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Entenda por que investir em silos de armazenagem na sua fazenda

Entenda por que investir em silos de armazenagem na sua fazenda

É comum que durante a colheita o aumento da oferta de grãos faça com que as cotações sejam “derrubadas”. Além disso, valores investidos em aluguel de silos de armazenagem e frete costumam reduzir a margem de lucro para produtores. Uma solução viável para isso é a construção de silos para armazenagem nas fazendas, pois a iniciativa permite manter os grãos por perto e ter controle sobre o que é produzido.  A ação permite comercializar em momento mais rentável, evitando perda de dinheiro na pós-colheita.

O produtor rural Ari Nedeff, com fazendas de milho e soja em Campo Verde e Jaciara, ambas no Mato Grosso, decidiu investir em silos já no segundo ano de suas produções. “Fiz por segurança e para poder vender produção em época de preço menor”. O produtor visitou produtores vizinhos que já possuíam as estruturas em suas propriedades. “Não tem segredo. Há um custo, mas o valor do frete durante a colheita paga as parcelas”, afirma.

Com as estruturas para armazenamento em suas propriedades, Nedeff afirma ser possível colher os grãos por mais uma hora, economizando no frete e não fica sem caminhões para fazer o transporte. “Há um custo alto para o caminhão descarregar”.

“Os caminhões pegam os grãos na lavoura e vão direto para a armazenagem. Isso evita problemas de classificação dos produtos e misturas”, explica Nedeff. Além disso, os veículos não ficam estacionados nas filas dos trades; que, aliás, são quem vão até as fazendas buscar a produção. “Caminhões já saem pesados e com nota fiscal emitida”.

Metade da água usada pela agricultura é desperdiçada. Saiba como otimizar uso

Metade da água usada pela agricultura é desperdiçada. Saiba como otimizar uso

O Brasil é um país de dimensões continentais, com grande capacidade de produção agrícola e extensas áreas irrigadas. Prova disso é que o país figura entre os dez com a maior área irrigada do planeta, segundo estudo da ANA (Agência Nacional de Águas).

De acordo com o Atlas Irrigação, publicado em outubro de 2017 pela ANA, atualmente o país apresenta 6,95 milhões de hectares que recebem água por diferentes técnicas de irrigação.

No entanto, a mesma pesquisa mostra que esse número representa apenas 20% da área potencial para a atividade. Pior que isso é o grau de desperdício que ainda é muito elevado na agricultura brasileira. Dados indicam que a agricultura usa quase 70% da água no país, porém quase metade deste montante é jogada fora.

Vemos, assim, que a Irrigação no Brasil tem muito a crescer. Para isso, a implantação de sistemas inteligentes terá papel fundamental, auxiliando a redução do impacto causado pelas mudanças climáticas e aumentando a produtividade das lavouras.

Para saber mais sobre essas soluções inteligentes em Irrigação no Brasil, conversamos com Jorge Strina, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos da Trimble Agricultura.

Impactos do desperdício da Irrigação no Brasil

O impacto mais sério do mau uso dos recursos hídricos na irrigação no Brasil relaciona-se ao ambiental. Sabemos que apesar de abundante, a água é um recurso finito e com o mau uso dela haverá escassez e diminuição da qualidade.

Porém, além do impacto ambiental causado, Strina inclui, ainda, o desperdício com combustível e energia elétrica com grandes impactos decorrentes da irrigação não eficiente.

Independente do impacto causado, a eficiência na irrigação e a relação entre a produtividade e a lucratividade são os fatores que mais sofrerão com o desperdício.

Neste cenário é fundamental que a utilização da água seja realizada de forma racional, minimizando o desperdício e melhorando a eficiência.

Para Strina, para que o desperdício seja reduzido, o uso de tecnologia será fundamental: “A utilização de tecnologias que ajudam no controle e na distribuição da água nas lavouras podem causar um grande impacto nesse desperdício, reduzindo-o”.

