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Benefícios do controle biológico no cultivo de cana no Brasil

Benefícios do controle biológico no cultivo de cana no Brasil

Diversos são os benefícios da utilização do controle biológico no cultivo de cana. Mas pode-se ressaltar basicamente que este método busca atingir somente o organismo alvo de controle.

No controle biológico, somente o alvo (a praga) é combatido, por isso o risco ambiental é mínimo, não deixando resíduos tóxicos em alimentos, água e solo”, salienta Harley Nonato de Oliveira, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Oliveira diz que com o uso do controle biológico há ausência de período de carência entre a liberação do inimigo natural e a colheita. Ele cita ainda que o controle biológico também é caracterizado por não provocar o surgimento de populações de pragas resistentes, além de não afetar outros métodos de controle, nem oferecer perigo a saúde humana.

No entanto, o pesquisador ressalta que o agricultor deve ter persistência e paciência no uso do controle biológico. “Devido a uma ação mais lenta e mesmo pelo fato de que muitos dos agentes de controle biológico terem tamanho diminuto, dificultando a visualização, o seu efeito muitas vezes pode não ser prontamente percebido pelo agricultor”, comenta.

Oliveira reforça ainda que esse método de controle requer maior cuidado, uma vez que a sua utilização deve estar associada a uma fase específica do inseto-praga. “Além disso, nem sempre pode ser utilizado em qualquer condição climática”, finaliza.

Todas as maneiras de controle biológico no cultivo de cana

Todas as maneiras de controle biológico no cultivo de cana

A adoção do controle biológico pode ser um importante aliado do cultivo de cana em todo o Brasil. Porém, já são muitas as opções de controle biológicos disponíveis para essa cultura.

Por isso, Harley Nonato de Oliveira, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) faz algumas recomendações quanto ao tipo controle biológico mais eficiente em razão de cada tipo de praga.

Para o controle da broca-da-cana-de-açúcar, as formas de controle biológico mais importantes baseiam-se na utilização dos parasitoides Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae) e Trichogramma galloi (Hymenoptera: Trichogrammatidae)”.

Oliveira explica que o parasitoide larval C. flavipes é um dos maiores casos de sucesso de controle biológico no mundo, sendo largamente utilizado em plantios comerciais da cana-de-açúcar.

Já o parasitoide de ovos T. galloi é um dos mais estudados. Segundo o pesquisador esse parasitoide tem como grande vantagem o fato de controlar a praga antes da eclosão da lagarta.

Para o controle da cigarrinha no cultivo de cana, Oliveira explica que a principal alternativa é a utilização do fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae.

Importância no manejo de pragas no cultivo da cana

De fato, o controle biológico de pragas no cultivo de cana é fundamental para manter a produtividade, mas tão importante quanto isso é evitar ou minimizar o ataque das pragas à cultura, ou seja, é fundamental priorizar o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Para Oliveira, “o MIP procura preservar e incrementar os fatores de mortalidade natural da praga através do uso integrado de diferentes técnicas de controle, tais como o método mecânico, físico, cultural, legislativo, biológico, químico, etc.”.

Tais fatores são possíveis pois o Manejo Integrado de Pragas tem como componentes principais a diagnose, a tomada de decisão baseada em amostragens realizadas e o método de controle para aquela praga.

Esse manejo e essa associação entre métodos de controle é de fundamental importância para que se tenha sucesso na redução no nível de infestação de pragas em uma lavoura, caso da cana-de-açúcar”, comenta o pesquisador da Embrapa.

Produtor rural: o que você precisa para uma recuperação judicial

Produtor rural: o que você precisa para uma recuperação judicial

Há quatro anos acompanhando os processos com pedidos de recuperação judicial na Vara paulista, o juiz Paulo Furtado afirma que a tecnologia vem impactando os negócios, a ponto de grandes empresas, consideradas extremamente sólidas, estarem dando abertura a processos de falência.

No agronegócio, infelizmente, não tem sido diferente, mas, ao contrário do procedimento adotado em relação a empresários em geral, muitos produtores rurais se deparam com a impossibilidade de ter atendido o pedido de recuperação judicial - e assim poder salvar as contas da empresa - por conta de não atender às formalidades legais necessárias. A principal delas é estar em efetivo exercício e registrado na Junta Comercial há, pelo menos, dois anos.

“Nossas leis têm lacunas quanto à explicação de quem tem direito ao benefício. Fala-se em empresário, mas é preciso definir quem é empresário, e isso só encontramos no Código de Direito Civil. Também é preciso definir os requisitos para que estes empresários tenham acesso à essa proteção legal. E aí, encontramos, no artigo 48 da lei 11.101/2005 a necessidade de estar em exercício regular há mais de dois anos e registrado na Junta Comercial. O empresário rural pode se submeter ao regime jurídico empresarial”, explica.

