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“O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0”, avalia presidente da Embrapa em entrevista exclusiva

“O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0”, avalia presidente da Embrapa em entrevista exclusiva

O agronegócio é um importante pilar da economia brasileira e está passando por transformações. A principal delas é a digital que vai abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o Brasil no futuro. O impacto dessa mudança será enorme. É o que acredita o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Antônio Lopes. Em entrevista exclusiva ao canal de conteúdo da Agrishow, ele afirma que essa transformação digital não vai demorar a chegar ao território nacional. Isso por que esse momento já chegou.

Nosso país já se destaca na chamada Agricultura 4.0, em especial pela incorporação de processos. Dentre as melhorias incorporadas, estão práticas e processos de precisão, amplo uso de sensores e mecanismos sofisticados de previsão e resposta a variações de clima, além de abrir espaços para o Brasil em segmentos estratégicos da agricultura e da bioeconomia − economia sustentável baseada em recursos biológicos e processos limpos e renováveis.

Confira a entrevista em que Maurício Antônio Lopes avalia os impactos da Agricultura 4.0 no Brasil.

  1. O que é Agricultura 4.0? Quais os conceitos por trás deste termo?

É o aproveitamento dos avanços nas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na agricultura como forma de repensar e redesenhar processos ao longo de toda a cadeia de valor − do campo à mesa – abrindo possibilidades para a geração de uma vasta gama de inovações para o mundo da agricultura e da alimentação. O termo Agricultura 4.0 foi criado pela revolução da transformação digital, que substitui átomos (mundo físico) por bits (mundo digital), transformando itens físicos em bits. Na prática, o que se quer é que a agricultura possa acessar uma vasta gama de inovações baseadas, por exemplo, em sensores capazes de fornecer dados cada vez mais precisos, visualização e previsões de condições meteorológicas para melhor gestão das lavouras; monitoramento autônomo e intervenções precisas nos processos de gestão da produção agropecuária; comunicação altamente integrada e automação das mais variadas atividades nos setores agroalimentar e agroindustrial; sistemas avançados de monitoramento, rastreabilidade e controle que informem e assegurem aos consumidores sobre segurança e sustentabilidade dos alimentos, dentre muitas outras inovações e avanços.

  1. Como esse conceito se aplica em agronegócios?

A transformação digital permitirá à agricultura incorporar práticas e processos de precisão, amplo uso de sensores e mecanismos sofisticados de previsão e resposta a variações de clima, além de aplicativos e ferramentas para sofisticação da gestão das unidades produtivas e das indústrias ligadas ao setor. O agronegócio do futuro será profundamente marcado pela transformação digital e seus impactos na automação. De acordo com a FAO, em 2010 a população urbana ultrapassou, pela primeira vez, a população rural no mundo. Estima-se que em 2050 sete em cada dez pessoas viverão nas cidades, tornando ainda mais rarefeita a população rural. Portanto, máquinas e equipamentos serão imprescindíveis na garantia da segurança alimentar no futuro. Com a vantagem de que a automação digitalmente habilitada irá permitir ganhos importantes em eficiência e precisão, ajudando a agricultura a superar práticas consideradas hoje pouco sustentáveis. Big Data, internet das coisas e inteligência artificial em conjunção com sensores e máquinas sofisticadas já estão viabilizando a agricultura de precisão e permitindo ganhos cada vez maiores em duas frentes: produtividade e sustentabilidade.

  1. A agricultura 4.0 já é realidade no Brasil?

O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0, em especial pela incorporação de processos da chamada agricultura de precisão. Cresce nas áreas mais avançadas de produção do país o uso de máquinas inteligentes guiadas por GPS para plantio, tratos culturais e colheita de precisão, com economia de insumos, ganhos de produtividade e sustentabilidade.  Na programação de pesquisa da Embrapa destaca-se um portfólio de pesquisa sobre temas da transformação digital e da automação na agricultura, com 22 projetos dedicados a desafios nos campos das geotecnologias avançadas, manejo sítio-específico e agropecuária de precisão, sistemas de diagnóstico de doenças em plantas, sistemas inteligentes para manejo de rebanhos, automação em sistemas de produção, modelos integrados para simulação de sistemas de produção sustentáveis, dentre outros. A Embrapa tem dado grande ênfase ao desenvolvimento de aplicativos móveis, recursos que prometem revolucionar a disseminação de tecnologias e conhecimentos gerados pela pesquisa agropecuária. Diversas parcerias com o setor privado já estão em curso, como forma de combinar capacidade da indústria de TICs e de automação, com o vasto conhecimento contido na rede Embrapa sobre a base de recursos naturais e os sistemas produtivos brasileiros.  Esses são apenas alguns exemplos que mostram que a nossa Empresa está atenta e aberta à cooperação que ajude a agricultura brasileira a se inserir na próxima revolução industrial.

