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Máquinas autônomas: será que o futuro está mais próximo?

Máquinas autônomas: será que o futuro está mais próximo?

Desde o início da agricultura, a elevação da produtividade sempre foi uma meta bastante clara. Inicialmente, trabalhadores usavam pequenas ferramentas para conseguir isso.

Mas foi a partir da revolução industrial que, via avanços tecnológicos, a agricultura teve altos ganhos em produtividade, inclusive no Brasil. Prova disso é um levantamento da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão que indica que 67% das propriedades agrícolas brasileiras usam algum tipo de tecnologia em seus processos. Entretanto, a tecnologia também avança e tudo indica que já estamos entrando em uma nova era: A era das máquinas autônomas. Mas será que as máquinas serão realmente 100% autônomas um dia?

Máquinas autônomas não são só tratores autônomos

Estima-se que mais da metade dos agricultores americanos (a maior economia agrícola do mundo) já utilizem alguma forma de direção automática, e a previsão para 2018 é que esse índice continue aumentando, chegando a quase 1/3 do total.

Na opinião de Frederico Correia, Arquiteto de Soluções de Agronegócio da Logicalis, o processo de automação de máquinas agrícolas deve seguir um processo crescente em todo o mundo. “O objetivo da automação será sempre o aumento da eficiência produtiva e por isso, continuará crescendo”, explica.

Porém, as máquinas autônomas não se resumem somente à tratores e colheitadeiras agrícolas que farão tudo sozinhas. Correia conceitua máquina agrícola como sendo todo mecanismo motor que presta serviço agropecuário.

Com o avançar da tecnologia, tais atividades repetitivas de produção rural serão substituídas por máquinas no futuro, que inclusive poderão ser máquinas autônomas”, opina.

Neste contexto, Correia sugere duas inovações ligadas à autonomia que começam a serem utilizadas com bastante eficácia:

- Casas de vegetação abastecidas por máquinas computadorizadas que gerenciam as adversidades bióticas e abióticas automaticamente, com abertura e fechamento de telas e, controle de luminosidade e umidade.

- Drones com navegação programada para monitoramento de pragas e anomalias e, em alguns casos, controle das incidências na lavoura.

Também já começamos a ver as grandes empresas de tratores aumentar as pesquisas para uso de máquinas autônomas que transitam em ambiente rural em segurança e realizam o trabalho pesado de plantio e colheita com máxima eficiência”, ressalta Correia. Projeções internacionais indicam que veículos totalmente autônomos serão vendidos comercialmente já em 2025.

É possível gerenciar seu rebanho via app. Veja como!

É possível gerenciar seu rebanho via app. Veja como!

O BovControl representa o que é a internet das vacas, sendo uma plataforma destinada à gestão de pecuária. Tal aplicativo é utilizado por mais de 35 mil fazendas em 5 continentes, e também por diversos outros elos da cadeira de suprimento.

Um dos fundadores da BovControl, Marcelo Murachovsky, explica que o aplicativo visa auxiliar o gerenciamento do rebanho e também da propriedade rural.

Por meio da aplicação mobile o produtor tem na palma da mão todas as informações sobre o seu rebanho e pode fazer manejos em tempo real no campo, totalmente offline se necessário”, complementa.

O aplicativo pode ainda ser integrado com qualquer periférico (via bluetooth) como leitores de RFID, balanças e sensores em geral, otimizando as atividades do dia a dia.

Nossa ideia é coletar e analisar informações no campo de forma descomplicada, assim vamos ajudar pecuaristas a melhorarem sua produção, seja ela destinada ao corte, leite ou genética”, indica Murachovsky.

Implantação rápida e barata

A implantação do aplicativo é feita de forma fácil e rápida diretamente pelo usuário na propriedade rural. Para isso, é só baixar o aplicativo na Play Store, sair usando e contribuindo com a internet das vacas.

Não é necessário ter nenhum periférico ou sistema para começar a usar o BovControl, somente um smartphone Android”, ressalta Murachovky.

Além de melhorar a gestão do rebanho, o aplicativo funciona em um modelo que Marcelo chama de “freemium”, ou seja, todas as funcionalidades referentes ao gerenciamento do rebanho são gratuitas e ilimitadas.

O cofundador da Bovcontrol comenta ainda que a empresa oferece dois planos profissionais que oferecem funcionalidades complementares ao usuário.

