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Articles from 2018 In February


Plantio consorciado com macadâmia melhora produtividade do seu cafezal

Pesquisa da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; que identificou crescimento e produtividade do café arábica em monocultivo e consorciado com macadâmia, com e sem irrigação.

Presença de árvores de macadâmia favorecem o aumento expressivo da produtividade do café. Afinal, as árvores protegem o cafezal das ações do calor e do vento – dois “inimigos” dos grãos; a macadâmia reduz em até 72% a velocidade dos ventos e em 2,2ºC a temperatura média do ar. Além disso, o cultivo consorciado ajuda na ciclagem de nutrientes para o café, pois as raízes da noz resgatam nutrientes, e com a queda e decomposição das folhas há o aumento da matéria orgânica e de nutrientes disponíveis, melhorando ambiente para o cafeeiro.

De acordo com o pesquisador da APTA, Marcos José Perdoná, a florada da macadâmia controla pragas e modifica o ambiente, assim, com menos vento e mais sombra umidade, algumas doenças “somem, mas outras surgem. Como as fúngicas, então é preciso cuidado”.

Um dos desafios mais comuns do plantio consorciado de café e macadâmia era que a parte o processo era comprometido, uma vez que enquanto boa parte do trabalho era mecanizado, a colheita do café era manual. “Hoje é 100% mecanizado”, explica Perdoná, podendo inclusive, ser realizado com o mesmo equipamento para ambos cultivos.

 

*imagens: Marcos José Perdoná

Inovações no cultivo de cana-de-açúcar aumentam produção. Veja detalhes!

 

Cana-de-açúcar é uma das principais atividades agrícolas do Brasil, mas plantio ainda realizado manualmente com pouca automatização. Mas a colheita é sim mecanizada devido a adoção de práticas sustentáveis.  Nos últimos anos, a situação está mudando gradativamente e a importância do plantio vem ganhando espaço na estratégia das empresas de tecnologia ligadas ao agronegócio.

Assim, a tendência é um maior crescimento em mecanização do plantio e intensificação da atividade sucroalcooleira como um todo, aumentando a confiança dos agricultores que hoje ainda não confiam na importância da mecanização na garantia da qualidade do plantio da cana.

Para que o Brasil se mantenha como maior exportador de açúcar do mundo, o melhoramento genético também contribui para a sustentabilidade. Pois permite atingir mais produtividade em uma mesma unidade de área produtiva.

Passando do campo para a usina, resultados positivos também têm sido alcançados. Segundo análise da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), nas últimas quatro décadas, a taxa média de captação de água para a utilização industrial foi reduzida em quase 95%, proporcionada por investimentos em reúso de água por meio de tratamento e recirculação, otimização do balanço hídrico industrial e adoção de novas tecnologias como a limpeza a seco da cana.

Melhore sua equação lucro x armazenamento em silos

Melhore sua equação lucro x armazenamento em silos

No Brasil, durante o período de colheita de grãos é comum que o aumento da oferta derrube as cotações e o lucro de fazendas. Por isso, a estratégia mais corriqueira de muitos agricultores é guardar a produção em silos e esperar o melhor momento para vender.

Assim, geralmente esses grãos são guardados em cooperativas (que nem sempre estão perto da propriedade) ou silos e armazéns de terceiros, que também não existem em quantidades suficientes para atender a demanda.

Porém, guardar os grãos dessa forma, por muitas vezes, pode ficar caro e até derrubar a expectativa de lucro.

Em razão disso, muitos agricultores pensam em construir silos na própria fazenda. Além de poder vender na entressafra, o agricultor que tem seu próprio silo, pode também economizar com custos logísticos, caso do frete, fazendo com que o lucro possa se elevar.

Produzimos mais do que podemos armazenar

O Brasil é um dos principais produtores de grãos do mundo, porém, não consegue armazenar tudo que produz. Dados estatísticos provam isso.

