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Cultivo integrado de peixes e vegetais: entenda a Aquaponia

tem despertado o interesse de diversas instituições de pesquisa e produtores, que buscam adaptar os modelos trazidos do exterior para nossas condições

Você já ouviu falar em Aquaponia, um sistema que realiza de forma integrada, a criação de peixes com a produção de vegetais?

No Brasil, a Aquaponia ainda engatinha e tem muito a crescer. Por esse motivo, tem despertado o interesse de diversas instituições de pesquisa e produtores, que buscam adaptar os modelos trazidos do exterior para nossas condições.

Esse é o caso da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), que tem o zootecnista Fernando André Salles como um dos idealizadores de diversos projetos que visam desenvolver modelos domésticos da técnica, integrando a produção de hortaliças folhosas, plantas aromáticas e medicinais com a criação de peixes.

 

Como funciona a Aquaponia?

 

Recém-chegado ao Brasil, a Aquaponia nada mais é do que a integração da piscicultura em recirculação com a hidroponia. Nela, os peixes sujam a água para as plantas que, por sua vez, limpam a água para os peixes.

De uma maneira mais técnica, podemos dizer que a água é recirculada no sistema e tem sua carga orgânica e de minerais reduzida pela ação de bactérias e absorção pelas raízes das plantas. Dessa forma, a água retorna ao tanque de criação de peixes com qualidade superior a que saiu.

O termo Aquaponia é resultado da junção da palavra aquicultura, que significa criação de organismos aquáticos como peixes e camarões, com hidroponia, que se caracteriza pelo cultivo de vegetais na água.

 

Principal vantagem da Aquaponia

 

Para o zootecnista e pesquisador Fernando Salles, a principal vantagem da técnica é a economia de água. Segundo ele, com um dado volume de água são produzidos simultaneamente peixes e vegetais.

A produção vegetal é beneficiada pelo aporte de nutrientes fornecido pelos peixes, diminuindo desse modo a necessidade de fertilizantes sintéticos, enquanto a produção de peixes é favorecida pela melhoria na qualidade de água provida pela retirada dos nutrientes pelas plantas.”

Logo, ela torna-se é vantajosa tanto para peixes, quanto para os vegetais.

 

Quanto de água é economizado com a Aquaponia?

 

Por si só, a hidroponia já é um sistema de produção que economiza água, quando comparado com a produção convencional no solo, já a piscicultura em recirculação, via de regra, exigirá algum nível de troca diária de água, em função do acúmulo de nutrientes.

Assim, apenas a água perdida pela evaporação é reposta. Estima-se que a Aquaponia utilize, aproximadamente, 10% da água a menos quando comparada com sistemas convencionais de produção de peixes e vegetais.

 

Quais os peixes e hortaliças são mais comuns na Aquaponia?

 

No mundo todo, a tilápia é a espécie mais empregada em sistemas aquapônicos, porém o pesquisador ressalta que é possível utilizar qualquer espécie que se adapte às condições de cativeiro e do clima do local.

Em seus estudos, o especialista vem utilizando o lambari rosa. "É uma espécie nativa, de ciclo curto (em cerca de 90 dias, ela já atinge o tamanho comercial) e tem alto valor comercial. Por quilograma de peso vivo, ele é bem mais caro que a tilápia”.

Em relação aos vegetais, dezenas de variedades podem ser produzidas. No entanto, Fernando dá destaque para as espécies folhosas como alface, rúcula e almeirão, além das ervas aromáticas como manjericão, hortelã e orégano.

 

Qual relação peixe/plantas utilizar?

 

A relação quantitativa de peixes e plantas dependerá do sistema de produção aquapônico adotado e em particular, da eficiência dos filtros. Seguindo sua experiência com aquaponia, o pesquisador diz que em sistemas com baixo nível de remoção de sólidos (filtragem mecânica), cada quilograma de peixe estocado pode fornecer nutrientes para cerca de 25 hortaliças, ou cerca de um metro quadrado de canteiro.

 

Investimento e cuidados essenciais

 

A primeira coisa que devemos colocar em mente é que o capital necessário obviamente será proporcional ao tamanho do empreendimento. Porém, Fernando ressalta que é possível instalar uma aquaponia doméstica para prover boa parte das necessidades de hortaliças de uma pequena família por menos de R$ 1.000,00.

Como cuidados iniciais, há 3 dicas valiosas:

- Antes de iniciar o povoamento com os peixes, é recomendado verificar os parâmetros de qualidade de água (pH, dureza, alcalinidade), corrigindo-os se necessário e aguardando a maturação do filtro biológico.