Estes planos oferecem funcionalidades como gestor financeiro, gestor de tarefas, multiusuários em uma mesma propriedade rural, importação de animais por planilha, relatórios personalizados, e muitas outras opções”.

Os planos profissionais são assinaturas mensais que custam R$22/mês (o usuário pode escolher entre o gestor financeiro ou o gestor de tarefas) e R$32/mês (contempla os dois módulos profissionais).

Sem dúvidas esses valores são baixos dentro do objetivo central da internet das vacas, que é colaborar realmente para diminuir a fome no mundo via aumento da produtividade.

Internet das coisas na fazenda é ainda um conceito ou uma realidade?

Internet das coisas na fazenda é ainda um conceito ou uma realidade?

Boa parte dessa tecnologia de Internet das Coisas (IoT) ainda é considerada um conceito que já está sendo utilizado nas fazendas, mas que ainda está evoluindo. Mesmo assim, a IoT é considerada a maior transformação na produção de bens e serviços desde a segunda revolução industrial.

Nesta conjuntura, o agronegócio é um ramo que pode se beneficiar bastante da IoT, já que “o setor do agronegócio é um campo muito fértil para testes e adoção destas tendências tecnológicas”, opina chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Silvia Massruhá.

Além disso, o uso da internet das coisas na fazenda se configura como uma das bases da Agricultura Digital (ou Agricultura 4.0), baseada em conteúdo digital e conectado.

Neste contexto da agricultura 4.0, o uso de sensores, câmeras, tecnologias inteligentes e conectividade permite que produtores monitorem, em tempo real, diversos processos na sua fazenda, desde o desenvolvimento de culturas/rebanhos até o desempenho de máquinas.

Silvia explica que a robustez do agronegócio brasileiro representa um dos fatores que favorece o uso dessas novas tecnologias, mas ela faz algumas ressalvas.

O País ainda terá de superar os desafios relacionados com capacitação, deficiências na infraestrutura de telecomunicações, regulação, definição de padrões e segurança da informação, além de superar os custos elevados”, opina Silvia.

Todo tipo de fazenda se beneficiará da IoT

Muitas pessoas do meio rural costumam ter uma certa aversão à tecnologia. Muitas, inclusive, acreditam que esse tipo de tecnologia é exclusividade das grandes fazendas que têm alto capital de investimento, o que hoje deixou de ser verdade.

Segundo a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, as ferramentas ligadas à Internet das coisas na fazenda podem ser usadas em propriedades de qualquer tamanho e para qualquer cultura.

Silvia inclusive cita um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). “O estudo avaliou o efeito de novas tecnologias em propriedades familiares e mesmo nas pequenas notou-se que a adoção de automação de processos e a mecanização aumentam consideravelmente sua produtividade”.

Porém, para que tenha eficiência, é relevante considerar que a adoção da tecnologia dependerá, dentre outras variáveis, do modelo de negócio adotado. É o que indica um estudo do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) sugerido pela pesquisadora da Embrapa. Veja o que diz o estudo.

No agronegócio, há diferentes modelos de negócios que podem ser adotados para viabilizar o uso de novas tecnologias geradoras de saltos de produtividade não só para os grandes produtores, mas também para os médios e pequenos, de maneira a incrementar a eficiência do Brasil no setor”.

O que falta para a máquina autônoma se popularizar no mundo?

O que falta para a máquina autônoma se popularizar no mundo?

O mundo está ficando cada vez mais autônomo, independente e conectado. Pesquisas ligadas à adoção da máquina autônoma em todos os setores avançam rapidamente e parece não haver limites para a inovação tecnológica.

Neste contexto, o agronegócio (inclusive o brasileiro) será uma área que se beneficiará fortemente do processo de inovação ligado a autonomia das máquinas. Assim, brevemente estaremos presenciando uma máquina autônoma trabalhando sem condutor nas zonas rurais de todo o país.

Mas porque esse tipo de máquina autônoma ainda não é visto nas lavouras brasileiras? As razões podem ser muitas, mas todos os envolvidos neste tipo de projeto estão certos de uma coisa, será tudo questão de tempo!

A tecnologia da máquina autônoma ainda avança

Um dos motivos pelo qual a máquina autônoma não é tão popular é a necessidade de maior avanço da tecnologia. Apesar de ter avançado muito nos últimos anos a tecnologia da automação, ela ainda necessita dar alguns passos importantes.

