Agrishow faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2019 In March


Agrishow 2019 é palco de soluções para agricultura 4.0

Agrishow 2019 é palco de soluções para agricultura 4.0

Um dos maiores desafios para transformar a agricultura 4.0 em realidade é a conectividade. Esse obstáculo, porém, é oportunidade para diversas startups que podem desenvolver soluções. Durante a Agrishow, dez startups ligadas ao agronegócio e dedicadas à conectividade no campo vão apresentar inovações para o segmento na Arena de Inovação.

Dentre as soluções apresentadas pelas startups estão automatização agrícola, sistemas e drones de pulverização, drones para captação de dados e imagens, plataforma para instalação de painéis solares, APP de gerenciamento de pessoas e gestão de fazendas, sistema de informação em tempo real para pecuária e soluções tecnológicas embarcadas em campo.

“Isso é fundamental, pois no Brasil é realidade a conectividade embarcada em equipamentos como tratores, colheitadeiras, pulverizadores. As startups são fundamentais na criação de aplicações que facilitem essa comunicação e agreguem valor aos equipamentos, ao processo e ao próprio negócio”, diz Francisco Matturro, presidente da Agrishow 2019.

Também sobre tecnologia, o presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), João Marchesan, comenta que em um stand no centro da Agrishow será exposto o BDCA (Banco de Dados Colaborativo do Agricultor), uma ferramenta de Big Data em nuvem do campo, onde ficam armazenadas todas as informações obtidas pelos diversos equipamentos e sensores para utilização em todas as análises necessárias na moderna agricultura.

O produtor pode ainda conhecer mais novas tecnologias e adquirir mais conhecimento relevante para seu dia a dia na Arena do Conhecimento, a nova área de plantio e tratos culturais de hortifrúti na Arena de Demonstrações de Campo - com mais de 6 mil m² -, além da Arena do Produtor Artesanal, que vai reunir a cadeia de produção de alguns segmentos, ressaltando o valor agregado do produto final.

Marchesan lembra que a Agrishow oferece tudo o que o produtor rural necessita ao seu negócio, sendo, portanto, a principal vitrine de lançamentos e palco das tendências e tecnologias do agronegócio, responsáveis pelo expressivo aumento de produtividade alcançado pelo campo, e que a feira contribui fortemente para a tomada de decisão dos usuários de máquinas e implementos agrícolas.

Serviço

Agrishow
De 29/04 a 03/05 – todos os dias das 08h00 às 18h00
Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira km321 - Ribeirão Preto (SP)

Caravanas:

A Agrishow possui um sistema de vendas de ingressos antecipados para caravanistas. Se você possui um grupo a partir de 15 pessoas, organize sua caravana e ganhe o seu ingresso de organizador de grupo. Lembrando que todos os integrantes precisam estar devidamente cadastrados no sistema.

Vale a pena investir em silagem de milho?

Vale a pena investir em silagem de milho?

Chegando ao fim do verão as chuvas começarão a se tornar menos regulares e o período de seca se tornará mais recorrente. Por isso, muitos pecuaristas já começam a preparar sua silagem para alimentar o rebanho durante o período.

Considerada uma das estratégias mais interessantes para enfrentar o período da seca, a silagem, principalmente a de milho, é adotada por muitos pecuaristas. Mas sempre fica aquela questão: realmente vale a pena investir em silagem para alimentar os animais?

Apesar de suas significativas vantagens na alimentação animal no período das secas, a silagem é uma das forragens mais caras, além de necessitar de uma produção baseada em um planejamento bastante criterioso, o que, por muitas vezes, pode torná-la não vantajosa.

Para saber mais sobre as vantagens do uso da silagem de milho e as recomendações que devem ser seguidas para uma boa produção, conversamos com André Pedroso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste e especialista no assunto.

Vale a pena produzir silagem? Faça contas para saber!

No meio pecuário a silagem sempre foi uma das melhores opções para garantir uma forragem de boa qualidade nutricional com boa aceitabilidade pelo gado no período das secas, mantendo bons níveis de produção.

Mas apesar de muito utilizada, a silagem, seja ela de milho, sorgo ou qualquer outro tipo, ainda é uma das forragens mais caras e, por isso, a decisão para a sua produção precisa ser planejada com muito critério.

Às vezes a adoção não se justifica. Depende do tamanho e nível de produção do rebanho, da topografia, da capacidade de investimento em máquinas, entre outros fatores”, afirma Pedroso.

