agrícolas de forma autônoma

Unicamp desenvolve robô capaz de executar tarefas agrícolas de forma autônoma

Você já pensou em ter um robô que executa tarefas agrícolas como semear, adubar e irrigar a terra de forma automática, sem a necessidade da ação do homem?

O que parecia ser uma atividade quase impossível ou de filmes de ficção está começando a se tornar realidade. Pesquisadores e alunos da Feagri (Faculdade de Engenharia Agrícola) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um robô que tem a capacidade de realizar todas essas atividades de forma autônoma, com eficiência e qualidade nunca imaginada para uma máquina sem o auxilio do homem.

Esse robô foi construído para realizar determinadas tarefas sem a necessidade de intervenção humana, fornecendo às plantas a quantidade adequada de insumos, além de garantir ótima precisão do cultivo, seja em hortas caseiras ou para produção em escala, caso de estufas 20 x 50 m.

Conversamos com Claudio K. Umezu, pesquisador da Unicamp e um dos mentores do robô agrícola, que nos conta mais sobre esse projeto que pode representar um grande avanço para a agricultura.

Inspiração americana e contribuição com a Agricultura 4.0

Este robô agrícola foi desenvolvido a partir de um projeto colaborativo denominado Farmbot e fez parte das atividades dos alunos do curso de especialização em Automação e Controle de Processos Industriais e Agroindustriais, oferecido exclusivamente pela Escola de Extensão da Unicamp (Extecamp) junto à Faculdade de Engenharia Agrícola da mesma universidade.

A ideia da construção deste robô surgiu quando um grupo de alunos do curso tomou conhecimento de um projeto relacionado à agricultura de precisão, divulgado nos Estados Unidos, em 2014. Umezu faz questão de citar seus alunos: “O projeto foi desenvolvido por Cleber Katsuaki, Marcos Vinicius Lopes, Ricardo Hideyo Hirai e Willy Rizola, que foram orientados por mim e pelo professor Angel P. Garcia”.

Além do desafio de desenvolver um protótipo brasileiro, semelhante ao norte-americano, que tenha baixo custo, os pesquisadores enxergaram a possibilidade de executar um projeto inovador que os levaria a captar o máximo do aprendizado, utilizando todos os conhecimentos adquiridos durante este curso de especialização.

"Para a sua criação foram integradas tecnologias como agricultura de precisão, sistemas embarcados, prototipagem rápida (com impressora 3D) e armazenamento em nuvem”, explica.

Essas funcionalidades se configuram como uma importante contribuição para a automação agrícola e, consequentemente, para a Agricultura 4.0.

Ainda de acordo com o pesquisador da Unicamp, a plataforma foi desenvolvida para permitir uma total integração com outros sistemas computacionais tanto ao nível de outros dispositivos conectados como armazenamento e/ou processamento em nuvem, em um conceito conhecido como IoT – Internet of Things (Internet das Coisas).

Funcionamento do robô e tarefas executadas por ele

O robô foi construído seguindo o conceito Farmbot (fazenda robótica), bastante diferente dos famosos modelos humanoides ou dos robôs que representam a função dos braços humanos, muito usados na indústria automobilística. O robô desenvolvido pelos alunos é um robô tipo pórtico, semelhante a uma ponte rolante que percorre a área por meio de trilhos.

A atuação deste robô visa substituir a ação humana no trabalho da terra. Em um solo previamente preparado, o sistema robótico penetra a terra exatamente na profundidade adequada para cada plantio e, ao penetrar, o sistema deposita o número de sementes recomendadas para cada cultura e, posteriormente, cobre o buraco utilizando água. Além disso, o sistema consegue respeitar com exatidão o espaçamento ideal entre as plantas.

Para melhor eficiência, a umidade do solo é medida por um sensor, garantindo que cada planta seja irrigada segundo suas necessidades específicas e o fertilizante é aplicado dissolvido em água, também de acordo com o desenvolvimento da planta.

O professor Umezu explica que no atual estágio de desenvolvimento o robô está apto a semear, medir a umidade do solo, adubar (fertirrigação localizada com possibilidade de alteração da dosagem de macronutrientes) e irrigar. Portanto, pode-se perceber que este robô já está bem completo.

