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Pequenas e médias propriedades podem usar drone?

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Dúvida enviada pelo leitor Leonardo Fortes

Hoje muitas inovações tecnológicas são usadas pelo agricultor, todas com a função de elevar a produtividade a níveis inimagináveis anos atrás. Mas apesar disso, pequenos e médios produtores acreditam que todo esse avanço tecnológico não é para eles. E o uso de drones é um exemplo claro disso!

Esses equipamentos são amplamente utilizados para sobrevoar grandes propriedades rurais, entretanto, há ainda certa descrença sobre sua necessidade e eficiência em pequenas e médias propriedades. Com isso, pequenos e médios produtores se perguntam se vale a pena investir em um equipamento deste tipo. Para Fabrício Hertz, CEO da Horus Aeronaves, a resposta é SIM!

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Os drones são utilizados com muita eficiência no monitoramento de toda a safra. Como o mapa gerado é georreferenciado, o executivo da Horus Aeronaves cita as diversas possibilidades destes equipamentos:

  1. Realiza a medição das áreas, talhões e piquetes, além do relevo da propriedade;
  2. Realiza a inspeção visual para averiguação dos pontos críticos em campo, contagem de indivíduos da cultura, identificação de linhas e falhas de plantio, identificação de pragas, doenças e estresse;
  3. Aplicação de índices de vegetação para análise da saúde da plantação;
  4. Realiza mapas de aplicação em taxa variável para maior economia de insumos, entre muitas outras possibilidades.

Com essa versatilidade dos drones, Hertz explica que estes já são também indicados para pequenos e médios produtores. “O monitoramento da lavoura não se restringe a grandes propriedades, afinal a busca pela máxima produtividade depende de um melhor gerenciamento da lavoura, seja ela de pequeno, médio ou grande porte”.

Ainda segundo Hertz, o acompanhamento do desenvolvimento do plantio, identificação de daninhas e prevenção de perdas pode e deve ser realizado também por pequenas e médias propriedades. Para isso, o uso de equipamentos de melhor desempenho e custo x benefício é essencial, tendo nos drones um importante representante.

Além do acompanhamento do plantio, há também a possibilidade de pequenas e médias propriedades utilizar drones para substituir o trabalho de lavradores e tratores. Em vez do pulverizador costal, o produtor pode usar drones capazes de pulverizar determinada área de forma localizada, com o mínimo desperdício de insumos. Estes voam com base em coordenadas de GPS e são operados em sistemas de “digital farming”.

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Drones mais indicados para pequena e média propriedade

Hertz explica que há basicamente dois tipos de drones capazes de fazer o mapeamento de lavouras: os multirotores e asa fixa. “Para propriedades de até 150 hectares, o uso de drones multirotores é mais indicado, principalmente pelo custo x benefício desses equipamentos”, diz.

Com capacidade de voo entre 20 a 30 minutos, os multirotores são mais fáceis de transportar. Além disso, para quem está iniciando no mapeamento e monitoramento das lavouras, o indicado é um drone que embarque uma câmera RGB, possibilitando melhor performance com um custo mais baixo.

O CEO da Horus Aeronaves também salienta que toda a operação de mapeamento é feita de forma automática. “Basta configurar alguns parâmetros básicos, para que o drone realize o voo automaticamente”, diz.

É importante lembrar que além do drone, é necessário possuir um software para o processamento das imagens e obtenção das análises da lavoura.

Também é importante citar que para operar os drones, não é necessário saber pilotar. Com um aplicativo de voo instalado no smartphone e um rápido treinamento, é possível realizar toda a operação de forma simples.

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A verdadeira face do Agronegócio

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         É assim mesmo que deve ser escrito: Agronegócio com letra maiúscula. Nos últimos tempos, o setor tem sido alvo de constantes ataques de esquetes humorísticas e debates televisivos por causa de uma desinformação que denigre a imagem do agricultor e do pecuarista, transformando-os no estereótipo do vilão do meio ambiente. O que essas pessoas não sabem, ou fingem não saber por interesses velados, é que o setor agropecuário brasileiro possui o código florestal mais rígido do mundo. Pois é, o produtor rural não tem direito a fazer empréstimo no banco se não estiver em dia com as obrigações ambientais.

         Quer mais exemplos? O produtor rural também não pode plantar ou criar se não tiver uma Área de Preservação Permanente (APP) estabelecida por lei. Vamos em frente: mais de 63% da vegetação nativa brasileira está intacta e, desse total, mais de 20% são preservados graças aos produtores rurais. Nos Estados Unidos, nação que tem 1,3 milhão de quilômetros quadrados de território a mais que o Brasil, são preservados apenas 19,9%. Façamos as contas: a fatia de preservação ambiental promovida só pelos produtores rurais brasileiros é maior do que a parte de preservação do país norte-americano como um todo.