Segundo dados gerados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) em 2016, a capacidade brasileira de armazenamento de grãos responde por cerca de 131 milhões de toneladas, enquanto a produção de grãos (essencialmente soja e milho) é de cerca de 182 milhões de toneladas. “Isso implica em um déficit de armazenamento de cerca de 28%”, comenta o engenheiro agrônomo e coordenador do Grupo ESALQ-LOG, ligado à ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), Thiago Guilherme Péra.

Ainda nesta linha, Péra ressalta que apenas 17% dessa capacidade está associada a estruturas de armazenamento na própria fazenda. O que é ainda muito pouco.

Esse é o retrato que a produção de grãos tem aumentado mais do que a infraestrutura de armazenagem, trazendo um déficit cada vez maior, ano após ano. Os gargalos logísticos são bem complicados”, explica o engenheiro agrônomo.

Gargalos logísticos na produção de grãos no Brasil

Essa configuração no déficit de armazenamento, adicionada às dimensões continentais do Brasil, com seus grandes registros de produção, implicam em gargalos logísticos bem sérios, que afetam a lucratividade. Péra cita os principais:

  • Intermináveis filas em terminais terrestres e portuários;
  • Armazenagem de grãos a céu aberto;
  • Altos custos logísticos (relacionados a um ambiente com falta de infraestrutura e capacidade de armazenamento) para fornecer uma demanda muito concentrada em alguns períodos do ano.

Essa situação é bastante diferente dos Estados Unidos. No nosso principal concorrente a capacidade estática de armazenagem é de 150% da produção de grãos, ou seja, conseguem armazenar toda a produção de grãos e ainda sobra mais 50%”, comenta Péra.

Além do mais, nos EUA, 55% dos armazéns se localizam dentro das fazendas. Ponto (e muito lucro) para eles!

Dessa forma, para aumentar competitividade e consequentemente, o lucro, melhorar a logística de armazenamento é fundamental e, sem dúvidas, essa melhora passará pela construção de silos de armazenamento na própria fazenda.

Silos na fazenda: planejar é necessário em busca do lucro

Pensando na maior lucratividade, diversos produtores de grãos em todo o Brasil já começam a pensar na possibilidade de construção de silos em suas propriedades.

No entanto, Péra indica que o sucesso da armazenagem depende de muito planejamento estratégico. “O sucesso da armazenagem para fins de benefícios econômicos (lucro) requer um planejamento garantindo que as instalações atendam as necessidades da fazenda e tenham um comprometimento com a gestão dos grãos para manter a qualidade e reduzir perdas”.

Principais razões para a construção de um silo na fazenda

Seguindo este pensamento de que planejar é importante, o sucesso da armazenagem e a consequente lucratividade dependem de dois grandes fatores:

  1. O preço de comercialização; e
  2. Os custos logísticos envolvendo transporte e armazenagem no tempo, que afetam diretamente a lucratividade.

Serão, basicamente, estes fatores que incentivarão o agricultor a investir em silos dentro da sua fazenda.

Péra indica também que é muito importante a realização de análises de investimentos para definir qual a melhor infraestrutura de armazenagem e seu dimensionamento para a propriedade.

Há diversas opções no mercado, desde silos de aço até os chamados silos-bags (bastante comum no corn belt americano)”.

Benefícios do armazenamento na própria fazenda

A princípio, ter seu próprio silo significará ao agricultor não ser refém dos preços, já que ele poderá vender sua produção no momento que achar que o preço é justo.

De fato, vários serão os benefícios da armazenagem de grãos na fazenda. Péra cita os principais:

  • Possibilidade de obtenção de prêmios na comercialização do produto pelo fato da fazenda possuir armazenagem;
  • Possibilidade de comercializar a capacidade de armazenagem ociosa para outros agentes interessados. “Isso contribui para ampliar a lucratividade”, indica Péra;
  • Maior controle da qualidade do produto, envolvendo a mensuração efetiva do controle de umidade, por exemplo;
  • Redução de perdas durante a operação no armazém.

