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Como a análise do solo brasileiro pode te ajudar

Como a análise do solo brasileiro pode te ajudar

Pronasolos (Programa Nacional de Solos do Brasil) está previsto para durar 30 anos, com orçamento de R$ 740 milhões, nos dez primeiros anos, e vai desenvolver atividades de documentação, interpretação de dados de solos brasileiros, inventário e investigação para gestão desse recurso e sua conservação.

Segundo o pesquisador José Carlos Polidoro, da Embrapa Solos (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o programa irá obter informações para detalhamento para que o País consiga usar esse recurso natural. Afinal, o presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), José Raimundo Braga Coelho, a falta de água que sofremos hoje nas fazendas está bastante relacionada à falta de cuidados que temos com o solo.

A análise do solo pode solucionar alguns desses problemas. O presidente da Embrapa, Maurício Antonio Lopes, lembra que a produção de alimentos cada vez mais sofisticados e a desertificação observada em diversas partes do planeta são exemplos de questões relacionadas a esse valioso recurso.

Conheças as 20 instituições participantes do Pronasolos:

 

  1. Agência Espacial Brasileira (AEB)
  2. Diretoria de Serviço Geográfico do Exército (DSG)
  3. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
  4. Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig)
  5. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme)
  6. Instituto Agronômico (IAC)
  7. Instituto Agronômico do Paraná (Iapar)
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
  9. Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper)
  10. Serviço Geológico do Brasil (CPRM/SGB)
  11. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS)
  12. Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS)
  13. Universidade Federal de Goiás (UFG)
  14. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  15. Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  16. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  17. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
  18. Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
  19. Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  20. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

 

Mais tomates limpos com menos água. Saiba como reduzir perdas!

Mais tomates limpos com menos água. Saiba como reduzir perdas!

Elevado uso de água na limpeza, alto desperdício no pós-colheita e dificuldade em fazer uma classificação mais uniforme são três das principais dificuldades regularmente enfrentadas por pequenos e médios produtores de tomates no Brasil.

Com o objetivo de auxiliar esses produtores, pesquisadores da Embrapa Instrumentação (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolveram uma máquina que promete ajudar a enfrentar tais dificuldades. O equipamento chamado “Ccassificadora compacta para beneficiamento e classificação de frutas e hortaliças”, limpa tomates com menos água, contribui com a classificação dos alimentos e auxilia na redução de perdas no pós-colheita.

Esse sistema auxilia pequenos e médios produtores, os quais realizam a limpeza e beneficiamento em campo”, explica o pesquisador e participante do projeto, Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação.

Como funciona o sistema de limpeza de tomates que usa menos água

Diferente dos sistemas mais tradicionais, que fazem a limpeza do tomate na horizontal, o sistema desenvolvido pela Embrapa realiza a limpeza na vertical, o que traz avanços significativos e também a redução de perdas.

Para realizar a limpeza na vertical, três escovas são posicionadas, duas embaixo e outra em cima, proporcionando assim um maior contato entre fruto e escovas. No projeto utilizamos escovas com cerdas sintéticas ou de origem animal, mas devem ser bem maleáveis para proporcionar um contato maior entre o fruto e as cerdas”, comenta Ferreira.

Ainda de acordo com o pesquisador: “O diferencial neste sistema é o contato com as cerdas e também a utilização de escovas com cerdas em helicoides. Essa conformação da escova, semelhante a uma espiral, proporciona um maior contato em frutos de diferentes tamanhos e formatos, além de agilizar a movimentação do produto”.

As frutas e hortaliças, após a colheita em campo, apresentam algum tipo de sujidade específico, tendo como exemplo a batata ou a cenoura, que vêm com mais terra. "Por sua vez, a superfície do tomate é mais lisa, apresentando também um tipo diferente de sujidade, que se assemelha a um pó. Desta forma, fica mais fácil de ser retirada com escovas”, explica.

Para saber mais sobre o funcionamento da máquina classificadora de tomates, assista este vídeo, sugerido pela Embrapa Instrumentação.

Principal vantagem do sistema

Para se ter uma ideia, a limpeza tradicional do tomate consome até 500 m3 de água/mês em algumas unidades de beneficiamento. Já máquina compacta tem capacidade para classificar cerca de uma tonelada de frutos diariamente, quantidade que varia de acordo com a regulagem da ferramenta, tipo do fruto, entre outros fatores.