Para o diretor de Marketing de Produto da Case IH, Silvio Campos, a tecnologia da automação ainda está avançando. “Desde a apresentação do trator conceito autônomo – evolução da linha Magnum, a Case IH tem evoluído sua tecnologia e definido ainda mais a automação e a autonomia na agricultura”.

Para avançar, o diretor de marketing de produto da Case IH explica que a marca vem conversando com clientes de todo o mundo para descobrir como essa tecnologia pode ser implementada para conseguir o máximo benefício de suas operações.

Campos explica que, por meio do programa de autonomia e automação da Case IH, vem sendo possível pesquisar e desbravar a tecnologia autônoma em cenários reais. “ Com isso, essa autonomia poderá se tornar uma realidade no campo e, então, a máquina autônoma, se popularizará naturalmente”, opina.

Regulamentação: o grande empecilho a ser enfrentado

Um dos principais desafios para a implantação comercial da máquina autônoma no mundo é, sem sombra de dúvidas, a questão da legislação.

Muitos mercados (inclusive o Brasil) não dispõem de nenhuma regulamentação para o uso de veículos autônomos e esse se configura como um sério empecilho, principalmente para os ambientes urbanos, onde o trânsito de pessoas e veículos é grande, aumentando assim a chance de acidentes e colisões.

Para a agricultura, esse empecilho pode ter uma solução mais fácil e rápida, pois no campo o risco de acidentes mais sérios tende a ser menor.

Mas, mesmo assim, é necessária a regulamentação para definir, dentre muitas coisas, quem será o responsável por uma possível colisão: O agricultor, o proprietário do trator ou o fabricante que desenvolveu o software deve arcar com a responsabilidade? Essa ainda é uma questão sem resposta.

Campos ressalta que a falta de legislação pode realmente criar dificuldades, mas há sim soluções. “Acreditamos que essa questão será resolvida de forma natural, como acontece com todas as novas tecnologias que surgem no mundo”, comenta.

Os EUA, por exemplo, são um exemplo a ser seguido neste caso. O país norte-americano já apresenta alguns avanços quanto ao uso de uma máquina autônoma que podem servir de padrão para outros países.

Além da regulamentação específica, vale ressaltar ainda que há ainda outros desafios que precisam ser ponderados, como:

  • Busca por mão-de-obra qualificada;
  • Maior segurança para evitar ações não esperadas/programadas;
  • Preço elevado

Previsão de lançamento: 5 a 10 anos

Tudo indica que, com o rápido avanço da tecnologia, o uso da máquina autônoma na agricultura ocorrerá em um futuro não muito distante. “De forma global, a previsão para o lançamento comercial do trator autônomo é de cinco a dez anos”, ressalta Campos.

Campos ressalta ainda que de forma paralela, a Case IH vem trabalhando no desenvolvimento de produtos que tenham parte das suas funções automatizadas.

Estamos desenvolvendo a função APM dos tratores - gerenciamento automático de motor e transmissão - ou o Auto Turn das colhedoras de cana, que consolida várias tarefas de operação em um só botão”, completa.

Essa é a prova que a tecnologia autônoma está chegando e promete revolucionar (mais uma vez) as atividades agropecuárias em todo o mundo!

Conheça tecnologias agrícolas mais acessíveis ao pequeno e médio produtor rural

Conheça tecnologias agrícolas mais acessíveis ao pequeno e médio produtor rural

A agropecuária brasileira representa uma atividade que, ao longo dos anos, vem tendo elevada participação da tecnologia para promover o aumento da produtividade e consequentemente trazer maior geração de renda ao trabalhador.

Entretanto, as principais tecnologias agrícolas possuem alto custo, tornando-as praticamente inviáveis para pequenas e médias propriedades rurais, representantes da grande maioria das propriedades agrícolas brasileiras.

Para estas propriedades, a necessidade por tecnologia, por muitas vezes, está ligada às necessidades básicas, como as de saneamento básico e redução do desperdício de água durante a irrigação.

Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Instrumentação (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Carlos Renato Marmo, as tecnologias sociais de saneamento básico rural podem contribuir com a qualidade de vida e produtividade do pequeno e médio produtor.

Conheça mais sobre essas tecnologias agrícolas desenvolvidas pela Embrapa e que são pensadas para serem acessíveis ao pequeno e médio produtor rural.