O engenheiro agrônomo comenta ainda que o produtor que controla a armazenagem tomará a decisão de quando comercializar o seu produto com maior precisão, devido a sua capacidade adicional de armazenamento de grãos na fazenda. Tal fato pode inclusive aumentar a lucratividade.

5 principais motivos para você investir em silos

Estocar grãos na própria fazenda ainda não é hábito entre produtores brasileiros. Mas quem investe em silos garante que existem muitas vantagens.

Sabe-se que o aumento da armazenagem – representado principalmente pela adoção dos silos de armazenagem – é um dos itens logísticos que mais precisam avançar no país. Assim, o produtor que tiver a capacidade de armazenar sua própria produção terá a garantia em manter a “qualidade original” do grão colhido, tendo também a possibilidade de esperar o melhor momento (quanto ao preço) para vender.

Porém, diversos pequenos produtores, cuja produção não é tão elevada ainda, têm dúvidas se devem ou não investir em silos de armazenagem. Para eles, prevalece a pergunta: vale a pena ter um silo de armazenagem? Para a docente dos cursos de Agronomia e Zootecnia da Unoeste de Presidente Prudente, Fabiana Lima Abrantes, ao ter uma estrutura dessa na propriedade, o agricultor poderá escolher o melhor momento para comercializar seu produto, fazendo a venda quando encontrar as melhores condições de preços.

Conheça as principais vantagens:

  1. Controle sobre a produção;
  2. Ganho de mais uma hora na colheita;
  3. Poder vender em época de melhor preço;
  4. Evita mistura de produtos e perda no transporte;
  5. Reduz frete e tempo de parada de caminhões.

Veja como solucionar a falta de conectividade nas fazendas

Veja como solucionar a falta de conectividade nas fazendas

A agricultura mundial está cada dia mais conectada. As máquinas e implementos conversam entre si, novos dados são gerados a todo momento, a internet das coisas (IoT) já se faz presente no campo. Tudo perfeito, certo? Quase. No Brasil, esse cenário ainda não é pleno pois um importante fator está gerando atrasos na adoção destas tecnologias: a baixa infraestrutura de conexão.

De fato, a qualidade ineficiente da conectividade no campo ainda é um desafio que carece de melhores soluções e melhora em infraestrutura.

Prova disso é que algumas regiões ainda apresentam somente a conexão 3G, há outras que não dispõem nem desse tipo de conexão de internet. Por isso, buscar soluções em conectividade no campo é fundamental.

Conectividade oscilante nas fazendas: porque é um problema?

Devido à falta de investimento, a conectividade no campo ainda é bastante deficitária no Brasil. Tal fato, costuma ter como resultado altas oscilações no sinal da internet.

Todas essas oscilações representam um problema no campo pois dificultam diversas ações diárias e corriqueiras que o proprietário rural precisa realizar.

Entre essas ações estão a busca por informação (como boletins climáticos e de cotação de insumos), negociação com fornecedores e compradores, além de informações rápidas sobre produtos, pragas e afins.

Mas afinal qual a causa dessa alta oscilação?

O presidente da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), Basílio Perez, explica que na maioria das vezes, a conectividade no campo é realizada por meio de rádios com frequência livre (2,4 GHz e 5,8GHz) e isso justifica a alta oscilação.

Essas frequências podem ser usadas por qualquer dispositivo, além de não ter proteção contra distorções. Por isso ocorrem interferências e oscilações normais nesse serviço”, explica.

Além disso, o presidente da ABRINT lembra que esse tipo de rádio também depende de visada desobstruída e, portanto, naturalmente sofre com o crescimento de vegetação e dificuldades de relevo geográfico.