Assim, para tomar a decisão correta, o pesquisador da Embrapa ressalta que é preciso fazer contas antes de qualquer outra ação.

De acordo com o pesquisador, há situações onde o pecuarista pode adotar soluções mais baratas que atendam sua necessidade com eficiência. “Há situações em que é mais vantajoso o pecuarista optar pela cana-de-açúcar ou outro volumoso de custo mais baixo, priorizando uma alimentação de menor risco e menor custo”, diz.

Além disso, Pedroso alerta que nada adianta pensar em produzir uma silagem, considerada cara, se ela apresenta qualidade ruim quando oferecida aos animais.

Problemas mais comuns na produção de silagem de milho

Como já salientado, não será interessante - do ponto de vista econômico e de qualidade - produzir uma silagem se ela apresentar problemas durante sua produção que influenciem negativamente com sua qualidade.

Segundo Pedroso, um dos problemas mais frequentes na produção de silagem de milho está no uso do milho colhido antes da hora.

Nessa situação, ocorre um processo conhecido como fermentação butírica, com um odor forte característico e corrimento de efluentes. As proteínas e energia da silagem se perdem e o animal não consome o alimento como deveria”, explica o pesquisador.

Outro problema comum relatado por Pedroso é a colheita tardia, ou seja, quando o milho apresenta teor de matéria seca muito excessivo. “Nesse caso haverá dificuldade na compactação, e muitas vezes a presença de bolsões de ar. Com isso, pode ocorrer a formação de mofo – visível ou não”, afirma.

Outro indicador desse problema é o aquecimento além do normal da silagem, provocando um processo chamado de “caramelização” do açúcar presente na forragem. Quando isso ocorre, se presencia alteração na cor da massa. “A silagem fica escura e exala um odor agradável, semelhante a chocolate, mas a qualidade é muito ruim”, reforça o pesquisador.

Como fazer uma silagem de milho de boa qualidade?

De acordo com o pesquisador da Embrapa, para que a silagem apresente a melhor qualidade possível é fundamental que todo o processo seja corretamente planejado e executado. Segundo ele, não se deve apenas planejar a colheita, a picagem ou o armazenamento, deve-se pensar e planejar tudo que envolve a produção da silagem.

O pecuarista precisa ter consciência e produzir a lavoura de milho baseada boa qualidade, como se fosse para a produção de grãos mesmo. Uma lavoura de milho de baixa qualidade vai afetar a produtividade da silagem, aumentando o custo final do produto”, explica Pedroso.

Segundo o pesquisador, um dos cuidados que devem ser tomados é a correta definição do ponto de colheita. “O milho deve ser colhido quando a metade superior dos grãos está no ponto farináceo e a metade inferior ainda leitosa”, explica.

Isto geralmente ocorre 30 dias após o “ponto de pamonha”, sendo que as palhas externas das espigas normalmente já se encontram amareladas e os grãos do meio das espigas estão dentados”, diz o pesquisador.

Depois de definido o ponto de colheita, o pesquisador explica que o produtor precisa estar atento ao maquinário que ele vai utilizar. “As máquinas devem estar bem reguladas para uma picagem uniforme. O tamanho das partículas deve ser entre 0,5cm e 1cm. Por isso as lâminas devem estar sempre bem amoladas”, explica.

O próximo passo é o enchimento e compactação do silo. Esse processo deve ocorrer da forma mais rápida possível, independentemente do tipo de silo que for utilizado. Além disso, a distribuição da silagem precisa ser constante, bem como a compactação de camadas finas. As camadas de milho picado devem ter no máximo 30 centímetros a 40 centímetros de espessura e todas precisam estar muito bem compactadas.

Portanto, a silagem pode sim ser uma ótima opção de alimentação para o gado, desde que sejam realizadas contas e os processos sejam criteriosamente bem planejados.

Como preparar o solo para a rotação de culturas?

Como preparar o solo para a rotação de culturas?

Considerada um importante aliado do Sistema de Plantio Direto (SPD), a rotação de culturas é uma prática agronômica que consiste na alternância planejada de espécies em determinada área ao longo dos anos. Especialistas consideram a rotação de culturas como uma das formas mais eficientes de reduzir os impactos ambientais decorrentes da monocultura, pois melhora as condições físico-químicas e biológicas do solo, além de, quando bem realizada, contribui para reduzir a incidência de doenças, plantas daninhas e pragas (favorecendo a quebra do ciclo de vida delas).

Porém, para que tenha a eficiência esperada, a rotação de culturas exige que o produtor demande alguns cuidados e, dentre eles, especialistas relatam que o mais importante é saber preparar o solo da forma correta.

