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Carne carbono neutro: o que é e como deve ser produzida?

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O setor agropecuário brasileiro e mundial tem buscado atender à crescente demanda por alimentos. Porém, associado a isso existe uma grande preocupação com a conservação ambiental e a necessidade de uso mais eficiente dos recursos naturais e de insumos para atendimento das demandas atuais e futuras. Neste cenário, a produção agropecuária desempenha papel de grande importância para trilhar o caminho da sustentabilidade. Por isso, a Marfrig lançou, em parceria com a Embrapa, a marca-conceito de Carne Carbono Neutro, que projeta o Brasil para o mundo em um novo patamar de sustentabilidade na carne.

Saiba mais sobre este conceito e entenda como produzir uma carne carbono neutro que permita a conquista de processos de certificação da carne sustentável.

O que é a carne carbono neutro?

A Carne Carbono Neutro (CCN) é uma marca-conceito desenvolvida exclusivamente pela Embrapa, sendo por isso uma marca comercial embasada em pesquisas científicas da instituição.

Segundo a Embrapa, o conceito de “Carne Carbono Neutro” (CCN) visa atestar a carne bovina produzida em sistemas específicos de integração, por meio de uso de protocolos que possibilitam o processo de certificação.

Seu principal objetivo é garantir que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema.

Essa é uma carne, cujo processo de produção possibilita a neutralização das emissões do CO2 emitidas na criação do gado, por meio da integração de árvores e pastagem”, indica a Marfrig.

Vale ressaltar que todo o desenvolvimento do protocolo Carne Carbono Neutro é da Embrapa. O produtor precisa seguir o protocolo descrito pela instituição para depois ser certificado por uma empresa terceirizada de certificação acreditada pela Embrapa.

Conceito da CNN: superando desafios e tornando a produção sustentável

Um dos grandes desafios da produção agropecuária atual é produzir cada vez mais, porém sem comprometer o meio ambiente. Para isso, alguns aspectos importantes na produção da carne bovina devem ser considerados, tais como a busca pelo bem-estar animal, a conservação do solo e da água, a mitigação da emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e o sequestro de carbono.

Para superar esses desafios, a Embrapa desenvolveu o conceito “Carne Carbono Neutro”, que é representado por um selo alusivo à produção de bovinos de corte sob sistemas de integração, com a introdução obrigatória do componente arbóreo como diferencial.

Dessa forma, a Marfrig explica que a Carne Carbono Neutro tem origem no gado criado em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF).

Com a integração, os gases de efeito estufa são capturados pela fotossíntese e ficam armazenados no tronco das árvores”, diz a Marfrig. Para isso, as fazendas precisam combinar a criação de gado com o plantio de árvores e assegurar que a madeira seja destinada à serraria, para ser usada na movelaria ou na construção civil.

Para conquistar o selo, a madeira não pode virar lenha nem papel, pois é preciso garantir que o carbono capturado na atmosfera pelas árvores se mantenha fixado”, complementa a empresa frigorífica.

Desafios e vantagens da carne carbono neutro

O conceito de carne carbono neutro apresenta muitas vantagens, principalmente para o meio ambiente e para os animais.

Para o meio ambiente, permite a redução das emissões dos gases de efeito estufa, que são os grandes causadores do aquecimento global.

Já para os animais, o sistema de integração com a floresta, proporciona bem-estar, principalmente em razão do sombreamento proporcionado pelas árvores. “O conforto térmico é excepcional neste sistema, fato que contribui para elevar a produtividade”, indica a Marfrig.

Neste cenário é comprovado que a produção de leite cresce 30% e o peso aumenta em uma arroba só por estar em sistemas confortáveis. “O animal deixa de gastar energia para liberar o calor e a utiliza para produzir mais carne, leite e embriões”, diz a Marfrig.

Além disso a produção de carne carbono neutro fortalece o mercado interno e, futuramente, a exportação de carnes para países exigentes, diferenciando o produto brasileiro em questões de sustentabilidade.