Principais desafios da conectividade no campo

Melhorar a infraestrutura de conexão pode ser a saída mais eficaz para reduzir as oscilações e a precariedade dos sinais de internet que garantem boa conectividade. No entanto, alguns problemas representam sérios desafios neste sentido.

Perez indica que a locação de espaços para torres de transmissão costuma ser uma destas dificuldades. Isso porque há diversas licenças (caso das ambientais) para uso do espaço.

Ainda de acordo com o presidente da ABRINT, outra dificuldade comum no Brasil deve-se as distâncias no país, que são muito grandes e por isso também dificultam e encarecem as instalações com fibra óptica. Perez lembra também que as faixas de rádio frequência não exclusivas também representam um problema. “Muitas das frequências não são exclusivas, dificultando uma comunicação mais clara no campo”.

Frequência de 450MHz - Solução para a baixa conectividade

A solução para a baixa conectividade pode se dar por diversas maneiras; para aquelas propriedades cujos proprietários apresentam maior poder aquisitivo, a instalação de amplificadores de sinal podem ser uma ótima solução. Também é possível instalar torres de comunicação próprias, porém, estas demandam altos custos.

Porém, Perez lembra que uma solução mais ampla pode estar na disponibilização de uma nova frequência, que atualmente é subutilizada e utilizada exclusivamente pela Polícia Federal; a faixa de 450 megahertz (MHZ).

A ABRINT tem pleiteado que a banda de rádio frequência de 450MHz seja disponibilizada por meio de leilões públicos para que os provedores possam levar e melhorar a conectividade no campo”.

Com essa frequência, as conexões poderão ser feitas sem visada direta ou mesmo com interferências de vegetação ou acidentes geográficos. “Sem dúvidas a frequência 450 MHZ facilitaria a conexão do campo com velocidades elevadas e com maior estabilidade”, completa Perez.

Por fim, Perez explica que na frequência de 450MHz, o campo terá a sua disposição a tecnologia de LTE (“Long Term Evolution” - em português "Evolução a Longo Prazo"). “Essa tecnologia é a mesma usada no 4G, com isso, estariam disponíveis altas velocidades e estabilidade na conectividade no campo”, finaliza o presidente da ABRINT.

Quais os desafios de preparar os profissionais do futuro?

Quais os desafios de preparar os profissionais do futuro?

Para se manter competitivo, o agronegócio brasileiro vai precisar de profissionais mais qualificados e devidamente preparados para a alta competitividade e tecnologia que precisarão conviver. Assim, preparar os profissionais do futuro e, principalmente, preparar os profissionais do campo, será requisito primordial para o sucesso de qualquer atividade relacionada ao campo.

Mas como preparar e capacitar esses profissionais do campo?

Habilidades dos profissionais do campo no futuro

O mundo está mudando muito rapidamente, assim como mudam as atividades e tecnologias ligadas ao campo. Para o professor sênior da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Pauloa) e presidente do Pecege (Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas), Pedro Valentim Marques, o que mudarão também serão as habilidades que permitem a sobrevivência neste mundo empresarial que será extremamente competitivo.

Em razão dessa mudança, mais do que nunca, o profissional deverá adquirir e priorizar habilidades específicas sugeridas pelo presidente do Pecege:

  • Os profissionais do campo devem ter a capacidade de gerenciar equipes e resolver conflitos;
  • Devem ter capacidade de argumentação oral e escrita, além de serem capazes de apresentar suas ideias de forma clara e concisa;
  • O espírito de liderança e de iniciativa será fundamental para o profissional do futuro, uma vez que cada um vai precisar construir seu espaço, mesmo diante da alta tecnologia;

Por fim, os novos profissionais do campo deve ser capaz de planejar, executar, cobrar e acompanhar projetos ligados à sua atividade.

Principais áreas de interesse para o futuro dos profissionais do campo

Em razão do que é apresentado para o futuro do profissional do campo, algumas áreas que antes eram colocadas como menos essenciais, se tornarão cada vez mais importantes.

