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Articles from 2020 In November


E-commerce e transformação digital: grandes aliados do agronegócio

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O que esperar do agro em 2021?

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Durante conversas com empresas do agro, cooperativas e produtores rurais, tenho ouvido, com frequência, uma pergunta: Capella, o que esperar do agro em 2021? A resposta para esta questão é ampla e é bem provável que precisaria ocupar diversas e diversas páginas. Mas, vamos tentar resumi-la em alguns pontos principais.

Confira a seguir:

A) Sustentabilidade

Os produtores rurais estão cada vez mais preocupados com questões ambientais. A natural conexão com a terra, o rigoroso Código Florestal e o CAR são os pilares deste sólido envolvimento. Outra questão importante é a demanda crescente do varejo por produtos fabricados com total sustentabilidade, impulsionada por exigências dos consumidores finais.

B) Tecnologia

O agro será ainda mais tecnológico em 2021. A sucessão familiar pulsante, os resultados digitais extremamente comprovados e o fortalecimento de startups e hubs de inovação sustentam essa expectativa.

C) Saúde pública

A constante preocupação dos consumidores finais com a origem dos alimentos e o fortalecimento do bem-estar animal estão em plena evidência. Este contexto reforçará a atenção dos produtores rurais para pontos relacionados à saúde pública.

D) Marketing

As empresas de agronegócio, os produtores rurais e as cooperativas aumentarão os investimentos em ações de marketing no ano de 2021. Ganharão relevância a exposição em mídias altamente qualificadas, as ações interativas em eventos e as conexões digitais.

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Inovações e desafios na criação de suínos

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Uma das maiores preocupações de criadores é adequar suas granjas para serem mais sustentáveis, para produzir melhor e com menor impacto ao meio ambiente. Segundo a médica veterinária Patrícia Mendes, gerente de marketing da Auster Nutrição Animal, tais granjas se caracterizam por gerar energia utilizada na fabricação da ração e para uso em toda a propriedade, como iluminação de galpões e sistemas automatizados de comedores.

E geralmente, um dos recursos autossustentáveis para a geração de energia se dá pela utilização dos dejetos de suínos. “Os resíduos dos animais são direcionados a uma lagoa coberta (biodigestor). Ali ocorre o processo de fermentação anaeróbica, gerando gás com 50% a 70% de metano. Esse gás é direcionado a motogeradores, que realizam a queima e transformam essa energia química em energia mecânica e, posteriormente, em energia elétrica, que pode ser utilizada em todos os processos”, explica

Tais dejetos podem ter duas destinações: ser encaminhados em sua totalidade depois de tratados para que sejam utilizados as etapas de fertirrigação, conforme as devidas recomendações agronômicas, ou podem ser realizadas outras etapas de tratamento para que sejam reutilizados em processos que necessitem de tais demandas, seguindo as recomendações técnicas.

Primeiros passos

“Para iniciar esse tipo de processo em uma granja, é necessário analisar de maneira técnico-financeira todo esse processo. Em uma granja com 200 matrizes, por exemplo, deve-se começar com a geração da própria energia e, assim, evoluir para os demais processos. O investimento médio para a implantação de um biodigestor e o sistema de motogeradores pode ficar em torno de R$ 900 mil”, explica a gerente de marketing da Auster.

Ainda segundo Patrícia, o investimento traz, entre os benefícios, a redução de custos na propriedade, maior competitividade, maior retorno financeiro e destaque na imagem da granja perante órgãos ambientais, instituições que fazem a utilização de carne suína, grandes empresas e socialmente.

“A produção sustentável é uma exigência crescente do mercado e precisa fazer parte das prioridades dos suinocultores. Atualmente, o processo de transformação é voluntário, mas os benefícios são cada vez maiores. Além disso, em muito pouco tempo, se tornará uma necessidade”, alerta.

Controle de moscas

Etapa de extrema importância para a saúde dos animais, a presença dos insetos compromete os resultados da produção, além de acarretar problemas sanitários; de acordo com o médico veterinário Paulo Bennemann, gerente técnico da área de suínos da SANPHAR Saúde Animal na América Latina, individualmente esses insetos são capazes de carregar cerca de 250 tipos de vírus e bactérias, como E. coliSalmonella sppLawsonia intracellularis e peste suína africana por até 1,4 km do seu local de origem, agindo como vetores dessas doenças.