Este é um projeto que conta com a participação de 12 centros de pesquisa da Embrapa, envolvendo uma rede de mais de 150 pesquisadores e ainda diversas instituições. O agro será o motor da retomada brasileira e vai precisar de parcerias como essa, unindo esforços dos setores público e privado”, enfatiza Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Por outro lado, a Carne Carbono Neutro é um produto com valor agregado, ou seja, é mais caro. Dessa forma, o principal desafio é fazer com que esse conhecimento chegue ao consumidor, bem como fazer com que a produção da Carne Carbono Neutro ganhe em escala, permitindo que seu valor seja reduzido.

 

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Economize na conta de sua fazenda usando energia solar

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O Brasil apresenta características únicas, detendo um dos melhores recursos solares do planeta. Por isso, o crescimento no uso de fontes de energia fotovoltaicas (como a energia solar) vem aumentando ano após ano no país.

Mas você sabia que na sua fazenda fontes solares também representam uma possibilidade bastante interessante para que você possa economizar com a conta de energia na sua fazenda?

Muitos analistas da área acreditam que o uso de fontes de energia solar representa algo fantástico para o agronegócio, reduzindo custos e mantendo a produção energética necessária para esse tipo ambiente.

Principais benefícios da energia solar para o agronegócio

De maneira geral, o principal benefício alcançado é a grande economia na conta de luz que o produtor rural terá. Isso acontece, pois com um sistema fotovoltaico devidamente instalado, a fazenda passa a gerar energia no próprio local onde ela será consumida.

Para José Renato Colaferro, sócio e diretor de operações da Blue Sol Energia Solar, gerar energia por conta própria por si só já é uma grande disrupção.

Na maioria das vezes a energia elétrica que é consumida, chega de usinas que estão há milhares de quilômetros de distância. No caso do solar, você gera no ponto de consumo e, por esse fato, é possível abater essa energia gerada da conta de luz”.

Segundo Colaferro, a economia é muito interessante e pode ser comparada a um investimento que se paga com a economia que se tem com todos os anos que o sistema dura, que são mais de 30 anos.

Para o agronegócio não é diferente. Nas fazendas, seja qual for a atividade conduzida, a energia elétrica representa um dos custos fixos mais altos. Esse custo, porém, pode ser diminuído com a fonte solar e, portanto, gerar uma economia muito grande para o agricultor ou criador.

Dessa forma, a energia solar colabora para que o agronegócio tenha resultados melhores com a produção ao final do mês.

Novidades em energia solar para o agronegócio

Muitas são as novidades e tecnologias que estão surgindo na área de energia fotovoltaica para que todo produtor consiga reduzir seus custos com energia elétrica em sua propriedade.

Um primeiro exemplo citado pelo diretor da Blue Sol é a possibilidade de instalação de baterias de lítio para armazenamento da energia gerada. As baterias permitem que, em eventuais quedas de energia, o sistema continue funcionando e, também, que o sistema injete energia em momentos em que a energia é mais alta.

Os valores ainda bastante altos para uso dessas baterias, mas essa representa uma tecnologia está ganhando força no mercado”, indica Colaferro.

Uma segunda possibilidade são os chamados “Agrivoltaics”. Essa é uma linha de estudo dentro do setor de energia solar fotovoltaica, que permitiria utilizar as áreas de instalação dos sistemas fotovoltaicos para o cultivo embaixo.

Com esse sistema torna-se possível utilizar o espaço onde as placas solares são instaladas, de maneira suspensa, para plantações que sejam viáveis em área com sombreamento parcial”, explica Colaferro.

A terceira novidade são as usinas fotovoltaicas flutuantes que podem ser instaladas em açudes e lagos. As usinas fotovoltaicas flutuantes acabam sendo um pouco mais caras que as convencionais, já que é preciso seguir uma série de protocolos de segurança para que elas possam boiar sobre as águas. Mas mesmo assim representam uma possibilidade interessante.