Por isso, se o profissional do campo quiser ter reconhecimento, deverá construir sua carreira em áreas específicas ligadas ao agronegócio, como sugere Marques:

Cursos ligados aos Agronegócios, Gestão de Negócios e Projetos, Finanças, Marketing e até tecnologia devem estar presentes no radar do profissional do futuro”.

Além do mais, para o professor da Esalq/USP, o profissional do futuro deve conhecer muito bem sobre as ferramentas para gestão de equipes e de projetos. “Essas habilidades irão permitir acompanhar e cobrar resultados de sua equipe”, garante.

Cursos necessários para os futuros profissionais do campo 

Cursos historicamente ligados ao ambiente rural ainda serão os grandes formadores de profissionais do futuro. Assim, Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária e técnico em Agropecuária são exemplos de cursos que ainda serão os maiores formadores dos profissionais do campo no futuro próximo.

Porém, tratando-se da graduação, Marques acredita também em cursos que ao lado de uma boa formação técnica de produção também fornecerão conhecimentos de economia e gestão do negócio. O professor recomenda para o profissional do campo iniciar-se pela formação técnica de produção (agronomia, zootecnia, por exemplo), mas ele sugere um algo a mais.

Mesmo estando na graduação tradicional, o profissional do futuro já deve começar a buscar conhecimento posterior numa pós-graduação (MBA ou mesmo curso Stricto Sensu), aumentando seus conhecimentos específicos”.

Mas afinal, como preparar os profissionais do futuro?

O agronegócio é uma atividade que está em constante modernização, assim como o conhecimento ligado ao campo que é bastante dinâmico. Assim Marques opina que não é mais suficiente ensinar os alunos da área sobre questões atuais, “devemos ensiná-los também a procurar as atualizações do conhecimento”.

Assim, temas como Internet das Coisas (IoT), Transgenia e Big Data (que hoje ainda estão se popularizando), serão lugar comum no agronegócio nos próximos anos. Tudo indica que conhecer mais sobre essas tecnologias será uma necessidade dos profissionais do futuro, e não mais um diferencial.

Marques sugere também que os Profissionais do campo deve ter uma base sólida de conhecimento, em que se inclui capacidade de comunicação em inglês e espanhol. “Isso irá permitir que tais profissionais possam interagir com o mundo profissional e acadêmico da área, podendo acompanhar as constantes mudanças”.

Como calcular o ROI de silos de armazenagem?

Como calcular o ROI de silos de armazenagem?

Investimentos em fazendas demandam um bom planejamento estratégico por parte do empresário rural, principalmente quando o dinheiro vier de recursos próprios. Ter silos próprios para a secagem e armazenamento de grãos costuma trazer benefícios.

Ao ter um silo próprio, o produtor terá menor dependência da variação dos preços, já que ele pode vender os grãos no momento que julgar mais propício. Também há redução de gastos, com a não necessidade de aluguel de espaço nas estruturas de armazenamento vizinhas.

Porém, é imprescindível que na decisão de construção do silo, o produtor calcule o seu retorno de investimento, permitindo que, dentre outros fatores, ele identifique qual é o tempo de retorno do seu investimento.

Qual o significado de retorno de investimento

Este é um indicador financeiro bastante amplo, envolvendo diversas variáveis. A grosso modo, o retorno de investimento mostra se os resultados a serem alcançados pela empresa serão bons o suficiente para o negócio.

O Retorno de Investimento representa um indicador análogo ao Retorno sobre investimento (o famoso ROI) e mensura a atratividade do negócio à medida que mostra qual será o período necessário para que seja recuperado todo o capital investido.

Retorno do investimento para estruturas de armazenamento

Por depender de diversos fatores, o retorno do investimento para estruturas de armazenamento é variável, mas normalmente gira num período de quatro a 10 anos.

