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Agrishow 2017 mostrará o desenvolvimento tecnológico e potencial produtivo do agronegócio brasileiro

Agrishow 2017 mostrará o desenvolvimento tecnológico e potencial produtivo do agronegócio brasileiro

O protagonismo do agronegócio nacional frente à expectativa de retomada de crescimento econômico continuará em evidência neste ano. Segundo um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 16/17 de grãos está estimada em 222,9 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 19,5% em comparação com as 186,6 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. Esse expressivo aumento na produção agrícola contribuirá para a garantia da oferta de alimentos no país e no mundo, auxiliando a economia, que poderá ter efetivas condições de manter um menor nível de inflação e de sustentar o ritmo na queda de juros, beneficiando, com isso, a sociedade e o país.

Neste cenário positivo para o agronegócio nacional, será promovida a Agrishow 2017 – 24ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, entre os dias 1º a 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

“Notamos uma enorme evolução na agricultura brasileira, por meio de uma maior integração entre toda a cadeia produtiva. Em função disso, nós acreditamos no protagonismo do agronegócio para a recuperação da economia nacional. Nesse sentido, a Agrishow contribuiu e continua contribuindo ao apresentar o constante aprimoramento tecnológico do setor”, disse Fábio Meirelles, presidente da Agrishow e da Faesp, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29/03), em São Paulo.

A feira, que é considerada o principal palco de tendências, lançamentos e inovações tecnológicas para o agronegócio nacional, deverá receber mais de 150 mil visitantes, do Brasil e do exterior, um público altamente qualificado, formado por agricultores e pecuaristas, profissionais, empresários e técnicos da cadeia produtiva, representantes das entidades setoriais, pesquisadores, autoridades, lideranças governamentais e membros de órgãos e secretarias públicas.

“A Agrishow gera negócios, agrega valor e oferece oportunidade ao produtor de ter contato e de conhecer as novas tecnologias que ele precisa para conseguir aumentar sua produtividade e reduzir custos”, afirmou João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Abimaq.

Tradicionalmente, os visitantes esperam a realização da feira para realizar negócios, uma vez que as principais novidades das mais importantes empresas que compõe a cadeia produtiva serão apresentadas em 440 mil m² de área. São, no total, de 800 marcas, que apresentarão máquinas, implementos agrícolas, sistemas de irrigação, insumos, sistemas para agricultura de precisão, soluções de monitoramento e automação, acessórios, peças, serviços e outros produtos, com reais benefícios para a lavoura e para a pecuária, como: aumento da produtividade, crescimento da rentabilidade, redução de custos, economia de recursos naturais e de insumos, mais eficiência na plantação, melhor manejo nos pastos e mais assertividade no cultivo das culturas.

Além disso, pela organização sempre estar atenta às demandas dos visitantes e dos expositores, os estandes são estrategicamente posicionados, o que resulta em empresas de um mesmo segmento de negócios estarem localizadas em áreas próximas, o que proporciona um melhor planejamento por parte do produtor rural, e consequente otimização de sua visita.

Entre as áreas da Agrishow 2017 estão: agricultura de precisão, agricultura familiar, armazenagem (silos e armazéns), corretivos, fertilizantes, defensivos, equipamentos de segurança (EPI), equipamentos de irrigação, ferramentas, implementos e máquinas agrícolas, máquinas para construção, peças, autopeças, pneus, pecuária, produção de biodiesel, sacarias e embalagens, seguros, sementes, software e hardware, telas, arames, cercas, válvulas, bombas, motores e veículos (pick ups, caminhões e utilitários, além de aviões agrícolas).

Novidades e atrações

Neste ano, a Agrishow conta com diversas novidades, como a Arena das Demonstrações de Campo, a Arena do Conhecimento e o Caminho do Boi. “A ideia é levar conhecimento para os visitantes da feira”, pontuou José Danghesi, diretor do evento.

A Arena de Demonstração de Campo apresentará um formato mais dinâmico e curadoria da Coopercitrus, onde os visitantes terão a oportunidade de conhecer tecnologias para o agronegócio, que contribuam no aperfeiçoamento das atividades dos produtores rurais. É a oportunidade dos produtores conhecerem as inovações que elevam a produtividade no plantio, economizando recursos naturais, insumos, diminuindo custos e aumentando a rentabilidade do produtor rural. Os visitantes poderão acompanhar demonstrações das últimas tecnologias que estão no mercado para auxiliar a alta produtividade no campo, como Geofert, Vant, drone de pulverização aérea, distribuição de corretivos em taxa variada, Weed Seeker, Piloto Automático, Tru Count e tratores e implementos das marcas Valtra e New Holland.

Já a Arena do Conhecimento será palco de apresentações de novas tecnologias, conhecimento e tendências durante a feira. Serão palestras, seminários e congressos, com o objetivo de levar informação relevante para o dia a dia e para os negócios dos profissionais do campo, ministrados por importantes organizações, como o LIDE Ribeirão Preto.

O Caminho do Boi permitirá aos visitantes simular o trajeto realizado pelo animal de corte, desde a fazenda até a mesa do consumidor. O objetivo é disseminar informação, mostrando de forma didática a importância da integração dos diversos elos da cadeia produtiva e como investimentos feitos pelo setor são responsáveis por fazer chegar à mesa do consumidor um alimento saboroso, de qualidade, confiável, produzido com tecnologia e de forma sustentável. O Caminho do Boi na Agrishow 2017 é uma parceria da Beckhauser com o Terraviva Eventos e a Agrishow.

A 18ª Rodada Internacional de Negócios, promovido pelo Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), parceria entre a Abimaq e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), ocorrerá nos dias 2 e 3 de maio. A rodada reunirá fabricantes brasileiros dos setores de máquinas, implementos agrícolas, pecuária e equipamentos de irrigação, com compradores estrangeiros, vindos especialmente ao Brasil para essas reuniões, fortalecendo a imagem do Brasil como fabricante de bens de capital mecânico.

Ainda durante a feira, será entregue um dos mais tradicionais prêmios do agronegócio brasileiro: o Deusa Ceres, premiação da Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), que presta homenagens aos engenheiros agrônomos que se destacaram em diversas áreas.