Saneamento básico: Tecnologia a favor da qualidade de vida

De acordo com dados apresentados por Marmo, menos de 20% das propriedades rurais do Brasil possuem sistemas adequados para tratamento de esgoto doméstico.

Essa ausência no tratamento pode proporcionar alta contaminação do solo e das águas, tendo como consequência uma série de doenças de veiculação hídrica, além dos impactos ambientais negativos.

Em razão dessa deficiência, as tecnologias sociais de saneamento básico rural, pela sua concepção e aplicabilidade, são as mais acessíveis a este público”, explica Marmo, que complementa: “Além do mais, possuem baixo custo, exigem pouca manutenção e baixo manejo por parte do usuário, tornando-as naturalmente mais acessíveis”.

Assim, o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Instrumentação explica que as principais tecnologias sociais de saneamento básico rural desenvolvidas pela Embrapa Instrumentação são:

  • Fossa Séptica Biodigestora: Solução tecnológica, de fácil instalação e baixo custo responsável por tratar o esgoto do vaso sanitário de forma eficiente, além de produzir um efluente que pode ser utilizado no solo como fertilizante; e
  •  Jardim Filtrante: Trata-se de um pequeno lago com pedras, areia e plantas aquáticas onde o esgoto é tratado.

Sensores de irrigação: tecnologias agrícolas para economizar água

Os sensores de irrigação também representam tecnologias agrícolas de baixo custo bastante interessantes para pequenos e médios produtores rurais. “Esses sensores foram desenvolvidos como indicadores do momento de irrigar a produção agrícola, evitando o desperdício de água e, consequentemente a sobrecarga do solo”, explica Marmo.

Nesse contexto, ele sugere o Irrigador Solar como uma tecnologia bastante acessível à pequenos e médios agricultores.

Este é um dispositivo que não utiliza energia elétrica ou combustível para bombear água para pequenos espaços produtivos, pois é um sistema ativado pela energia solar, podendo ser adaptado para hortas e, inclusive, espaços urbanos”, comenta Marmo.

Capacitação e manutenção são fundamentais

Segundo Marmo, tanto a capacitação para o correto uso quanto a manutenção dos sistemas são ações fundamentais para aproveitar o máximo das tecnologias sociais.

Nas situações tradicionais, o esgoto doméstico das residências geralmente é direcionado sem tratamento para uma fossa negra, não demandando nenhum tipo de providência por parte do usuário”, explica.

Assim, ao receber uma tecnologia social de saneamento, como as citadas aqui, Marmo indica que é necessária uma quebra de paradigma. “A Embrapa Instrumentação se preocupa em desenvolver sistemas que, além de tratar o esgoto, possuem potencial para melhor aproveitamento do efluente como biofertilizante na produção agrícola, porém estas devem ser feitas com critérios”.

Desafios para difusão das tecnologias agrícolas para produtores

Para Marmo, os principais desafios para maior difusão das tecnologias agrícolas em pequenas e médias propriedades é encontrar a melhor solução técnica, no que diz respeito ao desempenho, combinando com a adequabilidade ao ambiente no qual o agricultor está inserido.

Ao desenvolver e projetar uma tecnologia agrícola é necessário avaliar como o sistema funcionará e a harmonia dele com o ambiente, de forma que ela não seja abandonada, por alta complexidade ou demanda exagerada de operação/manutenção”, explica.

Além disso, é fundamental que exista acompanhamento no uso dessas tecnologias, garantindo a obtenção do máximo que elas podem proporcionar. Neste sentido, Marmo explica que a Embrapa desenvolve tecnologias, porém não faz parte do escopo da empresa a extensão rural.

Desta forma, a materialização das tecnologias que a Embrapa desenvolve ocorre com o apoio da rede de parceiros institucionais, sejam públicos, privados e do terceiro setor e dentre os principais parceiros do Setor Público estão as empresas de Extensão Rural, como EMATER e CATI, além de outros órgãos ligados à área agrícola e ambiental.

Máquinas e implementos de diferentes marcas: como e porque integrá-los

Máquinas e implementos de diferentes marcas: como e porque integrá-los

Segundo as últimas projeções da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o mercado interno de máquinas e implementos agrícolas tem tudo para voltar a crescer em 2018. Depois de um 2017 relativamente morno, estima-se que em 2018 haja um crescimento de 5 a 8% no faturamento do ramo.