Uma última novidade são as telhas fotovoltaicas, que são telhas que possuem células protegidas com material de alta resistência e que são capazes de gerar energia.

Segundo Luiz Antonio Lopes, gerente de desenvolvimento de novos negócios do Grupo Eternit - que está desenvolvendo esta tecnologia, a estimativa é que essa tecnologia seja vantajosa ao permitir entre 10% e 20% de economia no valor total da compra e da instalação das telhas fotovoltaicas, em relação aos módulos solares e às estruturas convencionais montadas em cima de telhados comuns.

Com a geração própria de energia a partir da telha fotovoltaica, o gerente da Eternit explica que a conta de energia elétrica do imóvel fica significativamente mais barata. “O retorno sobre o investimento é num período relativamente curto, de 3 a 5 anos, dependendo do sistema”, diz.

Aspectos como a estética do telhado, a simplicidade de instalação e a adequação ao modelo construtivo brasileiro são diferenciais deste tipo de telha.

Desafios para que a energia solar seja ganhe popularidade no agronegócio

Mesmo sendo um conceito cada vez mais recorrente em cidades, apenas 6,2% dos sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil são rurais. Este é um mercado que ainda pode ser bastante explorado na área rural.

Neste cenário, José Renato Colaferro acredita que a energia solar vai ganhando popularidade conforme os consumidores adotam a tecnologia e começam a dar segurança para pessoas do mesmo segmento sobre os benefícios e as possibilidades que a energia solar proporciona.

Um agricultor adota, outro verifica que funciona bem e busca a solução também e, por sua vez, recomenda a tecnologia a um terceiro e assim por diante”, diz.

Mas, além disso, há a questão dos investimentos em marketing, da participação das empresas de energia solar em feiras e eventos do agronegócio afim de levar as soluções a esses públicos, a geração do conhecimento por meio das redes sociais, etc.

Nós vemos que hoje isso já se tornou mais amplo e que grande parte dos agricultores que estão mais antenados à questão da tecnologia no campo já conhecem o uso da energia solar", finaliza Colaferro. Por isso há a expectativa de que essas pessoas passem a adotar a tecnologia nos próximos anos.

 

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Tudo sobre o uso do sistema de piloto automático em tratores

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Não faz muito tempo que o conceito de um trator que percorre a plantação de forma automática fazia era apenas uma tendência e muito distante da atual realidade. Porém, na agricultura atual o uso do GPS está se tornando comum na comunidade agrícola, com vários sistemas de piloto automático em tratores sendo parte de uma realidade.

Não importa se você está plantando ou colhendo ou qual é lavoura em que o trator é utilizado. Em algum momento os tratores com piloto automático vão auxiliar agricultores em suas necessidades, otimizando a produção e aumentando a eficiência.

Mas você sabe como funciona o piloto automático em tratores? E as principais vantagens quando utilizamos essa tecnologia, você sabe quais são? Veja isso e muito mais a seguir.

Como funcionam os sistemas de piloto automático em tratores?

Na área do agronegócio, a tecnologia em todos seus aspectos vem em uma crescente evolução com desenvolvimento de produtos e soluções que trazem aumento de produtividade e redução de custos.

Dessa forma, o sistema de piloto automático em tratores representa uma das principais evoluções. Esses sistemas funcionam por meio de uma antena instalada no teto das máquinas que recebe os sinais de satélite vindos do GPS.

Segundo Maurício de Menezes, gerente de Marketing Tático da John Deere no Brasil, o piloto automático se baseia no uso de um receptor e um sistema de direção da máquina.

De forma geral, seu funcionamento baseia-se na utilização de um dispositivo GNSS (receptor), que envia informações de posicionamento georreferenciadas ao sistema de direção da máquina, fazendo com que ela siga um caminho pré-determinado, sem a interação do operador”, explica.

Por meio do piloto automático, a máquina se guia automaticamente pelo campo, seguindo com perfeição o caminho definido no sistema de guia.