Tecnologia e mobilidade

A difusão de conhecimento técnico e de gestão ao longo do ano continua a ser um dos objetivos da Agrishow 2017, por meio do canal de conteúdo exclusivo, com matérias especiais, artigos, reportagens, entrevistas e dicas em formato de e-books, além de whitepapers, infográficos e artigos técnicos de institutos parceiros, do Brasil e exterior. Para acessá-lo, basta entrar no site da Agrishow (www.agrishow.com.br) e clicar em “Blog” no menu principal. 

O site oficial da feira migrou para uma nova plataforma, que possibilita melhorar as experiências dos usuários. Já o aplicativo da Agrishow ganhou novas funcionalidades. Este ano, além de uma rede social exclusiva, os usuários podem compartilhar suas experiências na Timeline do APP. O App também possibilita o networking, uma vez que é possível a troca de mensagens e marcar compromissos na feira usando a opção “Agenda”. Além disso, a busca por produtos e expositores não necessita do uso da internet, logo os visitantes podem utilizá-lo na versão offiline durante a feira. Ano passado, o APP teve mais de 12 mil downloads.

Mais informações:

AGRISHOW 2017 – 24ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 1ª a 5 de maio de 2017

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

www.agrishow.com.br

Inovações tecnológicas no plantio de tomate: busca de eficiência para conseguir mercado

Inovações tecnológicas no plantio de tomate: a busca de eficiência para conseguir mercado

A cultura do tomate é uma das principais olerícolas do Brasil. O fruto tem alto valor nutritivo, o que o destaca como alimento funcional, sendo fonte de vitaminas e licopeno. Os tomates são divididos em alguns tipos: salada, saladete e especiais, também conhecidos como mini tomates ou gourmet.

Estes tomates especiais são a nova vedete do mercado de tomates no Brasil e são concebidos para agregar valor ao produto final, diferenciando-os quanto ao sabor, aparência, tamanho, formato, qualidade e até pela inovação de mercado que representam.

A vantagem da produção de tomates especiais é o preço pago pelo produto final, bem superior ao valor não apenas do tomate comum, mas também de outras hortaliças convencionais. Porém, para garantir rendimentos elevados, o cultivo de tomates especiais necessita de grande investimento em tecnologia e mão de obra especializada, tornando seu plantio totalmente automatizado.

Inovações tecnológicas disponíveis para automatização do plantio do tomate

Para o especialista em oleicultura e professor do curso de Agronomia da Unoeste, em Presidente Prudente (SP), Pedro Veridiano Baldotto, “o plantio do tomate pode ser praticamente todo automatizado com a utilização de máquinas para esta cultura”.

Além disso, para a maior eficiência da produção do tomate especial, o produtor precisa estar atento a todos os fatores que possam influenciar a qualidade do produto final, como disponibilidade de água, uso de fertilizantes e produção em ambientes protegidos e controlados.

E a irrigação?

A irrigação de tomates pode ser conduzida por aspersão, gotejamento ou via sulco. Na irrigação por aspersão ocorre o molhamento constante das folhas, que pode aumentar o risco de doenças fúngicas, assim como proporcionar a lavagem dos agrotóxicos.

Já a irrigação por sulcos é bastante utilizada no cultivo do tomate de mesa. O método consiste em fazer a água correr lentamente entre as fileiras de plantio. Embora este sistema tenha um custo de implantação pequeno, ocorre desperdício de água por percolação e também demanda de mão de obra é intensa.

Para a produção de tomates especiais, o indicado é a irrigação feita por gotejamento. Isso gera alta eficiência de aplicação de água, que possibilita a aplicação de fertilizantes e tem baixa utilização de mão de obra, porém tem elevado custo de implantação.

O uso de estufas: produção controlada em ambientes protegidos

Quando você pretende produzir algo diferenciado, não pode abrir mão de um manejo diferenciado também. Por isso, as estufas são instrumentos de proteção ambiental que vêm sendo bastante utilizadas para o controle total da produção de tomates gourmet.

Com o uso de estufas, todo o ambiente pode ser controlado, desde a temperatura, passando pela umidade e principalmente na função de impedir a infestação da lavoura por ataques de invasores.

Com o ambiente fechado disponibilizado pelas estufas, toda água recebida pelas plantas durante o ciclo produtivo será exclusivamente oriunda de fertirrigação, ou seja, água carregada de nutrientes.

Isso porque, em plantações altamente especializadas, o substrato (terra) escolhido é totalmente estéril, ou seja, sem a presença de nenhum nutriente, assim todo o nutriente necessário é oferecido juntamente com a água. A função do substrato será a de mero acondicionador da raiz.

Apesar de muito eficiente, as estufas modernas são bastante caras, sendo recomendadas somente para produções de tomates altamente especializadas, com alto valor de venda.

Por que usar a automatização em plantios de tomate?

O uso dos fertilizantes corretos, irrigação por gotejamento e controle de temperatura aliados a uma eficiente mecanização são essenciais para agregar valor ao tomate vendido a preços superiores que os tradicionais. O treinamento da mão de obra também será essencial, já que uma equipe bem preparada para colher a fruta no ponto certo será também um diferencial na garantia da qualidade do produto.

O professor Baldotto cita que “a automatização permite melhorar a qualidade do produto final, otimizando a utilização do uso da água, do ar, do solo e aumentando a eficiência do sistema produtivo”.

Quais as vantagens da automatização do plantio do tomate? 

Segundo o professor Baldotto, as principais vantagens da automatização estarão relacionadas com a redução do custo da mão de obra (tanto para o plantio, quanto para a aplicação de agrotóxicos), aumentando a eficiência e melhorando a qualidade do produto final.

Além disso, com a automatização haverá maior garantia na segurança dos funcionários e do próprio alimento (visto que, com maior controle, o uso de agrotóxicos tende a ser menor).

Em relação aos custos, há processos de automatização para todos os bolsos e sistemas de produção. O professor da Unoeste diz que nos dias de hoje a automatização pode ser utilizada pelo pequeno, médio e grande produtor.