- Os peixes devem ser arraçoados diariamente, se possível, várias vezes ao dia. Durante o arraçoamento, o produtor poderá observar o comportamento dos peixes e a presença de pragas nas hortaliças.

- Semanalmente é importante acompanhar alguns parâmetros de qualidade de água além dos citados acima, como a amônia, o nitrito e o nitrato.

Análise do solo: por que é tão importante se atentar com a frequência e a época da coleta de amostras?

Análise do solo por que é tão importante se atentar com a frequência e a época da coleta de amostras

Assim como os seres humanos, as lavouras precisam de diversos nutrientes essenciais em quantidade e qualidade para sobreviverem e se desenvolverem. Somente sob condições ideais é que o correta evolução e produção de frutos, folhas, grãos e flores acontecerá. Mas como saber se está tudo bem com o solo e se ele está oferecendo os nutrientes necessários pelas plantas?

A melhor forma de garantir tais nutrientes é fazendo uma eficiente análise do solo, capaz de verificar a quantidade e disponibilidade de elementos químicos presentes no solo e que serão captados pela planta. Porém, muitos agricultores ainda não fazem tal avaliação.

Carlos Sérgio Tiritan, agrônomo e professor do curso de agronomia da Unoeste afirma que “infelizmente a análise de solo não é uma técnica utilizada por uma parte significativa de produtores rurais”. Ele ainda completa: “e essa não é uma exclusividade dos pequenos, temos muitos médios e grandes produtores que ainda não fazem análise de solo”.

Mais preocupante ainda é a frequência com que essas análises devam ocorrer, o que, para o meio agronômico, é essencial.

 

Importância da análise do solo

 

A maioria dos solos brasileiros não têm condições adequadas para sustentar o correto desenvolvimento das culturas. Para sanar esse problema, técnicas de correção como calagem, gessagem, e adubação são realizadas.

Porém, para que tenham eficiência, a realização de uma boa análise do solo é imprescindível. Seus resultados guiarão o agrônomo a criar programas de recomendação de adubação e correção do solo, tornando-o muito mais produtivo.

A análise de solo consegue ainda quantificar características químicas e físicas da propriedade, sendo essencial para caracterizar a capacidade da área em fornecer nutrientes para as plantas, além de possibilitar a identificação da presença de acidez e de elementos tóxicos.

Logo, os produtores rurais que não analisam o solo regularmente não terão condições de identificar a qualidade do mesmo, não sabendo, assim, quantificar a aplicação necessária de adubo e demais nutrientes que irão corrigir as necessidades. E como se sabe, excesso ou falta de adubo é sinônimo de perda financeira à atividade.

 

Com que frequência devemos analisar o solo?

 

Como já foi dito, diversos produtores agrícolas ainda não dão a real importância para a análise. Em muitos casos, a completa análise deste solo somente é realizada quando ele está saturado e a produtividade da lavoura já diminuiu de forma considerável.

Devido ao descuido por anos, quando o produtor decidir fazer a correção do solo, seu investimento será elevado. Sem sombra de dúvidas, isso trará um custo adicional que nunca é esperado.

Para resolver este problema, Tiritan recomenda que a frequência da análise do solo seja anual. Assim, caso haja a necessidade, as correções podem ser prontamente realizadas para a próxima safra.

Como dica, é muito importante que o produtor tenha guardado todas as análises do solo da sua propriedade para, assim, poder realizar a comparação entre elas e observar se a estratégia de correção está surtindo efeito.

 

“Meu solo é o melhor da região, não preciso analisá-lo todo ano!”

 

No ambiente rural é bastante comum ouvir frases assim. Devido ao custo das análises, dificuldade de mão de obra, “falta de tempo”, tamanho da área e a “experiência” do produtor, na prática, o solo não é avaliado anualmente. E isso pode ser um problema.

A frequência tende a diminuir a medida em que o produtor “melhora” sua capacidade de visualizar, analisar e interpretar o sistema Solo/Planta e a atmosfera que integra o ambiente da propriedade. “Sei a capacidade do meu solo!”, “Sei o que meu solo pode oferecer”, é o que dizem.

Contudo, após a contabilidade da colheita, o experiente produtor sente que os resultados não foram os esperados. O motivo está no solo que, devido a falha na correção, não conseguiu oferecer os nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas.

 

Quando o solo deve ser analisado? Qual a época?