Principais benefícios do piloto automático em tratores

O retorno econômico obtido com o aumento da eficiência do campo é, sem dúvidas, o principal benefício do piloto automático em tratores. Mas é claro que há uma série de outros benefícios que essa tecnologia pode trazer para o usuário final.

Entre esses benefícios, Menezes cita a maior produtividade da máquina como o mais importante deles. “O piloto automático aperfeiçoa as manobras e permite a execução das tarefas que podem até ser planejadas previamente no escritório levando em consideração fatores que o operador na cabine não conseguiria avaliar”, explica.

Outra grande vantagem indicada pelo gerente de Marketing Tático da John Deere no Brasil que o piloto automático oferece, é a liberação da atenção do operador para cuidar da operação que ele está executando, deixando o direcionamento para a máquina.

Além do mais, todas as operações de campo nas etapas produtivas de preparo de solo, plantio, pulverização e colheita, podem se valer dos benefícios do piloto automático, independentemente do tamanho da operação.

Menezes completa: “Qualquer ganho em eficiência operacional traz também um ganho produtivo e financeiro para o produtor que precisa ser o mais assertivo possível quanto aos fatores que compõem custo operacional e potencial produtivo que estão ao seu controle”.

O piloto automático em tratores é uma realidade, porém a legislação precisa avançar

O piloto automático é uma tecnologia ligada à conectividade rural que está no mercado há aproximadamente 15 anos e que continua avançando. “Esse é um sistema extremamente preciso e confiável, permitindo o planejamento e execução de operações no campo, inclusive com repetibilidade”, indica Maurício de Menezes.

Segundo Menezes, toda essa evolução levou a agricultura a novos patamares contribuindo com a abertura de portas para outras tecnologias. “Com o georreferenciamento presente, os monitores e sensores também começaram a coletar outras informações permitindo a entrada dos mapas de colheita, aplicações a taxa variável, e mais recentemente a telemetria”.

Entretanto, a lei vigente não oferece orientações em relação aos sistemas de piloto automático, uma vez que ele não elimina o operador e nem retira dele a responsabilidade pela operação da máquina.

O piloto automático apenas auxilia, como por exemplo, um sistema ABS de freio nos carros atuais, que ajuda o motorista, mas que não é responsável pela decisão de parada do veículo. O mesmo ocorre com as operações agrícolas.

Sendo assim, Menezes explica que o operador ainda é o responsável pela operação, mesmo com o piloto automático. Ou seja, se quisermos avançar mais, as leis precisam de modernização.

Para o futuro, e considerando os veículos autônomos mais avançados - onde operadores não se fazem necessários - precisaremos entrar em um debate legal, pois a legislação brasileira ainda não está definida para essa circunstância”, finaliza.

 

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Ciclos longos prejudicam o retorno econômico de pecuaristas

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O Brasil tem uma pecuária de corte extremamente pujante e sustentável. Dentre os sistemas de produção mais recorrentes no país, os ciclos longos de produção são bastante comuns, sendo essa uma forte característica da pecuária de corte brasileira.

Porém, o pecuarista que mantém os animais por muito tempo na propriedade pode perder a oportunidade de maximizar seus ganhos e aumentar seus lucros. Podem ainda perder com a obtenção de carcaças e carne de maior qualidade fornecidas à indústria processadora.

Por isso, vale adotar algumas estratégias específicas de manejo, além da adoção da tecnologia certa para reduzir o ciclo de produção e garantir maior giro de capital na fazenda.

Ciclos longos na pecuária de corte: por que podem ser um problema?

Uma das características mais fortes da pecuária de corte brasileira são os ciclos longos de produção. Neste sistema de produção, os animais ficam muito tempo na fazenda, sendo abatidos com idade mais avançada, que gira em torno de 36 meses.

Porém, ciclos longos na pecuária de corte podem ser um problema para o pecuarista em diversos aspectos, como explica João Benatti, zootecnista e gerente de produto para ruminantes da Trouw Nutrition.