No entanto, deve ficar claro que há algumas tecnologias que são acessíveis somente às grandes empresas produtoras de tomates gourmet, devido aos seus altos custos e especificidades técnicas.

Com a maior difusão da tecnologia, a automatização hoje é uma realidade entre os produtores de tomate. "E a tendência é que ela continue a crescer”, finaliza o professor Pedro Baldotto.

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Entenda os riscos da aplicação de agrotóxicos irregulares na produção agrícola

Entenda os riscos da aplicação de agrotóxicos irregulares na produção agrícola

A partir do início do século XXI até os dias de hoje, a economia brasileira vem se tornando cada vez mais dependente das exportações de commodities, principalmente agrícolas. Os grãos, com destaque para soja e para milho, são produzidos praticamente no Brasil todo.

No entanto, para manter altas produções, esse tipo de agricultura tem levado o país a consumir cada vez mais agrotóxicos. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgados em 2012, o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, porém, o mercado brasileiro cresceu mais que o dobro, chegando a 190%.

Todos os agrotóxicos vendidos no Brasil são fiscalizados pela ANVISA, pelo IBAMA e pelo Ministério da Agricultura. Dessa maneira, o registro destes produtos no Brasil é um ato complexo, carecendo de uma análise criteriosa e posterior concordância por parte desses três órgãos, para posterior registro pelo MAPA, conforme previsto no Decreto no. 4.074, de 04 de janeiro de 2002, que regulamenta a Lei de Agrotóxicos. Isso torna a venda destes produtos químicos bastante rigorosa.

No entanto, há quem insista em descumprir a legislação nacional. O “mercado negro” de agrotóxicos irregulares (conhecidos como piratas ou contrabandeados) vem crescendo rapidamente em todo o território nacional, e isso vem causando grandes problemas ambientais e sérias ocorrências para a saúde humana.

 

Agrotóxico irregular: riscos para a produção agrícola e para a saúde humana

 

Atualmente, cerca de 30% dos defensivos agrícolas usados no País são piratas, contrabandeados ou produzidos de forma ilegal. Para a Anvisa, “os agrotóxicos irregulares não oferecem as garantias de segurança para o trabalhador e para o meio ambiente, bem como da sua eficiência e da qualidade que são exigidas para produtos”.

Sem esses requisitos mínimos, os produtos irregulares representam um alto risco de dano e ameaça à saúde do trabalhador e das pessoas que consomem os alimentos em que foram utilizados. Além, disso, os agrotóxicos irregulares não geram nenhum valor ao país, visto que não pagam nenhum tipo de imposto.

 

Por que o mercado de agrotóxicos irregulares cresceu tanto no Brasil?

 

O comércio ilegal de qualquer produto, inclusive de agrotóxicos, é feito para tentar fugir da alta carga tributária, do custo da mercadoria e das iniciativas de repressão à evasão fiscal.

Seguindo essa ocorrência, alguns agricultores do Brasil são atraídos, principalmente, pelo grande diferencial de preços, que pode chegar a 1/5 ou mesmo 1/10 dos valores praticados internamente. Além do mais, os impostos cobrados no Brasil, a legislação considerada rígida (que implica em testes meticulosos e licenciamentos demorados) são outros fatores que fazem o mercado de agrotóxicos ilegais crescer assustadoramente.

No entanto, infelizmente, tais compradores de defensivos irregulares ainda não estão cientes dos riscos que esses produtos têm sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente. Para tentar sanar esse problema, parcerias são importantes para conscientizar os produtores sobre essa situação, buscando a saudabilidade dos alimentos e o apoio ao pequeno produtor. Tais ações de conscientização já vêm sendo realizadas em várias regiões, com bons resultados apresentados pelo estado de São Paulo, mas precisam ter uma abrangência ainda maior.

 

Como identificar agrotóxico regular?

 

Para aqueles produtores que pretendem fugir dos agrotóxicos irregulares, e adquirir somente produtos regulares e devidamente registrados nos órgãos competentes, a Anvisa faz algumas recomendações muito importantes e que precisam ser seguidas.

 

  • Sempre utilize agrotóxicos mediante receita agronômica;
  • Sempre compre agrotóxicos em estabelecimentos destinados a este fim, nunca fora deles;
  • Exija sempre a nota fiscal no ato da compra do produto. Essa será a sua garantia que o produto é regularizado;
  • No ato da compra, verifique alguns dados na embalagem do produto, tal como: número do registro MAPA, data de validade, número de lote;
  • Verifique também se o nome do produto está bem impresso e pode ser lido facilmente, se o rótulo está escrito em português e legível, se não há rasgos, rasuras ou alguma informação que tenha sido apagada ou raspada,
  • A bula nunca pode ser uma fotocópia (caso seja fotocópia, a possibilidade de contrabando é muito grande).

 

Além dessas recomendações, a Anvisa sugere que o produtor deve solicitar as orientações do agrônomo para esclarecimentos sobre o produto sempre que tiver dúvidas;

Em caso de suspeita ou diferença encontrada, a Anvisa sugere que é essencial entrar em contato com a Vigilância Sanitária local, Secretaria de Agricultura ou Secretaria do Meio Ambiente.

O comércio de agrotóxico irregular é crime!

Por fim, vale lembrar que a produção, o transporte, a compra/venda e a utilização de agrotóxico contrabandeado ou pirateado são crimes de sonegação, contrabando e descaminho. Também estão enquadrados na Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9605, de 12 de fevereiro de 1988); contrabando ou descaminho (art. 334 do Código Penal) e na Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89).

É importante contextualizar também que no site da Anvisa há uma lista de ingredientes ativos com uso autorizado e banidos no Brasil. Antes de adquirir qualquer produto, pode ser interessante dar uma conferida.  Leia neste link.

Fique sempre atento, e saiba que aquela máxima do “barato sai caro” pode estar totalmente alinhada com o comércio ilegal de agrotóxicos.

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Como conseguir um bom financiamento da Moderfrota?

Como conseguir um bom financiamento da Moderfrota?