 

Outro fator, considerado tão importante quanto a frequência da análise, é a época em que ele é coletado. Esse momento influi diretamente em todo o planejamento do manejo do solo no intuito de prepara-lo para o plantio.

Você, como produtor rural, sabe qual é o momento ideal?

Bem, a época de coleta e posterior envio das amostras ao laboratório apresenta certa variação, mas o ideal para culturas anuais é realizar o procedimento no início do período de seca e com boa antecedência em relação ao plantio. Para Tiritan, “a amostragem e análise devem ocorrer pelos menos entre 60 a 90 dias antes do plantio da safra de verão”.

Já para culturas perenes em produção, o indicado é que a amostragem deva ser conduzida preferencialmente logo após a colheita. O professor lembra ainda que dependendo do sistema de produção adotado, a análise poderá ser realizada em qualquer época do ano.

O produtor, ao promover um bom manejo da frequência e época da analise do solo, terá tempo suficiente para planejar a compra do calcário e dos adubos, e de manutenção de máquinas e implementos que serão utilizados na correção.

O resultado desse planejamento será sentido lá na frente, no momento da colheita da lavoura com grandes chances de ser positivo.

Gostou do artigo? Acha que ajudará seus colegas a aumentarem a frequência de amostragem e análise do solo? Então, compartilhe com eles nas suas redes sociais!

Como estocar agrotóxicos sem erro?

Como estocar agrotóxicos sem erro

A agricultura brasileira é reconhecida mundialmente, sendo protagonista na produção de alimentos, porém para alcançar todo esse reconhecimento, ela foi (e ainda é!) dependente de insumos externos à propriedade.

Dentre esses insumos, os agrotóxicos são cada vez mais utilizados, tanto em volume quanto em quantidade de ingrediente ativo/área. A utilização desses insumos apresenta características atraentes para o produtor rural, pois traz simplicidade e facilidade, além de necessitar de pouco entendimento de processos básicos para a sua aplicação.

Em contrapartida, o crescimento do uso de agrotóxicos tem promovido problemas ambientais bastante sérios para o campo. Um dos principais está relacionado à estocagem dos agrotóxicos dentro da propriedade que, por muitas vezes, é feita de forma não condizente com as boas práticas agrícolas.

A situação atual do armazenamento de agrotóxicos em diversas propriedades brasileiras é preocupante. Apesar das leis vigentes no País, é possível observar muita resistência ou desconhecimento do produtor para se adequar às normas estabelecidas para tal finalidade.

Importância da correta estocagem de agrotóxicos

Agrotóxicos são produtos químicos utilizados na agricultura com o objetivo de controlar pragas que atacam as plantações. Para ter efeito, eles são compostos por diversos componentes químicos que são verdadeiros venenos altamente tóxicos.

Devido à alta toxidade, o armazenamento inadequado de agrotóxicos pode causar sérios dados ao meio ambiente, com grande possibilidade de poluir solos, lençóis freáticos e rios. O armazenamento inadequado pode ainda causar sérios danos de saúde ao ser humano e aos animais.

Por esses motivos, agrotóxicos corretamente armazenados (seja na propriedade rural ou em armazéns de cooperativas e revendas agrícolas) são a principal garantia de segurança do ambiente. Na garantia do correto armazenamento, há legislações bastante claras que, se cumpridas à risca, garantirão um armazenamento muito mais seguro.

Qualquer produtor rural pode estocar agrotóxicos?

Devido a rígida legislação vigente, não é todo produtor rural que pode comprar ou estocar agrotóxicos. Marcelo Campacci, engenheiro agrônomo e gerente adjunto de Regulamentação Federal da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), afirma que "é proibida a compra e consequente estocagem de agrotóxicos sem o cumprimento das legislações vigentes."

O Artigo 13 da Lei 7.802/89 e o Artigo 64 do Decreto 4.074/2002 afirmam que para a aquisição dos agrotóxicos é necessária a apresentação da receita agronômica, emitida por um profissional legalmente habilitado para a ação. Nesta receita devem constar as informações completas do usuário (nome, propriedade, localização, etc), além das recomendações técnicas (diagnóstico, cultura, quantidades de produto que devem ser adquiridas, dose, precauções de uso, etc).

A receita agronômica é emitida baseada em um diagnóstico feito in loco, que, geralmente segue a seguinte ordem:

  1. Visita à propriedade;
  2. Identificação da cultura ou material a ser tratado;
  3. Definição da área, volume ou peso a ser tratado;
  4. Identificação do agente etiológico.