A faixa de tempo é ampla, porém mesmo nos casos de 10 anos o negócio é bom, visto que a vida útil de uma unidade de armazenagem chega a passar de 30 anos se adequadamente mantida”, explica o gerente de vendas e contas corporativas da GSI do Brasili, Daniel Belani.

Segundo Belani, o principal fator influenciador no tempo de retorno do investimento é a taxa de utilização do sistema de armazenagem. “Fazendas que usam a estrutura em apenas uma safra anual, ou que fazem apenas um giro na unidade tendem a demorar mais para a obtenção do retorno do investimento”.

No entanto, quem realiza vários giros na unidade com primeira e segunda safra, ou safra de inverno, tendem a obter seu retorno do investimento mais rápido, visto que conseguirão agregar uma certa quantidade de valor para cada tonelada ou saca armazenada.

O produtor deve entender que quanto maior o volume de grãos que for beneficiado na unidade armazenadora, maior será a receita gerada por esta, reduzindo assim o prazo para retorno do investimento.

Modelos de negócio que contribuem com um melhor retorno de investimento

Há no ambiente agrícola, alguns modelos de negócio que contribuem bastante com um melhor retorno de investimento. Belani explica que é cada vez mais comum o financiamento ou custeio de lavouras por meio do sistema de troca. Neste modelo de negócios, produtores recebem os insumos para implantar sua lavoura em troca de uma quantidade pré-estabelecida de grãos.

Essa forma de negócio é comumente conhecida como “troca-troca” ou barter. Para esses modelos de negociação é de fundamental importância que o fornecedor de insumos tenha a estrutura de armazenamento para poder receber os grãos, que nada mais é que o pagamento da venda de insumos que foi realizada”, explica.

Nesse modelo de negócio, a estrutura de armazenamento é uma das principais garantidoras (se não a principal) da geração da receita oriunda da venda dos insumos.

É possível reduzir o retorno de investimento?

Como já citado, o retorno de investimento varia entre quatro a 10 anos, que é um ótimo período. Mas será que é possível reduzir esse tempo?

Belani comenta que é sim possível, desde que o produtor tome algumas atitudes. “Basicamente, a redução do retorno de investimento se dará pelo aumento de geração de receitas”.

Para a geração de outras receitas, o especialista da GSI sugere:

  • Ampliação do volume de grãos beneficiados na unidade;
  • Otimização de custos operacionais;
  • Priorização do beneficiamento de grãos com maior valor agregado ou que deixem mais margem;

Além disso, a construção de uma unidade com tamanho adequado ao seu volume de produção ou movimentação de grãos é fundamental na concepção de Belani.

Os projetos de armazenagem podem ser construídos de forma modular e, se bem planejados, são de fácil ampliação futura. Então, recomendo o cuidado de não construir uma estrutura demasiadamente grande para o seu volume de produção”.

Portanto, Belani aconselha que produtores ou investidores, que pretendem entrar nessa atividade, busquem informações e conhecimento sobre as particularidades dos sistemas, com a ajuda de consultores especializados e/ou com as empresas fornecedoras de infraestrutura de armazenagem.

Estes profissionais poderão orientar a sequência de tarefas para que o produtor possa se organizar para o ingresso na atividade”.

É possível melhorar a conectividade na sua fazenda. Saiba como

É possível melhorar a conectividade na sua fazenda. Saiba como

Há alguns anos, a falta de sinal de internet se configurava como um grande problema das pequenas cidades. Além de dificultar a comunicação, a baixa conectividade dificultava ainda mais as atividades diárias dos produtores rurais.

No entanto, com o avançar da tecnologia e da capacidade de conectividade no campo, essa dificuldade vem sendo ultrapassada e os trabalhadores rurais já conseguem realizar suas atividades virtuais com maior facilidade e conforto.

Porém, mesmo assim, há ainda muita oscilação e instabilidade do sinal. Por isso, algumas alternativas vêm ganhando força, caso da banda larga via satélite, que está ganhando cada vez mais adeptos no campo.