O agronegócio brasileiro é um sucesso mundial e a tendência é um crescimento constante para os próximos anos! A comprovação desta afirmação é confirmada pela alta demanda por máquinas e implementos agrícolas no Brasil, representadas pelo desejo dos produtores rurais em buscar opções da melhora da frota agrícola, principalmente os financiamentos Moderfrota.

O Moderfrota é um dos principais termômetros do setor agropecuário brasileiro. A maior procura por esse tipo de linha de financiamento representa o desejo do produtor rural em modernizar sua frota e consequentemente aumentar sua produção.

Para o ciclo 2016/17, o orçamento programado pelo governo foi de inicialmente R$ 5 bilhões, mas a procura por este programa foi tão grande que praticamente obrigou o governo a realocar para o Moderfrota mais R$ 2,5 bilhões de outras linhas que “sobrariam” nos cofres, segundo o Ministério da Agricultura. Porém, um aporte complementar de R$ 1,5 bilhão em recursos vem sendo discutido entre o ministério da agricultura e associações do ramo, como a ABIMAQ e a Anfavea. Totalizando R$ 9 bilhões em crédito para financiamento de máquinas neste ano agrícola.

O que é o Moderfrota? A quem é destinado?

O Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras) é uma linha de crédito especial exclusiva para a aquisição de maquinários destinados à produção agropecuária.

Este programa é destinado para produtores rurais (pessoas físicas ou jurídicas) além de cooperativas de produtores rurais.

Como solicitar o Moderfrota? Quais documentos são necessários?

O Moderfrota é uma linha de crédito de investimento com recursos do BNDES/ FINAME e, em caso de interesse, o produtor deve procurar uma instituição financeira de sua confiança que esteja credenciada ao BNDES para oferecer tal produto.

Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da ABIMAQ, os documentos necessários irão variar conforme a instituição financeira. Cada uma destas instituições terá a capacidade de informar ao produtor toda a documentação necessária, além de analisar a possibilidade de concessão do crédito, com consequente negociação das garantias.

Após aprovada, a operação será encaminhada ao protocolo do BNDES que fará a homologação e posterior liberação dos recursos.

Para quais maquinários o produtor consegue financiamento Moderfrota?

O Moderfrota permite a aquisição dos seguintes itens, que podem ser adquiridos de forma isolada ou associada a um projeto de investimento:

Itens novos: Tais máquinas devem estar credenciadas pelo BNDES e apresentar índice de nacionalização que atenda os critérios definidos.

  • Tratores e implementos associados;
  • Colheitadeiras e suas plataformas de corte;
  • Equipamentos para preparo, secagem e beneficiamento de café; e
  • Máquinas agrícolas autopropelidas para pulverização e adubação.

Itens usados: O produtor pode obter financiamento para compra de máquinas usadas, desde que sejam revisadas e com certificado de garantia emitido por Concessionário Autorizado:

  • Tratores e colheitadeiras com idade máxima de 8 e 10 anos, respectivamente, isolados ou associados com sua plataforma de corte; e
  • Máquinas agrícolas autopropelidas para pulverização e adubação, plantadeiras e semeadoras com idade máxima de cinco anos.

O Moderfrota exige renda mínima comprovada?

Segundo Pedro Estevão Bastos, existe uma renda mínima exigida, segundo ele “o enquadramento do tipo de financiamento é basicamente feito pelo faturamento bruto anual do produtor”. Para que ele se enquadre no Pronaf a renda deve ser de até R$ 360 mil anuais.

Bastos complementa dizendo que o Moderfrota também distingue os juros pelo faturamento bruto anual. Assim, para beneficiários cuja renda operacional bruta seja de até R$ 90 milhões, a taxa de juros é de 8,5% ao ano. No caso de renda bruta superior a R$ 90 milhões, a taxa de juros fica em 10,5% ao ano.

Como conseguir taxas de juros mais baixas para o Moderfrota?

A preocupação de todo produtor rural é conseguir negociar taxas de juros cada vez menores. Como já foi dito, os juros do Moderfrota variam entre 8,5% aa e 10,5% aa dependendo da renda do agricultor. “Porém tais taxas não são negociáveis”, diz Pedro Estevão Bastos. Segundo ele o Moderfrota é uma política pública com regras bastante rígidas.

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da ABIMAQ cita que há uma alternativa de financiamentos com juros mais baratos que é o programa Mais Alimentos. “Os juros deste programa são de 5,5% aa” diz ele. Porém, ele faz uma ressalva importante, já que o “Mais Alimentos” é direcionado somente para pequenos agricultores enquadrados na sistemática do Pronaf.

O Moderfrota pode ser um grande trampolim para o agricultor que sempre sonha com a modernização de sua frota agrícola. O momento atual parece ser bastante propicio para isso! Consulte um agente financeiro da sua preferência e busque mais informações.

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Cultivo em solo arenoso pode render alto nível de produtividade agrícola

Tudo o que você precisa saber para começar a vender seu produto para o exterior

Presente em diversas áreas do Brasil, principalmente na região Nordeste, os solos arenosos são terras com produtividade relativamente baixa, devido a alta porosidade e consequente capacidade reduzida de retenção de água, dificultando a oferta de nutrientes para as plantas.

No entanto, mesmo com baixa qualidade, o solo arenoso vem sendo amplamente utilizado na agricultura, devido à grande necessidade da expansão agrícola presente no Brasil nos últimos anos.

Por apresentarem características peculiares, os solos arenosos vêm se tornando um verdadeiro desafio para produtores que buscam maior produtividade. Assim, algumas práticas devem ser ponderadas pelos produtores, com a finalidade de entender melhor esse tipo de solo, para assim maneja-los corretamente.

 

O que são solos arenosos? 

 

Solos arenosos (também chamados de solo leve) são aqueles que, como o próprio nome diz, se destacam pela grande proporção de areia em sua composição (70%) e menor parte de argila (menos de 15%).

Segundo o professor doutor Tiago Aranda Catuchi, do curso de Agronomia, da Unoeste de Presidente Prudente (SP), há outras características que tornam o solo arenoso único, pois apresenta fragilidade estrutural, baixa fertilidade e capacidade de retenção de água.