Além disso, nos últimos anos, o uso da eletrônica embarcada cresceu muito nas máquinas e implementos agrícolas. Com isso, o número de módulos e centrais eletrônicas está presente em quase todos os equipamentos lançados.

Entretanto, para o especialista em Marketing de Produto da Case IH, Lauro Rezende, integrar o avanço da eletrônica embarcada entre máquinas e implementos de diferentes marcas, representa um dos maiores desafios para os fabricantes na atualidade.

Rezende explica que para gerenciar todas essas informações que trafegam dentro dos diversos equipamentos, é usada a rede de dados conhecida como CAN. Esta rede representa padrões baseados no protocolo de comunicação digital serial Controller Area Network.

O que ocorre é que algumas empresas restringem seus próprios dados a esta rede, fato que gera dificuldades entres as diversas marcas”, explica.

O especialista em Marketing de Produto ressalta ainda, que devido ao fato de não ser totalmente aberta, a comunicação, por muitas vezes, não flui totalmente, causando dificuldades de comunicação/integração entre equipamentos de marcas diferentes. Este é um desafio que precisa ser solucionado em prol de todos os elos da cadeia.

A conquista de uma maior compatibilidade e integração de máquinas e implementos de marcas diferentes terá um grande beneficiado: o produtor rural!

Uma comunicação totalmente aberta e universal entre máquinas e implementos de diferentes marcas possibilitará que eles se conversem normalmente. Teremos assim, uma troca de dados entre os diversos sistemas”, explica Rezende.

Neste sentido, o produtor/operador da máquina agrícola sentirá os benefícios à medida que perceber a redução do número de telas e monitores nas cabines de seus tratores.

Em um mesmo monitor, será possível visualizar a informação de vários equipamentos, tornando a operação mais simples, racional e eficiente”, esclarece.

Além do mais, a maior integração de máquinas e implementes de marcas diferentes ajuda o produtor a ter maior capacidade de escolha daquele equipamento que atenda suas necessidades, tanto na questão operacional, quanto em relação ao custo, sem se preocupar com uma possível incompatibilidade entre máquina e implemento.

Vale ressaltar ainda, que a integração agregará vantagens a todos seus participantes, ou seja, fabricantes de tratores, fabricantes de implementos agrícolas, revendedores, empresas de manutenção, empresas de componentes e representantes de equipamentos também serão beneficiados.

As marcas já estão em tratativas em busca da integração

Na atualidade, a grande maioria das marcas fabricantes de máquinas e implementos já entende que a tecnologia embarcada dentro do maquinário deve servir ao propósito de simplificar as operações e permitir que ela esteja mais acessível a um número cada vez maior de produtores.

Para isso, máquinas e implementos, devem conversar entre si, independentemente de quais marcas pertencem e é o que vem ocorrendo. Rezendes cita que já há algumas tratativas entre as marcas para alcançar o máximo integração entre suas máquinas e implementos.

“Temos alguns fóruns de debate e grupos de discussão que visam facilitar e padronizar essa comunicação aberta, de uma maneira que atenda a todos os fabricantes”.

Com a integração, o ganho será sentido em todo o setor. “Teremos um consumidor muito mais satisfeito com os produtos que utiliza, independente da sua marca”, finaliza Rezende.

Porque você não deve comprar defensivos no “mercado paralelo”

Porque você não deve comprar defensivos no “mercado paralelo”

Na agricultura que conhecemos hoje, uma das principais preocupações é o excessivo uso de defensivos agrícolas nas plantações. Essa prática se tornou indispensável na agricultura, principalmente nas grandes plantações.

Por muito tempo, foram os defensivos agrícolas os grandes responsáveis pelo aumento da produtividade das plantações. Porém, hoje já se sabe que o contínuo crescimento do uso de defensivos, quando utilizados de forma indiscriminada, pode acarretar diversos problemas ambientais.

O problema se agrava ainda mais quando se observa aumento no uso de agrotóxicos piratas, onde é feita a compra de defensivos no mercado paralelo, sem nenhum cuidado com a segurança.

Riscos da compra e uso de defensivos no mercado paralelo

Para serem comercializados, os defensivos agrícolas passam por um rigoroso controle dos órgãos responsáveis (Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama), garantindo maior segurança de uso nas plantações.