Análise completa do solo: essencial para iniciar a rotação de culturas

Todo tipo de manejo do solo, como é o caso da rotação de culturas, consiste num conjunto de operações que objetivam propiciar condições favoráveis ao desenvolvimento das plantas cultivadas. Nesse sentido é consenso que o preparo do solo é a primeira e mais importante operação deste conjunto de operações.

Quando usado racionalmente, o preparo do solo pode permitir uma alta produtividade da rotação de culturas, entretanto quando usado de maneira incorreta, pode rapidamente levar o solo à degradação, diminuindo paulatinamente o seu potencial produtivo.

Por isso, o doutor em produção vegetal e professor dos cursos de agrárias da Unoeste de Presidente Prudente (SP), Paulo Claudeir Gomes da Silva, explica a análise do solo deve sempre ser a primeira ação quanto da adoção da rotação de culturas.

No âmbito do preparo do solo, deve ser feita, antes de tudo, toda uma análise de solo, além da verificação para identificar se a área está compactada. Caso esteja, recomenda-se preparar o solo e, assim, fazer a incorporação do calcário e do gesso e para que nos demais anos agrícolas seja possível realizar o plantio direto”, diz o professor.

Silva explica ainda que caso a área não esteja compactada, pode se iniciar com plantio direto e a correção feita superficialmente. Mas neste caso, o professor da Unoeste explica que esse procedimento precisa ser feito com antecedência. “Recomenda-se ao menos 6 meses antes do início do plantio”, diz.

Já a decisão sobre mecanizar ou não, deve ser analisada criteriosamente pelo produtor, onde ele deve considerar diversos fatores que irão contribuir para o sucesso do seu planejamento.

A importância do planejamento eficiente

Para que atinja seu sucesso e tenha a máxima eficiência, a implantação da rotação de culturas demanda um ótimo planejamento por parte do produtor. “Somente assim irá se promover na superfície do solo, a manutenção permanente de uma quantidade mínima de palhada deve ficar entre 3 e 5 t/ha”, explica da Silva.

O professor ainda explica que todo esse planejamento para a rotação de culturas irá se basear em algumas etapas de suma importância. Entre as etapas mais importantes, ele cita:

  • Análise de solo que seja representativa de toda a área;
  • Calagem e gessagem;
  • Escolha adequada das culturas, mediante a região em que se encontra;
  • Planejamento antecipado;
  • Execução;
  • Orientação técnica; e
  • Avaliação das metas.

O produtor quando realiza a rotação de culturas, pode começar pelo sistema convencional caso sua área esteja compactada, mas os próximos cultivos serão realizados no sistema de plantio direto”, recomenda Silva.

O professor explica que assim será possível manter um bom volume de palha no solo (material orgânico) para que o processo de decomposição transforme e aumente a quantidade de matéria orgânica no solo.

Qualquer solo aceita a rotação de culturas

Uma dúvida bastante comum entre agricultores e produtores rurais é saber se a rotação de culturas será eficiente em qualquer tipo de solo. A resposta de Silva é: SIM! Segundo o doutor, desde que haja bom preparo e planejamento qualquer solo pode receber o sistema de rotação de culturas. Mas ele faz uma ressalva:

O que temos que nos atentar é a região do país em que estamos. O Brasil é muito extenso, por isso temos diferentes condições climáticas como temperatura, distribuição de chuvas, altitude referente ao nível do mar e muitas outras variáveis que precisam ser corretamente consideradas”.

Para ele, tais fatores influenciam significativamente nas escolhas das culturas para se planejar a rotação de cultura em sua área e obter excelentes resultados referente a conservação do solo e econômico.

Dessa forma com um bom preparo do solo, com o passar dos anos, o produtor conseguirá obter um melhor desempenho das cultivares utilizadas, principalmente em virtude da maior eficiência na absorção de nutrientes e menor sensibilidade dessas plantas a estresses de umidade, por exemplo.

04 dicas certeiras para você turbinar as vendas

04 dicas certeiras para você turbinar as vendas

Rodrigo Capella*

Se antes a venda de um determinado produto ocorria de forma rápida, principalmente, entre um gole e outro de café, hoje você enfrenta grandes dilemas e precisa se atentar a cada detalhe durante qualquer negociação, por mais simples que pareça ser.

