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Cuidados na semeadura de verão

Cuidados na semeadura de verão

Antônio Faganello

Pesquisador da Embrapa Trigo - Engenheiro Mecânico, Mestre em Engenharia Agrícola, pesquisador da Embrapa em Mecanização Agrícola

Antes de iniciar a semeadura das culturas de verão, como soja, milho e feijão, alguns aspectos devem ser considerados para assegurar a adequada dosagem e deposição de sementes, permitindo condições favoráveis ao estabelecimento, ao desenvolvimento e à produtividade da lavoura.

O processo de semeadura e o conseqüente estabelecimento da população de plantas em uma lavoura são influenciados por diversos fatores, que podem atuar  isolados ou combinados, relacionados na interação sementes, solo e semeadora.

De forma geral, no cálculo do número de sementes a ser dosada por metro linear, acrescentar 15% a 20% de sementes para compensar as perdas ocasionadas pelo poder germinativo e pureza da semente, furos do disco dosador não preenchidos, danos mecânicos, ataque de pragas, doenças e outros.

A eficiência do mecanismo dosador de sementes está intimamente relacionada com a adequada regulagem e manutenção. A precisão de distribuição linear das sementes é altamente influenciada pela altura do dosador em relação ao solo.

Outro fator que afeta a precisão dos dosadores é a velocidade de trabalho: velocidade acima de 9 km/h, normalmente, ocasiona má distribuição linear de sementes. Dados de pesquisa indicam que a razão de distribuição de sementes, a uniformidade de distribuição linear de sementes, o índice de emergência de plântulas e a demanda de potência no trator são afetados pela velocidade de deslocamento da semeadora.

A velocidade sugerida para a operação de semeadura é de, no máximo, 4km/h para milho; 5km/h para soja; e até 6km/h para os cereais de inverno.

Como equilibrar tabelamento de frete com a produção agrícola?

Como equilibrar tabelamento de frete com a produção agrícola?

Você se lembra da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio de 2018? Ela durou cerca de 10 dias e só acabou depois que o Governo Temer aceitou diversas exigências dos grevistas, como redução do preço do diesel e garantia de 30% dos fretes para autônomos. Mas a medida que gerou (e ainda gera) as maiores discussões foi o tabelamento de frete rodoviário.

Esta medida foi a mais controversa, principalmente para o agronegócio brasileiro, pois elevou fortemente os custos, tendo efeito adverso sobre a produção agrícola. Todos sabemos que o agronegócio brasileiro é um dos mais importantes em todo o mundo, mas o tabelamento de frete trouxe sérias consequências ao setor e, se manter igual às regras atuais, a produção agrícola pode se tornar insustentável. Por isso é fundamental que haja um equilíbrio entre o tabelamento de frete e a produção agrícola, mas isso é possível?

Tabelamento de frete. O que é e quais as consequências?

Certamente, o tabelamento de frete foi a consequência mais grave do “acordo” entre governantes e caminhoneiros.  O advogado e especialista em direito econômico e defesa da concorrência, José Del Chiaro, explica que essa foi uma das principais exigências dos caminhoneiros para dar fim à greve nacional, que já causava sérias consequências.

O Governo Federal entendeu que o estabelecimento de um valor mínimo para o frete rodoviário atenderia as demandas dos caminhoneiros e solucionaria o problema da gravíssima crise de logística que varreu o Brasil”, diz.

Del Chiaro explica que o tabelamento de frete foi uma medida introduzida pelo governo de forma provisória, que depois foi transformada em Lei (Lei 13.703/18), editada exclusivamente para conter as manifestações dos caminhoneiros no País.

Neste sentido, o advogado explica que o Brasil é caracterizado por uma economia onde as forças de mercado naturalmente agem para a elevação ou redução dos preços de mercadorias e serviços.

Porém o tabelamento surgiu como uma intervenção muito forte sobre as regras do mercado, fechando as possibilidades de uma atuação mais natural delas.

O agronegócio já sofreu forte impacto em decorrência do tabelamento de frete, já que teve custos muito maiores para transportar seus produtos, exercendo, dessa forma, forte impacto sobre o custo das safras brasileiras de grãos. Parte desse impacto, certamente, foi e continua sendo repassado para o consumidor final.