Como identificar a baixa conectividade no campo?

Diferentemente dos grandes centros urbanos, no campo a internet é prioritariamente utilizada para atividades ligadas ao trabalho. As atividades virtuais mais corriqueiras para o trabalhador do campo são:

  • Navegar em sites de notícias ligadas ao ambiente rural;
  • Consultar previsão do tempo e cotações do agronegócio;
  • Fazer transações bancárias;
  • Fazer chamada de voz, além de pesquisas mais simples.

Não conseguir realizar tais ações pode ser um indicativo de algum problema quanto a conectividade. “Pode ser que a instalação esteja com algum problema, por isso o trabalhador rural deve acionar a empresa responsável”, aconselha o diretor de marketing e vendas de banda larga da HughesNet, Humberto Grote.

Independente das falhas de conectividade no campo, Grote ressalta que muitas vezes, a área rural realmente possui pouca disponibilidade de serviços de internet ou o serviço oferecido não é de qualidade. Assim, ponderar outras alternativas pode ser interessante.

Principais alternativas para a baixa conectividade no campo

Geralmente, a baixa conectividade no campo é decorrente de duas situações: usuário investiu na internet rural, mas ela anda muito instável ou realmente falta um acesso de qualidade.

Grote explica que se o usuário já investiu em infraestrutura ou se já possui algum serviço contratado, o ideal é solicitar que um técnico da empresa faça uma avaliação. “Este técnico irá verificar a instalação realizada e checará se não há nenhum problema com os equipamentos”, explica.

Porém, se a questão for realmente a falta de acesso de qualidade, em locais remotos e afastados dos grandes centros, como é o caso de fazendas,  Grote sugere que a melhor alternativa seja a banda larga via satélite.

Essa tecnologia permite abordar as áreas rurais com facilidade: o satélite está apontado para o país e, através de uma antena ligada a um modem, o produtor passa a ter acesso à internet de qualidade, mesmo na área rural”, esclarece.

A tecnologia via satélite representa uma grande oportunidade para levar conectividade ao agronegócio, já que permite otimizar desde tarefas simples do dia a dia, como a compra de sementes e pesticidas em lojas virtuais, consulta da previsão do tempo, estudar online e até mesmo à ampliação do negócio, como a construção de ecommerce próprio.

Outras alternativas para melhorar a conectividade no campo

A internet via satélite é somente uma das alternativas para aumentar a conectividade no campo, porém, há outras alternativas com boa eficiência.

O uso de amplificadores para aumentar o alcance do sinal de internet no campo também pode ser uma alternativa bastante interessante para o trabalhador rural que não tem muito capital para o investimento em infraestrutura de conectividade.

Por fim, ações simples também podem contribuir com a melhora da conectividade no campo, deixando o sinal mais “limpo”.

Deve-se verificar se não há muitos objetos ou paredes impedindo que o sinal do modem chegue até os aparelhos em que ele usa a internet, como smartphones e notebooks. “O ideal é que o equipamento WiFi fique instalado no local em que ele mais usa a internet e sem grandes obstáculos”, aconselha Grote.

Além disso, caso a propriedade tenha uma antena particular, esta deve ser instalada em um local que garantam uma boa visada direta.

Planeja ter um silo em sua fazenda? Saiba como se organizar

Planeja ter um silo em sua fazenda? Saiba como se organizar

Sabe-se que o aumento da armazenagem - representado principalmente pela adoção dos silos de armazenagem - é um dos itens logísticos que mais precisam avançar no país. Assim, o produtor que tiver a capacidade de armazenar sua própria produção terá a garantia em manter a “qualidade original” do grão colhido, tendo também a possibilidade de esperar o melhor momento (quanto ao preço) para vender.