A legislação em questão também admite, segundo Furtado, a comprovação do tempo do registro requisitado mediante entrega de Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), mas só abre precedentes para a solicitação se o empresário, impreterivelmente, estiver em consonância com o regime empresarial.

“Por atuar em São Paulo, posso dizer que no momento não acompanho nenhum caso de pedido de recuperação judicial do âmbito rural, mas acompanho o que tem ocorrido pelo País e sei que há muitos casos, por isso é importante esclarecer como e quando estes empresários têm direito”.

Controle biológico no cultivo de cana: entenda os benefícios

Controle biológico no cultivo de cana: entenda os benefícios

O cultivo de cana vem se destacando como uma cultura com forte expansão em todo o território brasileiro nos últimos anos. Essa expansão vem ocorrendo para atender a demanda na produção de açúcar, etanol e alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte.

Entretanto, como em toda cultura, a cana é atacada por uma série de insetos-praga desde o momento da sua implantação até o corte. Por isso, o agricultor deve ficar sempre atento ao ataque destas pragas, responsáveis por grandes perdas nas lavouras.

Para evitar tais perdas, o uso do controle biológico vem representando uma técnica de combate com grande eficiência, principalmente em razão da atual preocupação mundial com a sustentabilidade.

Com o objetivo de entender a eficiência do controle biológico no cultivo da cana, conversamos com Harley Nonato de Oliveira, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Ele nos mostra as principais pragas do cultivo de cana no país, além dos maiores benefícios obtidos com o controle biológico.

Broca e cigarrinha: principais pragas do cultivo de cana no Brasil

Historicamente, a cana-de-açúcar é conhecida como uma cultura que utiliza baixos níveis de agrotóxicos. Porém, ela sofre com incidência de algumas pragas que quando são incorretamente manejadas podem ocasionar sérios prejuízos econômicos a produção canavieira.

Por isso, o conhecimento das principais pragas relacionadas ao cultivo de cana que podem afetar a produtividade faz-se fundamental. O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) explica que várias são as pragas relacionadas ao cultivo de cana. A principal delas é, sem dúvidas, a broca da cana-de-açúcar, como ele mesmo ressalta:

Na sua fase de lagarta, a broca da cana-de-açúcar abre galerias no interior do colmo da planta, ocasionando danos diretos e indiretos bastante importantes”.

Como dano direto, Oliveira explica que a lagarta causa a morte da gema apical e enraizamento aéreo, reduzindo sua produtividade. Já os danos indiretos têm relação com a podridão vermelha, resultante da ação de microrganismos oportunistas que penetram no colmo por meio do orifício aberto pela lagarta.

Uma outra importante praga ressaltada pelo pesquisador é a cigarrinha-das-raízes. “Na fase de ninfa, a cigarrinha se fixa nos coletos e radicelas da cana-de-açúcar e começa a sugar seiva da planta, ao mesmo tempo injeta toxinas que causam redução no tamanho e grossura dos entrenós, que ficam fibrosos e curtos”, explica.

Cultivo simulado de cana: quais os principais usos

Cultivo simulado de cana: quais os principais usos

Intuitivamente, a primeira aplicação que nos vem à mente para o uso do cultivo simulado da cana seria para a previsão de safra. No entanto, Murilo dos Santos Vianna, pós-doutorando pela FEAGRI/UNICAMP  (Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas) e Doutor em Engenharia de Sistemas Agrícolas pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), salienta que para a previsão de safra é preciso levar em conta que ocorra uma simulação precisa e com menos incerteza. “Os dados fornecidos também devem ter elevado nível de precisão e acurácia”.

Neste ponto, ele salienta que a aplicação de modelos para previsão de safra é fragilizada, “uma vez que a previsão a longo prazo das condições meteorológicas, um dos dados fundamentais para uma eficiente simulação, ainda possui um elevado nível de incerteza, repassado as simulações de safra futura”, explica.

Ele lembra ainda que uma boa alternativa seria simular, com base nos dados meteorológicos dos últimos anos, quais possíveis cenários de produtividade ou quebra de safra poderão ocorrer para uma determinada condição de tipo de solo, cultivar e manejo.

Com extensas séries de dados meteorológicos (pelo menos 30 anos) é possível avaliar o risco de produção e encontrar as datas de plantio e aplicação de insumos mais adequadas para determinada região”.

Outra possibilidade é a simulação de crescimento da cultura da cana. De forma geral, Vianna considera que a simulação do crescimento de culturas agrícolas pode ser utilizada para:

  1. Integração do conhecimento (cálculos que excedem a capacidade do cérebro humano);
  2. Testar hipóteses sobre um processo agrícola quantitativamente;
  3. Extrapolação dos efeitos do sistema fora das condições experimentais e;
  4. Revelar "gaps" de produção e dar suporte à tomada de decisão voltada a melhor eficiência do uso de insumos agrícolas, otimização de operações e planejamento.