Modernidade na Irrigação para reduzir o desperdício

Desperdícios de água acontecem em todos os setores produtivos onde este recurso é utilizado, na irrigação da agricultura isso não é diferente.

Se por um lado o desperdício é prejudicial, por outro o uso de irrigação possibilita um aumento significativo da produtividade, além de permitir a produção de alimentos em locais áridos”, comenta Strina.

Nesta conjuntura tecnológica, Strina comenta que a Trimble desenvolve soluções para manejo de água que trazem inúmeros benefícios ao produtor, sendo possível alcançar em algumas culturas uma economia de até 30% no uso de água na propriedade.

Entre as soluções mais estudadas e que guiarão a irrigação no futuro próximo, a Irrigação de precisão e a internet das coisas aliada à irrigação, são as tecnologias que vêm ganhando cada vez mais destaque.

Irrigação de precisão: o futuro da Irrigação no Brasil

A irrigação de precisão é um conceito recente que vem se apresentando como fundamental para aumentar a eficiência da irrigação mundo afora.  Tal conceito representa um manejo espacialmente diferenciado da irrigação, visando prover a quantidade de água específica para as necessidades cada área do terreno de uma plantação.

De acordo com Strina, com a irrigação de precisão é possível definir áreas de manejo e aplicar maiores ou menores quantidades de água, sempre de acordo com a necessidade, “em outros casos nem será necessário aplicar”, comenta. Um exemplo é a possibilidade de definir mapas com taxa variável, irrigando o campo com quantidades diferentes e de acordo com a necessidade.

Segundo o responsável da Trimble, utilizar a água na hora certa e na quantidade adequada não apenas favorece o desenvolvimento da planta e o aumento de produtividade, mas também evita o desperdício.

Jorge Strina resume a importância da irrigação de precisão: “A ideia é que tenhamos maior controle na utilização deste insumo tão precioso e cada vez mais escasso como a água”.

Internet das coisas em prol da inovação 

A internet das coisas se refere a uma solução tecnológica que objetiva conectar todos os dispositivos eletrônicos usados no dia a dia à rede mundial de computadores, aumentando a integração e a conectividade entre os objetos.

Essa inovação vem se tornando cada vez mais presente na agricultura de uma forma geral, e a Irrigação no Brasil pode se beneficiar diretamente desta tecnologia, tornando-a cada vez mais inteligente.

Especificamente na agricultura irrigada, observamos que a automação vem crescendo bastante. Com a automação no campo aliada à internet das coisas, será possível programar os controladores responsáveis pela irrigação, fazendo com que sejam muito mais eficientes e econômicos em todos os quesitos.

A internet das coisas na irrigação possibilita que tenhamos informações em tempo real, facilitando a tomada de decisão e abrindo uma série de possibilidades para o produtor rural”, finaliza Strina. O futuro também chegou à irrigação!

Você está preparado para o futuro da agricultura?

Você está preparado para o futuro da agricultura?

Quando falamos em tecnologias de ponta, sempre pensamos em carros autônomos, casas automatizadas e demais tecnologias ligadas às grandes metrópoles do mundo. Porém, você sabia que a “tecnologia do futuro” já invadiu a agricultura de forma mais rápida que as cidades?

Pois é, com o uso da tecnologia, a agricultura atingiu novos patamares, beneficiando a eficiência e a produtividade de produtores agrícolas ao redor do planeta.

Prova disso é a agricultura de precisão, que já esta alicerçada entre os grandes agricultores do mundo todo. Por meio de dados específicos, a agricultura de precisão permite melhor uso da terra e dos recursos naturais, mão de obra reduzida, menos intervenções e, consequentemente, menor custo e maior eficiência.

Porém, a tecnologia agrícola não vai parar por aqui. O futuro da agricultura ainda reserva muitas inovações e facilidades para o homem do campo.

