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Articles from 2016 In May


Novos cultivares e híbridos da IAC são mais rápidos, resistentes e têm baixo custo

Novos cultivares e híbridos da IAC são mais rápidos, resistentes e têm baixo custo

Sementes de feijão, milho e amendoim desenvolvidos pelo Instituto Agronômico (IAC) estão alinhadas ao agronegócio do futuro e têm oferecido novas soluções para produtores que perdiam plantios por falta d’água, pragas ou que precisam ser rápidos por cultivarem dois tipos diferentes de plantações. Batizado de IAC Sintonia, o cultivar de feijão, por exemplo, é resistente ao patógeno da antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) e à muscha de fusarium (Fusarium oxysporum).

Em números, o novo cultivar de feijão apresenta produtividade média de 3.941 quilos por hectare na época de semeadura de inverno, 3.553, na época de semeadura das águas e 2.131 quilos na época da semeadura da seca. De acordo com o pesquisador do IAC, Alisson Fernando Chiorato, o potencial produtivo médio observado em lavoura em 2014, em Campinas, (São Paulo) foi de 4.740 quilos por hectare, com colheita manual em área de um hectare.

Para que esse novo cultivar de feijão dê bons resultados, recomenda-se adubação nitrogenada, a qual ele reage bem. Recomenda-se adotar a doses ao redor de 100 quilos por hectare de nitrogênio. Ele também responde bem ao manganês, com doses variando ao redor de 300 quilos por hectares.

O IAC Sintonia tem ciclo semi-precoce de aproximadamente 85 dias da emergência à colheita, conforme as condições de cultivo impostas. Esse ciclo representa uma redução de 15 dias comparado ao ciclo normal da cultura. A semi-precocidade colabora na redução de perdas do feijoeiro em decorrência do estresse hídrico, nas regiões com baixo índice pluviométrico que podia fazer com que produtores perdessem até 74 quilos de feijão por hectare.

Outra semente tolerante ao calor e a à seca, com plantio recomendado para regiões baixas e durante o verão, é o IAC 8077, híbrido de milho. Direcionado para propriedades com baixa e média tecnologia, tem potencial produtivo de nove a dez toneladas por hectares de grãos. “Ele tem baixo custo de implantação da lavoura, 20 quilos de sementes soa suficientes para o plantio de um hectare”, afirma o também pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki.

Amendoim

São quatro os cultivares desenvolvidos pelo Instituto Agronômico: o IAC OL3, IAC OL 4, IAC 505 e IAC 503, todos com características alto oleico, variando de 70 a 80%, índice considerado alto se comparado aos 40 e 50% dos amendoins normais. Segundo o pesquisador do IAC Ignácio Jorge Jordão, essa propriedade permite que os grãos sejam armazenados por mais tempo sem que percam o sabor. Tanto o IAC OL3 quanto o IAC OL 4 são recomendados para produtores que precisam de ciclos mais curtos, em que a semente é plantada em intervalos do cultivo da cana de açúcar.

Conheça a técnica de enxertia que evita morte prematura em pés de maracujá

Conheça a técnica de enxertia que evita morte prematura em pés de maracujá

Técnica bastante aplicada na citricultura e viticultura, a enxertia começa a ser utilizada nos plantios de maracujá para prevenir a morte prematura, que apesar do nome, trata-se de uma doença causada por fungos de solo que pode provocar a perda completa das plantas e inviabilizar a produção em áreas contaminadas. A tecnologia desenvolvida no Polo Regional de Adamantina da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) usa espécies tolerantes à doença como porta-enxerto, que serve de base para a instalação de cultivares com características desejáveis.

Capaz de atingir todas as variedades comerciais de maracujazeiro azedo existentes, a morte prematura é atribuída à associação de fungos de solo, nematoides e bactérias, que atacam o sistema radicular e se espalham rapidamente, causando a morte das plantas em plena fase produtiva. “A aplicação de defensivos agrícolas não tem se apresentado como solução eficiente, já o uso da enxertia tem sido a solução para o plantio em áreas com histórico da doença”, diz José Carlos Cavichioli, pesquisador da Agência.