Ao identificar a necessidade da propriedade, o agrônomo irá emitir ao produtor a receita agronômica, que deve ser apresentada no momento da compra de qualquer modalidade de agrotóxicos.

Onde e como armazenar agrotóxicos?

Todo e qualquer agrotóxico deve ser, impreterivelmente, alocado em armazéns devidamente preparados e destinados exclusivamente para esse fim. O armazenamento deve obedecer sempre a legislação vigente.

O engenheiro agrônomo Marcelo Campacci cita ainda que "todas as embalagens de agrotóxicos são compostas por instruções de armazenamento e uso que devem ser seguidas pelos produtores."

Confira abaixo a transcrição de parte da legislação do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) que regulamenta o armazenamento de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins além das especificações do fabricante que devem constar em rótulos e bulas do produto.

As edificações destinadas ao armazenamento de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins devem:

a) Ter paredes e cobertura resistentes;

b) Ter acesso restrito aos trabalhadores devidamente capacitados a manusear os referidos produtos;

c) Possuir ventilação, comunicando-se exclusivamente com o exterior e dotada de proteção que não permita o acesso de animais;

d) Ter afixadas placas ou cartazes com símbolos de perigo;

e) Estar situadas a mais de trinta metros das habitações e locais onde são conservados ou consumidos alimentos, medicamentos ou outros materiais, e de fontes de água;

f) Possibilitar limpeza e descontaminação.

O armazenamento deve obedecer, as normas da legislação vigente, as especificações do fabricante constantes dos rótulos e bulas, e as seguintes recomendações básicas:

a) As embalagens devem ser colocadas sobre estrados, evitando contato com o piso, com as pilhas estáveis e afastadas das paredes e do teto;

b) Os produtos inflamáveis serão mantidos em local ventilado, protegido contra centelhas e outras fontes de combustão.

Certamente, a estocagem de agrotóxicos acontece de forma mais eficiente em armazéns de revendas agrícolas ou cooperativas, estes sim, tem capacidade e condições recomendadas de estocar grandes quantidades dos produtos.

Assim, para o produtor, o ideal é que ele não faça estoques de produtos além da sua demanda. Caso haja a necessidade de urgência, é mais viável que a compra dos agrotóxicos seja feita próxima ao uso e na quantidade correta. Isso diminui a possibilidade de acidentes.

Controle da qualidade de armazenagem dos agrotóxicos: é obrigatória?

Sim. Todo armazém e seus respectivos produtos tóxicos estocados devem ser controlados periodicamente. Marcelo diz que “o controle periódico dos armazéns e dos produtos é essencial para que as condições estabelecidas pela legislação, pelos fabricantes e por outras normas sejam respeitadas”.

Os armazéns são fiscalizados por órgãos estaduais e do Distrito Federal responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente. Além da fiscalização do armazenamento, a legislação também tem o objetivo de fiscalizar a devolução e destinação adequada de embalagens de agrotóxicos, seus componentes e afins.

Muitos produtores se preocupam bastante com a aplicação dos agrotóxicos (usando EPI’s e aplicando a dosagem correta), porém na hora de armazenar, cometem erros que, até certo ponto, são considerados básicos.

Assim, é muito importante que o produtor continue tendo todos os cuidados na hora da aplicação, mas também faça o correto armazenamento do produto.

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Saiba por que agora é a hora de investir em equipamentos e máquinas agrícolas

Saiba por que agora é a hora de investir em equipamentos e máquinas agrícolas

Tendo a soja como carro-chefe, a safra brasileira 2016/2017 de grãos pode chegar a 215,3 milhões de toneladas, volume 15,3% maior do que o da colheita anterior, o que corresponde a um aumento de 28,6 milhões de toneladas. É o que afirma a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Junto a esse crescimento espera-se também um impulso na venda de máquinas e equipamentos agrícolas.

O presidente da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), Antonio Megale, comenta que a previsão da safra recorde é positiva na questão de substituição de equipamentos, prevendo um aumento na produção de 10,7%, um crescimento em 13% em vendas internas e 6% em exportações.

A substituição de equipamentos também é apontada pelo presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Pedro Estevão Bastos de Oliveira. A vida útil dos equipamentos é de até 10 anos. “As máquinas se desgastam, então é obrigatória a troca”

Oliveira explica ainda que no Centro-Oeste se usam mais as máquinas, pois as propriedades são maiores, logo, o tempo de vida útil é de sete anos. Enquanto no Sul são menos hectares, as propriedades são menores.