A agricultura está avançando: conheça os avanços da tecnologia

A sociedade como um todo está mudando e a agricultura está seguindo o mesmo caminho. Muitos especialistas dizem, inclusive, que a agricultura avança de forma ainda mais rápida, trazendo ainda mais avanços em todos seus setores.

Ricardo Inamasu, pesquisador da Embrapa Instrumentação (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuárias) cita que a impressão 3D, drones, IA, sensores, IoT, dentre outros, são somente algumas das tecnologias que estão moldando o futuro da agricultura.

Essas inovações também são compartilhadas por Aidan Connolly, Diretor de Inovação e VP de Contas Corporativas da Alltech Global. Segundo Connolly, nos próximos anos, a inovação da agricultura e pecuária terá apoio, principalmente, da inteligência artificial e de blockchains que, apoiadas por sensores, câmeras e outros aparatos conectados, formam a internet das coisas.

A primeira, através da combinação de algoritmos, poderá permitir que robôs executem tarefas contínuas e repetitivas com alta eficiência. Já o blockchain revolucionará a forma como os alimentos chegam às mesas, pois permite o rastreamento em toda cadeia, dando grande suporte ao tema de biossegurança”, explica Connolly.

No futuro da agricultura, a sustentabilidade também será tópico de extrema importância e demandará mais consciência e preparo. Assim, Inamusu indica que a tecnologia que terá mais impacto são as de informação, que integre a gestão da lavoura com os demais que dão suporte à tomada de decisão. Os avanços são, e continuarão sendo importantíssimos para o homem do campo.

No futuro da agricultura, as tecnologias estarão mais acessíveis

Geralmente, para a maioria dos produtos tecnológicos ditos inovadores, o valor inicial de mercado nem sempre é compensatório em termos de custos, mesmo que seu benefício seja certo.

Para Connolly, o que acontece muitas vezes, por questões de escala, é o desconhecimento por grande parte do público consumidor desses recursos. Atualmente, entre 8% -10% de propriedades de grande porte no Brasil já têm acesso à tecnologias mais modernas. Isso mostra todo o potencial de crescimento destas tecnologias no futuro da agricultura.

Acreditamos que à medida que as tecnologias se disseminem, ou seja, haja entendimento do seu valor e ganho de escala, haverá possibilidade de atingir todos os tamanhos de propriedades rurais”, opina o diretor Alltech Global.

Considerando esta questão, provavelmente, em cerca de 15 anos, poderemos já observar um percentual mais significativo de propriedades aderindo às ferramentas tecnológicas, a fim de aumentar sua produtividade e valor nutricional dos alimentos.

As tecnologias serão acessíveis a todos. Mas todos saberemos utiliza-las?

Sem dúvidas, no futuro da agricultura, as tecnologias estarão presentes para serem utilizadas no campo. Porém, ainda há um receio dos trabalhadores rurais quanto ao uso da tecnologia. Acreditam que precisarão ser especialistas para utiliza-las. Será?

Connolly indica que talvez não precisem ser especialistas na sua essência. Porém, na concepção dele, algum grau específico de conhecimento ou experiência será necessário.

Pilotar um drone por controle remoto, programar um robô, criar imagens em 3D para que sejam impressas são tarefas bem específicas que fogem completamente da rotina do produtor rural”, explica. Por isso, o diretor da Alltech Global indica que tais tecnologias do futuro representam novas oportunidades de trabalho no campo.

Connolly acrescenta ainda que apesar do alto grau de tecnologia, ela não substituirá a capacidade do ser humano em fazer uma eficiente gestão. “Assim, o segredo estará na combinação do uso das pessoas certas, no local certo e com a tecnologia apropriada”, ressalta.

O pesquisador da Embrapa Instrumentação tem uma opinião um pouco divergente. Segundo Inamusu, as ferramentas devem estar apropriadas para uso de um agricultor e não o contrário. Assim, na concepção dele, uma boa ferramenta não deve ser tão complexa a ponto de que o usuário seja obrigado a se especializar.