Porém, segundo o gerente de produto do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), Fernando Henrique Marini, explica que quando os defensivos são adquiridos no mercado paralelo (em razão principalmente da oferta de preço reduzido) não há nenhum controle, não sendo possível ter a garantia de segurança para o uso.

Em razão disso, a venda ilegal de defensivos no mercado paralelo também é perigosa, visto que estes produtos apresentam componentes tóxicos, e que dependem de condições salubres de transporte e manuseio, que devem ser controlados desde o início da produção até a sua destinação final.

Por serem ilegais, tais defensivos não são avaliados pelo Mapa, Anvisa e Ibama e, portanto, não garantem segurança quando utilizados”, ressalta Marini.

Além da segurança, o uso desses produtos também coloca em risco um dos principais setores da economia, o agronegócio, que tem participação fundamental nas exportações do Brasil.

Defensivos no mercado paralelo já representam 10% do total

A compra de defensivos no mercado paralelo já movimenta quase 10% do total de defensivos utilizados no Brasil, ou seja, a cada 10 unidades compradas, uma é provinda do mercado paralelo e, portanto, não dispõe de nenhum controle. Esse “mercado paralelo” movimentou aproximadamente R$3 bilhões em 2016.

Para tentar reduzir esse tipo de mercado ilegal, o SINDIVEG, desde 2001, vem trabalhando na Campanha Contra Defensivos Agrícolas Ilegais, como explica Marini.  

Essa campanha tem por objetivo conscientizar os agricultores e as revendas sobre os riscos que esse tipo de atividade pode trazer não só para a plantação, como também para o patrimônio do agricultor, o seu negócio, a sua família, a saúde e o meio ambiente”.

Marini explica ainda que o total de produtos apreendidos entre 2001 e 2016 chegou a 529 toneladas. “Esse número representa aproximadamente seis milhões de hectares em área que ficou protegida de produtos ilegais e 15 bilhões de quilos de alimentos que ficaram protegidos desses produtos”.

Pecuaristas, já ouviram falar da internet das vacas?

Pecuaristas, já ouviram falar da internet das vacas?

Considerada uma tecnologia “disruptiva”, a internet das vacas promete revolucionar a forma como fazemos a pecuária, tornando a criação de gado muito mais eficiente e ecologicamente sustentável. Um dos fundadores da BovControl, Marcelo Murachovsky, explica que a Internet das vacas é uma iniciativa que visa promover a inovação aberta na pecuária com o objetivo de conectar todas as vacas do mundo na nuvem.

Essa dominação surgiu há alguns anos nos Estados Unidos (Internet of Cows) como uma verdadeira brincadeira sobre que a BovControl faz. Desde então usamos esse termo quando falamos sobre a BovControl”, comenta Murachovsky.

Basicamente, a “Internet das vacas” tem como objetivo central a otimização da produtividade, garantindo, por consequência, maior eficiência pecuária. Para isso, a Bovcontrol tem desenvolvido um aplicativo (que têm o mesmo nome) que visa conectar todos os rebanhos bovinos do mundo. Aproposta é manter um banco de dados que permite o monitoramento de todas as atividades de compra, venda e de administração do rebanho.

Esse é o nosso objetivo como empresa. Acreditamos que a tecnologia pode ajuda pecuaristas para serem mais produtivos”, ressalta Marcelo. Essa é a essência da internet das vacas!

Motor eletrônico na agricultura une eficiência energética, produtividade e prevenção a falhas

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A agricultura é uma das principais forças da economia brasileira, por isso o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias são constantes. Regularmente presenciamos o surgimento de novas máquinas e implementos agrícolas que combinam diferentes conjuntos eletrônicos para alcançar novos níveis de eficiência em processos produtivos.

Esse é o caso dos motores eletrônicos na agricultura, que atualmente apresentam excelente custo-benefício em razão do avanço tecnológico dos últimos anos. Pontos como o receio da substituição do motor mecânico tradicional por um modelo eletrônico, o retorno sobre o investimento ou ainda dúvidas sobre o consumo de combustível têm ficado no passado.

Hoje em dia é possível dizer com toda certeza: os motores eletrônicos na agricultura são altamente eficientes e, principalmente, trazem significativa economia aos produtores rurais. Para não restar dúvidas, confira, a seguir, todos os benefícios dos motores eletrônicos em atividades ligadas à produção agrícola.