  1. Qual será o impacto dessa nova era no agronegócio?

O impacto será enorme, e o agronegócio, que é um importante pilar da economia brasileira, poderá assegurar equilíbrio nas três vertentes da sustentabilidade – econômica, social e ambiental −, o que é uma exigência dos consumidores em todo o mundo. A Embrapa já investe em projetos da agricultura 4.0 voltados para aliar as vertentes da produtividade e da sustentabilidade em sistemas de produção agropecuária. Em parceria com a empresa americana Qualcomm, a Embrapa desenvolve veículos aéreos não tripulados − os drones – capazes de coletar, processar, analisar e transmitir informações das lavouras em tempo real para os agricultores e sistemas de monitoramento ambiental. O objetivo é detectar com precisão as deficiências das culturas, ocorrência de pragas, escassez hídrica, déficit de nutrientes e danos ambientais. Com informações precisas sobre suas lavouras, os agricultores poderão evitar o uso demasiado de defensivos agrícolas, excesso de fertilização, além de orientar a irrigação nos momentos corretos, a fim de reduzir perdas, ampliar a produtividade e ganhar sustentabilidade.

  1. Quais as vantagens e desafios em tornar esse conceito realidade no Brasil?

Incorporar os conceitos da agricultura 4.0 significa também abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o país no futuro. Por exemplo, a transformação digital poderá abrir espaços para o Brasil em segmentos estratégicos da agricultura e da bioeconomia − economia sustentável baseada em recursos biológicos e processos limpos e renováveis. Estes são espaços privilegiados para o Brasil na nova globalização digital. Com a bioeconomia e a transformação digital operando em sintonia e sinergia poderemos dinamizar segmentos essenciais da agricultura, fortalecendo a posição de vanguarda do Brasil na produção de alimentos, fibras, energia e biomateriais. O mundo já vive a era big data, com a possibilidade de gerar, medir, coletar e armazenar assombrosas quantidades de dados, que são a matéria-prima do conhecimento. Uma gama de tecnologias emergentes ajuda as organizações a extrair valor desses grandes conjuntos de dados, o que torna possível, por exemplo, inferir padrões de comportamento e de consumo e ajustar o design e a logística de entrega de produtos e serviços para cada indivíduo, com enormes ganhos de eficiência operacional e econômica. Daqui para o futuro, o setor privado vai usar big data para multiplicar acesso a serviços e bens de consumo. E rupturas tecnológicas, como fabricação aditiva (impressão 3D) e robótica, têm o potencial de mudar padrões de trabalho no futuro. Essas tecnologias vão melhorar a produtividade, a qualidade e o padrão dos produtos, reduzir trabalho penoso e insalubre, dentre outros benefícios. Na agricultura, as novas tecnologias poderão estimular novas vertentes de agregação de valor e fabricação, com grandes possibilidades de aumento de competitividade dos setores agroalimentar e agroindustrial.

  1. Há algum comentário que você julgue importante sobre a agricultura 4.0?

O Brasil precisará investir em bons sistemas de inteligência estratégica para não perder espaço na revolução da agricultura 4.0. Considerando a magnitude e complexidade dos desafios futuros, e as rápidas e profundas mudanças que ocorrem no mundo da tecnologia, é imperativo que se implementem “sistemas de inteligência estratégica” para subsidiar as decisões públicas e privadas que garantam à agricultura brasileira a adaptação a tantas mudanças previstas para o futuro. Tal capacidade será essencial no planejamento de políticas de longo alcance, fornecendo insumos a um processo de tomada de decisão que alinhe as cadeias produtivas da agricultura brasileira à revolução da transformação digital e à emergência da agricultura 4.0.