Neste cenário, orientações, ferramentas e procedimentos são de grande valia e tornam-se fundamentais para o sucesso ou o fracasso de uma comercialização. Confira a seguir 04 dicas certeiras para você turbinar as vendas:

1) Transforme a sua propriedade em uma empresa

Foi-se o tempo em que você exercia somente as atividades de plantar, colher e vender. Atualmente, você precisa ser um verdadeiro gestor de sua propriedade, caso contrário poderá ir à falência. A primeira dica é: transforme a sua propriedade em uma empresa. Para tanto, faça um planejamento minucioso de todas as atividades a serem executadas, contemplando, os investimentos, pagamentos e expectativas de retorno, entre outros pontos. Controle rigorosamente os custos e tenha como hábito prever receitas futuras. Isso ajudará diretamente em uma maior lucratividade da produção.

2) Invista em tecnologia

Não, não é possível mais adiar. Se você ainda não investiu em tecnologia, esta é sua última chance. Adquira ferramentas que lhe darão suporte para administrar safra e estoque, e também para acompanhar a colheita. Se preferir, baixe aplicativos no celular ou tablet. Muitos deles ajudarão a corrigir rotas e a tomar a melhor decisão. Acesse também sites que abordam o mercado internacional e as tendências do agro, e conheça os ambientes digitais de vendas de mercadoria. Vários canais propiciam o contato direto com varejistas, o que poderá aumentar a sua margem de negociação.

3) Participe de cursos e treinamentos

Vendas e conhecimento estão totalmente interligados. Quanto mais conhecimento você tem, melhor será a sua venda. Participe de cursos e de treinamentos com abordagens diversas, como técnica e motivacional. Se você acha que este investimento pode ser caro, aqui vai uma boa notícia: agroindústrias de diversos segmentos oferecem cursos e treinamentos gratuitos em agrorevendas ou durante eventos específicos. Faça uma ampla pesquisa e encontre o que irá atender melhor as suas expectativas.

4) Aposte no mercado futuro

No mercado futuro, é comum as negociações envolvendo café, soja, frutas, milho, arroz e boi gordo, entre outras possibilidades. Na Bolsa de Valores, os participantes assumem o compromisso de comprar ou de vender determinada quantidade de produto em uma data futura, mas com um preço já estipulado. Com o contrato futuro, é possível minimizar os riscos relacionados ao preço do produto e ainda organizar melhor as receitas, prática fundamental para se tornar um bom gestor da propriedade.

Agora que você leu cada uma das dicas, avalie, com cautela, quais são as mais interessantes para você. Afinal, ninguém conhece melhor a sua propriedade e as suas reais necessidades do que você mesmo. Boa sorte e lembre-se sempre de uma frase atribuída a Albert Einstein: “insanidade é fazer sempre a mesma coisa várias e várias vezes esperando obter um resultado diferente”

(*) Rodrigo Capella trabalha com agronegócio desde 2004 e é palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing. Tem artigos sobre agronegócio publicados no Brasil e no exterior e é autor de vários livros, entre eles “Como turbinar as vendas de uma empresa de agronegócio com ações de marketing e comunicação”.

PSA é alternativa para manter a saúde da terra

PSA é alternativa para manter a saúde da terra

Para incentivar o homem do campo a adotar práticas conservacionistas em sua propriedade, pesquisadores da Embrapa Solos (RJ) uniram-se a colaboradores de outros centros de pesquisa da Empresa e parceiros externos - Agência Nacional de Águas (ANA), The Nature Conservancy (TNC) e Fundação Boticário. O objetivo é mostrar as vantagens do Pagamento por Serviços Ambientais Hídricos (PSA Hídrico).

Trata-se de um instrumento de compensação que está se tornando mais comum no Brasil e que, no campo, contribui com a provisão de serviços ambientais, valorizando o papel do produtor na conservação, premiando aqueles que conservam os solos, protegem as matas e recuperam nascentes e matas ciliares.

Para orientar os produtores, pesquisadores da Embrapa Solos produziram o “Manual para Pagamento por Serviços Ambientais Hídricos: seleção de áreas e monitoramento”, que está sendo seguido por comunidades do Rio de Janeiro e é exemplo do programa Produtores de Água e Floresta (PAF).

“A publicação apresenta os três conjuntos de métodos capazes de nortear uma iniciativa em PSA Hídrico: seleção de indicadores, monitoramento e seleção de áreas prioritárias”, explica a pesquisadora da Embrapa Solos Rachel Bardy Prado.

O PAF teve início em 2007, com produtores das microbacias do Rio Guandu, responsável pelo abastecimento de 80% da água consumida na cidade do Rio de Janeiro e nos demais municípios localizados em sua região metropolitana.