Benefícios da adoção de motor eletrônico na agricultura

Grande projetista, fabricante e distribuidora de motores, a Cummins preocupa-se em investir em tecnologias ligadas aos motores eletrônicos na agricultura, combinando sempre eficiência produtiva com máxima economia.

Para conseguir esse resultado, a Cummins desenvolve seus produtos com base em três características essenciais para a saúde de todo negócio: eficiência energética, elevação na produtividade e prevenção de falhas/capacidade de manutenção. Vejamos, a seguir, um pouco de cada uma dessas características ligadas ao desenvolvimento de um motor eletrônico na agricultura.

motor-eletronico-agronegocio-cummins-agrishowMaior eficiência energética

A eficiência energética é uma característica que tem relação direta com o consumo de combustível em todo tipo de motor, inclusive nos motores eletrônicos. Muitas pessoas do meio rural podem até desconfiar dos motores eletrônicos na agricultura num primeiro momento, pois julgam que consomem muito mais combustível. Isso podia até ser verdade no passado, mas hoje é um mito.

Isso porque os motores eletrônicos atuais conseguem oferecer maior controle no processo da combustão via tecnologia. A Cummins, por exemplo, utiliza softwares de gerenciamento no motor, que são incumbidos de monitorar instantaneamente os parâmetros de ar, combustível, pressão e temperatura.

Com o auxílio desses softwares, o motor sempre buscará a faixa de menor consumo de combustível (com consequente economia), baseando-se sempre na carga aplicada à máquina.

Elevação da produtividade

Além da importante redução no consumo de combustível, o desenvolvimento do motor eletrônico na agricultura traz como benefício central a capacidade de contribuir com o aumento da produtividade no campo.

Com o advento do software alinhado aos motores é possível fazer um monitoramento das atividades realizadas quase que de forma instantânea, resultando em melhor análise do funcionamento, melhorando, por consequência, a eficiência e a disponibilidade do equipamento. Com o software conectado ao motor é possível, inclusive, que o operador e o técnico responsável tomem decisões mais acertadas sobre suas ações. Tudo com base em dados.

Facilidade de manutenção

Os motores eletrônicos atuais vêm equipados com modernos sistemas de alerta, diagnóstico e proteção. Isso ajuda a evitar quaisquer possíveis danos provocados por má operação ou peças que venham a ficar desreguladas, facilitando o processo de manutenção das máquinas que utilizam esses motores, geralmente pulverizadoras e colheitadeiras.

Além disso, devido ao aporte tecnológico e a maior conexão do motor com softwares, o custo de manutenção se torna comparativamente mais baixo que o dos motores tradicionais. Dessa forma, a manutenção quando realizada da forma e no período corretos, será a garantia de um melhor aproveitamento da máquina, maximizando sua vida útil.

Vale a pena, então, investir em uma máquina com motor eletrônico na agricultura?

Pelos benefícios já citados, pode-se dar uma resposta bem direta: na atualidade, o produtor pode investir em um motor eletrônico na agricultura sem receio. Isso porque ele vem sendo cada vez mais vantajoso em todas suas vertentes, uma vez que atende todos os requisitos atuais desejados pelo produtor rural: são eficientes, econômicos quanto ao consumo de combustíveis, elevam a produtividade e têm baixo custo, principalmente em relação a manutenção.

Além do mais, o investimento em máquinas com motor eletrônico também atende à nova legislação que busca a redução de emissão de poluentes, em vigor desde o início de 2017.

Assim, fica mais do que provado que o produtor rural na hora de adquirir uma máquina agrícola não precisa mais ter receio de fazer a troca do tradicional motor mecânico pelo motor eletrônico na agricultura. O investimento é bem-vindo e a economia é sentida no bolso.

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*Este conteúdo é um publieditorial sob responsabilidade de CUMMINS.

Perdeu a Agrishow? Confira as atrações da feira e o depoimento dos participantes

Perdeu a Agrishow? Confira as atrações da feira e o depoimento dos participantes

A Agrishow 2018- Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, foi realizada entre 30 de abril e 4 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Foram 800 marcas expositoras e, aproximadamente, 160 mil visitantes conferindo as principais inovações para o agronegócio.  Confira os vídeos produzidos durante três dias da feira e depoimentos de participantes!