Única medida: confrontar o tabelamento judicialmente

Del Chiaro explica que assim que foi decretada, a Lei 13.703/18 autorizou a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) a editar a tabela com preços mínimos para o frete rodoviário. Assim, todos aqueles vinculados à cadeia de utilização do transporte de carga rodoviária estão sujeitos ao seu cumprimento, sob pena de multa, estabelecida na Resolução ANTT 5.833/18.

Dessa forma, o advogado explica que, por enquanto, a única medida que o produtor pode tomar é questionar o tabelamento de frete na justiça. “Aqueles produtores que acreditem que o frete mínimo pode causar prejuízos relevantes às suas atividades devem procurar medidas jurídicas para questionamento da tabela”.

Del Chiaro complementa: “Entendemos que a Medida Provisória 832/18 e na sequência a Lei 13.703/18 e as Resoluções dela decorrentes são inconstitucionais, inclusive objeto de questionamento perante o Supremo Tribunal Federal”.

Outras medidas para equilibrar essa relação muito desigual poderia ser a redução da dependência das rodovias para o transporte de cargas, transferindo o transporte para outros modais.

Mas há dois problemas neste sentido de difícil solução:

1-  O Brasil não tem estrutura logística de transportes, impossibilitando a alteração pelo menos no curto prazo;

2 - Outros modais de transporte (ferrovia e hidrovias, por exemplo) têm precificado a sua atividade em função do valor do frete rodoviário correspondente, portanto tendem a ser influenciados pelo tabelamento de frete.

Como evitar prejuízos decorrentes do tabelamento de frete?

Já se passaram alguns meses do fim da greve e surgimento do controverso tabelamento de frete, mas os prejuízos são sentidos até os dias atuais pelo setor agrícola. Assim, segundo Del Chiaro, agir judicialmente é a medida mais cabível para o momento.

A curto prazo, a ressalva de direitos nos parece a melhor forma de evitar prejuízos. Ou seja, se continuar contratando frete sem considerar os preços mínimos e deixar claro que o está fazendo por considerar a legislação impositiva do frete mínimo é inconstitucional”.

Neste caso, o advogado explica que, paralelamente, o produtor deve ajuizar as medidas judiciais compatíveis com essas condutas.

Del Chiaro entende que tanto as ações individuais pelas empresas prejudicadas como as atitudes das associações representativas dos produtores rurais são os canais adequados para o recurso ao Judiciário, passo necessário para ressalva dos direitos dos produtores.

Por fim, ele lembra que é legítimo que os produtores levem através de suas entidades representativas seu pleito aos novos congressistas eleitos e/ou ao novo Executivo que tomarão posse em 2019. “Com a edição da Lei 13.703/18, somente nova medida legislativa poderá alterar o status quo do tabelamento de frete", finaliza.

Como funciona a terceirização de máquinas agrícolas

Como funciona a terceirização de máquinas agrícolas

Todos nós sabemos que o custo para adquirir, operar e manter um trator é bastante elevado. Mas e se, ao invés de adquirir e manter uma máquina, o produtor rural pudesse alugar a mesma por determinado período? Essa ideia já existe e se chama terceirização de máquinas agrícolas.

O processo de terceirização de máquinas agrícolas não é necessariamente uma novidade, tanto que vários produtores rurais já alugam seus tratores e colheitadeiras para vizinhos, nos mais diversos tipos de parcerias, porém sem contrato.

Entretanto, o que vem ocorrendo é que, nos últimos anos, a terceirização de máquinas agrícolas tem se tornado um negócio que vem crescendo rapidamente, com possibilidade de trazer muitas vantagens ao produtor. Tal processo vem sendo chamado de "Uber do agronegócio".

Ociosidade das máquinas agrícolas é o grande problema do produtor

Um dos grandes problemas de toda propriedade agrícola, principalmente aquelas com pequenas extensões de terra, é a ociosidade de suas máquinas agrícolas. Veja um exemplo:

O produtor adquire um trator comum, este é utilizado na preparação do solo para o plantio, depois na aplicação de defensivos, por fim talvez seja utilizado para auxiliar a colheita (lembrando que hoje usa-se colheitadeira). Porém nos outros períodos esse trator fica na garagem parado, com uso bastante reduzido.