Ainda segundo o professor, este robô pode ser utilizado para todo tipo de cultura, porém é mais indicado para plantas de pequeno porte. “Em princípio, o robô é indicado para qualquer cultura, porém é mais adequado às plantas de pequeno porte, muito em função da sua característica construtiva que é do tipo pórtico”, explica.

Qual o ambiente ideal e quem pode operar o robô agrícola?

Por enquanto, este robô foi desenvolvido para ser utilizado em ambientes fechados como estufas e casas de vegetação. “No estado atual de desenvolvimento, esse robô pode operar apenas em ambientes fechados, podendo até ser adaptado para operação ao ar livre, mas para isso precisamos introduzir proteções contra intempéries e outros agentes prejudiciais aos componentes eletroeletrônicos e mecânicos presentes no equipamento”.

Umezu complementa que o robô possui funcionalidade que permitem incorporar mapas e recomendações das culturas sob sua responsabilidade.

Previsão para colocar o produto no mercado

Ainda não há uma data prevista para colocar o robô no mercado. “Apesar de o projeto estar praticamente finalizado, seus desenvolvedores ainda se dedicam a aperfeiçoamentos tanto a nível de hardware quanto de software, que permitam a comercialização de uma versão na forma de kit expansível.

Os pesquisadores também estão em busca de patrocinadores e investidores para poder levar o projeto deste robô ao mercado.

Foto: Antonio Scarpinetti - Unicamp

Este robô agrícola é uma grande inovação. Você acha que ele pode facilitar a vida do agricultor? E se você gostou do artigo, compartilhe-o com seus amigos!  

Produtividade do solo brasileiro

Entenda os desafios no processo de automatização do plantio de cana-de-açúcar

Entenda os desafios no processo de automatização do plantio de cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar é uma das principais atividades agrícolas do Brasil. Segundo a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), na safra 2016/17 a área destinada à atividade sucroalcooleira deverá ser de 9.073,7 mil hectares, com produtividade estimada de 76.152 kg/ha.

No entanto, diante desses números positivos, o plantio da cana-de-açúcar no Brasil, na sua maior parte, ainda é realizado manualmente com pouca automatização, diferentemente da colheita, que hoje é bastante mecanizada, devido a adoção de práticas sustentáveis, inclusive já discutidas a respeito neste artigo exclusivo.

Positivamente, nos últimos anos, a situação está mudando gradativamente e a importância do plantio vem ganhando espaço na estratégia das empresas de tecnologia ligadas ao agronegócio.

Com isso, a tendência é um maior crescimento em mecanização do plantio e intensificação da atividade sucroalcooleira como um todo, aumentando a confiança dos agricultores que hoje ainda não confiam na importância da mecanização na garantia da qualidade do plantio da cana.

Vantagens da automatização do plantio da cana-de-açúcar

Apesar de algumas pessoas dizerem que a automatização ainda não é tão eficiente no plantio quanto é na colheita, as vantagens da automatização durante o plantio já são importantes, entre elas podemos destacar o alinhamento, a qualidade tanto da sulcação quanto da cobertura, além da maneira como os toletes são distribuídos (em posição e quantidade satisfatórias).

Se corretamente realizada, a automatização pode melhorar a qualidade do plantio por permitir a realização de modo mais controlado e nos momentos mais adequados”, garante Leandro Gimenez, professor doutor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da ESALQ/USP.

Outra significativa vantagem da automatização do plantio é o ganho na necessidade de menor número de trabalhadores, já que um dos maiores problemas do plantio convencional é a alta necessidade por mão de obra.

Segundo o professor, “a automação do plantio reduzirá a necessidade de mão de obra, como em qualquer processo”, priorizando o conhecimento especializado e garantindo mais técnica ao trabalhador rural.

Principais desafios da automatização do plantio da cana

Em 2002, no estado de São Paulo, foi criada uma lei que priorizava o fim das queimadas para a colheita da cana-de-açúcar. Com isso, houve uma grande procura por tecnologia para realizar a colheita de forma mecanizada, sem a necessidade da realização das queimadas.

Esse processo de automatização da colheita vem recebendo ajustes ao longo dos anos e ainda não está totalmente ajustado às necessidades das variações da atividade.

Processo semelhante enfrentado na colheita vem sendo agora o principal desafio da utilização de maquinário para o plantio da cana”, comenta Leandro. “Assim como foram e ainda estão em curso alterações na sistematização e sistema mecanizado para a colheita da cana, será necessário realizar ajustes também para o plantio de modo mecanizado”, complementa.