As moscas provocam problemas relacionados ao bem-estar, devido à irritação dos animais, e econômicos – a partir da redução do desempenho zootécnico. Sem contar o aspecto de má aparência na granja.

“No verão, a situação pode se agravar, visto que o clima quente e úmido é propício à proliferação das moscas.  Na fase adulta, elas produzem até 750 ovos, que têm rápida eclosão (de 8 a 24 horas). No inverno, o ciclo completo (de larva à mosca adulta) ocorre entre 30 e 35 dias – nos meses mais quentes esse processo é agilizado, levando de 10 a 14 dias”, explica o gerente técnico da SANPHAR.

Soma-se às condições de clima e umidade a predileção das moscas pela postura de seus ovos em matéria orgânica – as áreas abaixo do piso das baias, canaletas de dejetos e frestas de pisos propiciam as condições ideais para o rápido desenvolvimento da infestação.

Bennemann recomenda atenção à presença de moscas adultas nas granjas. Elas representam apenas 10% do potencial de infestação, além das pupas (10%) e larvas (80%). “O foco do controle deve ser no estágio larval, embora muitas vezes seja feito para combater as moscas na fase adulta, que são mais visíveis. Entretanto, temos de lembrar que as moscas adultas representam uma pequena parte do ciclo biológico. O controle é realmente efetivo na fase com maior população de indivíduos potenciais, que são as larvas”.

Doenças entéricas

Frequente em fase de creche dos suínos - mas também ocorrendo no crescimento e na terminação- são causadas por bactérias como Escherichia coli, Salmonellas, Lawsonia intracellularis, Brachyspiras e outros agentes, sendo responsáveis por importantes prejuízos na produção.

"Bastante comuns, principalmente no verão, as disenterias e diarreias são provocadas por multifatores relacionados ao ambiente e a questões sanitárias. A desidratação é severa, o animal perde muito líquido e nutrientes, e, consequentemente, desempenho. Em alguns casos, pode levá-lo a óbito", explica o médico-veterinário Dalvan Veit, Gerente Técnico da Zoetis.

Por ser usual, a recomendação do especialista é de um tratamento estratégico posicionado justamente nas fases em que é identificada uma maior pressão de infecção desses agentes entéricos. Para isso, o medicamento composto pelos princípios ativos lincomicina e espectinomicina, que possuem atuação sinérgica e amplo espectro de ação frente a esses agentes entéricos, é colocado na ração.

 

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Desafios da Soja - Preço, Demanda e Clima

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Preços em Chicago superiores a 11 dólares o bushel, dólar a R$ 5,50, comercialização da safra 2021 alta e com preços relativamente baixos, plantio conturbado, bolsões de seca e preocupações com La Nina.

Este é cenário que famílias sojicultoras brasileiras enfrentam. Junto com elas, o estresse aumenta em cadeia e passa pelas empresas compradoras, tradings, esmagadoras, cerealistas ou cooperativas, passado pelas inúmeras fornecedoras e prestadoras de insumos, afinal setor que movimenta a economia brasileira é grande.

Não se pode ser alarmista, mas esta é uma safra que inspira preocupações e que não permite qualquer margem de quebra.

É preciso destacar que os altos preços da safra 2020 não foram para todos e alguns players erraram a mão. A média geral de comercialização ficou na casa dos R$ 80,00 a R$ 90,00. Um valor interessante e lucrativo com certeza, porém quando comparado aos R$ 160/170,00 pode ter representado prejuízo a algumas empresas à medida que algumas delas rolaram ou renegociaram posições nestes preços para a safra 2021. Ou então produtores que negociaram sua soja e não travaram custos para a próxima safra.

Aqui fica um alerta! Muito cuidado ao fazer negócios para a próxima safra, especialmente em um momento de disseminação de Recuperação Judicial, muito cuidado com a escolha de parceiros de negócios.

Vale pontuar a preocupação por custos de safra mais altos à medida que insumos estão mais caros e o uso de tecnologia empregado também aumentou. Na conta extra gastos com replantio.  