Mais áreas plantadas

Outro fator positivo ao setor de máquinas agrícolas é o aumento anual de 2,5% da área plantada no Brasil. Tratores e colheitadeiras trabalham em operações de preparo do solo, semeadura, plantio, tratos culturais e colheita, transporte, elevação, manuseio e para o processamento. Máquinas direcionadas para culturas, como soja, milho e cana, representam 70% das vendas e ajudam a alavancar o setor.

Incentivos do governo

No Plano Safra, lançado pelo Governo Federal anualmente, está prevista uma verba para financiamento de maquinário. O orçamento 2016/2017 previa R$ 5 bilhões, já completamente usados em seis meses. Assim, o governo está realocando, dentro do plano, outros R$ 2,5 bilhões, porém não descarta que o valor para financiamentos até junho de 2017 possa alcançar R$ 10 bilhões. Além disso, o governo oferece o Moderfrota, linha de financiamento voltada ao crédito para a compra de máquinas agrícolas.

Quer saber mais sobre o setor industrial e a importância das máquinas e equipamentos agrícolas? Acompanhe nosso canal de conteúdo e fique por dentro das novidades do setor. 

O papel das cooperativas no agronegócio brasileiro

O papel das cooperativas no agronegócio brasileiro

Sem dúvidas, o agronegócio brasileiro tem papel de destaque na produção mundial de alimentos. Estamos entre os líderes na produção de laranja, carne bovina, suína e de aves. Além disso, somos grandes exportadores dos produtos vindos do campo, que chegam a lares do mundo todo.

Porém, nos últimos anos o Brasil passa por uma crise econômica bastante intensa, que atingiu o agronegócio, deixando-o menos pujante. Ainda assim, o negócio do campo vem, ano após ano, se mantendo firme e contribuindo positivamente com o PIB brasileiro. Em 2015, já em meio à crise econômica, nosso PIB fechou com uma queda de 3,8%, enquanto o agronegócio cresceu 0,4%.

Está claro que somos muito fortes no campo, mas você sabe qual é um dos principais responsáveis pelo sucesso do agronegócio brasileiro? As cooperativas.

Seguindo a máxima de que a união faz a força, a ação coletiva gerada pelas cooperativas é um dos principais alicerces para que o agronegócio brasileiro enfrente crises e cresça de forma substancial.

Fernando Degobbi, diretor financeiro da Coopercitrus, afirma que “as cooperativas têm um papel fundamental em fornecer uma solução integrada para os cooperados". Segundo ele, essa solução passa por insumos, equipamentos e serviços diferenciados.

Degobbi ainda complementa que "para o pequeno e médio produtores, que têm dificuldades e restrições para viabilizar projetos que envolvam investimentos em tecnologias, a cooperativa se faz essencial.”

Cooperativas no agronegócio brasileiro: auxiliando o produtor no seu dia a dia

Desde a descoberta da agricultura, o homem vê a necessidade de trabalhar em grupo desenvolvendo vários arranjos organizacionais que visam facilitar a ação coletiva. Dentre esses arranjos, as cooperativas de produtores agropecuários são responsáveis por desempenhar um importante papel econômico e social no agronegócio.

Uma cooperativa agrícola nasce da associação voluntária de produtores rurais com os mesmos interesses e que buscam vantagens comuns em suas atividades agroeconômicas.

No Brasil há cooperativas que são verdadeiros conglomerados de produtores que buscam na cooperação as vantagens e benefícios necessários para que se mantenham fortes e ativos neste mercado tão competitivo.

Cooperativas fortes são grandes aliadas dos produtores e estes produtores unidos fazem com que a cooperativa se torne ainda mais forte. Para o diretor financeiro da Coopercitrus, o papel desse tipo de associação vai além:

Ela possibilita ao produtor desenvolver um modelo de negócios integrado, com a comercialização das culturas, conseguindo assim, acessar inovações tecnológicas de forma conjunta”, característica que ele não conseguiria sozinho principalmente sendo pequeno.

Vantagens obtidas pelo produtor ao se associar às cooperativas

Ao se associar a uma cooperativa, o produtor terá diversas vantagens e benefícios que possivelmente farão sua atividade alavancar em produtividade, garantindo uma economia mais forte e sociedade mais unida. Entre as principais vantagens, temos:

1. Assessoria técnica: além da experiência comercial, as cooperativas agrícolas mantêm uma equipe de técnicos, veterinários e agrônomos, que dão suporte regularmente aos produtores, garantindo produções melhores, o que é interesse para o cooperado e para a cooperativa. Essa assessoria técnica é ainda mais valiosa para aqueles produtores que estão iniciando uma nova atividade produtiva.