Em ciclos longos os animais serão abatidos com idade mais avançada. Isso acaba impactando não somente na receita do produtor rural, mas também na qualidade da carne para a indústria processadora e consumidores”.

Benatti explica ainda que quanto mais tempo o animal fica na propriedade, mais custos operacionais ele carrega e menor será a taxa de desfrute da fazenda. “Se a idade de permanência dos animais na propriedade é de 36 meses, a taxa de desfrute da propriedade é de apenas 33%. Isso significa que a cada ano, apenas 33% dos animais da fazenda geram receita”.

Dessa forma, quanto menor a percentagem de animais abatidos em relação ao total da propriedade, menos animais estão ajudando a pagar os custos da propriedade. “Esse cenário pode acarretar em receita reduzida ou até mesmo prejuízo”, complementa o zootecnista.

Além disso, Benatti explica que o pecuarista que mantém os animais por muito tempo na propriedade pode estar perdendo a oportunidade de maximizar os seus ganhos. “O lucro não é por bonificações ou penalizações impostas por frigoríficos e sim no giro de capital, taxa de desfrute e lucratividade (R$/ha/ano) da propriedade”, exemplifica.

Ciclos curtos são excelentes estratégias para aumentar o lucro, mas é preciso planejamento

Manter animais na fazenda por muito tempo custa dinheiro! Por isso, reduzir o ciclo de produção, mantendo os animais menos tempo na fazenda, é uma estratégia que pode trazer bons resultados ao pecuarista.

O ciclo mais curto de produção irá permitir que o pecuarista tenha uma maior produção de carne na mesma área e com mais qualidade, possibilitando que ele some ainda mais para sua receita”, explica o gerente de produto para ruminantes da Trouw Nutrition.

Além dos benefícios na questão financeira (redução do tempo de abate e o maior giro de capital na fazenda) e a oferta de produtos de maior qualidade, os pecuaristas podem ainda ser beneficiados com os sistemas de bonificação de carcaças praticados por muitos frigoríficos, elevando ainda mais o capital que entra na fazenda.

A taxa de desfrute é outro ponto que aumenta significativamente com o uso de técnicas produtivas adequadas que reduzem o ciclo de produção. Em alguns casos essa taxa pode chegar a mais de 80%.

No entanto, para reduzir o ciclo de produção e aumentar a taxa de desfrute, alguns cuidados quanto ao planejamento precisam ser tomados pelo pecuarista, como os observados a seguir.

Ferramentas que ajudam na redução do ciclo de produção

Para reduzir o ciclo de produção dentro da fazenda, o pecuarista deve se atentar a alguns pontos de grande importância. Para isso, muito planejamento e o uso das ferramentas certas é, segundo João Benatti, mais do que fundamental.

O primeiro ponto citado pelo zootecnista é a garantia de forragem em quantidade e qualidade. “Garantir a forragem em quantidade e qualidade é o primeiro passo para o sucesso do negócio”, indica.

O segundo ponto é a suplementação. Essa é uma ferramenta essencial para aumentar o desempenho e permitir atingimento de metas de ganho na recria e engorda. “Nesse sentido estamos falando de suplementos proteicos ou proteico energéticos, que podem ser utilizados na fazenda de acordo com as características do pasto, suas mudanças ao longo do ano e a estratégia da fazenda”, recomenda Benatti.

Por fim, há a opção do confinamento. Essa é outra ferramenta que ajuda reduzir o tempo de abate, além de auxiliar no manejo da oferta de forragem na propriedade.

Encurtar os ciclos de produção permite que o pecuarista some ainda mais receita com sua fazenda, além de contribuir com a sustentabilidade”, finaliza Benatti.