Com o advento da maior tecnologia, as máquinas que vêm sendo desenvolvidas para o plantio apresentam diversos mecanismos para operar em condições distintas nos canaviais, entretanto para o professor Leandro ainda há limites, sendo possível que o alinhamento não fique adequado, o que acaba por comprometer a colheita mecanizada.

"Há situações em que não é possível ou desejável realizar alterações na sistematização dos canaviais para receber esta operação, sob pena de causar danos ao solo como a erosão e a compactação excessiva destes”. Assim, precisamos ainda avançar na capacidade das regulagens dos equipamentos de plantio.

Outro grande desafio é o plantio por mudas, já que se consome mais cana-de-açúcar no processo mecanizado que no processo manual, “isso se deve aos diversos processos envolvidos desde a sua colheita, transporte e finalmente no uso na plantadora”.

Principais cuidados para automatizar o plantio da cana-de-açúcar

A aposta de alguns empresários do ramo na automação total do plantio é baseada no fato de acreditarem que é preciso ter a menor interferência possível do homem na operação de plantio promovendo, com isso, menores quantidades de erros no plantio decorrentes da falha humana.

Porém, mesmo assim, é essencial que tenhamos alguns cuidados básicos para automatizar o plantio da maneira correta conseguindo bons resultados de produtividade no ato da colheita.

O professor da ESALQ/USP cita que “nos processos de automação é importante evitar ao máximo o efeito de fatores pouco ou incontroláveis”. Nesse sentido, a sistematização e preparo do solo devem ser realizados para atender às exigências mínimas do equipamento que realizará o plantio, lembrando que cada equipamento terá suas características específicas.

É possível (e inclusive desejável) que se estabeleçam quais combinações de solos, forma do relevo e declividade que impossibilitam o uso de uma ou outra máquina “com isso evitaremos problemas”, diz o professor.

De outro lado Leandro Gimenez dá uma dica muito importante. “É possível traçar mais um paralelo com a colheita, uma vez que se trata de um processo novo, sendo assim necessário um bom treinamento em todos os níveis”. Esse treinamento será essencial para a correta regulagem das máquinas garantindo que o plantio seja feito da forma mais eficaz possível.

Apesar da descrença de muitos, a automatização do plantio da cana-de-açúcar é um processo tecnológico que vem crescendo rapidamente, a tendência é de crescimento constante trazendo avanços significativos desta importante etapa para qualquer canavial.

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Pecuária intensiva

Como escolher e calcular a irrigação sem erro

Como escolher e calcular a irrigação sem erro

Um dos segredos da produção em diversas culturas é o equilíbrio de água. Por isso, é importante que os projetos de irrigação priorizem o uso racional da água, evitando a falta ou excesso, pois ambos podem causar impactos.

Sabendo disso, uma pergunta bastante recorrente entre os agricultores que necessitam de oferta artificial de água para a sua lavoura, relaciona-se com a escolha do melhor método de irrigação. Então, listamos abaixo os principais.

Irrigação superficial: sistema a água conduzida para o ponto de infiltração por meio da superfície do solo. Muito utilizado no sul do Brasil e na produção de arroz;

Irrigação localizada: a água é aplicada exatamente na área ocupada pelas raízes das plantas, formando um círculo molhado ou faixa úmida. Tal técnica é uma das mais utilizadas atualmente, sendo muito aplicada na produção de frutas. Os sistemas de irrigação localizada são a microaspersão e o gotejamento.

Irrigação por aspersão: esse sistema é praticamente uma chuva, porém artificial. Nele um aspersor expele água para o ar, que por resistência aerodinâmica se transformam em pequenas cotículas de água que caem sobre o solo e plantas. É bastante utilizado em grandes lavouras. Seus principais sistemas são a convencional, o pivô-central e o auto-propelido.

 

Como escolher o melhor método de irrigação?

 

Nessa hora, o produtor precisa escolher por aqueles mais eficientes seguindo suas necessidades, evitando perdas de água. “Certamente um bom manejo da irrigação é prioridade, visto que essa condição deverá gerar economia de água sem perda de produção” sugere Uri Goldstein, diretor comercial da Agrosmart e especialista em irrigação.

Todos os métodos são bons se forem respeitados seus limites. Para cada cultivo diferente, sempre existirá o método mais adequado.