Neste contexto, toda a complexidade da tecnologia estará a cargo do criador/pesquisador relacionado à ela, deixando-a o mais simples possível para o trabalhador rural.

A população está crescendo e a expectativa é que tenhamos em 2050 mais de 10 bilhões de pessoas. O aumento das áreas de produção já está no seu limite possível. A tecnologia será a única opção para que o futuro da agricultura consiga continuar produzindo alimentos de forma a atender essa toda essa demanda, em tempo hábil, com qualidade e sustentabilidade.

Conheça impactos da nova Reforma Trabalhista para o agronegócio

Conheça impactos da nova Reforma Trabalhista para o agronegócio

A Reforma Trabalhista já está em vigor! Com ela empresas têm pela frente algumas novas situações para se adaptar; como regime de trabalho parcial, hora in itinere, novo formato na jornada de trabalho, intervalo intrajornadas, acordos e contratos. Especialistas comentam o que de fato muda e como as companhias devem agir de agora em diante. Confira!

Hora in itinere – o deslocamento do funcionário entre sua casa e o local de trabalho, realizado por transporte oferecido pelo empregado quando na região não há transporte público ou o local é de difícil acesso, era contado como tempo de trabalho. Com a reforma esse tempo deixa de ser contabilizado na jornada de trabalho, independentemente da forma de locomoção.

Intervalo intrajornadas. O gerente trabalhista da Confirp Consultoria Contábil, Daniel Raimundo dos Santos, comenta que períodos de descanso, como almoço e intervalos, agora podem negociados entre empregado e empregador, desde que respeitando período de 30 minutos para jornadas acima de seis horas. Para que intervalo seja reduzido, é necessário acordo coletivo do sindicato e o empregador deverá indenizar as horas suprimidas com adicional mínimo de 50% do salário, é possível, ainda, diminuir a jornada de trabalho.

Também precisa ser de acordo coletivo – ou individual ou convenção coletiva – a jornada 12x36, em que o profissional trabalho por 12 horas e descansa 36.

O diretor executivo da Bazz Consultoria e Estratégias de Recursos Humanos, Celso Bazzola, comenta no caso de horas-extras ou banco de horas, as empresas poderão usar o trabalho adicional em casos de emergências ou sazonalidades sem ter que arcar com valores adicionais no momento. O empregado, porém, não perde tais horas, tendo possibilidade de descansar no momento que achar interessante e em comum acordo com o empregador. Caso isso não aconteça, as horas devem ser recebidas com adicional mínimo de 50% como horas adicionais ou de acordo com o estipulado em convenção coletiva.

As horas trabalhadas devem ser compensadas em um prazo de seis meses, exceto em caso de rescisão que devem ser convertidas em horas extras, adicionado o percentual mínimo de 50% definido pela lei.

O profissional que trabalha até 30 horas semanais está impedido de realizar horas extras. Entretanto, caso a jornada semanal não ultrapasse 26 horas, existe a possibilidade de realização de horas extras, limitada a seis horas semanais, com o adicional mínimo de 50% do salário. Nessa jornada de trabalho, a compensação das horas deve ser realizada na semana imediatamente posterior e a quitação deve ser feita na folha de pagamento do mês posterior.

Com a reforma foi criado o Contrato de Trabalho Intermitente, característico pela não continuidade de com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses. Para montar esse contrato, empresas precisam:

  1. Que o documento deve ser celebrado por escrito;
  2. Ter a especificação do salário-hora, que não pode ser inferior ao mínimo do salário-hora daqueles que exerçam a mesma função;
  3. Empregador deve convocar o empregado informando a jornada a ser cumprida com pelo menos três dias corridos de antecedência. Cabe ao empregado responder ao chamado em um dia útil, presumindo-se recusada a oferta em caso de silêncio, sem que isso descaracterize a subordinação;
  4. Multa de 50% da remuneração para o descumprimento do pactuado;
  5. O empregado pode prestar serviços a outros contratantes;
  6. O empregado deve auferir depois de cada período de prestação de serviços e mediante recibo a remuneração acrescida de férias mais 1/3, 13º salário, RSR (Repouso Semanal Remunerado) e adicionais;
  7. Impõe-se o recolhimento da contribuição previdenciária e do FGTS e a entrega da documentação ao empregado;
  8. O empregado adquire direito a usufruir a cada doze meses, nos doze meses subsequentes, um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador. Lembrando que o empregado já recebeu os valores devido de férias quando auferiu a remuneração no período em que trabalhou.

Instituto reduz evasão rural de jovens no RS

Instituto reduz evasão rural de jovens no RS

Nos últimos anos, um dos desafios para a produção rural era manter os jovens no campo e reduzir a evasão para as cidades. O Instituto Crescer Legal, de Santa Cruz do Sul (RS), desenvolveu um programa que faz com que as cotas de aprendizagem saiam das fábricas e vão para o campo. Desta maneira, os jovens são remunerados para aprender sobre gestão rural sem sair de suas comunidades.

A iniciativa envolve o curso “Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural” e começou em 2016, sendo finalizada em 2017 com a certificação de 84 jovens, com idades entre 25 e 18 anos, em cinco municípios: Candelária, Vera Cruz, Venâncio Aires, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul. Esses adolescentes foram contratados como aprendizes por empresas associadas ao Instituto, de acordo com a Lei de Aprendizagem (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005).

De acordo com o diretor-presidente do Instituto, Iro Schünke, a iniciativa ajuda a resolver o desafio da evasão escolar, afinal, para frequentar o curso, os jovens precisam estar matriculados e frequentando a escola. Para 2018, as atividades continuam nos cinco municípios e serão ampliadas para diferentes localidades também no Rio Grande Sul: Boqueirão do Leão e Sinimbu.

Agricultor familiar, entenda como inovações tecnológicas podem te ajudar

Agricultor familiar, entenda como inovações tecnológicas podem te ajudar

Quem pratica agricultura familiar no Brasil tem como desafio a identificação de estratégias para produção sustentável por meio de soluções que agreguem valor aos produtos e ampliem sua inserção no mercado. Além disso, precisa perceber tendências de mercado - e se adaptar a elas -  como busca do consumidor pela artesanalidade (slow food) ou pelos aspectos éticos (fair trade), étnicos ou mesmo relacionados apenas com a sustentabilidade do meio ambiente.

Para debater como as inovações tecnológicas podem ajudar o agricultor familiar, a Embrapa (Empresa brasileira de Pesquisa Agropecuária), o IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), a UnB (Universidade de Brasília) e a Fundação de Apoio à pesquisa do Distrito Federal realizaram o workshop “Estratégias para agricultura familiar: visão de futuro rumo à inovação”.

Conversamos com a pesquisadora da Embrapa, Daniela Bittencourt, sobre como facilitar o acesso às inovações aos produtores rurais e como isso pode colaborar para a inclusão deles no mercado formal. Confira!

Como levar inovação tecnológica para agricultura familiar?

A meu ver, a principal estratégia é estarmos cada vez mais próximos do agricultor familiar. Conhecendo sua realidade e necessidades. Além disso, é importante que a pesquisa, o ensino e a extensão estejam juntas nesse processo e em parceria com o agricultor familiar, estimulando cada vez mais, não somente a adoção de tecnologias, mas também sua profissionalização e capacidade de empreendedorismo.

E qual a importância desses produtores acessarem inovações?

Um dos principais fatores é a manutenção do agricultor no campo. O êxodo rural é uma realidade. O acesso à inovação pode criar condições para a manutenção da viabilidade econômica dos estabelecimentos familiares e sua capacidade de se reproduzir como unidade social familiar, além de poder contribuir para a modernização do setor. Os agricultores devem estar atentos ao modo como operacionalizam as decisões e estratégias para organizar seu processo produtivo e a sua forma de inserção nos mercados.