 

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2021 o novo século tem início

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Não falamos mais de pós pandemia e sim de pós vacina. Aliás, quem mexe com agronegócio está acostumadíssimo a ciclos de vacinação de toda pecuária. Da mesma forma acostumadíssimo também ao controle fitossanitário dos vegetais. E vamos entrar na pós vacina da Covid 19 num novo mundo onde a conjunção E dominará a outra conjunção OU. Será isto e aquilo. Produzir alimentos e árvores. Aceitar a inevitabilidade do plano abc - agricultura de baixo carbono. Um novo agro, onde iremos incomodar profundamente todos os nossos concorrentes, pois mostraremos ao mundo que toda e qualquer produção agropecuária brasileira sempre leva árvore junto.

Com o código florestal lá está árvore obrigatório. É lei, quem não tem árvore onde produz está sendo ilegal. Portanto não conta. E onde tudo se produz, árvores estão juntas. Além do código florestal tem os modelos com ILPF - integração lavoura pecuária e floresta onde os últimos números já atingem mais de 17 milhões de hectares, e as projeções nos levam a mais de 30 milhões de ha nos próximos 10 anos.

Para mim será o dobro disso. Portanto para que brigar com o mundo que ama árvores, que ama sustentabilidade, que ama famílias agrícolas? Não precisa, basta seguir os protocolos e a pesquisa inteligente já disponível no Brasil, na própria diretoria da produção sustentável e irrigação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, com Mariane Crespolini, por exemplo, com Cléber Soares diretor de inovação e tecnologia, apenas pra dar dois nomes, autênticos hubs para quem quiser maiores informações.

Podemos dar um show planetário a partir de 2021, na pós vacinação, mostrando para o mundo de que sabemos fazer agricultura de baixo carbono e ensinaremos o planeta a usar o modelo ILPF, além de saúde dos solos, bem como aumentar significativamente a eficiência dos fertilizantes e ser autossuficiente em energia elétrica com biogás produzido em cada fazenda .

Pra que brigar, rosnar, vociferar se temos tudo para sermos os mais amados do planeta terra... egos briguentos sossegai. Conciliai. Produzir resgatando carbono, e colocando em cada prato de comida originado no Brasil uma árvore gratuita de brinde. Pois onde tem alimento brasileiro tem árvore. E onde tem árvore tem Brasil. O único país do mundo que tem nome de árvore. E quem faz? Famílias agrícolas, e com muito cooperativismo na veia.

Vamos lá Brasil vamos transbordar de alegria e empatia com o mundo. Basta seguir os protocolos e a boa governança. Brasil ordem e progresso, paz e amor.

 

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4 startups brasileiras que podem melhorar sua produção!

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Soluções vão desde assistência técnica rural facilitando comunicação para adotar manejos adequados, otimização do controle de abastecimento de água, gestão de dados do gado até a possibilidade de negociação de fretes internacionais. As empresas de Joinville (SC) são:

1-Manejebem – gera inteligência para os agricultores familiares possam adotar manejo adequados e soluções inteligentes para agricultura, tudo via chat de aplicativo em smartphone;

2-AcquaLogic -análise a fim de otimizar processos para evitar perda de água em sistemas de abastecimento e de eficiência energética;

3-JetBov – com IA (inteligência artificial) e IoT (internet das coisas) para digitalizar todo processo de gestão de gado de corte;

4-Cheap2ship – facilita a negociação de fretes internacionais. O software trabalha com cargas SPOT e BID de forma automática.

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Você já fez um planejamento eficaz para 2021?

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Amigos e Amigas, já estamos quase em 2021.

É, este ano, com suas particularidades e características específicas, passou muito rápido.

Já precisamos ter as nossas ações bem planejadas para 2021, não é mesmo?

Então, eu pergunto: vocês já fizeram um planejamento eficaz para 2021?

Ainda não? Então, confiram a seguir 05 dicas que irão ajudar no desenvolvimento.

São elas:

Dica 01: observar

Analise os pontos que merecem atenção, mas que você ainda não tem certeza de que precisam ser alterados.

Evite precipitação, mas observe atentamente e diariamente.

Quando um sinal mais claro aparecer, tome uma atitude certeira.