Ferreira ressalta que tão importante quanto a quantidade, é a pressão da água durante a limpeza, já que a forma da aplicação da água - jato sem pressão, ou com pressão por meio de bicos em spray - influencia na eficiência de limpeza.

Não é a quantidade que faz a diferença, mas sim a forma que é aplicada”, comenta. Por isso, com o sistema haverá otimização do uso deste importante recurso natural, ou seja, será utilizada menos água.

Mais facilidade na classificação e redução de perdas

A novidade traz também muitas outras vantagens ao pequeno e médio produtor:

Geralmente eles realizam a classificação e limpeza dos tomates de forma manual e por muitas vezes não conseguem a correta padronização exigida pelo mercado, causando problemas na questão comercial.

Ao usar o sistema o produtor terá a possibilidade de fazer melhor classificação com uma limpeza mais eficiente, agregando assim, valor ao produto e tornando-o mais competitivo no mercado.

Outro problema enfrentado por produtores é a elevada quantidade de frutos feridos durante o processo de lavagem e a classificação, o que aumenta as perdas do produto. Ferreira ressalta que as pesquisas seguiram durante 3 anos e os resultados foram expressivos na questão de redução de perdas.

Segundo os estudos, a máquina vertical teve quantidade bastante reduzida de frutos feridos quando comparada com a máquina tradicional.

O protótipo desenvolvido na Embrapa tem capacidade de limpeza e classificação de cerca de 1 tonelada/hora. “Este é um protótipo de pesquisa, sendo que no maquinário comercial esta capacidade pode ser aumentada, de acordo com a demanda do setor”.

Por fim, o sistema é móvel e compacto (2,20 metros de altura por 1,60 metros de largura, pesando 200 kg), podendo ser facilmente movimentado na propriedade rural, com o beneficiamento sendo feito a campo.

O pesquisador da Embrapa comenta que o equipamento já foi comercializado para alguns estados brasileiros e tem sido utilizado por pequenos e médios produtores, não somente de tomate, mas também de outras culturas.

Gostou dessa inovação que usa menos água e promove a redução de perdas no beneficiamento de tomates? Então, compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais!

Adubação nitrogenada melhora sua produção de milho. Saiba como!

Adubação nitrogenada melhora sua produção de milho. Saiba como!

Nos últimos anos, estamos presenciando um considerável aumento na produtividade da cultura do milho no Brasil, sendo cada vez mais comum encontrarmos colheitas com médias acima de 10.000 kg/ha, com alguns agricultores chegando a impressionantes 15.000 kg/ha.

Todo esse sucesso produtivo pode ser atribuído ao grande avanço tecnológico, como a adoção de milho Bt, aliadas à maior fertilidade do solo, além de práticas mais eficientes de manejo e adubação.

Dentre esses aspectos ligados ao aumento da produtividade, a Adubação Nitrogenada vem ganhando destaque. Isso porque o nitrogênio (N) é o nutriente responsável pelo crescimento das plantas, por contribuir com a produção de novas células e tecidos - daí a importância deste tipo de adubação.

Porém, na adubação nitrogenada na cultura do milho, alguns aspectos são importantes. Dentre eles, devemos ponderar a época de aplicação e a necessidade de seu parcelamento, na garantia do sucesso da ação.

Adubação Nitrogenada: O que é?

O nitrogênio é conhecido como elemento essencial para todas as plantas, isso porque exerce funções importantes nos processos bioquímicos da planta, estando diretamente relacionado com o crescimento e com o rendimento de culturas, estimulando as taxas de iniciação e expansão foliar, o tamanho final e a intensidade de senescência das folhas.

Por esta razão, contar com a adubação nitrogenada é de fundamental importância para o crescimento vegetativo da todas as culturas, inclusive o milho.

Dentre as culturas, o milho é conhecido por remover grandes quantidades de nitrogênio do solo. Assim, se o produtor busca maior produtividade, é indicado que ele faça uso da adubação nitrogenada objetivando complementar a quantidade suprida pelo solo.

Segundo a doutoranda em Agronomia da UTFPR-PR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Idianara Fernanda Pizzatto, a adubação nitrogenada é conhecida pela aplicação de ureia, sulfato de amônio ou nitrato de amônio. “Tais compostos se caracterizam por apresentarem elevada concentração de nitrogênio em sua formulação, contribuindo desta forma no aumento da produtividade do milho”, explica.

