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Articles from 2016 In April


Associação Brasileira de Agricultura de Precisão é criada na Agrishow 2016

“A nova entidade nasceu de uma necessidade detectada pelos profissionais e empresas que atuam na área de agricultura de precisão. Seu objetivo é congregar pessoas físicas e jurídicas em torno de um dos segmentos que tem se tornado muito importante para o agronegócio”, afirmou o professor José Paulo Molin, da Esalq e eleito presidente da nova entidade.

A iniciativa de criar a associação partiu de um grupo de pessoas da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), formada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e terá atuação nacional. “Uma das primeiras ações da Associação será cuidar da organização da 7ª edição do Congresso Brasileira de Agricultura de Precisão, que acontecerá de quatro a seis de outubro, em Goiânia”, informou Molin, adiantando que após a criação, serão tomadas as providências para a regularização burocrática da entidade.

Além de Molin, também integrará a direção da nova entidade, o pesquisador Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentação e Fernando Torres, especialista no tema e gerente de produtos da Jacto, que atuará como conselheiro da associação. “O objetivo da associação é representar o setor de agricultura de precisão, que envolvem empresas, pesquisadores e estudantes. Nossa intenção é promover reuniões para discutirmos as ações na área, falarmos das evoluções e de como, juntos, podemos melhorar ainda mais o ambiente para o desenvolvimento das tecnologias que já estão no mercado”, comentou Torres.

A criação de uma entidade nacional do segmento de agricultura de precisão confirma a consolidação da expansão do segmento no agronegócio brasileiro nos últimos anos. Tal consolidação se reflete também na Agrishow 2016, com diversos expositores que estão expondo produtos e serviços, criando novas chances de negócios. Prova da importância que a área vem tendo para a feira é que todos expositores foram agrupados numa única área para facilitar a pesquisa do produtor.

Soluções de plástico para agronegócio são apresentadas na Agrishow 2016

Os visitantes da Agrishow 2016 têm a oportunidade de ver, na prática, a aplicação de soluções em plástico pra o segmento agrícola. No estande do PicPlast (PicPlast), estão cerca de vinte empresas que mostram, por exemplo, a água sendo coletada diretamente para a cisterna, para ser conduzida ao sistema de irrigação por gotejamento; a estufa estrategicamente colocada na área externa para mostrar a sua importância no cultivo; a eficiência das embalagens para o armazenamento de sementes e fertilizantes, bem como as coberturas de cultura em não tecido para evitar o ataque de pragas.

Uma iniciativa da Braskem em conjunto com a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), o PicPlast tem a oportunidade de promover seus produtos e reforçar a relevância do plástico em inúmeras aplicações destinadas ao agronegócio, que destacam benefícios como maior produtividade, redução de custo, otimização do uso de recursos hídricos e maior rentabilidade para o produtor.

Para o presidente da ABIPLAST, José Ricardo Roriz Coelho, o PICPlast tem um papel fundamental no desenvolvimento das empresas que fazem parte do setor. “Por meio de iniciativas como esta, as empresas têm a oportunidade de mostrar suas inovações, passando a atuar em oportunidades relevantes para o setor, mas que antes não faziam parte de suas estratégias. Quem ganha com isso são as empresas e a população, beneficiadas com produtos diversificados e com qualidade”, afirma.

Otimismo marca Agrishow 2016

O expressivo ganho de produtividade alcançado ao longo dos anos pela agricultura brasileira tem gerado empregos, produzido alimento para os 204 milhões de brasileiros e garantido exportações. E mesmo passando pela pior recessão dos últimos 80 anos, muitos empregos têm sido mantidos graças ao agronegócio. As teses do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do presidente da Agrishow, Fábio Meirelles, são reforçadas, por exemplo, pelo mercado de fertilizantes, cujas entregas alcançaram o maior volume da história do setor no primeiro trimestre de 2016.

Nem mesmo a alta do dólar tem reduzido o ânimo de quem pretende investir, pois a elevação da moeda norte-americana, por exemplo, favorece a venda de commodities- que é cotada em dólares. “A hora ideal para comprar é agora”, afirma o vice-presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Francisco Matturro. Outro fator de incentivo é que a taxa de juros das principais linhas de crédito para o setor é de 7,5%.