2. Prestação de serviços: cooperativas bem estruturadas também prestam diversos serviços para o produtor, como o beneficiamento de café, pasteurização de leite, embalagem de produtos, etc. Além disso, a cooperativa será um lugar de referência, utilizado para contratação de mão de obra, fonte de informações e auxílio técnico, comercialização da produção e, ainda, onde se compram materiais e produtos agropecuários, pois a maioria das cooperativas dispõe de lojas próprias para atender não só os cooperados, mas também toda a comunidade local.

3. Garantias trabalhistas: por serem devidamente registradas, as cooperativas trazem garantias para trabalhadores e proprietários rurais, com benefícios claros para ambos, conferindo ao trabalhador remuneração condizente com a realidade do mercado de trabalho, associada a benefícios, como pagamento de INSS, dias parados, décimo-terceiro salário, assistência médica e educacional.

4. Cooperativismo: as cooperativas priorizam sempre o cooperativismo entre os produtores rurais e essa troca de experiências entre os associados é essencial. Por exemplo: um produtor de milho ou de cana de açúcar pode sugerir uma parceria para um criador de gado, avicultor e suinocultor da mesma cooperativa, fornecendo assim a sua produção de maneira direta, excluindo intermediadores.

Além disso, com o apoio da cooperativa o produtor terá a possibilidade de obter linhas de crédito, financiamentos mais interessantes e seguros agrícolas muito mais vantajosos quando comparados com produtores que atuam de forma solitária.

Como ser cooperado?

Em muitas atividades agrícolas, aquele produtor, principalmente o pequeno, que não se organizar e se associar a alguma cooperativa, pode correr sérios riscos de não sobreviver perante a esse mercado cada dia mais competitivo. A associação à cooperativa tende a melhorar esse cenário para o produtor.

Para que você se torne um associado, precisa primeiramente saber qual é a cooperativa mais próxima e que se enquadre na sua atividade rural. Em seguida deve saber qual é a documentação que a cooperativa pede para que você entre no quadro de associados (geralmente são documentos pessoais e da propriedade).

Preenchida toda a documentação, seu pedido de associação será analisado em uma reunião do conselho de administração ou da diretoria administrativa composta por cooperados e caso aprovado, você deverá seguir várias diretrizes organizacionais garantindo uma boa relação cooperado/cooperativa.

Para todo novo associado, a cooperativa capta uma cota do produtor rural. “Esse valor em muitas cooperativas é simbólico”, diz o diretor financeiro.

Como podemos observar as vantagens ao se tornar associado são bastante convidativas, beneficiando a própria cooperativa, o consumidor e principalmente o produtor rural que terá mais condições de crescer com o auxílio dela.

E você, já é ou pretende se associar a uma cooperativa rural na sua região? Certamente você terá diversos benefícios, mas também muitas responsabilidades. Portanto, procure se informar quanto às atividades da mesma antes de se associar.

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Desafios logísticos brasileiros para os produtores agro: conseguiremos melhorar?

Desafios logísticos brasileiros para os produtores agro conseguiremos melhorar

O Brasil figura entre os maiores produtores agrícolas do mundo, com boa produtividade e itens de qualidade. Porém, nem tudo é perfeito. Quando o produto vai para o caminhão e começa sua viagem, iniciam também os problemas.

Nossa infraestrutura logística, apesar de alguns avanços, ainda é falha e seus investimentos não contribuem com a taxa de crescimento do agronegócio nacional, e o pior, podem até atrapalhar.

Pegar o produto dentro da fazenda e leva-lo até a mesa do consumidor ou até os portos para a exportação é um dos grandes desafios do agronegócio brasileiro que precisam ser solucionados. Caso contrário, o agronegócio nacional não conseguirá aumentar sua participação na produção mundial de alimentos.

Logística Agro: muito dependente de estradas

Cerca de 60% da produção brasileira é transportada por caminhões via estradas, e é exatamente nelas que está o principal problema logístico do Brasil. Segundo dados da CNT (Confederação Nacional de Transportes), somente 12% da malha rodoviária nacional são de vias pavimentadas e boa parte dela está concentrada nos grandes centros.

Conselheiro da CBC e da Brasil Fretes e ex-presidente Cargill S/A, Sergio Barroso cita que o alto custo logístico do transporte rodoviário é o maior gerador da grande perda de eficiência do setor agropecuário brasileiro.