O mais importante é não ultrapassar os limites de custo/benefício do sistema sem esquecer dos custos operacionais e gastos com energia elétrica de cada método.

 

Calculando a medida certa de irrigação

 

A primeira coisa que todo agricultor precisa estar ciente é que irrigação é totalmente diferente de molhação.

Irrigação é considerada uma técnica de oferecer água à planta, já a molhação é só um artifício pragmático usado para fornecimento de água para as plantas, ocorrendo sem rigor técnico ou científico, sem garantia de uniformidade e sem segurança sobre a necessidade da quantidade de aplicação.

Assim, para dimensionar o sistema de irrigação ou até mesmo definir o melhor método a ser utilizado, é importante que o produtor tenha informações mais precisas relacionadas as características físico-hídricas dos solos, a demanda climática histórica dos locais, o relevo das áreas em questão, a disponibilidade e qualificação da mão de obra disponível e também relacionada a qualidade da água a ser utilizada.

A procura por orientação técnica específica possibilitará melhor dimensionamento do sistema de irrigação, que deverá ter a capacidade real de suprir a cultura no período de maior demanda.

Medimos em tempo real a umidade do solo, a evapotranspiração da planta e a chuva que foi aproveitada por ela. E assim conseguimos orientar o produtor qual a quantidade adequada (mínima) de água para aquela parte da plantação sem afetar a produtividade”, conta Goldstein.

Vale lembrar que as características citadas por Uri são consideradas as mais importantes no planejamento da irrigação, e finaliza: "o planejamento sempre será a chave de sucesso para a crise hídrica e a irrigação sustentável, portanto devemos prioriza-lo.

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Crédito para inovação no agronegócio

Sua plantação rende pouco? O problema pode estar no desequilíbrio de água

Sua plantação rende pouco? O problema pode estar no desequilíbrio de água

Algumas regiões do Brasil costumam enfrentar uma crise hídrica intensa, reduzindo drasticamente o nível dos reservatórios que abastecem as regiões mais necessitadas.

Essa grave situação preocupa também o setor agrícola, já que a maioria das propriedades rurais tem como atividade principal as plantações, que geralmente são bastante exigentes em água.

Para o enfrentamento do problema, o produtor rural precisa criar formas de ofertar quantidade suficiente de água para as culturas e, nesses casos, os sistemas de irrigação podem parecer bastante eficientes.

No entanto, é importante que os projetos de irrigação priorizem o uso racional da água, evitando a falta ou excesso, pois ambos podem causar impactos.

 

Impactos da falta de água nas plantas

 

O estresse causado por deficiência de água é determinante em situações de plantas pouco desenvolvidas, que geralmente apresentam desidratação e estatura reduzida.

Segundo Uri Goldstein, diretor comercial da Agrosmart e especialista em irrigação, a falta de água reduz a atividade metabólica da planta, diminuindo a fotossíntese. Isso porque alguns processos relacionados ao processo são totalmente dependentes da água, como é o caso da abertura e fechamento dos estômatos e muitos outros.

 

Impactos do excesso de água nas plantas

 

O excesso de água, por sua vez, traz muitos problemas para as plantas. O especialista em irrigação diz que ele diminui a aeração na zona de radicelas, conhecidas como as pequenas raízes que alimentam a planta.

Sem ar, elas acabam morrendo, e a consequência disso é a diminuição da produtividade da planta.

Além disso, o excesso de umidade no solo pode ser muito prejudicial do ponto de vista de saúde da planta, visto que os fungos são microrganismos que preferem ambientes mais úmidos e certamente irão se aproveitar dessa alta umidade.

Informações coletadas junto à equipe da Embrapa Café (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) dão conta que o excesso de chuvas e/ou irrigação pode resultar em erosão do solo (caso o produtor não tenha observado as características edafoclimáticas e, também, do relevo e manejo do solo), além de lixiviação dos nutrientes.

Informação que é complementada por Goldstein, que cita que a irrigação em excesso fará a lavagem dos fertilizantes necessários para as plantas, diminuindo assim o seu efeito.

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Produtividade do solo brasileiro

Hackear tratores modernos representa riscos físicos e ao bolso do produtor rural

Hackear tratores modernos representa riscos físicos e ao bolso do produtor rural

Nos últimos anos estamos vivendo uma verdadeira transformação na agricultura mundial. Primeiro com a agricultura de precisão que elevou o número de dados e informações a patamares nunca alcançados e, agora, com a Agricultura 4.0, que torna a agricultura mundial cada vez mais conectada e remota em todas as suas vertentes.