Quais os desafios para concretizar esse plano?

Os desafios são muitos. Não há inovação sem uma extensão forte e políticas públicas eficientes, é importante que o processo de apropriação de novas tecnologias seja acompanhado de uma rede de suporte e estímulo aos agricultores, para que possam se sentir confortáveis e seguros na adoção de novas tecnologias, bem como de processos de gerenciamento de sua propriedade. Nesta ótica, torna-se também importante buscar estratégias que viabilizem o estabelecimento de diferentes formas de associação dos pequenos produtores com o intuito de melhorar sua capacidade de negociar compras de insumos, bem como encontrar mercados mais estáveis para seus produtos.

O grande corte de recursos financeiros para o financiamento de pesquisas também é um grande desafio que se apresenta. É necessário maior investimento em pesquisa, ensino e extensão, para viabilizar o desenvolvimento de estratégias inovadoras, a criação e a transferência de conhecimentos e de tecnologias para ajudar mais produtores, sobretudo os mais vulneráveis, a participar desse fluxo de crescimento e promover uma inclusão produtiva mais abrangente. Sem esse apoio, e devido à dimensão territorial e cultural do nosso país, será difícil concretizar esse plano e alcançarmos a tão sonhada modernização da agricultura familiar.

Quais principais benefícios que esses produtores podem obter com as inovações?

Devido ao tamanho limitado das propriedades familiares, sua capacidade de produção e sustentabilidade ficam prejudicadas. Portanto, um dos principais benefícios que os produtores podem obter com a inovação é a possibilidade de tornar sua produção viável e capaz de trazer retorno econômico, proporcionando, assim, aumento da renda e melhor bem-estar ao agricultor familiar. É necessário desmistificar a herança histórica de que a agricultura familiar é basicamente uma agricultura de subsistência, voltada única e exclusivamente para o consumo da família e quebrar as barreiras que impactam a transformação de um agricultor familiar em um empreendedor rural.

Além disso, a inovação no campo também contribuirá para a adoção de práticas que proporcionem o melhor uso dos recursos naturais, tornado, assim, a produção familiar cada vez mais sustentável ambientalmente.

Melhore a alimentação de seu rebanho com app que calcula forragem. E economize mais!

Melhore a alimentação de seu rebanho com app que calcula forragem. E economize mais!

Administrar a reserva de alimentos para os rebanhos ao longo do ano é um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores. Aplicativo desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) promete solucionar esse problema. Gratuita e funcionando off-line, a ferramenta auxilia no planejamento de quanto produzir, quanta forragem produzir e quando é a melhor época para vender os animais.

De acordo com a zootecnista e pesquisadora da área de Forragicultura e Pastagens da Embrapa Caprinos e Ovinos, Ana Clara Cavalcante, o aplicativo reduz os erros no cálculo do saldo de forragem ((diferença entre a quantidade de forragem disponível e a que é demandada por animais do rebanho em um período de tempo), utilizado para indicar disponibilidade de alimento nas propriedades.

Para usar a ferramenta o produtor deve cadastrar o nome da propriedade, identificar sua localização (cidade e estado) e seu tamanho, em hectares. Inserir a extensão das áreas destinadas à alimentação, na propriedade, e se usa alguma espécie de capim. Ana Clara explica que o app traz quatro fotos representando a caatinga; com forragem baixa, média, alta e capim. “O produtor digita quantos hectares possui em cada uma dessas áreas e o aplicativo faz a conta”.

Além disso, o produtor deve inserir quantidade de animais de cada espécie que consumirá plantas forrageiras (caprinos de leite ou corte; ovinos de corte; bovinos de leite ou corte) e suas características (matrizes, reprodutores ou animais jovens) e peso médio de cada um deles, informando se há fornecimento de suplementação aos animais da propriedade.