Os produtores começaram a utilizar muitos dos métodos e conhecimentos obtidos com a pesquisa e compilados no manual, a partir de parcerias com diversas instituições do Rio de Janeiro. Os resultados foram animadores. “No primeiro momento, a chegada do PAF trouxe emprego para a comunidade, já que nós mesmos fomos encarregados do cercamento das áreas e do preparo do terreno”, conta Benedito Bernardo Leite Filho, representante de um quilombo no distrito de Lídice (Rio Claro, RJ). “O programa melhorou a qualidade da nossa água, os rios não ficam mais assoreados. Além disso, o aumento do turismo trouxe renda e emprego para a comunidade”, conclui Benedito.

Os pesquisadores lembram que a crise hídrica vem se agravando com o passar do tempo e órgãos públicos e privados do mundo inteiro procuram soluções que possam pelo menos minimizar o problema. Não é de hoje que a população mundial vem recebendo alertas quanto aos riscos de uma grande crise hídrica.

No Brasil, metrópoles como São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com milhões de habitantes, necessitam de enorme quantidade de água no seu cotidiano. Os cariocas, por exemplo, consomem 330 litros de água por dia. A ONU diz que 110 litros seriam suficientes. A crescente demanda por água pela população urbana e rural é grande e exerce pressão sobre os mananciais, localizados, muitas vezes, em áreas rurais. Dessa forma, o manejo da água pelo produtor rural é fundamental para a manutenção e abastecimento do recurso.

 

O manual

 

A fim de buscar subsídios para a elaboração do manual e consolidar parcerias, foram realizados quatro eventos sobre o tema, que reuniram 66 instituições (governamentais, universidades, institutos de pesquisa e ONGs). “Elaboramos uma metodologia para a seleção de indicadores para o monitoramento dos PSA Hídricos”, recorda a pesquisadora da Embrapa Solos Ana Paula Turetta. “A metodologia foi validada em um workshop, que contou com a participação de mais de 40 especialistas relacionados aos diferentes serviços ambientais associados à água, além de atores envolvidos com a implementação e gestão de diferentes tipos de iniciativas de PSA Hídrico no Brasil”.

Além disso, foram visitadas iniciativas de PSA Hídrico nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo buscando identificar demandas de pesquisa para tornar esse instrumento mais robusto e aproximar a ciência da tomada de decisão, bem como conhecer a realidade de implementação do PSA Hídrico em campo.

Uma questão que ainda levanta dúvidas a respeito do tema é quem “paga” ao produtor rural. “A remuneração ao produtor pode vir de um setor ou indivíduo disposto a pagar pelos serviços ambientais prestados. De um modo geral, no Brasil essas fontes de pagamento de PSA Hídrico podem ser divididas em quatro categorias. No primeiro caso, os Comitês de Bacias Hidrográficas destinam recursos que vêm da cobrança pelo uso da água. Na segunda categoria os estados e municípios criam uma legislação que permite o uso de recursos públicos para o pagamento. O terceiro caso é quando o setor privado se convence da importância da água para sua produção, como é o caso das indústrias de bebidas, e resolve pagar para ter água de qualidade. E a última categoria envolve as empresas de abastecimento de água, que pagam incentivando boas práticas ambientais para melhorar a qualidade da água e reduzir os custos de tratamento”, esclarece Fernando Veiga, da The Nature Conservancy.

China, consumidores globais e vontades iguais

China, consumidores globais e vontades iguais

Prof. Dr. José Luiz Tejon*

Todos temos uma ideia aproximada da expansão da China, crescendo em média, 9,7% ao ano desde 2000.

A China tem quase 100 firmas dentre as 500 maiores do mundo, e tem o 2° maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, em busca de ser o primeiro.

Sua população de 1 bilhão e trezentos milhões de pessoas, era predominantemente rural, e hoje metade está no campo. Significa 600 milhões de pessoas nas cidades chinesas.

A outra metade precisa ser mantida e suportada em micro e pequenas propriedades rurais com baixíssima produtividade, o que então obriga o governo chinês a taxar produtos de outros países para que possa haver a mínima condição competitiva para os micro e pequenos produtores chineses.

Mesmo assim, no setor de hortaliças, frutas, legumes, pescados e especiarias, a China tem conseguido exportar cerca de US$ 95 bilhões de dólares, ficando ali, cabeça a cabeça com o total das exportações brasileiras.