Assim, surge a ideia da terceirização de máquinas agrícolas. O gerente comercial de locação de pesados da Ouro Verde, Marluz Renato Cariani, explica que a terceirização significa locar os equipamentos ao produtor que necessita, sem que ele precise adquiri-las. “A terceirização de máquinas agrícolas nada mais é do que a empresa locar os equipamentos em vez de o produtor precisar comprar”, é o mesmo processo de locação de um carro, por exemplo.

Chassi resistente, versatilidade e preço baixo: a escolha do carro ideal para trabalhar no campo

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Só quem trabalha no campo sabe o quanto um carro é exigido diariamente em meio a terreno acidentado, desafio de passagem por água e carga pesada. A combinação de chassi resistente, tração 4x4 com reduzida e suspensão trilink é essencial para aguentar as tarefas mais difíceis, garantindo que nenhuma etapa da produção seja interrompida de uma hora para outra por causa do veículo.

Além de versatilidade e robustez, alguns requisitos precisam ser observados de perto. Na fase de compra é importante levar em conta a relação custo x benefício e as condições especiais de pagamento para produtor rural. Pensando no futuro, considere prazo de atendimento de pedidos de peças, revisões com preço fixo, custo de manutenção e tempo de garantia.

Juntas, todos esses atributos criam um carro perfeito para o trabalho no campo. Quer nossa indicação de veículo para começar 2019 com tudo? Continue lendo este artigo especial!

Suzuki Jimny: preparado para encarar os terrenos mais difíceis

Jimny-Suzuki-AgronegócioSe você quer um carro que percorra toda a fazenda, superando relevos variados e transpondo cursos d’água com versatilidade e eficiência, o Suzuki Jimny é a sua melhor opção. O 4x4 da Suzuki encara obstáculos com ângulo de entrada de 45º, de saída de 51º e de rampa de 32º.

Quem precisa de ainda mais capacidade off-road pode contar com o modelo Jimny 4Sport Desert: ângulo de entrada de 47º, de saída de 53º e de rampa de 34º.  Ao todo, o Suzuki Jimny conta com 5 modelos de tamanhos variados para atender diferentes necessidades.

As rodas de liga leve com pneus 205/70 R15 ATR dão ótima estabilidade e capacidade de enfrentar os terrenos mais difíceis. A suspensão do Jimny é Trilink, possui eixo rígido e molas helicoidais na dianteira e na traseira, garantindo custo reduzido de manutenção e aumento da longevidade do carro. Somado a isso, o raio de giro de 4,9 metros facilita bastante as manobras.

Quem tem, aprova

Seis Suzuki Jimny foram comprados pela Usina Trapiche, durante a Agrishow deste ano, para substituir os modelos que eram utilizados na área de cana. “O preço convidativo foi crucial para fechar o negócio”, afirma Leonardo Bezerra, da empresa agroindustrial produtora de açúcar e álcool localizada em Pernambuco.

“O Jimny supre as necessidades. Os seis carros são utilizados diariamente em terrenos bastante acidentados. Em período de safra, alguns ficam disponíveis 24 horas por dia.” Leonardo destaca que mesmo sendo um carro pequeno, o Jimny tem capacidade de fazer giros num raio pequeno, fora da estrada, o que é muito importante para ele.

Segurança, facilidade e conforto para o motorista

Jimny-Suzuki-agronegócio

A bordo do Suzuki Jimny, o motorista pode ficar tranquilo quando o assunto é segurança, conforto e facilidade de utilização, graças a itens de série como:

  • Ótimos ângulos de entrada e saída que facilitam superar qualquer tipo de obstáculo
  • Ar condicionado para encarar as variações do clima ao longo do dia
  • Bancos traseiros rebatíveis 50/50 e função cama
  • Engate traseiro e capacidade de reboque.
  • Freios a disco na dianteira com pinças em posição elevada, facilitando a transposição em trechos alagados
  • Eficiência de frenagem com o escoamento de água, que evita retenção de terra ou lama

Versões para qualquer necessidade com a cara do homem do campo

De fabricação nacional em todas suas versões, o Suzuki Jimny apresenta economia e baixo custo de manutenção, além de ser o compacto 4x4 mais barato do Brasil, oferecendo assim ótimo custo x benefício para o produtor rural.