Em paralelo, a média de preços comercializados para 2021 estão abaixo dos preços atualmente praticados no momento atual de mercado. Produtores não vendem porque já venderam um percentual importante à medida que o dólar subia e hoje preferem esperar uma definição climática para decidir maiores vendas. Logo, esta é a razão pela apatia de ofertas no mercado brasileiro.

Neste momento de novembro, os trabalhos de plantio que totalizam 70 % de uma área prevista em 38.2 milhões de hectares, voltam a se equilibrar aos da média normal. Mesmo assim as chuvas estão irregulares em muitas regiões brasileiras e pelo brasil afora muitas áreas estão replantando.

Temos um cenário de preços altos em Chicago, dólar igualmente alto dando competitividade ao grão brasileiro, porém China ainda muito voltada ao grão norte americano e um momento pós eleição com China antecipando que pretende revisar termos do acordo fase 1 com o governo democrata.

Cenários de múltiplas possibilidades para os preços em Chicago. Clima na América do Sul será determinante para direcionamento dos preços na bolsa de Chicago.

No radar: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Todos muito relevantes para ajudar a suprir a demanda mundial aquecida. Brasil precisa não apenas contar com uma boa safra para garantir as entregas dos contratos já realizados e possibilitar mais negociações, mas também precisa contar com a oferta dos países vizinhos para suprir eventual necessidade de importação da oleaginosa para equilibrar o mercado brasileiro.

Será sem dúvida uma safra de grandes desafios ao agro brasileiro. Que as chuvas normalizem e que na minha coluna em dezembro possamos abordar um viés positivo, completamente diferente ao abordado neste mês. Uma ótima temporada às todas as famílias brasileiras.  Andrea Cordeiro

*No segundo levantamento de safra da CONAB divulgado em novembro, estima que na temporada 2020/2021 o Brasil semeará 38,2 milhões de hectares e produzir uma safra de aproximadamente 135 milhões de toneladas.

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Blockchain no agro brasileiro já é possível!

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Uma das maiores preocupações atuais com os alimentos é sua origem. Fato que tem trazido à tona o debate acera da rastreabilidade de produtos agro, o que nos leva ao Blockchain: imagine o alimento a caminho do supermercado ou seja na sacola do consumidor. O Blockchain monitora o trajeto desses produtos, desde a plantio até a mesa. Isso vai facilitar com que se saiba por onde e quando o alimento passou o que ajuda a evitar desperdício e oferece maior controle de qualidade.  

Segundo o líder técnico para clientes da IBM Brasil, Carlos Rischioto, a tecnologia pode ser aplicada a qualquer tipo de cultivo ou produção, além de haver melhora na produtividade, com mais facilidade para gestão de certificados, simplificação nos processos de rastreamento, recall e gestão de distribuições e estoque dos produtos.

Ainda de acordo com Rischioto, a rastreabilidade garantida e compartilhada na cadeia pode trazer diferencial competitivo aos produtores, ajudando na garantia de origem, garantia do transporte dentro dos padrões de qualidades, etc.

Para quem planeja utilizar esse tipo de ferramenta, o líder técnico explica que o primeiro passo é encontrar uma rede já existente para seu processo de negócios, no caso da IBM há a IBM Food Trust cuja associação pode ser realizada pelo site. “Após a adesão à rede, existe um processo de ingresso e conexão, que vai variar de acordo com o tamanho e complexidade do participante e dos módulos que serão utilizados”, explica.

Além disso é comum a formação de associações ou cooperativas de produtores para ingressar nas redes ou a associação com distribuidores e varejistas que já estejam nas redes.  E com a ferramenta em funcionamento o produtor pode acessar a solução através de qualquer computador ou smartphone e cadastrar seus produtos

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8 facilidades do PIX para o produtor rural

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O sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (BCB) é uma opção ao lado do TED, DOC e de cartões – de débito ou crédito – para que as pessoas ou empresas transfiram valores, recebendo pagamentos, por exemplo. As transações acontecem em menos de 10 segundos via smartphone, de acordo com informações da instituição.