Tecnologia para o agronegócio: Agrishow apresenta ferramentas de ponta para ampliar a produtividade

Tecnologia para o agronegócio: Agrishow apresenta ferramentas de ponta para ampliar a produtividade

Foi-se o tempo em que tecnologia era mero capricho ou luxo para produtores rurais. Hoje é cada vez mais fácil ouvir conceitos como agricultura de precisão, Big Data, right data e smart faming em rodas de conversas e ver o uso de sensores, aplicativos e outras soluções tecnológicas como ferramentas produtivas. Isso tudo contribui muito para o avanço do agronegócio, pois ajuda produtores na tomada de decisões, consolidando a chamada Agricultura 4.0 no Brasil.

Durante a edição 2017 da Agrishow, produtores poderão acompanhar inovações como dispositivos dataloggers, que são armazenadores de dados ambientais sondas para mensuração de parâmetros e qualidade da água; estações meteorológicas com e sem telemetria de dados; além de estações solarimétricas para mensuração da radiação solar. Essas estações permitem que o agricultor possa ter um banco de dados dos fenômenos meteorológicos que ocorrem em suas lavouras a cada ano e assim tomar com mais segurança suas decisões de colheita, plantio, pulverização e gradeação.

Há ainda serviços fundamentados em mapeamento, sensoriamento remoto e tecnologia da informação para o agronegócio; aplicação web e mobile para projetos com trabalho de campo, unindo coleta de dados mobile, análise de dados coletados em mapas em sistema web, com geração de relatórios completos, e o sistema com informações espacializadas de área plantada dentro dos Estados, em tempo real, e evolução do plantio dentro do ano safra.

Outra ferramenta que tem interessado muito ao agronegócio também estará na Agrishow: um trator autônomo que funciona sem motorista ou operador, comandado à distância. Sem cabine, o veículo autônomo usa como referência a tecnologia de agricultura de precisão para se movimentar, sendo capaz de executar as mesmas tarefas no campo de um modelo comum, mas sem operador, sendo controlado pelo tablet ou pelo computador de onde o produtor rural estiver.

Tecnologias de secagem de grãos de café dispensam movimentação de grãos e reduzem custos

Tecnologias de secagem de grãos de café dispensam movimentação de grãos e reduzem custos

Com um mercado cada vez mais competitivo, produtores têm percebido a necessidade de fazer mais com o mesmo ou, ainda, com menos. No caso da cafeicultura não é diferente. Quem está em busca de inovações tecnológicas para esse segmento do agronegócio terá surpresas bastante positivas durante a Agrishow, que acontece em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 01 e 05 de maio de 2017.

Dentre as inovações, visitantes podem encontrar um secador estático para café, que elimina a seca no terreiro e a necessidade de movimentação dos grãos durante o processo. O que resulta em diminuição de custos, na mão de obra e no baixo consumo de energia.

Há ainda o despolpador que não utiliza água para a despolpa do café, A solução, além de ecologicamente correta, por não gerar água residuária no pós-colheita, possui facilidade de operação e é ajustável aos diversos tipos de estágios de maturação dos cafés, fornecendo diversas possibilidades para melhorar o rendimento e a qualidade no pós-colheita.

É possível também ver de perto equipamentos desenvolvidos para analisar e classificar a produção de grãos da colheita ao processamento, que medem umidade de grãos do mercado a receber a homologação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia).

Pesquisador indica caminhos para resolver problemas logísticos do agronegócio

Pesquisador indica caminhos para resolver problemas logísticos do agronegócio

A distribuição de produtos do agronegócio no Brasil é muito dependente de rodovias e estradas, o que acaba encarecendo o processo logístico. O coordenador do grupo ESALQ-LOG (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP (Universidade de São Paulo), Thiago Guilherme Péra, comenta o que pode ser feito para solucionar esse problema.

Quais os grandes desafios para distribuir os produtos agrícolas?

O agronegócio brasileiro é altamente dependente da logística para ganhos de competitividade. Entretanto, temos uma série de características que encarecem a nossa logística, envolvendo: elevada distância entre as regiões de produção, grande volume de produção, alta dependência do modal rodoviário, baixa eficiência operacional, baixa qualidade da infraestrutura de transporte, déficit de capacidade de armazenagem, dentre outros fatores.