Além disso, o pós-venda da Suzuki é amplamente premiado garantindo aos seus clientes revisões com preço fixo e 98,5% dos pedidos são atendidos com pronta entrega.

Com 3 anos de garantia, o Jimny apresenta cinco versões, cada uma com detalhes e características que agradam diferentes perfis de produtores rurais.

  • Jimny 4Work - R$ 69.990,00
  • Jimny 4All - R$ 70.990,00
  • Jimny 4Work Off Road - R$ 77.990,00
  • Jimny 4Sport - R$ 78.990,00
  • Jimny 4Sport Desert - R$ 85.990,00

Quer saber mais sobre as versões do Suzuki Jimny que mais combinam com sua atividade rural? Então, clique aqui e conheça mais sobre o melhor carro para o campo!

*Fotos: Tom Papp

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de SUZUKI.

Aplicativos que multiplicam ganhos na agricultura. Saiba mais

Aplicativos que multiplicam ganhos na agricultura. Saiba mais

A imagem do campo como um local de técnicas rudimentares e sem nenhuma tecnologia já ficou no passado. Hoje em dia, aplicativos e softwares agrícolas estão cada vez mais presentes em todas atividades relacionadas ao homem do campo.

Com estes aplicativos e softwares, a possibilidade de controle total de rebanhos e lavouras, gerenciamento da adubação, da irrigação e de pragas é cada vez maior e mais fácil. Mas, além disso tudo, um fator que vem estimulando o uso desse tipo de tecnologia é a possibilidade de o empresário rural conseguir multiplicar seus ganhos.

Mais dados gerados, redução de perdas e aumento dos ganhos

No Brasil, muitas são as propriedades que já possuem máquinas e equipamentos com diferentes sensores. Estes são responsáveis por coletar uma grande quantidade de dados a cada minuto. O que ocorre, porém, é que a análise deste grande volume de dados é praticamente impossível de ser realizada sem o apoio de sistemas informatizados (aplicativos e softwares).

A pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária, Luciana Romani, explica que o uso destas aplicações permite uma análise mais precisa e muitas vezes em tempo real, melhorando a gestão da atividade. “Essa análise possibilitará redução de perdas, e consequentemente, o aumento do ganho no agronegócio”.

A pesquisadora diz ainda que o uso de tais aplicativos trará ganhos em todos os elos da cadeia, desde o agricultor, que reduzirá seus gastos, além de ter informação relevante e em tempo hábil para tomar decisões, até empresas que se especializam no desenvolvimento de ferramentas computacionais para o setor.

Luciana explica que já há sistemas web como, por exemplo, o Agritempo que já estão disponíveis ao produtor. Este sistema foi desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária e pelo Cepagri/Unicamp (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas) e permite ao produtor planejar sua colheita, além de informar sobre a data certa do plantio e a previsão do tempo, dentre outras importantes funcionalidades.

Este tipo de informação beneficia o agricultor e permite uma tomada de decisão mais acertada, diminuindo as perdas e, consequentemente, aumentando sua lucratividade”, salienta a pesquisadora.

Facilidades geradas pelos aplicativos e softwares

Inúmeras são as vantagens quando os aplicativos e softwares são adotados pelas propriedades rurais. Luciana cita a mobilidade como um dos benefícios mais interessantes. “Hoje em dia há a possibilidade de uso destas aplicações em qualquer local por meio de smartphones, possibilitando o acesso a informações valiosas e modelos que o auxiliam na tão difícil tomada de decisão no campo”.

Além disso, tais aplicativos antecipam cenários, apresentam dados em tempo real sobre a hora certa de irrigar, a previsão do tempo e os alertas de geadas, dentre tantas outras informações importantes para o homem do campo.

Luciana salienta que com esses aplicativos, tudo estará literalmente na palma da mão do empresário rural. “Nesta nova era da Agricultura Digital, o agricultor tem a informação que precisa para gerenciar seu negócio na palma da mão, trazendo maior facilidade e rapidez nas atividades gerenciais”.