Animados com esse bom momento, participantes da Agrishow 2016, já realizaram boas vendas ainda no primeiro dia da feira:

  1. Atuando no segmento de cana-de açúcar e grãos, a Sollus vendeu 10 máquinas no dia 25 de abril;
  2. A Santa Izabel vendeu 25 máquinas;
  3. A fabricante gaúcha Rugeri MEC-RUL S/A vendeu 46 máquinas nas primeiras horas do dia.

Quer saber mais? Visite a Agrishow!

Aprenda o jeito certo de aplicar o “refúgio” para proteger soja e milho e reduzir custos na produção

Todos os anos fabricantes apresentam ao mercado novos herbicidas, sementes e cultivares. E agricultores buscam soluções de autoatendimento para suprir demandas de seus cultivos, como a frequente procura por sementes transgênicas junto ao Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Entretanto, segundo a própria Embrapa, o que muitos produtores não sabem, é que é possível trabalhar com o que já existe no mercado sem perder produtividade nem dinheiro: aplicando refúgio em suas plantações.

Basicamente, em uma plantação com tecnologia transgênica resistente a insetos-praga, é preciso inserir o refúgio, uma parte do cultivo, com material “comum”, não transgênico, a fim de manter a população de pragas sensíveis. O que preserva a eficiência daquelas sementes.

Sem essa técnica, porém, é possível que com o passar do tempo uma espécie de lagarta possa se adaptar à uma região de cultivo, depois de contínua multiplicação, aponta o pesquisador da área de Fitotecnia da Embrapa Milho e Sorgo, Emerson Borghi. E quem sai mais prejudicado nesse cenário é o agricultor. “As sementes representam 30% dos custos da produção”, comenta Borghi. Além disso, com a eventual perda da safra por causa de pragas, são necessários novos investimentos em pesquisas em novas tecnologias. O que acarreta um intervalo considerável de tempo até uma nova solução ser apresentada ao mercado.

Em 2015, no Mato Grosso, a Embrapa e a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja) constataram durante o Circuito Tecnológico - Etapa Milho que o refúgio era usado em 100% das propriedades visitadas, embora a maneira correta de utilizar a técnica não fosse totalmente compreendida pelos produtores.

De acordo com guia “Área de refúgio. Recomendações de uso para o plantio de milho trânsgenico Bt” da Embrapa Milho e Sorgo, o percentual da lavoura que deve ser plantado como refúgio depende do evento transgênico utilizado e devem ser obedecidas as regras da empresa registrante de cada evento. A área de refúgio não deve estar a mais de 800 m de distância das plantas transgênicas. Esta é a distância máxima verificada pela dispersão dos adultos da lagarta-do-cartucho no campo.

O material traz ainda três sugestões de áreas refúgios: duas para plantios que dependem exclusivamente de água da chuva, esses em formato ou quadrado ou retangular - e um, em formato redondo, para cultivos que utilizam sistema de irrigação de 360 graus.

Borghi ressalta que com a alta disponibilidade de híbridos de alta tecnologia – 284 cultivares de milho resistentes a insetos da ordem lepidóptera e/ou com resistência a herbicidas -, associados às boas práticas de manejo e ao uso de fungicidas e tratamento industrial de sementes para controle de sugadores, a garantia de proteção da lavoura é certa e as chances de sucesso altíssimas.

Software de gestão traça mapa de toda a cadeia produtiva e amplia a competitividade no agronegócio

Software de gestão traça mapa de toda a cadeia produtiva e amplia a competitividade no agronegócio

Já dissemos aqui no canal de conteúdo da Agrishow que o futuro do agronegócio está relacionado ao uso de tecnologias que atendam a necessidade de produzir mais com menos, o que também significa adotar soluções inteligentes como o software de gestão do negócio. Esse tipo de ferramenta é encontrado no mercado com diversos módulos de gerenciamento que vão desde o plantio até a distribuição da produção, passando pelo nível de pragas na lavoura e pelo controle de hora/máquina.