Enquanto o Brasil vende cerca de US$ 36 bilhões de dólares para a China, seguem os poderosos incômodos das guerras comerciais, onde numa tacada só Donald Trump fala de tirar um pedido de US$ 30 bilhões de uma só vez para os americanos, lá do cliente chinês.

No Brasil, demos saltos e crescemos. Porém, está na hora de parar de olhar só para a carruagem e prestar atenção nos cavalos que a puxam, nas novas locomotivas. Num mundo disruptivo, onde consumidores de tudo o que é originado nos campos quer agora ser educado, informado, seduzido e persuadido pelo conceito de conveniência, de prazer, de saúde, segurança e de natureza.

Assim, o agribusiness, que somadas todas as suas cadeias produtivas, desde a tecnologia que as origina, passando pelos 1 bilhão e meio de produtores rurais do mundo, e indo buscar valor adicionado na agroindústria, serviços, comércio e poderoso marketing, reúne mais de US$ 17 trilhões de dólares, onde o Brasil, somando tudo, fica com algo em torno de US$ 400 bilhões desses dólares.

Logo, podemos perceber que sim, crescemos. Mas somos ainda muito pequenos e não percebidos mentalmente, ou seja, share of mind próximo de zero no valiosíssimo poder de percepção de cidadãos que irão definir mais do que ninguém as legítimas políticas, não agrícolas apenas, mas as políticas de agronegócio.

75% dos consumidores chineses hoje, os principais clientes do Brasil, desconhecem o Brasil e estão insatisfeitos com a qualidade e segurança dos alimentos produzidos por companhias chinesas. Eles querem brands, marcas globais.

Dessa forma, o Brasil precisa olhar todo o contexto, da carruagem, cavalos, cocheiro e a transformação de uma política agrícola por uma nova política de agronegócio.

Seguro rural é sagrado para a independência dos produtores, cada vez mais globalizados. Integrar a agroindústria brasileira, criar marcas, lançar frutas, hortaliças, produtos naturais do Brasil no mundo, é coisa vital.

*Jornalista, publicitário, mestre em arte e cultura com especializações em Harvard, MIT e Insead e doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai. Colunista da Rede Jovem Pan, autor e coautor de 33 livros. Coordenador acadêmico de Master Science em Food & Agribusiness Management pela AUDENCIA em Nantes/França e professor na FGV In Company. Considerado uma das 100 personalidades do agronegócio pela Revista Isto é Dinheiro. Homenageado pela Massey Ferguson como destaque no agrojornalismo brasileiro 2017. Conferencista com Prêmio Olmix – Best Keynote Speaker/Paris e Top Of Mind Estadão RH. Presidente da TCA International e Diretor da agência Biomarketing.

Todos os passos para registrar cultivares!

Todos os passos para registrar cultivares!

Mais agilidade na análise dos pedidos de inscrição de cultivares, menos tempo para concessão do registro e sistematizar informações são os objetivos do novo sistema para solicitações de novas inscrições de cultivares e espécies no Registro Nacional de Cultivares (RNC), segundo  a coordenadora-geral de Sementes, Mudas e Proteção de Cultivares da Secretaria de Defesa Agropecuária, Virgínia Carpi.

O preenchimento deve ser realizado via CultivarWeb, a ação visa o preenchimento e encaminhamento por meio eletrônico de formulário de inscrição e dos anexos necessários. Entretanto, os demais requerimentos ao RNC, como alterações de registro, extensões de uso, comunicações de ensaios de VCU e outros, continuam sendo encaminhados ao Protocolo Geral do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Edifício Sede do MAPA, Sala 12, Térreo).

  1. Confira todos os passos para preencher a solicitação e enviar eletronicamente  os formulários de inscrição:Acesso o CultivarWeb pode ser realizado por meio do endereço eletrônico;
  2. Siga as orientações de acesso ao CultivarWeb e preenchimento dos formulários do RNC está disponível para download na página do RNC no site do Mapa.
  3. As taxas aplicadas aos serviços decorrentes do RNC estão disponíveis na página Taxas e Instruções para preenchimento da GRU. A análise dos pedidos de registro no RNC será realizada após a comprovação do pagamento da taxa correspondente ao serviço.

Nutrição de gado com precisão? Sim, você pode aproveitar essa tendência

Nutrição de gado com precisão? Sim, você pode aproveitar essa tendência

Aproveitar ao máximo o alimento ingerido pelo gado, aumentando a eficiência e, consequentemente, reduzindo os impactos ambientais. Este é o objetivo da nutrição de gado com precisão, eficiente e segura forma de nutrição de gado considerada uma das tendências mais fortes dentro da pecuária. A premissa básica da nutrição de precisão baseia-se no conhecimento das exigências nutricionais dos animais, visando o estabelecimento das normas e padrões de alimentação para o adequado balanceamento de dietas.