Para o caso do sojicultor mato-grossense, o impacto do custo logístico no preço de comercialização pode chegar até 40% para a movimentação no corredor de exportação via Santos (SP). Para o milho, pode dobrar.

Por que ainda dependemos tanto de rodovias? 

Dependemos muito ainda das rodovias em função da sua maior oferta de infraestrutura quando comparada aos demais modais. Temos mais de 200 mil quilômetros de rodovias pavimentadas no país frente a quase 30 mil quilômetros de ferrovias – sendo que menos de 1/3 é de fato efetivo para movimentação.

As rodovias são fundamentais para a distribuição das cargas no país de forma rápida e flexível, entretanto, para o agronegócio, dependemos muito das rodovias para um transporte com grandes volumes e elevadas distâncias, implicando em maiores custos logísticos quando comparado à multimodalidade.

Outro grande agravante é a qualidade do transporte rodoviário. Temos ainda uma série de corredores logísticos que apresentam uma malha rodoviária em péssimas condições, reduzindo a produtividade do transporte e implicando em maiores custos. Um exemplo disso foi a situação da BR-163 que conecta as principais regiões produtoras do Mato Grosso ao terminal hidroviário de Miritituba/Itaituba no Pará – onde ocorreu a paralisação do transporte em decorrência de atoleiros oriundos de fortes chuvas somado às péssimas condições da estrada – não asfaltada, incorrendo em prejuízos significativos ao agronegócio.

A multimodalidade, ou seja, a integração entre rodovia, ferrovia e/ou hidrovia no país pode trazer benefícios de redução de custo na ordem de 5% a 30% quando comparado a situação unimodal, dependendo do tipo de produto, volume movimentado e distância percorrida.

Quais soluções poderiam ser adotadas para aumentar nossa capacidade ou nossa produtividade?

- Busca de novos corredores logísticos e consolidação do Arco-Norte brasileiro.

- Operações integradas na logística colaborativa: fretes de retorno de fertilizantes. Ainda existe uma predominância de caminhões que retornam vazios dos portos até as regiões produtoras agrícolas. Nesse sentido, o frete de retorno de fertilizante é uma estratégia para redução dos custos logísticos para ambos os embarcadores (grãos e fertilizantes, por exemplo). O país importa cerca de 70% de todos os fertilizantes consumidos do país.

- Fomentar estruturas de negócios em que os pequenos e médios embarcadores tenham acesso de forma competitiva a multimodalidade.

- Aumento da produtividade dos terminais portuários e ferroviários. Perdemos muito tempo ainda no descarregamento dos veículos nos terminais, encarecendo muito a nossa logística.

- Ampliação da capacidade de transporte ferroviário

- Aumento do nível de serviço do transporte rodoviário, hidroviário e ferroviário.

- Redução das perdas nas operações logísticas, as quais podem totalizar 2% em todo o processo de exportação

E o que o governo pode fazer?

Aprimorar uma série de marcos regulatórios, criar condições adequadas para investimentos em infraestrutura de transporte, fomentar planos logísticos integrados que gerem benefícios sistêmicos e significativos para o agronegócio.

Conheça as 5 profissões do futuro na cadeia do agronegócio

Conheça as 5 profissões do futuro na cadeia do agronegócio

O agronegócio está se modernizando cada vez mais rápido. Parte desse movimento deve-se aos fatos de sermos líder nas exportações de soja, açúcar, frango, carne bovina, café e suco de laranja, de o setor ser responsável por um quarto do nosso PIB (Produto Interno bruto), e ser constantemente apontado como uma das maiores apostas para que o país saía da crise.

Para o Brasil se desenvolver ainda mais desse segmento será necessário o desenvolvimento em novas áreas profissionais. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) listou cinco atividades que irão impactar o agronegócio. Saiba quais são, a seguir:

1.    O profissional de Comércio e Relacionamento Internacional será o responsável pela realização de transações com outros países;

2.    Quem for atuar com Gestão de Riscos no Agronegócio precisa conhecer matemática para calcular precificação, conhecer estatística e o mercado da Bolsa de valores. Esse profissional estabelece os riscos envolvidos na formação de preços;

3.    Para atuar com Proteção Financeira e Derivados será preciso executar as ordens de proteção em relação às bolsas que serão feitas pelo gerente de risco;