Porém, diversos pequenos produtores, cuja produção não é tão elevada ainda, têm dúvidas se devem ou não investir em silos de armazenagem. Para eles, prevalece a pergunta: vale a pena ter um silo de armazenagem? Para a docente dos cursos de Agronomia e Zootecnia da Unoeste de Presidente Prudente, Fabiana Lima Abrantes, ao ter uma estrutura dessa na propriedade, o agricultor poderá escolher o melhor momento para comercializar seu produto, fazendo a venda quando encontrar as melhores condições de preços.

Planejamento é fundamental para iniciar o armazenamento em silos

Praticamente toda fazenda, independente do seu tamanho, que trabalha com o plantio e comercialização de grãos pode ter a sua disposição silos de armazenagem. No entanto, para ser eficiente neste processo, o planejamento é fundamental.

Neste planejamento, a disponibilidade de capital deve ser a primeira preocupação do produtor. Porém, Fabiana lembra que o produtor não deve se preocupar somente com o investimento no silo em si, mas sim, com toda a unidade de armazenamento.

A disponibilidade de capital para investir na construção de toda a unidade de armazenamento (e não só o silo) é imprescindível. Visto que, antes de armazenar é preciso beneficiar, ou seja, eliminar as impurezas presentes junto aos grãos, secar até atingir a umidade adequada, para em seguida, fazer o armazenamento”.

Também é importante, durante a elaboração do primeiro projeto de instalação dos silos de armazenagem, considerar o crescimento da produção com a abertura de novas áreas de plantio, revertendo numa necessidade futura de mais armazenamento.

Assim, com um bom planejamento, quando for ampliar sua unidade, o produtor terá maior facilidade de adequação para a instalação dos novos equipamentos, com menor investimento. Ou seja, sempre é preciso ter visão de crescimento.

Como escolher a unidade armazenadora ideal?

A escolha da unidade armazenadora também é parte importante para o planejamento. Neste contexto, Fabiana ressalta que as estruturas têm que ser condizentes com a quantidade de produto produzido na fazenda.

Para definir o tamanho da estrutura precisamos levar em consideração a área plantada e sua respectiva estimativa de produção”, ressalta.

Na concepção da especialista, o tipo de grão também é importante. Tanto o tamanho quanto o formato do grão influenciam no volume (espaço) ocupado dentro dos silos de armazenagem.

Independente da capacidade do silo, o investimento deve englobar todo o módulo de armazenagem, que é composto por três itens fundamentais para a conservação dos grãos, mantendo os ganhos quantitativos e qualitativos. São eles:

  • Monitoramento da massa de grãos (termometria);
  • Capacidade de aeração (ventilação); e
  • Sistema de Exaustão.

Tamanho e local de instalação das estruturas

Tanto o tamanho, quanto o local da instalação dos silos são fundamentais para o sucesso do armazenamento dos grãos na própria fazenda.

Quanto ao tamanho, Fabiana explica que ele deve ser calculado com base na quantidade de sacos produzidos e no peso hectolitro (kg/100 litros) obtido a partir do volume de grãos em um hectolitro e o peso expresso em quilogramas.

Fazer esse cálculo é importante, pois o volume (m3) ocupado por 1 tonelada de soja é diferente do volume ocupado por 1 tonelada de milho”, ressalta. O peso hectolitro é influenciado pela forma e massa dos grãos.

Para definir o tamanho do silo, além da quantidade produzida, o produtor deve considerar também o tempo que pretende armazenar e a quantidade de safras por ano.

Tais preocupações também serão importantes para definir a quantidade de silos necessária para atender a demanda da propriedade”, lembra Fabiana.

Já para o melhor lugar para a instalação dos silos de armazenagem, a docente ressalta que o produtor deve levar em consideração principalmente a topografia do terreno. “Este deve ser plano e de fácil acesso tanto para o recebimento do produto vindo da lavoura quanto para o escoamento da produção”.

O local também deve permitir área para uma ampliação futura, caso seja necessário.