O melhor resultado foi obtido por meio da enxertia de garfagem no topo em fenda cheia

Dentre os testes feitos, o melhor resultado foi obtido por meio da enxertia de garfagem no topo em fenda cheia, com pegamento de até 90%, feita em plantas com 40 dias. Identificou-se também a espécie Passiflora gibertii com melhor comportamento como porta-enxerto.

Apesar de ser uma técnica de produção sustentável, o especialista alerta para que sua aplicação ocorra apenas quando o solo da propriedade estiver condenado pela presença dos fungos causadores da morte prematura. De acordo com Cavichioli, em condições normais a produção de maracujazeiro enxertado é menor do que a sem enxerto.

Atualmente, aproximadamente 40 produtores utilizam essa tecnologia na região do Alta Paulista, de onde saem 25% da produção de maracujá de São Paulo e que produz cerca de 5 mil toneladas da fruta por ano. Porém, ela tem condições de ser adotada em qualquer estado brasileiro.

Consultor do Banco Mundial prevê agricultura mais moderna, com menos mão de obra e como solução social no Brasil

Mais mecanizada, automatizada e com menos mão de obra. É assim que o ganhador do Prêmio Brasil Agrociência e da Homenagem da Agrishow, durante a Agrishow 2016, Eliseu Roberto de Andrade Alves enxerga o futuro da prática no País. “Mesmo a agricultura familiar está assim”, sentencia o engenheiro agrônomo, considerado uma das 25 personalidades que mudaram o rumo da agropecuária no Brasil e referência mundial como cientista e gestor em ciência e tecnologia, especialmente nas áreas de inovação, pobreza rural, política agrícola, irrigação, construção e desenvolvimento de instituições. Além de consultor do BID (Banco Inter-Americano de Desenvolvimento) e do Banco Mundial.

Para Alves, essa redução de trabalhadores é resultado de uma constante migração do campo para centros urbanos e de um movimento do mercado de modernização agrícola. E essa tendência vai continuar - “Vai haver uma enorme produção com poucos agricultores trabalhando”, prevê - em parte, como efeito da consolidação do agronegócio nacional.

O agronegócio brasileiro deu certo, está consolidado e equilibrando a balança comercial

Como exemplo, o engenheiro agrônomo explica que em 2006, 11% dos estabelecimentos que compõem o agronegócio brasileiro eram responsáveis por 87% do valor da produção agrícola. “Números semelhantes ao que acontece na Inglaterra e Estados Unidos). Os outros 88,6% contribuem com apenas 13%”. Há ainda outro fator que favorece o setor: ter equilibrado a balança comercial. Fala-se de um saldo positivo de R$ 75 bilhões, o que faz com que muitos afirmem ser a agricultura quem está salvando o Brasil.

Esse cenário favorável permite à agricultura papel de destaque no abastecimento interno, além de colaboração em programas de transferência de renda para populações mais pobres. Essa última ação é uma resposta à dúvida “o que fazer com quem está excluído da modernização agrícola?”. Alves explica que o Bolsa Família e Aposentadoria Rural funcionam, mas é preciso mais. “Devemos buscar na agricultura a solução. Focar em grupos com potencial para extrair a sobrevivência da agricultura”.

“O crédito rural pode ser simplificado e repaginado”, afirma ex-secretário de Política Agrícola do governo

“O crédito rural pode ser simplificado e repaginado”, afirma ex-secretário de Política Agrícola do governo

Bancos públicos e privados entendem que a agricultura funciona como uma indústria a céu aberto, com características próprias que a expõe a grandes riscos e ciclos produtivos diferenciados, que podem variar de alguns meses até longos anos. Esse retrato impõe barreiras burocráticas de acesso ao crédito para lavoura e para máquinas e equipamentos, principalmente a produtores rurais de pequeno e médio portes.

Com resoluções regidas pelo Banco Central, as duas fontes principais do financiamento rural hoje são depósito à vista nos bancos e poupança rural, que, juntas, representam cerca de 80% do crédito concedido no Brasil. No primeiro caso, o proprietário aplica, aproximadamente, 35% do valor presente na conta corrente em crédito rural, ao final do mês. O outro nada mais é do que uma caderneta de poupança aberta no Banco do Brasil ou em bancos cooperativos. O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) entra em cena para colocar dinheiro em propostas de compras de maquinário.