Embora criada pelo Banco Central quem oferece a solução são as instituições financeiras: bancos, fintechs, meios de pagamento etc. E para ter acesso ao PIX é necessário acessar o aplicativo da sua instituição em seu smartphone e criar sua chave de acesso que pode ser seu CPF/CNPJ, e-mail, o seu número de telefone celular ou, ainda, uma sequência aleatória de números.

Ainda de acordo com o Banco Central, é possível utilizar o PIX em uma ou mais instituições financeiras; que vai aparecer nos aplicativos como uma opção de pagamento ao lado de TED e DOC, por exemplo, assim, no ato do pagamento basta selecionar a opção PIX, entretanto é necessário que a outra pessoa também possua a solução.

Dentre as vantagens da ferramenta para o agro nacional, o mercado listou:

  1. Digitaliza processos;
  2. Por dispensar ou substituir o dinheiro impresso, o troco também se faz “desnecessário”;
  3. Pode ser realizado a qualquer momento, funcionando 24 horas por dia;
  4. Substitui as máquinas de pagamento;
  5. Supre a carência de agências bancárias em algumas cidades brasileiras
  6. Compra mais rápidas de insumos, o que agiliza a entrega;
  7. Facilita acesso de pequenos e médios produtores ao consumidor final;
  8. Sem intermediador, menos tarifas – pessoa física para pessoa física não há cobrança. Somente de pessoa jurídica para pessoa física ou entre duas pessoas jurídicas.

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Soja puxa aumento produtivo de grãos em 2021

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A produção brasileira de grãos deve passar de 253 milhões de toneladas em 2021 – um aumento de 0,5% em comparação ao ano anterior, projetando um total de 67,74 milhões de hectares. A área plantada aumenta pelo 11º ano consecutivo na safra 2020/21 o que representa, por sua vez, uma alta de 2% frente a 2019/20, superando em 6% o recorde registrado na safra anterior.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) esse aumento será puxado pela soja, com alta prevista de 4,6%. Informações da Datagro indicam que a área de oleaginosas (que inclui o grão) cresce 2% em 2021, para 39,81 milhões de hectares, com produção estimada em 137,54 milhões de toneladas - 131,69 milhões delas apenas da soja.

A safra de cereais 2020/21, por sua vez, será plantada em área 3% maior que a de 2019/20, o que resulta em 27,93 milhões de hectares.

Com informações da CNN Brasil

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Vantagens para a agricultura da produção de sementes sustentáveis

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Nos últimos anos, o mercado ilegal de sementes e com padrão inferior de qualidade vem rapidamente crescendo, causando prejuízos milionários ao setor e lesando o consumidor que, no anseio de pagar mais barato, adquire produtos de origem e qualidade duvidosa.

Comprar uma semente fora do padrão pode causar queda na produtividade, disseminação de pragas e doenças. Pode também incentivar o mercado ilegal que não segue às normas legais oficiais.

Para ajudar a diminuir estes problemas, uma iniciativa brasileira ganha espaço. É o programa Semente Legal, que é responsável pela produção de sementes sustentáveis que tem a finalidade de garantir rastreabilidade, segurança e certificação de origem aos produtos agrícolas.

Para saber mais sobre este programa, conversamos com Roberto Miyano, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Ceptis Agro e que é um dos idealizadores deste projeto.

Sementes sustentáveis: o que são?

O programa Semente Legal® é um projeto que permite rastreabilidade segura e verificação externa da qualidade (VEQ) de sementes conhecidas como sustentáveis. Esse programa possibilita ao agropecuarista a garantia de que ele está comprando sementes com origem e qualidade garantidas.

Estas sementes são produzidas seguindo critérios socioambientais, legais e de qualidade, e que obedeceram a todas as legislações e boas práticas de produção que se iniciam ainda na origem, lá nos campos de produção.

Sementes sustentáveis são sementes produzidas dentro da legalidade, em propriedades que respeitam o código florestal, obedecendo a regulamentação do MAPA prevista para o processo produtivo, beneficiamento e comercialização de sementes”, complementa Miyano.

As sementes sustentáveis funcionam como quaisquer sementes tradicionais, porém a grande diferença está no ato de como essa semente foi produzida, beneficiada e comercializada.

Segundo Miyano, todo o processo de produção de sementes sustentáveis é feito com integridade, sempre respeitando a legislação federal e estadual, evitando assim a comercialização de sementes piratas.