Portanto, ele ressalta que o cultivo simulado da cana tende a trazer significativos avanços na tomada de decisão sobre esta cultura. Mas para isso devem ser utilizados modelos matemáticos específicos que façam uso de dados com alta acurácia.

Dois processos básicos para realizar o cultivo simulado de cana de açúcar

Dois processos básicos para realizar o cultivo simulado de cana de açúcar

O estudo do cultivo simulado da cana segue basicamente dois processos: desenvolvimento do modelo e aplicação do modelo. Esse é o processo mais oneroso, pois representa o momento onde as relações matemáticas e estatísticas são idealizadas, testadas e validadas em experimentos de campo com embasamento técnico e científico.

No caso dos MBPs (Modelos Baseados em Processos), Murilo dos Santos Vianna, pós-doutorando pela FEAGRI/UNICAMP (Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas) e doutor em Engenharia de Sistemas Agrícolas pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), salienta que este processo é fruto de inúmeros anos de pesquisa.

Nestas pesquisas as relações fisiológicas fundamentais da cultura com o ambiente são equacionadas de forma que, a grosso modo, seja possível simular a produtividade com base não apenas na quantidade de chuva e insumos de um dado talhão, mas sim, com base nas taxas fotossintéticas e metabólicas da cultura para aquela condição”.

Neste caso, o modelo torna-se uma ferramenta de apoio a tomada de decisão sendo aplicável a diferentes ambientes que estejam dentro dos limites experimentais previamente validados e calibrados.

O pesquisador lembra ainda que, apesar de mais sofisticado, tal tipo de modelo geralmente requer informações mais detalhadas sobre as condições da simulação, “o que, por muitas vezes, acaba limitando sua aplicação em razão dos dados falhos”, salienta.

Já os modelos empíricos ou estatísticos, que determinam relações diretas entre produtividade e variáveis do sistema (caso do Clima, Solo, Manejo, Cultivar, Etc), sem ter o objetivo de explicar o processo, mas sim de prever uma condição ou estado, muitas vezes requerem muito menos informações sobre o sistema de cultivo e, por isso, tornam-se muito mais aplicáveis”, ressalta o pesquisador.

Aplicação do modelo

Nesta etapa, Vianna explica que o primeiro passo é definir qual o objetivo de trabalhar com o modelo. “O objetivo pode ser meramente para previsão de safra, análises de risco ou para otimização de insumos”, lembra.

Assim que ocorrer a definição da aplicação, deve-se selecionar o modelo que melhor atende esse objetivo. Vianna lembra que nem sempre um modelo sofisticado possui melhor desempenho que um modelo mais simples e bem calibrado para as condições da lavoura.

Devemos ter em mente que um modelo não passa de uma ferramenta desenvolvida para solucionar um tipo de problema. Em outras palavras, pode-se dizer que um prego pode ser “martelado” com um alicate, mas com eficácia a eficácia será muito menor que um martelo”, explica Vianna.

Como prever resultados da cana por meio do cultivo simulado?

Como prever resultados da cana por meio do cultivo simulado?

Vários são os fatores que influenciam na expansão e na produtividade da cana, tais como os efeitos da variabilidade climática, tipo de genótipo, características do solo e manejo. Dessa forma, para apoiar a tomada de decisão faz-se a necessidade de ter uma visão mais heurística do sistema agrícola brasileiro e esta pode ser traduzida para um modelo matemático.

O cultivo simulado de cana - ou a simulação do crescimento e desenvolvimento da cana-de-açúcar – exemplifica essa visão mais heurística, como explica Murilo dos Santos Vianna, pós-doutorando pela FEAGRI/UNICAMP  (Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas) e Doutor em Engenharia de Sistemas Agrícolas pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). “O cultivo simulado da cana representa a aplicação de modelos matemáticos ou estatísticos para simular o crescimento da cultura da cana-de-açúcar em uma dada condição de clima, solo, variedade ou tipo de manejo”.

Vianna ressalta ainda que, além da produtividade, modelos mais sofisticados (Modelos Baseados em Processos - MBP) são também capazes de simular outros componentes de um canavial, tais como: concentração de sacarose, fibra, perfilhamento, altura de plantas, níveis de estresse hídrico ou nutricional da cultura.

A cultura da cana-de-açúcar é considerada a principal fonte de açúcar e a segunda maior fonte de biocombustíveis em todo o mundo. Nesta cultura, o Brasil está muito bem representado, sendo o maior produtor mundial, com cerca de 641 milhões de toneladas processadas na safra 2017/2018.