O software de gestão na agroindústria, essencialmente, faz o mapeamento de toda a cadeia produtiva da porteira para dentro, de olho no macro processo da propriedade: cultivo, trato, colheita e entrega. A partir do acompanhamento dos indicadores operacionais o empresário passa a entender melhor os custos da lavoura e consegue uma projeção mais refinada para as próximas safras.

“Essa é uma ferramenta de apoio ao planejamento e à ação, pois mede as atividades com dados concretos”, afirma Fábio Girardi, diretor do segmento de Agroindústria da Totvs. Produtores com pelo menos 1 mil hectares, em média, têm resultado com a utilização do recurso. “Menores só se tiverem alto valor agregado na produção”, pontua.

O controle chega a ocorrências para ajustar a produção, com acesso à informações em tempo real para reduzir eventuais desperdícios

É um grande engano dispensar um suporte desse nível por julgar a necessidade de uma estrutura onerosa de informática, já que as informações ficam hospedadas em servidores externos. É necessário ter apenas smartphone ou tablet e conexão à internet em algum ponto da fazenda para transmissão dos dados registrados no campo.

Módulos

Ainda dentro da gestão é possível administrar custos de produção, fluxo de caixa e identificar os principais indicadores para benchmarking. Uma função facilita o trabalho do departamento administrativo com informes de dados financeiro, fiscal, contábil, folha de pagamento, recursos humanos, compras e suprimentos. O controle chega a ocorrências para ajustar a produção, com acesso à informações em tempo real para reduzir eventuais desperdícios. “Amparado por tantas informações, o gestor consegue negociar melhor seu produto”, diz Girardi.

Indo além dos módulos de controle, existe a possibilidade de combinar soluções específicas para o segmento de atuação. Exemplo disso, o recurso de rastreabilidade garante identificar integralmente a produção e os insumos utilizados no processo, além de atendimento às exigências fiscais, sociais e regulatórias.

Infográfico - Como uma consultoria climática pode melhorar a produção no campo?

Um dos maiores especialistas em marketing no agronegócio destaca a importância do smart farming no futuro

Por que o smart farming será importante no futuro-tejon novo

Para responder a essa e outras perguntas importantes sobre os próximos caminhos da agricultura e como chegar até lá, o blog da Agrishow conversou com José Luiz Tejon Megido, coordenador do Núcleo de Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing da ESPM/SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing, São Paulo) e um dos grandes especialistas em marketing no agronegócio.

Na opinião de Tejon, o futuro é agora, e os profissionais do agronegócio deverão, cada vez mais, ter acesso ao termo que muitos já ouviram falar “Big Data”, não só para conhecer os dados, mas interpretá-los bem para trabalhar com este recurso. Isso significa desenvolvimento constante e aprendizado diário. “Para isso, precisaremos de novos líderes, que deverão ser pedagógicos. Isso, porém, não vai deixar a agricultura mais ‘digital’. Ela será natural e compreensiva. Digital é apenas um nome que não fará mais sentido para as gerações do futuro”, diz.

1-Smart Farming está relacionado à agricultura de precisão?

O conceito de Smart Farming significa a agricultura inteligente associada à agricultura de precisão, ao Genetic Design, à revolução do grafeno e ao elevado conhecimento científico, incluindo a inteligência artificial que será fundamental não apenas para grandes fazendas, mas para microempreendedores no agronegócio.

2-Por que ela será importante no futuro?

Não conseguiremos entregar no futuro quantidade e qualidade de alimentos, nem energia, fibras ou mesmo a madeira com responsabilidade social, empreendedorismo e cooperativismo sem alta tecnologia aplicada e simplificada. Isso vai reter e atrair jovens para o novo campo e, ao mesmo tempo, trará o campo para dentro dos grandes centros urbanos. Será o que a ciência e a tecnologia irão permitir: uma multiplicação não apenas do pão, mas dos meios pelos quais faremos o pão.