Ivan Wedekin, diretor da Wedekin Consultores e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, considera que a regulação atual é excessiva, que representa uma via crucis para quem precisa financiar R$ 50 mil, apesar dos subsídios para que os juros sejam mais baixos do que os da taxa Selic. “O crédito pode ser simplificado e repaginado. Para os bancos também, pois isso custa muito para eles.” Ele sugere um plano em que o recurso é liberado de acordo com o tamanho e a produção da propriedade, não importa o que é plantado. “Hoje, um produtor está colhendo uma safra e já pensando em plantar a outra, porque tem de buscar crédito para a próxima produção antes mesmo de vender”, pontua.

Wedekin acredita que a solução seja a criação de um fundo de garantia em que o produtor conseguiria altos créditos seguidos

Nessas horas, vem à cabeça do produtor a dúvida sobre o que ele poderia fazer de diferente para facilitar o acesso à tomada de crédito com mais agilidade. Duas palavras respondem bem a esse questionamento inquietante: relacionamento e obediência. “O credito rural é menos rentável do que qualquer outro, por isso ser cliente do banco ajuda muito. Manter relacionamento com bancos, sindicatos e associações de classes é importante. Não pode faltar obediência às normas bancárias para oferecer garantias reais”, sugere.

Na lista do que mais chama positivamente a atenção dos bancos para liberação de empréstimo aparecem: penhor da produção e da propriedade, além das máquinas. A razão disso está na observação que o banco faz para perceber a condição de pagamento do produtor. Por outro lado, os produtores reclamam das muitas garantias solicitadas. Sagaz, Wedekin acredita que a solução seja a criação de um fundo de garantia em que o produtor conseguiria altos créditos seguidos. “Caso pegasse R$ 200 mil, poderia pedir outros R$ 300 mil, pois as garantias estariam em um fundo, diferentemente de hoje, que a mesma propriedade é usada como garantia”, finaliza.

Fertilizante inteligente da Embrapa promete ganhos econômicos com menos investimento

Fertilizante inteligente da Embrapa promete ganhos econômicos com menos investimento

Do tamanho de um grão de areia e coberto com polímero, que funciona como uma membrana mantendo os nutrientes mais concentrados sendo liberados com pouca água. A tecnologia não libera nitrogênio e potássio durante chuvas, mas gradativamente. O que é isso? O fertilizante inteligente. A solução criada pela Embrapa reduz custo de fertilização que pode ser realizada junto com o plantio. Outra vantagem é que a aplicação pode ser feita em intervalos maiores, ou seja, ao invés de 30 dias, pode acontecer a cada dois meses.

Para o pesquisador da Embrapa Instrumentação (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Caue Ribeiro de Oliveira, o fertilizante inteligente reduz perdas. No caso dos nitrogenados no Brasil, a metade do que é aplicado em áreas como o cerrado se perde na evaporação. No caso do fosfato, se não usado pela planta, permanece instável no solo, reagindo e formando outro composto que não pode ser utilizado.

Sem a perda de nutrientes, devido à administração realizada pela membrana que envolve o granulo, e sem a superdosagem do terreno, Oliveira aponta a tecnologia como possível solução para os problemas de plantio no cerrado e regiões com déficit hídrico ou com solo pobre e arenoso. O pesquisador compara o funcionamento do granulo a um comprimido em que os princípios ativos são misturados ao amido para ser digerido, com a diferença de que o granulo não se dissolve. Porém, mesmo com uma “performance comercial boa”, ainda faltam parceiros comerciais para fabricar, distribuir e vender o produto.

Ganhos para o mundo

O fertilizante inteligente da Embrapa é uma promessa que atende as necessidades do agronegócio do futuro, cada vez mais preocupado com o meio-ambiente e sustentabilidade, algo que, para especialistas, já começou agora. Oliveira ressalta que a tecnologia reduz a emissão de gases ao volatilizar, consequentemente evitando o aquecimento global, pois parte desses vapores causam o efeito estufa. “Oxido nitroso tem 300 vezes mais capacidade do que o CO2 (dióxido de carbono) de gerar aquecimento global.”