Aplicativos auxiliam a tomada de decisão

Como vimos, vários são os benefícios da adoção de aplicativos e softwares nas atividades relacionadas ao campo, mas Luciana ressalta que o benefício mais significativo é, sem dúvidas, o auxílio na tomada de decisão, tão importante para o dia a dia do homem do campo.

O uso destes apps e softwares auxilia na tomada de decisão do trabalhador, permitindo a redução de perdas, uma vez que automatizam processos, auxiliam no gerenciamento de grandes volumes de dados e permitem diferentes análises e simulações”, diz Luciana.

A pesquisadora explica também que os sistemas informatizados permitem ao agricultor ter uma visão mais aprimorada e precisa dos gastos e rendimento líquido da propriedade, melhorando a eficiência financeira.

Atualmente, há aplicativos que possibilitam o gerenciamento a distância da propriedade, como é o caso do aplicativo Roda da Reprodução desenvolvido pela Embrapa.

Este aplicativo auxilia no gerenciamento de rebanhos leiteiros, permitindo acompanhar o crescimento e o peso das novilhas e bezerras, além de monitorar de maneira simples os estágios produtivos e reprodutivos das vacas”, salienta Luciana.

Por fim, vale lembrar que alguns aplicativos são gratuitos. Outros, mais específicos, são pagos, mas a maioria deles necessita de um investimento relativamente baixo, o que compensa a aquisição, afinal as facilidades geradas por esses aplicativos e a possibilidade de multiplicação dos ganhos irão compensar esse investimento.

Comprar ou alugar máquinas agrícolas, qual a melhor opção?

Comprar ou alugar máquinas agrícolas, qual a melhor opção?

Nos últimos anos, todas as atividades agrícolas vêm passando por diversos ajustes. Em um ambiente onde as margens estão mais apertadas, tomar decisões certas é cada vez mais importante e, uma das decisões mais difíceis é, sem dúvidas, a escolha entre comprar ou alugar máquinas agrícolas.

Até meados de 2014 (diante do auge da crise econômica), a aquisição de máquinas agrícolas era muito difícil para a maioria dos produtores rurais devido à restrição de crédito. Por isso, o alugar máquinas agrícolas foi sempre uma boa opção. Mas com a crise sendo deixada para trás fica a questão: é melhor comprar máquinas agrícolas ou o aluguel é ainda uma boa opção?

Alugar máquinas agrícolas: ótima opção para o produtor

Segundo o gerente comercial de locação de pesados da Ouro Verde, Marluz Renato Cariani, considerando o atual sistema econômico, os produtores compreendem que para continuar na atividade é preciso buscar fórmulas para reduzir custos em todos seus aspectos para, com isso, conseguir ampliar a margem de ganho.

Por isso, a questão financeira é fundamental na decisão entre comprar ou alugar máquinas agrícolas. Apesar de estar se recuperando, empresários e produtores rurais ainda enfrentam diminuição do crédito, aumento de juros sobre investimentos e instabilidade da cotação do dólar frente ao real. Por isso, investir capital na compra de máquinas agrícolas ainda é difícil.

Dessa forma, o produtor deve avaliar suas necessidades da produção, calculando as despesas com o maquinário e, assim, concluir se é ou não vantajoso investir na ampliação da frota. Nesta conjuntura, Cariani acredita que a terceirização é apontada como um dos meios mais interessantes para conseguir otimizar a gestão da propriedade.

O gerente salienta ainda que a decisão pela locação em detrimento da compra exerce influência no aumento do índice de liquidez da empresa. “Ao substituir imobilização de capital por custo de locação, há importante redução da necessidade de Capital de Giro, significando redução de custo de capital”, explica.

Cariani ressalta que há também vantagens fiscais para a empresa que opta pela locação, ao apropriar-se de parte do valor pago como crédito e apresenta ainda outras vantagens importantes da locação em detrimento da compra de máquinas agrícolas:

  • Flexibilidade no aumento da quantidade de máquinas alugadas;
  • Disponibilidade de maquinário por ter uma empresa especializada acompanhando o processo produtivo e os períodos de manutenção;
  • Diminuição no uso de limites de crédito com aquisição dos equipamentos;
  • Possibilidade de investir o dinheiro da compra em outra necessidade dentro da empresa rural.