Quando realizar a adubação nitrogenada?

Para realizar a aplicação da adubação nitrogenada na cultura do milho, Idianara comenta que é de extrema importância que a agricultor leve em consideração a demanda de nitrogênio durante o desenvolvimento da cultura.

As maiores necessidades deste nutriente são após a emergência da planta, visto que o N é utilizado para o rápido desenvolvimento inicial da planta, estendendo-se até o momento da emissão do pendão, período o qual ela necessita de mais nutrientes”.

Ainda para definir a época de aplicação, o agricultor deve ter ciência do potencial de perdas por lixiviação em função da textura do solo (arenoso ou argiloso) e a presença de impedimentos físicos e químicos que reduzem a profundidade efetiva de exploração do perfil do solo pelas raízes.

Idianara sugere que o agricultor também deve levar em consideração as condições ideias de umidade no solo no momento de aplicação.

Importância do parcelamento ao fazer a adubação nitrogenada

Tradicionalmente, o N é aplicado em cobertura em diferentes estádios fenológicos da cultura do milho, garantindo maior eficiência agronômica. Por isso, a aplicação parcelada é recomendada para todas as situações.

A pesquisadora da UTFPR complementa: “Em diversos experimentos, os melhores rendimentos foram obtidos quando a aplicação nitrogenada foi realizada de forma parcelada durante o ciclo da cultura”.

Segundo Idianara, o parcelamento proporciona menores perdas no solo através dos processos de volatilização ou lixiviação. No entanto a pesquisadora indica que fatores como fertilidade do solo, época de semeadura da cultura, práticas de rotação das culturas são condições que devem ser levadas em consideração ao estabelecer as quantidades a serem aplicadas.

Resultados produtivos e custos da Adubação nitrogenada

De fato, a quantidade correta a ser aplicada de adubos nitrogenados juntamente com o manejo adequado da cultura são fatores que contribuirão para o aumento da produtividade para a cultura do milho.

Porém, a eficiência relativa nas formas de adubação nitrogenada para a cultura do milho, têm sido bastante variáveis. Por esta razão, Pizzatto ressalta que só isso não basta para alcançar o sucesso da produtividade. “O sucesso depende do suprimento adequado de outros nutrientes para a cultura, correção do solo, manejo adequado da cultura e nível tecnológico”.

Quanto aos custos, a adoção da prática na cultura do milho possivelmente afetará de forma direta nos custos de produção, tornando-os mais elevados. Porém, Idianara indica que sem estes custos extras, o agricultor dificilmente alcançará um aumento desejado na produtividade da sua lavoura.

Dessa forma, torna-se extremamente necessário por parte do agricultor o acompanhamento dos custos que envolvem todas as etapas do sistema produtivo, inclusive a adubação nitrogenada.  Com isso tal forma de adubação irá se tornar acessível à todos os agricultores de milho, que terão sua produtividade aumentada, desde que seja muito bem planejada.

Agrishow é completa de histórias – conte a sua!

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Para comemorar as 25 edições da Agrishow, estamos contando histórias de como a feira ajudou o produtor e o agronegócio brasileiro a crescer! São histórias de quem nasceu no agronegócio e acompanha de perto as mudanças desse mercado. E essas histórias foram transformadas em filmes. O primeiro você vê aqui!

“O agricultor assume grandes responsabilidades”, afirma o produtor rural Sidney Fujivara. “E nossa motivação é vencer esses desafios”, completa o também produtor Anderson Matte. E para encarar essas “grandes responsabilidades” e “desafios”, nada melhor do que ir até a Agrishow; afinal “a agricultura brasileira mudou demais em pouco tempo, então precisamos vir aqui e ver lançamentos, novidades e tecnologia”, explica o produtor rural José Lopes.

 

Tem uma história com a Agrishow ou o agronegócio? Conte ela pra gente nos comentários logo abaixo. Estamos reunindo “causos” sobre essas 25 edições da Agrishow e queremos contar a sua história. Participe!

 

Proteja sua produção de soja de sementes piratas e evita perdas!

Proteja sua produção de soja de sementes piratas e evita perdas!

Você sabia que, de acordo com a ABRASS (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja) aproximadamente 30% de toda a safra 2015/16 da soja brasileira foi semeada com sementes ilegais ou, como costumamos chamar, de “sementes piratas”?