4.    O profissional de Logística e Produtividade deve possuir conhecimentos para traçar estratégias que superem os desafios do transporte de mercadorias, conhecer os modais (rodoviário, marítimo, aéreo e fluvial), além de saber desvantagens e vantagens comparativas do agronegócio brasileiro em relação dos de outros países;

5.    Há ainda a área do Design e Sustentabilidade de Máquinas Agrícolas, na qual o profissional desenvolve soluções seguindo padrões de sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Entenda os desafios no processo de automatização do plantio de cana-de-açúcar

Entenda os desafios no processo de automatização do plantio de cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar é uma das principais atividades agrícolas do Brasil. Segundo a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), na safra 2016/17 a área destinada à atividade sucroalcooleira deverá ser de 9.073,7 mil hectares, com produtividade estimada de 76.152 kg/ha.

No entanto, diante desses números positivos, o plantio da cana-de-açúcar no Brasil, na sua maior parte, ainda é realizado manualmente com pouca automatização, diferentemente da colheita, que hoje é bastante mecanizada, devido a adoção de práticas sustentáveis, inclusive já discutidas a respeito neste artigo exclusivo.

Positivamente, nos últimos anos, a situação está mudando gradativamente e a importância do plantio vem ganhando espaço na estratégia das empresas de tecnologia ligadas ao agronegócio.

Com isso, a tendência é um maior crescimento em mecanização do plantio e intensificação da atividade sucroalcooleira como um todo, aumentando a confiança dos agricultores que hoje ainda não confiam na importância da mecanização na garantia da qualidade do plantio da cana.

Vantagens da automatização do plantio da cana-de-açúcar

Apesar de algumas pessoas dizerem que a automatização ainda não é tão eficiente no plantio quanto é na colheita, as vantagens da automatização durante o plantio já são importantes, entre elas podemos destacar o alinhamento, a qualidade tanto da sulcação quanto da cobertura, além da maneira como os toletes são distribuídos (em posição e quantidade satisfatórias).

Se corretamente realizada, a automatização pode melhorar a qualidade do plantio por permitir a realização de modo mais controlado e nos momentos mais adequados”, garante Leandro Gimenez, professor doutor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo).

Outra significativa vantagem da automatização do plantio é o ganho na necessidade de menor número de trabalhadores, já que um dos maiores problemas do plantio convencional é a alta necessidade por mão de obra.

Segundo o professor, “a automação do plantio reduzirá a necessidade de mão de obra, como em qualquer processo”, priorizando o conhecimento especializado e garantindo mais técnica ao trabalhador rural.

Principais desafios da automatização do plantio da cana

Em 2002, no estado de São Paulo, foi criada uma lei que priorizava o fim das queimadas para a colheita da cana-de-açúcar. Com isso, houve uma grande procura por tecnologia para realizar a colheita de forma mecanizada, sem a necessidade da realização das queimadas.

Esse processo de automatização da colheita vem recebendo ajustes ao longo dos anos e ainda não está totalmente ajustado às necessidades das variações da atividade.

Processo semelhante enfrentado na colheita vem sendo agora o principal desafio da utilização de maquinário para o plantio da cana”, comenta Leandro. “Assim como foram e ainda estão em curso alterações na sistematização e sistema mecanizado para a colheita da cana, será necessário realizar ajustes também para o plantio de modo mecanizado”, complementa.

Com o advento da maior tecnologia, as máquinas que vêm sendo desenvolvidas para o plantio apresentam diversos mecanismos para operar em condições distintas nos canaviais, entretanto para o professor Leandro ainda há limites, sendo possível que o alinhamento não fique adequado, o que acaba por comprometer a colheita mecanizada.

"Há situações em que não é possível ou desejável realizar alterações na sistematização dos canaviais para receber esta operação, sob pena de causar danos ao solo como a erosão e a compactação excessiva destes”. Assim, precisamos ainda avançar na capacidade das regulagens dos equipamentos de plantio.

Outro grande desafio é o plantio por mudas, já que se consome mais cana-de-açúcar no processo mecanizado que no processo manual, “isso se deve aos diversos processos envolvidos desde a sua colheita, transporte e finalmente no uso na plantadora”.