Agrishow alcança R$1,95 bilhão em negócios

Feira obteve um resultado positivo com a realização de negócios da ordem de R$ 1,95 bilhão, superando o valor da edição anterior, que foi de R$ 1,9 bilhão. No entanto, contando os fechamentos dos bancos, bem como os negócios iniciados em Ribeirão Preto, mas finalizados nos próximos meses, a expectativa é que o valor será maior.

A 17ª Rodada Internacional de Negócios obteve um recorde de US$ 18 milhões de vendas, entre negócios fechados e futuros, com prospecções para os próximos 12 meses. Esse montante representa um incremento de 23% em comparação com a rodada anterior. Também houve um recorde no número de empresas brasileiras inscritas – 46 fabricantes brasileiros –, o que exigiu que mais de 400 reuniões fossem agendadas, com compradores vindos da Argélia, Canadá, Colômbia, Egito, EUA, Etiópia, México, Quênia, Senegal, Tailândia e Zimbábue. Esta ação de promoção comercial, denominada Projeto Comprador, é organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Em relação ao número de visitantes da Agrishow 2016, é esperada uma pequena queda ante o ano anterior, passando de 160 mil pessoas para 152 mil. No entanto, segundo as mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais, o público que passou pelos estandes era altamente qualificado, composto sobretudo por compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande portes do Brasil e do exterior.

A próxima edição da Agrishow será promovida de 1 a 5 de maio de 2017.

Colheita da cana e produção de açúcar reduzem emissão de poluentes e têm crescimento

Tendências Europeias

Mais de 90% da colheita da cana-de-açúcar da safra 2015/2016 no Estado de São Paulo foi realizada sem utilização de fogo, mas por meios mecanizados.  Além disso, houve queda de 33% no gasto médio de água durante processamento industrial da cana nos últimos cinco anos. Os dados foram divulgados pela Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patrícia Iglecias, durante a Agrishow 2016. Estima-se ainda que com essas ações, mais de 8,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de emitidas pelo Estado.

Outro dado otimista é a expectativa de aumento em 12% da produção de açúcar alcançando 35 milhões de toneladas na safra 2016/ 2017- mesmo que o fechamento de usinas, nos últimos cinco anos, tenha reduzido em 1,5 milhão de toneladas na capacidade produtiva. Além disso, análise da Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) indica que a moagem de cana no centro-sul brasileiro pode variar entre 605 e 630 milhões de toneladas. A definição exata, porém, depende de condições agronômicas e operacionais vigentes nos próximos 12 meses.

Esse volume representa um acréscimo de até 2% comparado as 617,65 milhões de toneladas processadas na última temporada, encerrada no último 31 de março. Segundo o diretor técnico da Única, Antonio de Pádua Rodrigues, os cenários diferentes para a safra 2016/2017 indicam possibilidade de avanço na produção de açúcar sem comprometer a oferta recorde de etanol observada no último ano.

Crescem soluções de crédito em cooperativismo apresentadas na Agrishow 2016

As principais cooperativas de crédito estão na Agrishow 2016. A expectativa da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo, responsáveis pelo local, é receber 3 mil visitantes nos cinco dias do evento, 20% a mais que no ano passado, sendo esperados associados de 35 cooperativas agropecuárias de todas as regiões do Estado.

Além de incentivar o modelo cooperativista de empreendimento na Agrishow 2016, os técnicos do Sistema Ocesp têm tirado dúvidas dos visitantes sobre questões do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regulamentação Ambiental (PRA). Integram a Casa do Cooperativismo Paulista, dois dos maiores sistemas de crédito do país, a Sicoob e a Sicredi, onde os produtores também podem obter informações sobre linhas de financiamento.

Para o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, a crise econômica restringe os investimentos, mas é nesta hora que o cooperativismo surpreende. “Reunidos em cooperativas, os produtores diminuem os custos operacionais, aumentam o poder de negociação e a possibilidade de agregar valor à produção. As cooperativas viabilizam o negócio dos mini e pequenos agricultores que, sozinhos, não conseguiriam sobreviver”, comenta.