A alta porosidade presente em solos arenosos possibilitará que a água passe mais facilmente entre os grãos atingindo camadas mais profundas e secando o solo bem mais rápido quando comparado com outros tipos de solo.

 

Maiores desafios da cultura em solos arenosos: você sabe quais são?

 

Como já citado, o solo arenoso possui pouca fertilidade e tem forte tendência à erosão, sendo esse um grande desafio para a agricultura. Neste contexto, Catuchi faz o seguinte comentário: “o principal desafio de solos arenosos está na formação de matéria orgânica e palhada na superfície, visto que atuam na otimização das propriedades físicas, químicas e biológicas”.

O professor dá destaque para atuação da matéria orgânica no solo arenoso. “Em solos arenosos a Capacidade de Trocas de Cátions (CTC) é menor em relação aos solos de textura argilosa, o que resulta em baixa oferta de nutrientes e água as plantas”, diz o agrônomo.

Entretanto, em solos arenosos, a produção de matéria orgânica é um grande desafio. A baixa fertilidade e a alta aeração do solo aceleram o processo de decomposição da matéria orgânica, sobretudo pela exposição dos resíduos orgânicos ao maior ataque dos organismos decompositores.

 

Quais as melhores práticas na busca de bons resultados?

 

A interação lavoura-pecuária, o uso do sistema de plantio direto e a adubação verde são práticas que, se bem conduzidas, podem trazer maior qualidade ao solo arenoso, tornando-o produtivo para a cultura desejada.

No entanto, a rotação de culturas com gramíneas e leguminosas é considerada a medida mais eficaz para culturas graníferas anuais. Tiago Catuchi salienta que “uma boa rotação de cultura, não é uma prática composta apenas de culturas de interesse econômico, a exemplo do sistema soja/milho”.

Para o especialista, o correto seria encaixar nesse cronograma agrícola alguma cultura de cobertura (exemplo: milheto, Brachiaria, Panicum, crotalária, guandú), haja visto que estas culturas possuem sistema radicular vigoroso e produzem palhada em quantidade para dar aporte a produção de matéria orgânica.

 

Como fazer rotação de cultura corretamente em um solo arenoso?

 

O sistema de rotação de culturas ideal será aquele que promova aporte de nitrogênio para produção de palhada, a exemplo o sistema de rotação soja/milho+brachiaria.

Entenda com o seguinte exemplo: o produtor cultiva soja no verão e milho+brachiaria na entressafra, com isso ele terá a soja como obtenção de renda e aporte de nitrogênio para as culturas subsequentes como o milho+brachiaria, o qual após a colheita do milho ficaria a brachiaria para pastejo de bovinos ou para formação de palhada para plantio da soja na próxima safra.

Catuchi cita ainda outro sistema bem interessante, conhecido como o sistema soja/pastagem+guandú (integração lavoura pecuária). Nesse sistema a pastagem consorciada com guandú favorece a qualidade nutricional da pastagem e a qualidade física do solo promovida pela leguminosa.

 

Quais cultivos ou sistemas apresentam os melhores resultados?

 

Em qualquer sistema dentro da agricultura, principalmente na produção em solo arenoso, nunca existirá um sistema considerado ideal para todas as propriedades, Assim, o professor da Unoeste aconselha o produtor a adaptar e otimizar o sistema de acordo com as atividades desenvolvidas em sua propriedade, seja somente lavoura, pecuária ou integração lavora-pecuária.

Par finalizar, ele cita que em sistema de cultivo convencional (preparo do solo) como para cultura da cana-de-açúcar (implantação), amendoim, batata doce, mandioca, as propriedades físicas do solo arenoso não são favoráveis. Assim a estrutura do solo se fragiliza, tornando-o mais propício à erosão, sendo primordial a alternância na profundidade de preparo do solo.

O solo arenoso realmente tem características bastante particulares que podem dificultar a produtividade, mas isso não pode impedir que o produtor tenha boa produtividade, basta ele se conscientizar das necessidades exclusivas deste tipo de solo, manejando-o corretamente.

Você tem solo arenoso em sua propriedade? Tem muitos problemas com a qualidade deste solo? Que tal compartilhar este artigo com seus amigos, eles podem ter o mesmo problema que você!

Como aumentar a produtividade com o uso de sementes transgênicas?

Como aumentar a produtividade com o uso de sementes transgênicas?

Há muito tempo o crescimento da população mundial vem sendo motivo de muitas preocupações. Uma delas é como alimentar cada vez mais pessoas. Está claro que a resposta passa pela elevação da produção de alimentos. Em contrapartida, seguindo outra tendência, essa necessidade global de mais alimentos deverá vir aliada a ações sustentáveis, ou seja, precisamos produzir mais na mesma área ou até mesmo reduzindo-a. Mas, como fazer isso?

Uma resposta é: a elevação da produção mundial de alimentos passará pela tecnologia, ou melhor, pela biotecnologia.

Pensando no futuro da produção mundial de alimentos, diversas ações biotecnológicas já são utilizadas no ambiente rural há anos. Elas têm por objetivo, dentre outras coisas, o tão sonhado aumento da produtividade. E dentre essas ações, as sementes transgênicas apresentam papel de destaque, com avanços intensos para lavouras do mundo todo.

Sementes transgênicas: responsáveis pela tão sonhada produtividade

Apesar dos ambientalistas ficarem com reticentes em relação aos transgênicos, está mais do que provado que essa biotecnologia trouxe avanços significativos para a agricultura em todo o mundo, principalmente em produtividade.

Por meio da engenharia genética (ou transgenia) é conseguida a introdução de características desejáveis às plantas, tornando-as mais tolerantes ou resistentes às secas, doenças e até de agrotóxicos, tudo em busca da produtividade.

O uso de transgênicos no Brasil

O Brasil é um país de destaque quando falamos em utilização de sementes transgênicas. A biotecnologia das sementes geneticamente modificadas está presente em muitas lavouras do nosso território, principalmente de soja. Em 2014, por exemplo, as lavouras transgênicas ocupavam 42,2 milhões de hectares, área que subiu para 44,2 milhões no ano seguinte.