Assim como vem ocorrendo com o setor industrial, a pecuária já vive sua 4ª revolução, onde os processos produtivos, etapas da cadeia de valor e de distribuição ao redor do planeta começam a se aperfeiçoar e se modificar. Nesse contexto, a nutrição de precisão vem sendo uma das tendências mais fortes.

Para o gerente comercial da Nutratta Nutrição Animal, Rodrigo Brentani Samaia, com o maior uso de tecnologia e intensificação da atividade pecuária, a maior tendência é a da nutrição de precisão, principalmente em razão do custo da terra que sobe e das margens de lucro que se espremem. “Esse detalhe pode se tornar a principal diferença entre uma fazenda de alta ou baixa rentabilidade”, opina.

Com essa técnica, pecuaristas podem aumentar a eficiência na produção pecuária, seja ela de leite ou de carne, por meio do aproveitamento máximo do alimento consumido pelo animal, ou seja, por meio da nutrição de gado com maior precisão.

Significado da nutrição de gado baseada na máxima precisão

Basicamente, a nutrição de gado com precisão tem como principal objetivo buscar a máxima eficiência na alimentação do gado, priorizando o atendimento de todas as exigências de cada uma das categorias animais, sempre se baseando na eficiência produtiva e na redução de custos.

A nutrição de precisão nada mais é do que o ajuste fino entre a dieta preconizada pelo técnico (nutricionista e zootecnista), fornecida no cocho e de fato consumida pelos animais”, explica Samaia.

Esta prática impacta diretamente a rentabilidade do sistema pecuário, sendo por isso, essencial para o produtor que quer atingir maior produtividade e lucratividade, possibilitando que ele se mantenha na atividade por mais tempo. Essa busca por equilibrar o resultado financeiro com menor impacto ao meio ambiente e saúde animal é, segundo o gerente comercial da Nuttrata, o que realmente gera um negócio realmente sustentável, economicamente, ambientalmente e socialmente.

Cuidados necessários para adotar a nutrição de precisão

Certamente, o uso da nutrição de gado de precisão trará diversos benefícios ao sistema produtivo da pecuária. No entanto, essa prática só se tornará bem-sucedida se a quantidade de nutrientes (fornecidos e ingeridos) e as exigências animais forem conhecidos com elevado grau de certeza.

Para que isso seja possível, ações em diversas etapas do processo de alimentação são necessárias, como a correta definição da composição de alimentos, eficiência na mistura de ingredientes, consumo da dieta, características e categoria animal, entre muitas outras variáveis.

A correta definição destas etapas combina várias ideias e ações que trabalham em harmonia, objetivando a maior eficiência produtiva. Assim, informação, tecnologia, e controle de processos são muito importantes, principalmente para levantar o máximo de informações.

Neste sentido, vale desmistificar uma informação: o termo “precisão” geralmente é associado ao uso da alta tecnologias que demandam altos investimentos, no entanto, está muito mais associado à mudanças comportamentais e de análise dos dados da propriedade, com objetivos de controlar a variabilidade dos processos, do que com o alto investimento na tecnologia em si.

Nutrição de precisão e sua relação com o custo-benefício

A adoção da nutrição de gado com maior precisão traz diversos benefícios para os pecuaristas que a adotarem com eficiência, tais como redução de desperdício de ingredientes utilizados na alimentação e maior controle da variabilidade da dieta.

Mas, segundo Samaia, toda essa tendência está diretamente correlacionada com custo-benefício do sistema produtivo. “A precisão na utilização dos recursos nutricionais, otimização do espaço para produção e respeito ao meio ambiente e sociedade são consequências que agregam mais valor ao produto final, melhorando o custo-benefício”.

Além disso, com a adoção da nutrição de precisão na alimentação do gado será possível reduzir o tempo de confinamento para animais de corte e aumentar significativamente a produção de leite na bovinocultura leiteira.

Além disso tudo, na ideia de Samaia, a nutrição de gado de precisão contribuirá inclusive com uma maior participação brasileira no mercado internacional da produção de alimentos.

Mais pessoas pensando, falando e agindo desta forma é o caminho para que a pecuária seja reconhecida como uma atividade que gera valor para a sociedade, ajudando o Brasil a se consolidar como o celeiro do mundo”. Ainda segundo o gerente, a demanda por alimentos vem sendo cada vez maior e nosso país tem tudo para mais do que duplicar sua participação no mercado internacional. A nutrição de gado com maior precisão é mais um passo para conseguir.