Com a Agricultura 4.0, por exemplo, o nível de controle computacional dos tratores agrícolas vem se tornando cada vez mais significativo, inclusive com a presença de tratores autônomos.

Porém, com o objetivo de customizar o sistema dos tratores, agricultores, estão hackeando suas máquinas com softwares obtidos no mercado negro, oferecidos por países da Europa Oriental, e isso vem se tornando uma grande dor de cabeça aos fabricantes - além de oferecer maior risco aos próprios agricultores.

Mas você sabe qual é o real risco que os agricultores podem sofrer ao tentar hackear seus tratores?

Ao hackear tratores, os riscos podem ser maiores que possíveis vantagens

O primeiro risco refere-se à perda da garantia. Sabemos que os tratores estão se tornando cada vez mais modernos e automatizados, porém requerem alto investimento na compra.

Ao invadir o sistema do trator, esse agricultor automaticamente perderá a garantia oferecida pelo fabricante e em caso de necessidade de assistência, ele precisará pagar uma boa quantia para a manutenção do seu veículo.

O agricultor poderá também perder a oportunidade de solicitar junto a seguradora a indenização decorrente da contratação do seguro em caso de roubo ou acidente.

Além disso, ao hackear o trator coloca-se a vida dos trabalhadores ou até de terceiros em risco, visto que os tratores são pré-programados para garantir segurança às atividades. No entanto, ao ter seu sistema invadido, essa segurança pode não funcionar e o trator pode, por exemplo, perder o controle e ultrapassar o limite da área pré-programada, chegando até a invadir uma estrada.

Por fim, ao tentar customizar sua máquina irregularmente, o agricultor pode ver seu equipamento simplesmente parar durante algum serviço, devido a alguma falha do sistema. E isso só irá atrasar a atividade afetando toda a produção.

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Pecuária intensiva

Além de bons negócios, Agrishow é ambiente para novas experiências

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Quem procura por soluções para o agronegócio tem como destino certo a Agrishow, afinal ela foi pensada e criada para atender às reais necessidades da cadeia do agronegócio; um local onde o visitante tem a oportunidade de avaliar o funcionamento de máquinas e implementos ao invés de somente observar as tecnologias expostas e estáticas.

Além de testar as inovações que estão chegando ao mercado, produtores encontram condições especiais para adquirir tudo aquilo que precisam para facilitar sua rotina e melhorar suas produções; desde implementos, ferramentas até seguro para cada um desses itens.

Mas mesmo quem vai até a Agrishow sem planos de compra, adquire conhecimento, seja durante as palestras realizadas durante o encontro, nas atrações distribuídas pela fazenda ou mesmo conversando com expositores que sempre atualizam os visitantes sobre os impactos das ferramentas em suas produções ou utilizar melhor aquele trator ou implemento que você já possui.

Principais desafios da criação de rebanhos para carne orgânica

Principais desafios da criação de rebanhos para carne orgânica

3 vantagens de ter um rebanho de carne orgânica, como já contamos em um artigo exclusivo: maior preço pago pela arroba de bovino, facilidade de acesso a mercados mais exigentes e grande aderência aos consumidores com perfil de consumo mais consciente.

Ao decidir pelo sistema orgânico, contudo, o pecuarista enfrenta desafios, afinal as fazendas que optam pela criação de gado orgânico precisam seguir rígidas práticas e sistemas de produção que atendam a legislação e permitam a auditoria e certificação. Além disso, o gado deve ser o mais “natural” possível, podendo conviver com a flora e a fauna regional sem comprometimento.

Existe também a preocupação com a lotação do rebanho e o descanso do solo. O pecuarista deve saber também que na pecuária orgânica os animais são tratados somente com medicamentos homeopáticos e fitoterápicos, garantindo que a carne seja totalmente orgânica e isenta de componentes químicos não aceitos pelas certificadoras.

Urbano Gomes Pinto de Abreu, pesquisador da Embrapa Pantanal, faz um alerta. “O principal desafio em ter esse tipo de rebanho é a preparação de mão de obra para desenvolver todas as etapas da certificação. Tão importante quanto a certificação, é manter o sistema sempre eficiente para receber as auditorias regulares das certificadoras."