Quem planta Semente Legal, colhe credibilidade. Quem compra semente legal combate o mercado ilícito, e garante o retorno das empresas que tem compromisso com a sustentabilidade e a integridade”, afirma.

Processo de produção de sementes sustentáveis

As sementes sustentáveis são sementes que apresentam muitas vantagens que incentivam o uso pelos agropecuaristas, levando segurança e confiança. Mas, para isso tanto a procedência quanto a qualidade das sementes exigem processos de produção específicos.

Para isso, o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Ceptis Agro ressalta que as sementes com a rastreabilidade são submetidas a uma verificação que monitora e avalia a conformidade de todo o processo produtivo, sendo:

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É realizada uma completa avaliação da conformidade dos insumos, ou seja, se eles são de origem idônea, se possuem autorização dos obtentores, se os fornecedores estão em conformidade com as legislações socioambientais;

Produção

Realiza-se a avaliação se o Produtor e o processo produtivo adotado estão em conformidade com todas as legislações vigentes, sob o aspecto legal e de qualidade do produto;

Comercialização

Avaliação da conformidade da comercialização dos produtos, avaliando aspectos fiscais e, principalmente, de qualidade, observando as regras estabelecidas pelo MAPA.

Principais vantagens do uso das sementes sustentáveis

As vantagens de se adquirir produtos do programa Semente Legal são inúmeras, e tem a possibilidade de trazer benefícios diretos a todos os envolvidos nessa cadeia de consumo (consumidor, produtor e o país). Assim, entre todas as vantagens Roberto Miyano destaca:

- Benefícios ao consumidor final:

  • Confiança de que o consumidor fará uso de sementes produzidas sob um rígido processo de qualidade, verificado e acompanhado por um programa imparcial;
  • Certeza de estar adquirindo insumos dentro dos padrões de pureza e viabilidade determinados pelo MAPA;
  • Confiança de que não trará para sua propriedade plantas daninhas e impurezas danosas ao seu processo ou cultura. “Esses problemas podem trazer enormes prejuízos e problemas fitossanitários para a propriedade”, explica;

- Benefícios aos produtores:

  • Comercialização e concorrência dentro de um ambiente justo, onde todos possam competir seguindo as mesmas regras;
  • Acesso à mercados altamente tecnificados e que demandam produtos que estejam em conformidade com o meio ambiente;

- Benefícios ao país:

  • Garantia de repasse e reinvestimento em pesquisa por meio do repasse dos royalties de produtos protegidos;
  • Recuperação de captação de impostos. “O programa verifica e monitora a comercialização, para que ela aconteça obedecendo todas as questões fiscais”, indica Miyano;
  • Monitoramento dos campos de produção, certificando-se de que não há produção em áreas de preservação ambiental ou outras restrições específicas para cada bioma;
  • Fortalecimento da defesa aos investidores externos de que existem regras ambientais rígidas e que são seguidas dentro do agronegócio brasileiro.

Por fim, Miyano ressalta que a certificação é realizada pela Ceptis Agro, obedecendo um protocolo Semente Legal, construído em parceria com Associações, Produtores, Entidades de classe, Pesquisadores e demais interessados, de forma a trazer toda a imparcialidade necessária para o programa.

Nossa visão é que o programa Semente Legal é mais que uma certificação, porque ele monitora todo o processo produtivo do produtor, 365 dias ao ano. A Ceptis Agro vive o dia a dia do produtor, capturando e validando as informações necessárias com objetivo de prover ao produtor rural uma ferramenta de diferenciação”, finaliza.

 

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Por que as agtechs estão crescendo rapidamente na pandemia?

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Os efeitos da pandemia do novo coronavírus estão sendo devastadores para a economia mundial. No Brasil, a pandemia tem efeitos similares a ponto de representar uma retração econômica nunca vista. Contudo, nem tudo está sendo desastroso e a notícia boa vem do campo, principalmente com o crescimento das agtechs.

O bom resultado do agronegócio em plena pandemia vem, pelo menos em partes, do esforço, dedicação e capacidade de empreender das “startups do agro”, que trabalham incansavelmente para identificar problemas e oferecer soluções para resolve-los.