Descomplicamos o blockchain no Agronegócio em operações de “Barter”

Descomplicamos o blockchain no Agronegócio em operações de “Barter”

 Bernardo de Souza Madeira – Especialista em Blockchain da Interchains

As operações de Barter (“escambo”, em tradução livre do inglês), são uma ferramenta extremamente útil no agronegócio, tanto para quem está vendendo insumos, como para os produtores. Estes serviços são oferecidos no Brasil tanto por cooperativas assim como grandes companhias, como Bayer, Cargill, Monsanto, Bunge, etc. Em 2016, por exemplo, as operações de barter movimentaram mais de 600 milhões de reais no Brasil.

O agricultor pode comprar os insumos para a sua safra sem tirar dinheiro do bolso, trocando por grãos ou matéria prima. Esta operação garante que ele não estará exposto às taxas de juros bancárias. Já a troca é realizada sem intervenção do banco, esta operação é realizada mediante o produtor, o fornecedor de insumo e a trader.

O problema reside em não haver uma rede eficiente, tanto de oferta como de demanda. Tratando-se de uma operação de bolsa, mas envolvendo matéria prima, a falta de um sistema eficiente de oferta, demanda, e principalmente controle de preços, gera dúvidas para garantir a privacidade e garantir a estabilidade e rastreabilidade das operações.

Os sistemas tradicionais e não-compartilhados criam ilhas com suas próprias regras e atores e, uma vez que uma transação entra neste mundo fechado, ficamos à mercê da confiabilidade e vontades da entidade responsável pela transação. A problemática de segurança e falta de colaboração acabam gerando oportunidades para ataques nos sistemas tradicionais: obstruções, falsificações em produtos commodities e falta de eficiência ou controle nos processos corporativos assombram estas operações.

Um sistema de Barter em Blockchain consegue atender a todas estas demandas já que oferece um ledger compartilhado, privacidade mediante criptografia, estabilidade e transparência transacional mediante consenso e execução de regras de negócio executada pelos smart contracts.

Dentro destes benefícios, operações de barter em Blockchain irão reduzir as despesas cartoriais necessárias para que o produtor possa operar. Graças a automação que os smart contracts oferecem, o sistema de barter conseguirá automatizar cálculos e processos de "hedge" mediante serviços de oráculos de preços futuros da matéria prima, proveniente da Bolsa de Chicago, assim como a execução de pagamentos aos fornecedores de insumos.

Segunda safra do milho vem boas expectativas

Segunda safra do milho vem boas expectativas

Se a ida mais cedo ao campo não foi positiva para a produtividade da soja, os efeitos dessa antecipação não podem ser interpretados dessa mesma maneira para o milho de segunda safra. A diminuição dos riscos climáticos implica em boas perspectivas para a produção da safra do milho, uma vez que o cultivo do cereal ocorrerá dentro da sua janela ideal.

Isso aumenta as chances de que as plantas tenham níveis de umidade e luminosidade adequados nas fases chaves de enraizamento, emergência e, mais tarde, de pendoamento, nas principais regiões produtoras do Brasil. Em decorrência disso, a IEG|FNP, hoje, estima uma produção de segunda safra de 68,5 milhões de toneladas, 26,9% acima do colhido no ano passado.

Até o momento, segundo o levantamento da IEG|FNP, pouco mais de 50% da área estimada para o cultivo do cereal de inverno, de 12,4 milhões de hectares, já recebeu as sementes. O ritmo de plantio, portanto, está cerca de 10 pontos percentuais à frente do ritmo do mesmo período do ano passado, marcado pela quebra de safra no Paraná e Mato Grosso do Sul. Na comparação com o ritmo médio dos últimos 10 anos, o atual está apenas 0,4 ponto atrás.

No momento, os preços não refletem necessariamente essa perspectiva, pois estão impregnados pela realização dos estoques de passagem aquém do esperado ao final do ano passado e pelas más condições edafoclimáticas pelas quais as plantas de primeira safra passaram. Em breve, porém, quando consolidada a área de cultivo de segunda safra, o ambiente de mercado poderá rapidamente se tornar baixista.

A IEG FNP atualiza mensalmente as estimativas de produção brasileira e área para as culturas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, por estado. As estimativas são disponibilizadas no Agrianual online e na COMAG (Consultoria de Mercados Agrícolas).