Principais cuidados para automatizar o plantio da cana-de-açúcar

A aposta de alguns empresários do ramo na automação total do plantio é baseada no fato de acreditarem que é preciso ter a menor interferência possível do homem na operação de plantio promovendo, com isso, menores quantidades de erros no plantio decorrentes da falha humana.

Porém, mesmo assim, é essencial que tenhamos alguns cuidados básicos para automatizar o plantio da maneira correta conseguindo bons resultados de produtividade no ato da colheita.

O professor da ESALQ/USP cita que “nos processos de automação é importante evitar ao máximo o efeito de fatores pouco ou incontroláveis”. Nesse sentido, a sistematização e preparo do solo devem ser realizados para atender às exigências mínimas do equipamento que realizará o plantio, lembrando que cada equipamento terá suas características específicas.

É possível (e inclusive desejável) que se estabeleçam quais combinações de solos, forma do relevo e declividade que impossibilitam o uso de uma ou outra máquina “com isso evitaremos problemas”, diz o professor.

De outro lado Gimenez dá uma dica muito importante. “É possível traçar mais um paralelo com a colheita, uma vez que se trata de um processo novo, sendo assim necessário um bom treinamento em todos os níveis”. Esse treinamento será essencial para a correta regulagem das máquinas garantindo que o plantio seja feito da forma mais eficaz possível.

Apesar da descrença de muitos, a automatização do plantio da cana-de-açúcar é um processo tecnológico que vem crescendo rapidamente, a tendência é de crescimento constante trazendo avanços significativos desta importante etapa para qualquer canavial.

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Entenda como o agronegócio vai funcionar com tecnologias e sistemas integrados

Integrando tecnologias e sistemas em benefício do agronegócio brasileiro

O Brasil é um dos países com maior potencial produtivo do mundo, considerando a área plantada e a fronteira agrícola. Entretanto, ainda perdemos muito em produtividade devido a diversas variáveis.

Em média, de toda essa perda produtiva, 40% é devido à má gestão e à falta de mais informações sobre sua produção, já que historicamente, a agricultura brasileira é baseada na experiência e na intuição, usando, por muitas vezes, pouquíssima informação de qualidade.

Aos poucos, isso está se revertendo e hoje os agricultores estão buscando inovações por meio de tecnologias e ferramentas que visem tornam suas lavouras mais produtivas, eficientes, avançadas e mais lucrativas.

Para ilustrar esse avanço tecnológico, as startups Agroasmart, InCeres, Horus, Spec lab e Aegro irão apresentar na Agrishow um sistema que combina diversas tecnologias ilustrando muito bem o conceito de “Fazendas Inteligentes”, afinal, o futuro já chegou ao campo.

Entrevistamos Pedro Martins Dusso, diretor executivo da Aegro, que nos disse como integrar tecnologias e sistemas para o avanço do setor agrícola brasileiro. Acompanhe!

As tecnologias estarão totalmente integradas aos sistemas no agronegócio

Caso fossemos dar uma expressão em destaque dessa nova agricultura, certamente seria “Agricultura Digital”. Segundo o diretor da Aegro, esse termo engloba uma grande variedade de técnicas, ferramentas e equipamentos. “A agricultura digital promete ser o foco da evolução dos próximos anos e tem potencial para ser a próxima grande revolução no campo, atraindo investimento dos gigantes do agronegócio”.

Nessa nova tendência mundial, Dusso diz que as tecnologias que irão integrar esses sistemas vão desde satélites tradicionais e de baixa órbita, do tamanho de caixas de sapato, passando por drones e VANTs, tanto para mapeamento aéreo quanto para pulverização de precisão, além de aviões comerciais também equipados com câmeras, aproveitando as tradicionais rotas para obter imagens diárias das áreas agrícolas.

Descendo mais um pouco, soluções de conectividade, como redes mesh e redes de sensores de longo alcance finalmente permitirão troca de dados no campo em tempo real, solucionando o problema da falta de cobertura de sinal 3G no campo.

Máquinas agrícolas + sistemas: integração perfeita para o agronegócio

A tecnologia também estará totalmente integrada aos maquinários agrícolas. “Hoje as máquinas já são centrais tecnológicas e ficarão ainda mais conectadas, passando a reportar informações em tempo real”, garante Pedro. A grande inovação dessa área serão as máquinas sem piloto (conhecidas como autônomas), totalmente guiadas por GPS, que poderão trabalhar 24 horas por dia.