O uso de sementes transgênicas na agricultura brasileira é defendido como uma alternativa fundamental para se aumentar a produtividade, aliada a significativa redução de custos de produção e menores impactos ambientais (relacionados à suposta menor necessidade de agrotóxicos).

Como comprar sementes transgênicas?

A tecnologia de sementes transgênicas é responsabilidade de seis grandes empresas de biotecnologia de âmbito global. Esses grandes grupos biotecnológicos, conhecidos como “Gene Giants” (Gigantes da Genética) são: Monsanto, Dow AgroScience, Dupont, Bayer, Basf e Syngenta.

As sementes transgênicas podem ser adquiridas em cooperativas ou revendas de produtos agropecuários de cada região. Para o engenheiro agrônomo Gerson Cazentini Filho, do Centro de Produção de Sementes da CATI/SP (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral do Estado de São Paulo), todas as grandes empresas produtoras de soja transgênica têm nas cooperativas e revendas seu canal de venda regional, difundindo essas sementes em todo o território.

No desenvolvimento dessas sementes, as empresas investiram (e ainda investem) bilhões de dólares. Por esse motivo, a produção é exclusividade delas. Muitos agricultores condenam este monopólio, porém é a situação que se apresenta no momento.

Apesar desse “porém”, a disponibilidade de sementes transgênicas para o mercado brasileiro é bastante grande, com diversas opções já liberadas pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para plantio comercial.

Para o produtor que busca esse tipo de semente, a tendência é que não tenha dificuldades em localizá-las.

E o preço das sementes transgênicas? É maior que as tradicionais?

Qualquer espécie transgênica de uso comercial é protegida por patentes. Isso pode significar que o agricultor, ao optar por utilizá-las, terá de pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. Tal fato torna o produto transgênico com valor mais elevado que a semente tradicional. “Geralmente, custam quatro a cinco vezes mais no caso do milho e o dobro no caso da soja”, diz Cazentini Filho.

Mesmo com preço relativamente maior, as empresas do ramo citam que vale todo o investimento, devido ao ganho em produtividade que o agricultor terá ao optar pelas sementes transgênicas.

Comprei sementes transgênicas: como devo armazená-las?

O técnico da CATI/SP cita que as sementes, normalmente, ficam armazenadas em câmaras frias da empresa produtora ou da cooperativa (revenda) até o mais próximo possível do plantio. Ele complementa que, se for necessário, o armazenamento fora de câmara fria deve ocorrer por um período curto de tempo em galpões com um elevado pé direito, com ambiente fresco e arejado para permanência de sua qualidade.

Para comprar sementes, o produtor precisará fazer um contrato de compra. Nesse contrato, dados da propriedade e do proprietário ficarão cadastrados em um sistema. Além disso, será calculada a quantia esperada de produtividade da propriedade de acordo com a média da sua região. Com esse controle, as empresas poderão saber se o agricultor guardou sementes para a próxima safra (o que é proibido em contrato).

Generalizando, os cuidados de armazenamento são os mesmos que as sementes convencionais, “ambas são seres vivos e seus padrões têm que permanecer intactos”, diz Cazentini. Ele ainda destaca que o valor agregado das sementes é maior, “por isso os cuidados devem ser mais rigorosos”.

Apesar do rápido avanço do mercado de sementes transgênicas, a descrença ainda é grande. Mas de uma coisa estamos certos, as sementes transgênicas surgiram, se instalaram e provaram que aumentam a produtividade.

Você usa sementes transgênicas em sua propriedade? Compartilhe com seus amigos suas boas práticas.

Aplicativo apadrinhado pelo Google se adapta às necessidades do produtor brasileiro

Aplicativo apadrinhado pelo Google se adapta às necessidades do produtor brasileiro

Aplicativos são uma ferramenta cada vez mais usada no agronegócio. E desenvolvedores brasileiros estão se destacando na criação de novas tecnologias para os produtores, sendo que uma das soluções chamou a atenção do Google e da NASA. Conversamos com a CEO da Agrosmart, Mariana Vasconcelos, sobre os desafios em criar apps que atendam às necessidades do produtor brasileiro e o impacto na produtividade nacional.

Agrishow - Quais os principais desafios em desenvolver aplicativos para agronegócios no Brasil? 

Mariana Vasconcelos - O principal desafio é criar algo que corresponda a real necessidade do produtor e seja simples e robusto ao mesmo tempo para se adaptar a infraestrutura e peculiaridade do nosso agronegócio brasileiro.

De que maneira eles impactam a produtividade nacional?

As novas tecnologias têm trazido maior controle e eficiência operacional, redução de custo e de impactos ambientais além de aumento de produtividade. Devemos ter que aumentar nossa produção em até 70% até 2050 para alimentar 9 bilhões de pessoas, é esperado que quase totalidade deste aumento venha da aplicação de novas ferramentas tecnológicas e as startups estão desempenhado um papel relevante disponibilizando este tipo de tecnologia para os produtores.

Existe um “caminho certo” para fazer um aplicativo dar certo no Brasil?

Não existe um caminho certo, é preciso muito esforço, paixão e “barro na bota” para fazer as coisas darem certo. O empreendedor tem que estar disposto a fazer uma imersão no contexto agro e conhecer de perto as necessidades do produtor. É preciso também muita persistência, pois é uma indústria mais tradicional e, em geral, você precisa primeiro mostrar que funciona para então ter uma adoção.

Seu aplicativo foi acelerado pelo Google. O que isso facilita no desenvolvimento do projeto?

O programa impactou diretamente o nosso produto. Além do aporte financeiro e imersão no Vale do Silício, nós conseguimos melhorar a performance da aplicação e a experiência do usuário.

E qual o impacto em ter parceria com a NASA?