3-Quão longe está esse futuro? Ele é de curto, médio ou longo prazo?

 Ele já existe e agora o novo lema é: “O presente é o resultado do futuro”. Ele já está aqui! Já temos o acesso a esse conhecimento, temos genética programada para os próximos dez anos, possuímos máquinas dos próximos dez anos, nutrição de plantas, animais, e tudo isso integrado a uma base de dados. Já formamos jovens nesse caminho, como por exemplo na Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia com a Fatec (Faculdade de Tecnologia), na cidade de Pompéia (SP), e esse estudo e conhecimento passa a ser essencial.

4-O que precisamos fazer para estarmos preparados?

Prestar atenção no que evolui, no que já está conectado com o futuro e seguir esses caminhos e essas pessoas nos transformam no resultado dos seres humanos que seguimos e admiramos. A resposta sobre o futuro significa uma boa escolha de com quem vamos para esse futuro...

5-Que conhecimentos deverão ser desenvolvidos?

Computação de dados, descobertas operacionais a partir de novos condutores, como o grafeno, por exemplo. Competência para liderança e gestão de saberes diversos; compreensão dos sensores e toda sensibilidade que geram, além do forte talento para comunicar, ensinar e aprender o tempo todo. O novo gestor, o novo líder precisa ser pedagógico.

6-Quais os impactos que a Smart Farming vai causar na agricultura?

Irá atrair novos profissionais, gente de formações distintas e diversas; irá criar companhias de um verdadeiro “facility“ rural, pois o novo agronegócio será uma montadora de sustentabilidade intensiva. Irá deixar muitos fora do futuro, principalmente aqueles que não tiverem por vocação a curiosidade e a vontade de se renovarem a cada dia. Irá também permitir o pequeno e o microempreendedor rural. Significará uma legítima possibilidade de capilaridade e de evolução do local farming, por exemplo. E significará uma mais perfeita orquestração das cadeias produtivas de valor através das conexões que os sistemas irão viabilizar. Isso resultará em maior segurança para todos os agentes envolvidos.

7-Como o Brasil está caminhando para o conceito de Smart Farming?

Caminhamos com exemplos já existentes na rastreabilidade, por exemplo, o projeto RAMA (Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos), da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), realizado por uma jovial start up chamada Paripassu. Já existe nos esforços de aprendizado da telemetria das máquinas, como no grupo Amaggi, e segue já nos 11% mais engajados e conscientes do agronegócio. Têm nas cooperativas que evoluem e em algumas instituições educativas que estão a frente do tempo. Da mesma forma, na gestão e no marketing, como no MBA que a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), criou com a Faculdade Audencia Nantes, na França, tratando da gestão de toda a cadeia produtiva do agronegócio, com jovens do planeta inteiro.

8-E quais nossos maiores desafios?

Os maiores desafios: foco e vontade de aprender. O foco para não sermos desviados pelas distrações e da vontade de aprender, pois seremos o que iremos conhecer a cada dia do futuro, e para isso precisa manter um espírito infantil e de juventude, a fonte eterna que habita dentro de cada ser humano. Aprender, aprender para fazer, fazer e aprender com o que se faz... Além de se divertir, claro.

Desafios e vantagens do cultivo protegido no Brasil: como se preparar para usar a técnica?

Processo desenvolvido em Israel, o cultivo protegido não é considerado, exatamente, uma novidade no País. Depois de uma primeira tentativa em que sua adoção não foi sustentável, houve uma pausa e, nos últimos dez anos, a técnica vem sendo aplicada de maneira mais intensiva. Porém, por ser uma tecnologia relativamente nova, ainda não está sendo utilizada tão rapidamente quanto se gostaria.

Parte dessa demora é porque faltam técnicos agrônomos treinados na prática para ajudar o produtor, plástico para as telas e, ainda, tecnologias apropriadas para países tropicais e regiões quentes como Manaus (AM) e Belém (PA), onde crescem os cultivos de hidropônicos. Esse desafio em adaptar o cultivo protegido no País deve-se à nossas motivações: proteger a plantação da chuva, pragas, insetos e luminosidade excessiva, enquanto países como Israel, Espanha e Holanda querem evitar o frio extremo. É o que explica o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Hortaliças, Ítalo Guedes.