Dica 02: desenvolva

Pense em novas estratégias impactantes de comunicação e de marketing.

Desenvolva-as, respondendo:

Como impactar o seu público ideal? Como aumentar o seu market share?

Como ser ainda mais efetivo em suas vendas?

Dica 03: elimine

Interrompa as ações que não estiverem contribuindo para o crescimento ou desenvolvimento da empresa.

Analise com cautela antes de tomar estas decisões.

Uma vez interrompidas, estas ações dificilmente serão executadas novamente.

Dica 04: aumente

Intensifique as ações que contribuíram diretamente para um maior impacto.

O impacto está associado a branding, vendas, market share, presença, entre outros pontos importantes.

Verifique as métricas e avalie os próximos passos com estratégia.

Dica 05: diminua

Reduza o ritmo das ações que precisam de avaliação mais criteriosa.

Reflita e verifique como estará a empresa, em médio e longo prazo, sem tais iniciativas.

Pondere. Analise. Tome uma decisão considerando vários pontos.

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O buraco no Agro

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Albert Einstein dizia que se uma pessoa continuar fazendo a mesma coisa, ela vai continuar obtendo o mesmo resultado. Com todo respeito a Einstein, ninguém precisa ser gênio para saber que se não fizer alguma coisa diferente não vai conseguir um resultado diferente.

Tenho 15 anos no jornalismo agropecuário e há uns quatro anos comecei a trabalhar com afinco nas áreas de educação e capacitação no setor. Durante esse tempo, pude perceber que os profissionais que optam por estudar são sempre os mesmos, ou seja, eles recebem o conteúdo gratuito, pagam para fazer o curso avançado e, veja só, quando surge um novo workshop gratuito, lá estão eles novamente se inscrevendo. Resumindo: são profissionais que buscam um contínuo aprimoramento.  

E você sabe o que se tornam essas pessoas vorazes por conhecimento? Tornam-se profissionais DIFERENCIADOS. É isso mesmo: com letra maiúscula. E o que acontece com os diferentes no mercado? Os diferentes têm resultados positivos, eles crescem exponencialmente, porque não se igualam àqueles que só reclamam e não movem uma palha sequer para tentar algo novo. Pelo contrário, culpam a crise, o governo ou o vizinho.

Continuar no buraco que você vive, é opção. Se passar por vítima é uma opção mais feia ainda. Ao menos, seja honesto ou honesta para admitir que o resultado que você não tem, repito, é fruto daquilo que você não faz, que você não conhece, da competência que lhe falta e da falta de ação para se dispor a adquirir tal competência.

Ah, já ia me esquecendo das infindáveis desculpas... Não tem tempo, né? Mas tem tempo a perder fazendo a coisa errada? Ou então não tem dinheiro para se capacitar, mas não se dá conta de que perde muito mais dinheiro fazendo, mais uma vez, a coisa errada em vez de buscar pelo conhecimento certo.

Ficar indignado ou indignada com esse artigo é assinar o recibo de que você realmente culpa o mundo por tudo de ruim que lhe acomete, porque é mais fácil achar um culpado do que olhar para o espelho e aceitar que nada muda porque você não muda. E de que ninguém tem obrigação de fazer por você o que você deve e pode fazer por você mesmo.  Aliás, se nem você se esforça para investir no seu crescimento, porque outra pessoa teria que fazer isso?  

Em suma: ter resultado, não é carma ou sorte. É opção. Se você está no buraco hoje, foi você que se colocou nele e só você vai poder sair dele. A escolha está em suas mãos!!!

Lilian Dias é jornalista especializada em agronegócio, possui MBA Executivo pela ESPM, com foco em habilidades de gestão de pessoas e práticas de liderança, e é autora do e-book "Os Pilares do Agronegócio". Workshops onlines e gratuitos pelo link: https://www.liliandias.com.br/treinamentos . Instagram: @jornalistalilian - E-mail: [email protected]

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