Outra instituição presente na Agrishow 2016 é a Coopercitrus, que pelo 5º ano consecutivo está na feira com o estande Shopping Rural Coopercitrus. A cooperativa tem parceria com as principais entidades financeiras que atuam no país, entre elas, a Sicoob Credicitrus, que possibilita aos pequenos, médios e grandes produtores cooperados adquirir um pacote completo de soluções integradas, com facilidade de financiamentos e juros subsidiados.

Além dos preços, prazos e financiamentos diferenciados, os agricultores têm outra oportunidade, a troca de grãos, uma opção comercial vantajosa para negociar os produtos necessários para o desenvolvimento da lavoura. Com essa modalidade, a Coopercitrus por meio do seu departamento de grãos, oferecerá condições comerciais diferenciadas para as trocas da produção de café, soja e milho por insumos, desde sementes, fertilizantes, herbicidas, inseticidas, até máquinas agrícolas, comercializados pela cooperativa.

O diretor financeiro da Coopercitrus, Fernando Degobbi, ressalta a participação da cooperativa na Agrishow 2016 por meio do Shopping Rural. “As linhas de créditos negociadas possibilitarão prazos de pagamentos com juros subsidiados para vários produtos e insumos que a agropecuária demanda, principalmente, os pequenos e médios produtores”, afirma.

Criada área permanente para práticas sustentáveis na pecuária

Foi anunciada durante Agrishow 2016, a criação de uma área permanente de 44 hectares no parque de exposição para a implantação de um projeto que une dois sistemas produtivos na área de pecuária: a Produção Intensiva de Bovinos de Corte com o sistema ILPF (Integração Lavoura, Pecuária e Floresta). A área poderá ser visitada o ano todo, com possibilidades de realização de dias de campo e treinamentos. Batizada de Vitrine de Tecnologia Sustentável, a junção dos dois sistemas produtivos tem como objetivo principal estimular a pecuária brasileira a adotar, cada vez mais, práticas produtivas sustentáveis.

O projeto, que prevê a participação da iniciativa privada e tem um custo total de R$ 3 milhões, terá foco no desenvolvimento e transferência de tecnologia em pecuária de corte e recuperação de áreas degradadas, por meio do uso da integração dos dois sistemas.  “Estamos muito confiantes com a realização desse projeto, que terá impactos efetivos na produtividade e sustentabilidade ambiental. As parcerias com o setor produtivo são fundamentais para a concretização desse projeto e temos a pretensão de achar que quem vier para ele, se dará muito bem, pois integraremos os conhecimentos das nossas instituições”, afirmou Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura de São Paulo, durante evento de lançamento realizado na quinta-feira, 28 de abril.

“A integração de sistemas é uma revolução para o campo, pois agrega sustentabilidade econômica, social e ambiental, com uma gestão apurada. Nesse sentido, o programa Vitrine de Tecnologia Sustentável vem ao encontro deste modelo de produzir cada vez mais e ainda preservar o meio ambiente. Estamos fazendo história”, afirmou Paulo Hermann, presidente da John Deere, que é uma das pioneiras na divulgação do ILPF e foi a primeira patrocinadora do projeto anunciado na Agrishow 2016.

O vice-presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Francisco Matturro, que também esteve presente no anúncio do projeto, afirmou que o projeto Vitrine estará inserido num dos mais importantes centros do agronegócio do país. “A grande vantagem do projeto é a parte técnica envolvida, pois conta com pesquisadores do mais alto nível dos mais importantes centros de pesquisa do país. Temos a oportunidade de transformar esta área numa grande vitrine, juntamente com a Agrishow, na qual o público da feira poderá conhecer o programa funcionando”, disse.

Além da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, participam do projeto Vitrine de Tecnologia Sustentável, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Instituto de Zootecnia e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. O público alvo do Vitrine é formado por empresários, executivos, lideranças, gestores de propriedades rurais, técnicos, profissionais e estudantes da área de agronomia e pecuária, entre outros. A junção dos dois sistemas potencializará ainda mais o aumento de produção e de produtividade para o setor da pecuária. Outros benefícios são: o fortalecimento das cadeias produtivas, a melhoria da competitividade, a recuperação de áreas degradadas e geração de empregos em decorrência do aumento da produção.