Certamente, este é um número muito preocupante e deixa toda a agricultura nacional em estado de alerta, já que sementes sem procedência podem representar muita dor de cabeça para o produtor rural e para toda a sociedade agrária.

Muitos são os motivos que desencorajam o produtor a optar por esse produto, mas, mesmo assim, muitos ainda correm o risco e pagam “mais barato” por sementes sem procedência comprovada, ignorando completamente as consequências futuras do uso delas.

Para sabermos mais sobre os riscos e consequências do uso das sementes piratas, conversamos com Francisco Krzyzanowski, Presidente da ABRATES (Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes) e pesquisador da Embrapa Soja ((Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

O que são exatamente, as Sementes Piratas?

As sementes piratas consistem em grãos colhidos e revendidos de forma ilegal como semente, sem que se conheça a procedência ou o registro dos mesmos. A fiscalização é inexistente e não há recolhimento de impostos. O beneficiamento e o armazenamento, por sua vez, raramente são adequados - o que diminui a qualidade da semente.

Além disso, Krzyzanowski explica que elas são produzidas fora do sistema oficial brasileiro de produção de sementes. “Por esta razão, não apresentam origem conhecida, controle de geração e são comercializadas como grão”.

O crescimento do uso de sementes piratas ocorre quando os custos de produção estão elevados e os preços da soja não estão atraentes, assim os produtores rurais buscam economizar em todas as etapas da produção.

Na cabeça dos produtores a compra de sementes mais baratas é uma necessidade para economizar. No entanto, economizar justamente no plantio pode sair muito caro devido aos riscos a seguir apresentados.

Quais os riscos no uso de sementes piratas?

Todo produtor rural não quer colocar a colheita da sua lavoura em risco. Porém, o simples fato de plantar sementes piratas pode acarretar em diversos problemas produtivos, genéticos, fisiológicos e sanitários para o seu negócio. Krzyzanowski lista alguns:

  • Sementes piratas não asseguram a pureza física, podendo conter em sua sacaria sementes de ervas daninhas nocivas à produtividade;
  • Não asseguram a pureza genética de uma cultivar específica, podendo ter mistura de sementes de outras cultivares;
  • Não asseguram a qualidade fisiológica, podendo apresentar baixo vigor e baixa taxa de germinação;
  • Não asseguram a qualidade sanitária, podendo transmitir doenças via semente.
  • Provocam redução significativa da produtividade.

Finalmente, Krzyzanowski cita o insucesso econômico durante a colheita como um grande problema.

"Em caso de insucesso na lavoura o agricultor não terá nenhum respaldo legal para a reparação do prejuízo financeiro que ele terá”. Essa garantia pode ser dada pela empresa caso sejam utilizadas sementes legais.

Questões mercadológicas e as consequências das sementes ilegais

Além do produtor rural, pode-se dizer que todos os outros envolvidos com a cadeia agrícola perdem bastante com o uso e com o comércio ilegal de sementes. O governo perde devido à evasão de impostos, os obtentores e a pesquisa também saem perdendo pelo não retorno dos royalties.

Segundo Krzyzanowski, o avançar do uso de sementes piratas (com não pagamento de royalties) provoca forte desestímulo por parte das empresas de biotecnologia ao programa de melhoramento genético das mesmas.

O uso de sementes piratas põe em risco a renovação das cultivares (variedades) em cultivo, trazendo grande prejuízo para a agricultura nacional”, comenta o presidente da Abrates.

Por estas razões é preciso conscientizar o produtor brasileiro a valorizar as sementes legais, caso contrário haverá uma forte tendência das empresas se dedicando ainda menos à pesquisa no Brasil e resultando em graves prejuízos no futuro.

Sementes legais garantem distância dos problemas

É preciso alertar os produtores que, as sementes piratas trazem problemas para a lavoura, para o comércio, para o governo e para as empresas produtoras de tecnologia.

Portanto, é sempre recomendado que o produtor fique distante das sementes ilegais, buscando empresas idôneas, que ofereçam sementes certificadas.

Krzyzanowski lembra que as Associações Estaduais de Produtores de Sementes são excelentes fontes de referência para o agricultor selecionar fornecedores que ofertam sementes com garantia de qualidade.

Por fim, vale ressaltar que, segundo o código penal, é ilegal produzir, vender e comprar sementes piratas. Portanto, sempre que você se deparar com esse tipo de mercado ilegal, denuncie! A agricultura brasileira agradece.