Estas startups conseguiram, mesmo diante da crise, crescer e tornar a produção agropecuária brasileira no topo do mundo quando o assunto é produção de alimentos. Mas o que explica esse rápido crescimento das agtechs? E quais são os fatores que contribuem com isso?

O agronegócio sofreu menos com a crise e as agtechs tiveram grande participação nisso

De acordo com um levantamento realizado pelo IBGE, o agronegócio foi o único setor de maior relevância da economia brasileira que vem saindo ileso da crise. Tanto que nos meses de abril, maio e junho o setor registrou crescimento. Já o PIB do agronegócio registrou avanço de 0,4% no mesmo período.

Segundo Rafael Malacco, gerente de Desenvolvimento de Mercado da SIMA - Sistema Integrado de Monitoramento Agrícola -, alguns fatores fizeram com que o setor sofresse menos com a crise.

A alta demanda de soja e milho no mercado internacional juntamente com a alta no câmbio do Dólar fizeram com que os produtores brasileiros encontrassem um cenário bastante lucrativo nesse momento de crise. Com isso, não houve muitos prejuízos para o restante da cadeia de fornecedores”, complementa.

Neste cenário as agtechs têm papel fundamental, principalmente devido ao fato de a grande maioria delas possuírem soluções que impactam diretamente no ganho de gestão dos produtores.

As agechs oferecem diferentes funcionalidades que visam uma diminuição do tempo gasto para as tomadas de decisão e, que muitas vezes resultam não apenas em uma economia de tempo, mas principalmente uma redução nos custos operacionais”, indica Malacco.

Além disso as agtechs oferecem normalmente ferramentas digitais, característica que facilita a comunicação e integração das equipes e permitem que, mesmo à distância, todos continuem tendo acesso às informações importantes.

Tecnologia e inovação são fatores que impulsionaram agtechs

Como crescer em meio à crise? Essa é a pergunta que certamente todo empreendedor deve estar se fazendo neste exato momento.

Quem falar que tem uma única resposta estará mentindo, afinal é muito difícil falar que existe uma fórmula padrão. Mas a notícia boa é que algumas estratégias podem ajudar a resolver essa difícil equação.

Um dos segredos que mais funciona é sempre ter no planejamento estratégico os mais diversos cenários que podem ser enfrentados e como seria o comportamento da empresa em cada um deles.

Assim, planejamento, análise de mercado, análise de riscos e oportunidades são cruciais para que, mesmo em meio à atual crise, se tome as decisões corretas.

Além disso, os próprios resultados financeiros positivos obtidos pelas empresas do agro já são uma justificativa para que o produtor esteja aberto a realizar investimentos em tecnologia e inovação.

Outro ponto citado por Malacco é que normalmente essas empresas de tecnologia estão acostumadas a realizar vendas à distância, por meio de videoconferências. “Mesmo com o distanciamento social e pela prática do home office, não houve muitos impactos na parte comercial das agtechs”.

A pandemia por si só já acelerou o crescimento de agtechs

O cenário de pandemia fez com que tivéssemos que nos adaptar à novas rotinas de trabalho remoto, diminuição massiva nas viagens de negócios, e principalmente pelas incertezas que cenários assim nos trazem.

Com tudo isso, Malacco explica que houve uma busca maior pelo uso de tecnologias relacionadas à digitalização do campo.

O processo de digitalização do campo é realidade clara dentro do agronegócio brasileiro. Os produtores e empresas do setor já perceberam que o uso de tecnologia e uma eficiente gestão baseada em dados é a chave para uma produção mais rentável e consciente. Mas na pandemia esse processo ganhou uma importância ainda maior”, diz.

O gerente de Desenvolvimento de Mercado da SIMA cita o crescimento da própria SIMA no período de janeiro a agosto de 2019 comparado com janeiro a agosto de 2020: “Houve um incremento de cerca de 220% no uso do nosso aplicativo em campo pelos nossos clientes. Tivemos, também um excelente resultado comercial com a entrada de novos clientes”.

Certamente, em épocas como essas de crise, fica clara a importância da gestão eficiente, eliminando custos desnecessários, utilizando produtos de maneira mais consciente e tendo uma comunicação clara e objetiva com toda a equipe.

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