A ineficiência significa menor agregação de valor, causando grandes transtornos e reduzindo substancialmente a produtividade que existe da porteira pra dentro”.

Porém, o que está ruim, piora ainda mais. Nosso problema logístico fica ainda mais evidente quando o produto chega aos portos para exportação, defasados e muitas vezes sem a estrutura necessária.

Tais problemas geram atrasos na entrega, aumento do frete marítimo e, consequentemente, do preço do produto final. É a falta de eficiência dando as caras novamente.

Qual é o maior desafio atual da logística agro no Brasil?

O Brasil está atrasado quando o assunto é sua logística de transportes da produção agrícola, e, tudo não será resolvido do dia pra noite, precisamos começar o quanto antes para que nosso futuro seja mais “iluminado”.

Para Barroso, o Brasil tem urgência em eficiência: “precisamos comprar e vender melhor, mais rápido e com menor custo”. Para ele, é essencial investir em tecnologia para dar acesso a mercados para todos os produtores e assim reduzir custos de transação.

Algumas soluções são comuns e totalmente adaptáveis à condição brasileira. Acompanhe!

Transporte pelas águas: barato e eficiente

A maioria dos países no mundo não têm rios navegáveis, o Brasil, por sua vez, tem boa parte de suas águas com essa capacidade. Somos abençoados nesse sentido e contamos com 44 mil quilômetros de rios, dos quais 29 mil são naturalmente navegáveis.

Porém, apenas 5% da safra de grãos é transportada pela água, enquanto 67% segue por estradas. Aumentar a eficiência do transporte em rios é meta estipulada pelos governantes, mas quase nada sai do papel.

Transporte ferroviário: esquecido nas últimas décadas, mas com grande potencial

Por muito tempo, as ferrovias foram as principais responsáveis pelo transporte agro brasileiro. Porém, na década de 1950, optou-se pelo sistema rodoviário como forma de alavancar o desenvolvimento econômico. Em consequência, as ferrovias ficaram com falta de manutenção e investimento baixo, as ferrovias e os trens foram ficando velhos e obsoletos, sendo praticamente esquecidas pelos governantes.

O potencial das linhas férreas é muito grande para o transporte de cargas agrícolas no Brasil, com transporte mais barato e rápido. O governo até tem muitos projetos para o retorno do transporte ferroviário brasileiro, porém, devido a crise econômica ou falta de governabilidade, as estradas férreas recentemente construídas nunca viram um trem passando sobre elas.

Como resolver os problemas logísticos?

Anos atrás, diversos países não tinham um sistema logístico forte, mas com muito esforço hoje são exemplos de eficiência logística. O agroempreendedor brasileiro precisa entender que é sim possível, mas, para isso, precisa priorizar a eficiência.

Para Barroso, “lideranças do setor precisam ter a eficiência como bandeira. Sejam as lideranças privadas, que patrocinem adoção de novas tecnologias, ou públicas, na criação de alternativas para solucionar problemas estruturais diante do quadro fiscal que se apresenta”. O crescimento logístico passará pela eficiência.

Ainda segundo Sérgio Barroso, soluções estruturais, que perpassam estradas, portos e ferrovias são de ordem pública e devem ser o foco da melhora logística brasileira. “O papel do empreendedor privado é de apoiar e cobrar por tais agendas”, diz.

Para finalizar, o especialista cita que “o grande desafio dos produtores está em empreender profissionalmente, crescendo de modo sustentável, mas sempre em busca de mais eficiência”. Há solução, e isso depende de esforços conjuntos de produtores, governantes e iniciativa privada.

E você, produtor, está fazendo a sua parte e buscando melhorar a sua eficiência? Compartilhe essa ideia nas suas redes sociais!

Rastreabilidade agrícola: segurança alimentar em toda a cadeia produtiva

Rastreabilidade agrícola segurança alimentar em toda a cadeia produtiva

Produtos agrícolas, de origem animal ou vegetal, percorrem um longo caminho até o consumidor final. Diversos intermediários atuam fazendo o produto sair da fazenda, passando por possíveis beneficiamentos e posteriormente sendo colocados nas prateleiras de supermercados para, enfim, chegar à mesa.

O acompanhamento de cada etapa desse processo é essencial. E a forma mais eficiente de fazer isso é promover a rastreabilidade dos produtos agrícolas.