Quem é o responsável por certificar o rebanho de carne orgânica?

Todo alimento orgânico comercializado no Brasil precisa ser, necessariamente, reconhecido pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), gerido pelo Ministério da Agricultura.

O Ministério é também o responsável por credenciar os Organismos de Avaliação da Conformidade (OAC). “São as empresas especializadas na atividade, chamadas de certificadoras que tem o dever de certificar as propriedades” garante o pesquisador da Embrapa.

Essas empresas devem realizar auditorias regulares e garantir que todas as etapas do sistema produtivo estejam com aderência às normas do Ministério da Agricultura. “Além disso, um rebanho devidamente auditado e aprovado dá o direito ao produtor de utilizar o selo de produto orgânico”, diz Urbano.

A demanda por carnes orgânicas só tende a aumentar e envolve um mercado muito disposto a pagar mais pelos produtos, porém, ainda são muitos os desafios que precisamos superar para tornar a carne orgânica uma realidade no Brasil.

Agora que você conheceu o mercado de carnes orgânicas no Brasil,  compartilhe este post e apresente este mercado aos seus amigos!

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3 vantagens de ter um rebanho de carne orgânica

Como ter um rebanho de carne orgânica?

Certamente você já consumiu produtos orgânicos como verduras, frutas e legumes, todos sem agrotóxicos e produzidos de forma mais natural possível. Mas você sabia que hoje em dia é possível produzir carne bovina também de forma orgânica?

O mercado de carne orgânica no Brasil ainda é pequeno e os benefícios do consumo dela ainda não são muito conhecidos pelo grande público. Porém, as coisas estão mudando e a opção de oferta de carnes orgânicas vem aos poucos se popularizando no país.

Todo produto orgânico – em especial as carnes – se bem produzido pode oferecer um grande diferencial para a saúde humana, animal e também para o planeta. A tendência é que esse mercado seja melhor explorado nos próximos anos.

Mas como um pecuarista tradicional e conservador consegue ter um rebanho bovino para oferecer carne orgânica? Para responder essa pergunta, conversamos com Urbano Gomes Pinto de Abreu, pesquisador da Embrapa Pantanal, que nos contou tudo sobre a nova tendência de proteína animal. Vale a leitura.

Carne orgânica: seguindo a risca o tripé da sustentabilidade

Você já ouviu falar sobre o tripé da sustentabilidade? Esse é um termo que está bastante em pauta no atual contexto da agropecuária mundial. Para que uma carne seja orgânica, ela precisa ser produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, que considere a justiça social e, claro, seja economicamente viável para a cadeia produtiva.

Segundo Urbano Abreu, para oferecer carne orgânica o rebanho deve ser composto de animais rastreados, sendo que o pecuarista deve seguir um conjunto de normas e procedimentos ditados pelo Ministério da Agricultura.

O sistema de produção deve ter manejo ambientalmente correto, que respeite a legislação trabalhista, preservando o solo. Além disso, deve buscar eficiência no uso de recursos naturais como a água, oferecendo conforto e bem-estar aos animais.

Além do mais, o sistema deve sempre estar aberto para receber as auditorias das certificadoras que regularmente visitam as propriedades para checar todos os processos do manejo do gado e de diferentes aspectos da propriedade rural.

Vantagens em ter um rebanho voltado à produção de carne orgânica

Para o pesquisador da Embrapa, 3 são os principais pontos que o pecuarista poderá alcançar se conseguir produzir rebanhos produtores de carne orgânica:

1. Maior preço pago pela arroba de bovino orgânico. Por ser devidamente certificada, a carne orgânica recebe maior valoração quando comparada com a carne produzida de forma tradicional. “Há um prêmio de 10 a 18% a mais em relação ao preço da arroba do mercado”, garante Urbano;

2.  Facilidade de acesso a mercados mais exigentes. Estes mercados buscam carnes completamente isentas de resíduos químicos, pois ela deve ser produzida da maneira natural, com os animais sendo tratados com medicamentos fitoterápicos e homeopáticos, estando devidamente vacinados e alimentados com pastos isentos de agrotóxicos.

3. Grande aderência aos consumidores com perfil de consumo mais consciente.

Agora que você conheceu os princípios do mercado de carnes orgânicas no Brasil,  compartilhe este artigo e apresente este mercado aos seus amigos nas redes sociais!

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