A nossa imersão na Singularity University nos trouxe uma visão sistêmica das tecnologias exponenciais e dos desafios envolvidos no agronegócio mundial. Entendemos que era possível criar um negócio ao mesmo tempo em que impactamos a vida das pessoas e o meio ambiente positivamente. Trouxemos isso muito forte como missão da empresa o que abriu muitas portas para trabalhar com pessoas que acreditavam nas mesmas coisas que nós. Além disso, a Agrosmart começou a adotar tecnologias em satélite, trazendo uma visão macro da saúde da plantação, podendo fornecer uma solução mais completa paro produtor.

Você quebrou alguns padrões do agronegócio brasileiro: ajudou a integrar campo e tecnologia, ainda que muitas pessoas achem difícil isso acontecer, tem parcerias com grandes nomes e é, reconhecidamente, uma líder de inovação para um segmento, majoritariamente masculino. Isso facilita seu trabalho ou faz com que exista uma cobrança maior em saber qual será seu próximo passo?

Existe uma determinada resistência inicial, mas acredito que mais por ser jovem do que por ser mulher. A mulher tem cada vez mais um papel relevante no agronegócio brasileiro, em alguns países a agricultura é predominantemente feminina. Nesse sentido, acho que independentemente do sexo, todos os líderes, ainda mais na área de inovação estão sempre se cobrando ao máximo para estar à frente e abrindo novos caminhos para descobrir tecnologias que podem mudar a vida das pessoas.

Automação do plantio de soja e a busca constante por produtividade e lucratividade

Automação do plantio de soja e a busca constante por produtividade e lucratividade

Na década de 1970, a produção da soja brasileira atingia, aproximadamente, 10 milhões de toneladas/ano. Atualmente, chega a 100 milhões. O rendimento médio por hectare hoje é de 50 saca, naquele período estava próximo de 28. Percebeu o avanço substancial em produtividade? Você sabe qual é o principal motivo?

Certamente, a melhora na tecnologia de sementes, o aperfeiçoamento do manejo e o substancial aumento de áreas cobertas por lavouras são responsáveis pela evolução da cultura da soja, porém uma nova era já marca território na lavoura da soja e também vem contribuindo.

Após ter praticamente substituído os trabalhadores do campo por máquinas, a cultura da soja brasileira, agora vive a era da agricultura de precisão. Esse novo período alia tecnologia de informação, Big Data e otimização da produção para um bem comum: eficiência no plantio.

Porém, nas últimas safras a agricultura de precisão também está sendo aperfeiçoada. É o que veremos a seguir!

Novas tecnologias para automatização do plantio da soja

Nas últimas safras estamos passando por um processo de automação da agricultura de precisão.

Com o advento da tecnologia embarcada os processos estão sendo automatizados, reduzindo o trabalho na coleta dos dados da lavoura. Com isso, a automação no plantio da soja tende a gerar menos erros, melhorando as taxas de retorno e, consequentemente, aumentando a produção e contribuindo para cumprimento de prazos de plantio.

Nesse contexto, muitas são as tecnologias de automação do plantio apresentadas todo ano em feiras agrícolas, caso da Agrishow. Para Edemar Moro, docente do curso de Agronomia da Unoeste de Presidente Prudente (SP), as máquinas estão sendo equipadas para usar a agricultura de precisão com taxa variável de distribuição de fertilizantes, sempre considerando a fertilidade do solo. Isso vem trazendo um avanço importante no momento do plantio.

O professor lista ainda diversas outras tecnologias melhoram a semeadura da soja:

  1. Monitor de linha, o qual acusa a obstrução da distribuição de sementes ou fertilizantes na cabine do operador do trator;
  2. Semeadoras com linhas pantográficas com grande flutuação para acompanhar irregularidades do terreno;
  3. Reservatórios de fertilizantes e de sementes centralizados facilitando o reabastecimento;
  4. Sistema pneumático de distribuição das sementes;

Quais as vantagens da automação?

A automação tem o objetivo de trazer mais qualidade e maior rendimento à semeadura. Para o professor, a principal vantagem da tecnologia é levar qualidade e rendimento na arte de semear.

Com o uso de máquinas automatizadas, as sementes serão distribuídas na mesma profundidade com a quantidade certa de fertilizantes trazendo maior rendimento operacional. Moro completa: “o início de uma boa colheita se inicia com uma excelente semeadura”.

Apesar de o investimento em tecnologia não ser baixo, a automação trará vantagens bastante convidativas na relação custo/benefício da lavoura. Para Moro, “as falhas na semeadura em curto prazo se tornam mais onerosas que o custo da tecnologia”.

Além do mais, é importante considerar que num mesmo ano agrícola até três cultivos podem ser feitos na mesma área. Dessa forma, o investimento será diluído com outros cultivos durante o ano, diferentemente do prejuízo que pode ser multiplicado.

Segundo o especialista, no passado a unidade produtiva era área (hectare, por exemplo), na agricultura moderna (atual) a unidade produtiva é a planta, portanto a semeadura deve garantir que todas as sementes se tornem plantas produtivas.

Porém, vale lembrar, que aliada à automação do plantio, o uso de sementes e fertilizantes de qualidade é essencial. Agregado a isso, a adoção de mão de obra para o uso da tecnologia disponível também se faz imprescindível.

Automação do plantio é importante, saber a hora certa de plantar é essencial

Nada adiantará ter o nível de automação máximo, se o produtor escolher o momento errado para o plantio. O prejuízo será certo! Assim, o planejamento do plantio é um item fundamental para o sucesso da lavoura da soja. A recomendação sobre o período correto varia conforme cada região do país, no entanto a orientação é que os produtores comecem a planejar o plantio da lavoura na entressafra.

A época de implantação da soja é definida pelo Zoneamento Agrícola, proposto pelo Ministério da Agricultura. O professor Edemar Moro cita que o objetivo do zoneamento agrícola é minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos, permitindo que cada município identifique a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

Moro complementa ainda que o produtor pode ter problemas ao deixar de observar as recomendações do zoneamento, “ele não terá direito ao Proagro, Proagro Mais e ao pagamento federal do seguro rural, caso aconteça um problema climático”.

Como e onde conseguir o calendário de plantio de soja?