Contudo, mesmo com essas adaptações, as vantagens do cultivo protegido são inúmeras:

1 - As telas funcionam como uma barreira contra a entrada de insetos nas plantações, facilitando o controle biológico de pragas e até mesmo doenças. Caso uma lagarta esteja entre as plantas, é possível inserir vespas ali, que não oferecem riscos ao plantio e eliminam a lagarta. No caso de fungos ou pragas, é possível usar bactérias que atacam as pestes. Tudo isso com impacto ambiental quase nulo.

2 - Além das doenças, as estufas protegem hortaliças e frutas, ou quaisquer que sejam as plantações ali cultivadas de condições adversas do clima. No entanto, é preciso atenção com a temperatura interna das estufas, para que eles não fiquem quentes demais.

3 - Com a transferência do plantio do campo aberto para ambiente fechado, há uma racionalização do uso de recursos como água e fertilizantes, tornando-os mais eficientes e econômicos. No caso do cultivo protegido convencional, é realizada apenas uma aplicação de agroquímicos ante quatro ou cinco em plantações comuns, pois não há vento ou chuva para “lavar” a plantação, aponta Guedes.

4 - A irrigação no cultivo protegido convencional também se torna maior devido ao gotejamento.

5 - No caso do cultivo protegido de hidropônicos e semihidropônicos, a irrigação é ainda mais eficiente e econômica, pois são usadas as quantidades exatas direcionadas para as raízes das plantas. E assim, perde-se pouco por evaporação.

6 - Segundo o pesquisador da Embrapa, ao final desse processo há produtos considerados mais limpos, seguros e de melhor qualidade, com um apelo visual mais atrativo junto ao consumidor. “O brasileiro compra muito pela aparência”, diz.

Entretanto, há ainda desafios a serem vencidos:

1- O mesmo consumidor que busca produtos mais limpos, seguros e com visual agradável, desconhece, de maneira geral, essas qualidades em alimentos cultivados em estufas. Mas para Guedes, isso é uma questão a ser trabalhada por profissionais de marketing.

2- É importante que o produtor busque informação - em parte, devido à falta de profissionais para ajudá-lo - e que já tenha experiência com a cultura que pretende trabalhar.

3- Pensando na manutenção da estrutura da estufa que tem vida útil de aproximadamente 15 anos, é importante optar por locais com baixa incidência de ventos, boa luminosidade e pouca sombra, distante de regiões que possam ser alagadas e se instalar próximo a lugares com bom acesso à energia elétrica e dos centros comercializadores.

Da captação ao controle de distribuição: conheça inovações que reduzem até 40% do consumo de água para irrigação e serão destaque na Agrishow 2016

Considerada a maior vitrine de inovações para o agronegócio brasileiro, a Agrishow 2016, que acontece entre os dias 25 e 29 de abril, em Ribeirão Preto, São Paulo, reúne diversas novidades no quesito irrigação. Da captação ao controle de distribuição, algumas prometem, inclusive, reduzir o consumo de água em até 40%.

Fundamental, não só por ser um conjunto de operações necessário ao atendimento das necessidades de água para as plantas, bem como eliminar seus excessos, a irrigação é um ponto importante de atenção dos produtores, por isso, vale ficar atento ao que vem por aí.

Captação de água com energia solar é a tecnologia trazida pela Anauger. A solução funciona com captação de irradiação da luz do Sol via módulo fotovoltaico, transformada em potência elétrica por driver e tem a bomba acionada. Quando maior a incidência da luz mais líquido é bombeado.

Enquanto houver sol, haverá água e quanto maior a incidência solar, mais líquido será bombeado. Cerca de oito mil litros por dia podem ser bombeados. Segundo a empresa, os agricultores que utilizam esse equipamento conseguem expressiva redução no uso de energia elétrica e podem captar grandes quantidades de água em dias ensolarados, além de aumentar a produtividade, já que podem instalar a bomba em locais afastados.