O diretor da Aegro cita que com o advento dos sensores, será possível criar tecnologias como irrigação de precisão, “os pivôs só serão ligados no momento certo e com a quantidade certa de água, garantindo também um manejo pecuário muito mais preciso”.

Sistemas de gestão: essenciais para o agronegócio do futuro

Em poucos anos, com o advento da maior tecnologia, a produção agrícola irá gerar uma infinidade de dados, todos em tempo real. Assim, um sistema de gestão informatizada será essencial, pois ele será capaz de ler todas as informações, filtrar o que for mais relevante, e mostrar de forma clara para o administrador aquilo que lhe interessa. “Qualquer tomada de decisão será feita em tempo real com um grau de precisão nunca antes visto”, garante o diretor da Aegro.

Dusso complementa: “sistemas de gestão, como o Aegro, hoje já facilitam a vida do produtor, organizando os dados de cultivo para uma tomada de decisão mais rápida e precisa”. A tendência é que no futuro não tão distante, esses sistemas sejam imprescindíveis.

Mas afinal, qual será o foco central dos sistemas?

Para Dusso, esse conjunto de sistemas utilizará a tecnologia da informação (TI) além de dados analíticos obtidos pelos sensores, imagens de satélite e aéreas, dentre muitas outras. A função desses sistemas será o desenvolvimento de algoritmos que permitam oferecer recomendações elaboradas, específicas e precisas aos produtores.

No entanto, sabe-se que a tecnologia de informação é uma área bastante específica e “difícil para leigos”, desse modo, o foco será também a criação de sistemas que sejam de fácil manuseio e utilização, facilitando sempre o dia a dia do administrador rural.

Em pouco tempo esses sistemas serão aplicáveis para todos os produtores

Tais sistemas de gestão para o agronegócio são relativamente novos, mas já são acessíveis para todos. Porém, devem-se ponderar várias coisas antes de escolher o melhor sistema e não priorizar só o custo de aquisição, “esses sistemas, muitas vezes vão além do custo de aquisição, contemplando também treinamentos, manutenção, etc”, garante Dusso.

Contudo, ferramentas como a Aegro buscam democratizar o acesso à tecnologia no campo, levando o que existe de mais moderno e robusto em termos de gestão a preços extremamente acessíveis, “hoje, o valor investido no sistema representa 0,1% do custo de uma safra de soja, por exemplo” explica o diretor executivo da startup.

O avanço foi grande, mas a profunda integração, de forma que todos os dados fiquem à disposição dos produtores ainda está por vir. “Isso deve acontecer nos próximos dois ou três anos”, especula.

Iniciativas de plataforma gerencial para o meio agro, como a Aegro, visam acelerar esse processo, colocando a disposição do produtor todos os dados que ele necessita para o bom andamento da sua atividade”. A fazenda inteligente já é uma realidade!

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Saiba como sementes forrageiras blindadas dão mais eficiência às pastagens

Saiba como sementes forrageiras blindadas dão mais eficiência às pastagens

A pecuária brasileira tem na pastagem o principal motor de fonte de alimentação. Assim, quando decidimos implantar uma pastagem em determinada área, devemos ter consciência da importância dessa ação para o sucesso completo da atividade.

Isso porque uma área com pastagem bem implantada é sinônimo de boa produtividade forrageira, seguida de alta produtividade animal, ou seja, mais carne e mais leite.

Porém, insucessos podem ocorrer logo na formação da pastagem e que podem ocorrer por vários motivos, que vão desde solos mal preparados até a utilização de uma quantidade insuficiente de sementes.

Uma das causas mais frequentes é a utilização de sementes de baixa qualidade com nenhuma proteção, o que certamente irá penalizar a produtividade da área.

Para reduzir o efeito da baixa qualidade das sementes, a tecnologia entra em ação com papel fundamental. Um bom exemplo são as sementes transgênicas, que inclusive já discutimos aqui e as chamadas sementes blindadas representadas pela tecnologia Soesp Advanced, desenvolvida pela Sementes Oeste Paulista (SOESP).

O que são sementes forrageiras blindadas?

Sementes blindadas são sementes que receberam tratamento em busca de maior resistência às intempéries a que sempre estão sujeitas. Ou melhor, podemos dizer que as sementes blindadas tem definição semelhante às sementes protegidas ou sementes adaptadas para determinada condição.