As épocas do plantio de menor risco, nas diferentes regiões do Brasil, podem (e devem) ser consultadas no zoneamento agrícola de risco climático disponibilizado pelo Ministério da Agricultura.

Há também a facilidade de obter as informações necessárias em órgãos estaduais ou municipais de extensão rural (Ex. CATI em São Paulo ou EMATER no Paraná). Ao realizar o plantio da sua lavoura busque aliar automação com correto planejamento das ações, a boa colheita agradece!

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Quais técnicas utilizar para deixar o solo mais produtivo?

Quais técnicas utilizar para deixar o solo mais produtivo

Um solo produtivo é o recurso mais importante para qualquer atividade realizada no campo. Toda lavoura precisa dele para crescer e se desenvolver, bem como a pecuária para produção de forragem que será oferecida ao gado de diversas formas.

No entanto, há ocorrências na qual a falta ou a insuficiência de alguns nutrientes debilitam e atrasam o desenvolvimento das plantas, que por consequência, passam a apresentar sintomas de deficiência nutricional.

Para que isso não ocorra é imprescindível que todo agricultor demande cuidados especiais com a qualidade, mantendo o solo produtivo em sua propriedade, sempre nos padrões nutricionais exigidos pelas plantas.

 

Características que diminuem a eficiência de solos

 

Com o tempo, em decorrência do manejo incorreto, a tendência é que o vigor dos solos decaia consideravelmente e eles se tornem menos produtivos. É o que chamamos de degradação do solo. Varias são as características que podem ocasionar essa degradação com consequente diminuição na sua qualidade.

Primeiramente, o solo pode sofrer degradação através de fatores de ordem química com perda de nutrientes, acidificação e salinização. Há também a degradação por ocorrências físicas, como a perda de estrutura e diminuição de permeabilidade decorrentes de erosões e compactação do solo.

Por fim, há o processo de degradação de ordem biológica, que pode ocorrer por uso indiscriminado de agroquímicos e poluentes.

Visto tudo isso, você sabe como manter o solo produtivo em sua propriedade?

 

Aumentando a produtividade dos solos

 

A qualidade do solo, historicamente tem sido relacionada à produtividade. Em muitos casos, qualidade e produtividade são quase que sinônimos. Portanto, para deixar o solo produtivo, é obrigatório melhorar a sua qualidade.

Mas como fazer isso?

Alexandrius de Moraes Barbosa, docente do curso de Agronomia da Unoeste de Presidente Prudente–SP, cita que várias são as técnicas agronômicas que compõe sistemas de produção que visam tornar o solo produtivo.

Segundo o Agrônomo, os sistemas mais utilizados no Brasil são o Sistema de Plantio Direto (SPD), Sistema de Semeadura Direta (SSD) e a Integração Lavoura-Pecuária (ILP). O profissional complementa que “os três sistemas possuem algumas diferenças entre si, no entanto, todos podem deixar o solo mais produtivo”.

Dentro destes sistemas, diversas técnicas podem ser aplicadas em conjunto para melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Em relação às propriedades físicas, Alexandrius cita que elas são responsáveis por estruturar o solo, promovendo a formação de macroagregados, que por sua vez aumentam a infiltração de água no solo, além de melhorar o desenvolvimento radicular e a resistência às forças de compactação, reduzindo significativamente os efeitos da erosão.

Quanto a parte química, técnicas como rotação de culturas e manejo da palhada do solo aumentarão a fertilidade, principalmente nas camadas mais superficiais, sendo que o aumento da fertilidade do solo está relacionado a ciclagem de nutrientes realizado por algumas espécies forrageiras, bem como, pelo aumento do teor de matéria orgânica do solo proporcionado pela presença de palha, ocasionando em aumento na CTC (capacidade de troca de cátions).

Por fim, o agrônomo cita que devido a cobertura do solo, haverá redução na temperatura e a conservação da umidade, promovendo um aumento significativo na qualidade biológica, tanto em relação a quantidade de microrganismos, com também a diversidade e atividade, que por sua vez, tende a deixar o solo produtivo.

 

Quanto tempo leva pra conseguir um solo produtivo?

 

A recuperação do solo e a construção da fertilidade não acontecerão do dia pra noite, isso é fato!

A recuperação pode levar vários anos”, é o que diz o agrônomo, que dá um exemplo: dependendo do tipo de solo e do manejo adotado, para se aumentar 1% da matéria orgânica, pode-se levar de sete a dez anos.

Dessa forma, para buscar aumento do potencial produtivo do solo deve-se fazer um planejamento a longo prazo, que vai desde a escolha do sistema de produção ideal para a região, bem como, uma correta instalação do sistema de produção, que possa dar suporte para os demais manejos utilizados ao longo dos anos.

 

Solo de qualidade: do que vou precisar?

 

Engana-se quem acha que para conseguir solos produtivos, somente uma técnica será necessária. Alexandrius alerta que “o aumento da produtividade não se dá somente com o uso de uma técnica agronômica, e sim, através do uso de diversas técnicas que formam todo o sistema de produção”.

O professor explica: Para a correção química do solo, no momento da instalação do sistema de manejo é recomendado que se faça calagem, gessagem e fosfatagem. Essa correção de formação é essencial e funcionará como uma base para implantação do sistema de produção.

Alexandrius alerta que “ao longo dos anos, se não for realizada a correção de manutenção do solo, a sua fertilidade tende a reduzir a tal ponto de ser novamente necessário a reimplantação do sistema”.

 

Maquinários: essenciais para a recuperação do solo

 

O uso de maquinário também é de extrema importância na busca de um solo produtivo. Assim, faz-se necessário que o agricultor possua máquinas e implementos que atendam a necessidade dos sistemas.

Máquinas que realizem a semeadura sobre a palhada, como também, máquinas que reduzam a compactação do solo com o mínimo revolvimento possível, que é o caso dos escarificadores, que podem ser utilizados nos sistemas de cultivo mínimo e/ou preparo reduzido do solo, de modo a controlar a compactação superficial do solo.

Você tem problemas com a qualidade e a produtividade do solo? Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você! Compartilhe com seus amigos!