Assim, uma boa rastreabilidade garante que cada processo seja controlado com um acompanhamento mais eficaz, em que alterações nas etapas da produção podem ser rapidamente detectadas, diminuindo a chance de falhas e garantindo maior segurança alimentar. Mas você sabe o que é rastreabilidade?

Rastreabilidade, o que isso significa?

Conhecer a origem do alimento industrializado, além de facilitar a identificação de possíveis “não-conformidades” é fundamental para a garantia da qualidade. A rastreabilidade tem exatamente esse objetivo.

Um sistema de rastreabilidade é, portanto, um conjunto de medidas que possibilitam controlar e monitorar sistematicamente todas as entradas e saídas nas unidades, sejam produtivas, processadoras ou distribuidoras, garantindo a origem e a qualidade do produto final.

No mercado agrícola atual - cada dia mais competitivo -, a rastreabilidade dos produtos funciona como um diferencial no mercado, tornando-o mais competitivo e menos sujeito às instabilidades do mundo globalizado.

Vantagens e desvantagens da rastreabilidade

Muita gente pensa sobre as vantagens e desvantagens de se rastrear um produto, porém, para a rastreabilidade elas não existem. Estranho falar isso, mas na verdade a rastreabilidade é uma necessidade do produtor que deve seguir uma exigência do mercado.

Para Celso Vegro, diretor técnico do IEA (Instituto de Economia Agrícola), "a rastreabilidade tornou-se necessária para o cumprimento da exigência crescente dos mercados consumidores."

Segundo Vegro, depois das crises de contaminação de produtos agroalimentares (iniciada com o pânico em torno da carne contaminada pelo mal da vaca louca), rastrear virou sinônimo de manutenção das parcelas de mercado conquistadas e não aderir a essa tecnologia representará perda de mercados e a longo prazo inviabilidade do negócio.

Sabe-se também que surtos de doenças (como a vaca louca) podem afetar toda a cadeia, culminando em um sério problema para o Estado. A rastreabilidade ajudará a minimizar esses riscos, facilitando a localização do foco de problemas e tranquilizando a população, o exportador e dando credibilidade ao próprio Estado.

Quais produtos agrícolas podem ser rastreados?

Sistemas de rastreabilidade são intrínsecos a qualquer tipo de certificação de produtos agropecuários e alimentares. Vegro cita que “a invenção do código de barras permitiu a adaptação dessa tecnologia para qualquer tipo de mercadoria, tornando-a perfeitamente rastreável.”

A partir do código de barras, a rastreabilidade pode ser aplicada a qualquer elo de cadeia produtiva (produtos vegetais, animais, processados - de origem vegetal e animal - ou distribuídos), em que cada uma terá critérios específicos para a qualidade final do produto.

Implantar um programa de rastreabilidade do zero no Brasil não é uma tarefa simples e envolve custos, além de mudanças nos conceitos de produção adequando-a as exigências das certificadoras. Porém, quando bem estruturados trazem diversos benefícios para o sistema agrário brasileiro, gerando, inclusive maior lucratividade.

Tais custos são difíceis de serem estimados, visto que os valores variam significativamente entre setores e entre agentes dependendo do tipo de tecnologia usada, da quantidade de informação envolvida, da complexidade da cadeia alimentar, da cultura e do tipo de certificação escolhida.

Como começar a rastrear meus produtos? 

O processo de rastreabilidade é longo e não é tão barato, visto que antes de rastrear o produto o agricultor precisa obter certificados (públicos e privados) para assim introduzir a rastreabilidade com maior transparência.

É o que diz Celso Vegro. “A rastreabilidade não é coisa simples e requer muito investimento, pois antes de tudo há que se obter certificados creditando a origem e os métodos empregados no cultivo e ou na criação, para depois introduzir a rastreabilidade com total transparência para os clientes.”

Além disso, antes de optar por certificar seus produtos, o produtor precisa entender que a rastreabilidade exige, por princípio, um mínimo de contabilidade (controle de entradas e saídas, destinos e procedências, entre outros) e controle sobre a produtividade.

Por fim, ciente que seu produto está apto a ser rastreado, o agricultor interessado pela certificação/rastreabilidade deve se remeter a uma entidade certificadora responsável. Esta por sua vez, indicará um inspetor (técnico especializado) que fará uma primeira visita ao estabelecimento, certificando (ou não) a propriedade.

O processo de certificação/rastreabilidade continuará até que o produto seja certificado oficialmente. É necessário lembrar que o inspetor fará visitas recorrentes à propriedade para garantir a qualidade da produção.

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