Na área de irrigação, a Amanco lançará sua nova linha de microaspersores MF2, voltada para os mais diversos tipos de culturas que necessitam de um sistema de irrigação localizada por microaspersão. Os produtos são utilizados como emissores em irrigação de plantas frutíferas, como laranja, uva, mamão, entre outras e estufas, funcionam com pressão a partir de 1,2 kgf/cm² até 3,0 kgf/cm². O microaspersor gera um menor consumo de água e fertilizante por irrigar somente onde está a raiz da planta, auxiliando também na economia de energia elétrica do sistema de bombeamento.

A Bauer mostrará seus sistemas de irrigação, sua solução para gerenciamento da irrigação e seu sistema de tratamento de águas residuais agrícolas e não agrícolas. Um desses produtos é o Sistema 9000, solução de irrigação com pivô central e controle de GPS integrado, cuja distância entre eixos da torre oferece estabilidade mesmo sob ventos fortes e condições climáticas extremas. Com exclusivo sistema de controle de alinhamento, que garante precisão e facilidade de operação, é adaptado a diferentes tipos de solo e cultura e tem como vantagens o baixo consumo de água e energia e a gestão otimizada da irrigação.

Dentre a a gama de tecnologias de irrigação e linhas de produto da NaanDanJain, vale destacar inclui tubogotejadores, microaspersores, aspersores, acessórios e projetos completos, entregando soluções personalizadas em sistemas de irrigação que impactam positivamente o resultado final.

O novo sistema de irrigação por gotejamento com controle e gestão automatizados, e monitoramento em tempo real, será o destaque da Netafim. A empresa garante que o sistema gera economia de água, fertilizantes e mão-de-obra. Com isso, o produtor rural poderá controlar à distância todo o processo de irrigação e nutrirrigação - que é a técnica de levar a solução nutritiva junto da água, na mesma tecnologia gota a gota. O lançamento utiliza tubos flexíveis que otimizam o projeto de irrigação e facilitam as atividades operacionais e de armazenamento.

Já a Rain Bird apresentará aos visitantes da Agrishow 2016 seus sensores de umidade de solo SMRT-Y, que proporcionam uma economia de água acima de 40%, uma vez que monitora com precisão os níveis de umidade em termos absolutos ao invés do modo relacional, não sendo afetados pela temperatura do solo ou condutividade elétrica. O dispositivo verifica as condições de solo a cada 10 minutos, permitindo que a operação do ciclo de rega aconteça apenas quando a umidade da zona radicular cair abaixo do limite definido. Com isso, ele elimina a rega desnecessária, permite ao solo dizer quando a rega é apropriada, preservando, assim, água em muitas aplicações.

No estande da Tigre Tubos e Conexões, os produtores rurais poderão ver a linha de tubos e conexões para sistemas de irrigação fixos, semifixos, portáteis e agropecuários. Como benefícios para o produtor rural, a linha de produtos apresenta alta resistência, durabilidade e confiabilidade, além de ser de rápida e fácil instalação, promovendo, dessa maneira, tranquilidade, segurança e economia para seu usuário.

Por fim, a Valley Irrigação mostrará uma novidade para pequenas e médias áreas, o Pivô 5 Polegadas Valley, voltado para irrigação de baixo custo para áreas de até 40 hectares. Entre os diferenciais está a facilidade de controle e monitoramento, que simplifica a operação. Outra novidade da empresa é o lançamento do Consórcio Valley, para facilitar aos produtores rurais a aquisição de pivôs.

Mais novidades você confere na Agrishow 2016.

Saiba como El Niño interfere na agricultura

El Niño é um fenômeno climático global que acarreta em alterações na circulação atmosférica do planeta, mas precisamente na célula de Walker. Essa situação acaba provocando mais chuva sobre algumas áreas e menos chuva sobre outras, o que afeta diretamente diversos ramos econômicos como o varejo, o mercado de energia e principalmente a Agricultura.

Neste vídeo você entende um pouco mais sobre os efeitos do El Niño sobre a produção agrícola. Dê play e confira.