O tratamento das sementes terá como função protegê-las, no início do desenvolvimento da pastagem, de doenças e pragas que podem afetar o bom desenvolvimento inicial da planta.

A tecnologia Soesp Advanced é utilizada exclusivamente no tratamento de forrageiras tropicais. Andreza Cruz, assistente técnica de sementes da empresa, cita que esse tipo de tratamento é feito nas sementes de Panicum spp. e Brachiaria spp. Ela informa ainda que somente a brachiaria humidicola é excluída desse tratamento.

Vantagens das sementes forrageiras protegidas

A proteção irá beneficiar o usuário com sementes de alta pureza, já que quase não apresentam sementes de plantas invasoras, palha, terra ou sementes chocas. Com a limpeza, as sementes podem chegar a uma pureza média de 97%. “Nossa semente leva um tratamento com inseticida, fungicida e grafite que facilita seu plantio, garantindo alta pureza e uniformidade do plantio”, garante Andreza Cruz.

O tratamento recebido pelas sementes irá recobri-las, aumentando também sua resistência ao estresse mecânico causado pelas plantadeiras durante o plantio. O próprio produtor pode fazer um teste para observar esta vantagem: basta colocar um punhado de semente na mão e esfregar umas nas outras colocando pressão. Visualmente será observado que as sementes tratadas resistirão melhor ao esfregaço.

A uniformidade das sementes tratadas também é outra vantagem significativa. Por apresentarem sempre o mesmo tamanho, elas são mais facilmente adaptáveis às plantadeiras.

Andreza conta que as sementes tratadas de clima tropical da SOESP se adaptam a todas as semeadoras do mercado, inclusive avião, “isso resultará num plantio mais uniforme com menos perdas e maiores lucros”.

Por fim, a especialista cita que o tratamento garante a prevenção do ataque de pragas e pássaros. “Como não haverá quebra com o plantio (durante o atrito com o maquinário), a semente estará protegida do momento do plantio até o seu franco estabelecimento, diminuindo perdas e garantindo um estande de plantas mais uniforme”.

Sementes protegidas e sua relação com sistemas consorciados

Pelas qualidades já apresentadas, as sementes tratadas de brachiaria ou panicum podem ser utilizadas em diversos sistemas consorciados, gerando diversos benefícios.

  • O plantio pode ser consorciado com milho, onde há a introdução da terceira caixa na semeadora, com plantio em linhas alternadas ou à lanço;
  • Plantio com café, evitando perdas por erosão em áreas moradas;
  • Plantio de forragem para palhada antes da soja otimizando o sistema de plantio direto e;
  • Plantio entre eucalipto para maior desempenho animal e ganho na diversificação de produtos.

Os benefícios gerados pelos sistemas são inúmeros, como a melhoria geral da qualidade do solo pelas raízes da brachiaria, ciclagem de nutrientes, adição de matéria orgânica no sistema, diminuição de uso de agrotóxicos, além do claro benefício econômico (gerando maior renda).

Para Andreza Cruz, as sementes de forrageiras tropicais (tanto braquiária quanto panicum) também trazem grandes vantagens para os sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Isso porque tais sementes tratadas podem contribuir com a qualidade e proteção do solo com posterior aumento da produtividade da cultura seguinte.

Custos de implantação e tipo de solo: mudam com o uso de sementes protegidas?

Quem compra sementes protegidas compra essencialmente produtos puros e uniformes que irão fluir muito bem nas semeadoras facilitando as regulagens das máquinas existentes no mercado. Essa maior precisão, levará invariavelmente à uma redução de custos por hectare de pastagem, e claro, redução também no custo da mão de obra e no transporte das sementes.

Andreza Cruz concorda que  o custo de implantação geral será menor, mas muito variável. Segundo ela esse custo vai depender da forma de plantio, do grau de intensificação e do propósito da pastagem (palhada ou pastejo). Portanto, não há como precisar um número de economia ao utilizar tais sementes.

Por fim, assim como qualquer outra cultura, o solo deverá ser manejado corretamente para que a pastagem tenha uma boa formação. O manejo do solo vai variar quanto a espécie, condições do solo e fertilidade. “Não tem a ver com o tratamento da semente”, garante a profissional.

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