         Mas quem sabe disso, além do próprio setor ou aqueles que sabem e deturpam tudo? Quase ninguém mais. Existe uma lacuna na comunicação entre o Agro e a sociedade. E quando a classe produtora resolve falar é, na maioria dos casos, para se defender de alguma ação ofensiva.

         Num bate-papo informal com um produtor rural sobre como se comunicar com a sociedade, ele me disse o seguinte: “Falta uma liderança para nos instruir em relação à correta comunicação que o setor deve fazer”. Gentilmente, discordei. Chega de salvadores da pátria. Se tem alguém que pode e deve fazer uma comunicação efetiva, perene, e que chegue a todos, é o próprio agente do campo: o produtor rural e todos os profissionais ligados ao Agronegócio.

        Como? É muito simples: deixando o coração falar sobre as coisas boas feitas no campo e dividir isso de forma massiva nas redes sociais. Madre Teresa de Calcutá não lutava contra a guerra, mas a favor da paz. O nosso maior erro é que gastamos energia demais lutando contra o que não gostamos, em vez de a favor do que acreditamos. Assim, você que é produtor rural, engenheiro agrônomo, veterinário, zootecnista, técnico agrícola, vendedor de máquinas, implementos e insumos, enfim, você que é do Agro, e tem tanto amor pelo setor, deixe a boca falar o que o seu coração sente sobre as coisas boas do campo e multiplique a sua comunicação positiva mostrando a verdadeira face do Agronegócio.

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Soluções tecnológicas no cultivo do milho

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Cultivo de plantas de cobertura para os sistemas de produção no Cerrado

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Texto e foto: Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira – pesquisador Embrapa Algodão

Muitos sistemas de produção agrícola no Cerrado envolvem esquemas de rotação ou sucessão da soja e do milho, e em menor proporção algodão. Os restos culturais dessas três culturas disponibilizam baixa quantidade de palha ao solo e não o protegem adequadamente, tornando-o mais exposto e suscetível à erosão, mesmo quando não há o revolvimento do solo com arados e grades.

A palha residual da soja apresenta baixa relação carbono/nitrogênio (C/N), por isso é rapidamente decomposta. O milho, apesar de disponibilizar ao sistema maior quantidade de matéria seca com maior relação C/N, não propicia adequada proteção do solo devido à alta proporção de colmos, os quais conferem insuficiente cobertura e proteção da superfície do solo.

Os cultivos de plantas de cobertura em segunda safra (safrinha), após a soja ou em consórcio com o milho, são alternativas de diversificação e intensificação de uso do solo, seguindo-se os princípios do sistema plantio direto. Esses sistemas de produção melhoram a qualidade química, física e biológica do solo, características estas que estão intimamente relacionadas ao aporte anual de matéria seca e ao incremento dos teores de matéria orgânica do solo.

Normalmente o milheto é a planta de cobertura mais usada no Cerrado. Porém, existem outras espécies, como a Brachiaria ruziziensis e B. brizantha (Marandu, Xaraés, Piatã, BRS Paiaguás), o Panicum maximum (Mombaça, Tanzânia, Aruana, BRS Tamani, BRS Zuri), os sorgos granífero e forrageiro, as crotalárias (spectabilis, ochroleuca, juncea e breviflora), e o guandu, que podem ser cultivadas na entressafra, com semeadura entre o final de janeiro até no máximo no início de março. Entretanto, quanto mais próxima do final do período chuvoso for a semeadura, menor será a disponibilidade hídrica, comprometendo o desenvolvimento da planta de cobertura e os seus benefícios ao sistema produtivo.

Dependendo da planta de cobertura e da condição do ambiente, é possível produzir massa de matéria verde no período seco da entressafra, de maio a setembro, disponibilizando alimentos aos animais no período de baixa oferta de forragens, protegendo o solo e formando palha para a semeadura direta da cultura posterior, como o algodão, o feijão, o milho, a soja etc. Além de economicamente rentáveis, algumas plantas de cobertura podem melhorar os sistemas de produção da propriedade, ao minimizarem pragas, plantas daninhas, doenças e nematoides para as culturas sucessoras, ao ciclarem os nutrientes absorvidos das camadas mais profundas, ao aumentarem a capacidade de retenção de água, nutrientes e o potencial produtivo do solo, além dos benefícios da sua conservação. Mesmo que o cultivo das plantas de cobertura não gere lucro direto, essa prática agrícola deve ser considerada como investimento para as futuras culturas em sucessão e rotação.

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/157493/1/Sistemas-de-cultivo-de-plantas-de-cobertura.pdf

 

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