Com o objetivo de atender a demanda, nos últimos anos, a cultura da cana precisou se expandir fortemente para a região centro-oeste do país, porém, esta região caracteriza-se por ter resposta quanto a produtividade e aos riscos bastante incertos, aumentando a possibilidade de quebra de safra.

Para entender melhor o comportamento da cana em diferentes regiões, um estudo vem sendo desenvolvido com o objetivo de desenvolver, calibrar e avaliar diferentes abordagens de modelagem (simulações) de culturas para os sistemas brasileiros de produção de cana-de-açúcar.

Entenda como é produzido o E2G

Entenda como é produzido o E2G

O processo de produção do etanol de segunda geração é basicamente o mesmo destinado à produção do etanol comum, diferenciando-se apenas pela matéria-prima utilizada no processo produtivo.

Na tecnologia de segunda geração, os coprodutos da fabricação convencional de etanol e açúcar, que, em parte, já são direcionados à cogeração de energia, serão matéria-prima para produção dessa nova geração do biocombustível.

Rodrigo Pacheco, gerente industrial de E2G, na Raízen, explica que durante a fabricação do etanol celulósico, os resíduos passam por um pré-tratamento em que suas fibras são desestruturadas e, depois, são transformadas em açúcares solúveis por meio de processo chamado “hidrólise enzimática”.

Nessa etapa, utilizamos uma tecnologia de enzimas específica para a fabricação do etanol de segunda gerações”, explica Pacheco. Essa tecnologia foi desenvolvida pela empresa dinamarquesa Novozymes, parceira da Raízen neste projeto.

Na fase seguinte, a fermentação converte o açúcar em etanol, que é purificado na destilação, sendo posteriormente enviado para a comercialização.

 

Desafios e oportunidades do etanol de segunda geração

 

Segundo Pacheco, as operações para produção do etanol de segunda geração resultam em uma emissão de gases significantemente menores que o etanol convencional. “Isso ocorre graças à integração com instalações e práticas já existentes na unidade Costa Pinto”, explica. Esta unidade é sediada em Piracicaba (SP) e é uma das maiores unidades da companhia.

Dessa forma, o gerente industrial da Raízen, explica que um dos pontos chave do sucesso dessa tecnologia é a integração da planta de segunda geração à de primeira geração. “Essa sinergia proporciona benefícios logísticos significativos”, explica.

Além disso, o profissional ressalta que a pegada de carbono do E2G em uma unidade integrada é, atualmente, 35% menor do que a pegada média do etanol brasileiro produzido a partir de cana-de-açúcar. “Esse biocombustível tem potencial para elevar em cerca de 40-50% a capacidade de produção de etanol da Raízen com a mesma área plantada”, salienta.

O maior desafio na atualidade é conseguir produzir cada vez mais litros por tonelada de cana. Para superar esse desafio, a companhia vem investindo continuamente em tecnologia e inovação para garantir melhor eficiência operacional.

Nós da Raízen, estamos continuamente superando desafios tecnológicos e operacionais ao longo de quatro safras desde que iniciamos essa operação”, diz Pacheco.

Para superar esses desafios, Pacheco salienta ainda que já foram realizadas melhorias em diversos aspectos.

Já realizamos melhorias nos processos de pré-tratamento, desenvolvimento de novos materiais, combate ao desgaste dos equipamentos (provocados pelas impurezas da biomassa) e investimentos em projetos de melhoria para aumentar a eficiência na recuperação dos açúcares em diferentes etapas da produção, o que diminui perdas nos processos”.

Quando e como controlar a mancha de ramulária do algodoeiro, causada por Ramularia areola

Quando e como controlar a mancha de ramulária do algodoeiro, causada por Ramularia areola

Luiz Gonzaga Chitarra e Alderi Emídio de Araújo – pesquisadores da Embrapa Algodão

Imagem: Luiz Gonzaga Chitarra

Quando:

Cultivares suscetíveis: a mancha de ramulária deve ser controlada preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas, que consistem em pequenas lesões de coloração branca, de formato angular e aspecto cotonoso na face inferior da folha.

Cultivares tolerantes/resistentes: os sintomas da mancha de ramulária podem aparecer, porém a doença não se evolui drasticamente. O controle deve ser realizado principalmente no fechamento das entrelinhas do algodoeiro.

Como:

Cultivares suscetíveis: o controle deve ser efetuado com base no monitoramento da lavoura e deve ser feito com fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atualmente existem 98 produtos registrados para o controle da doença. Recomenda-se uma aplicação de fungicida no fechamento das entrelinhas do algodoeiro e a rotação dos princípios ativos dos produtos.

Cultivares tolerantes/resistentes: recomenda-se, pelo menos, uma aplicação de fungicida no fechamento das entrelinhas do algodoeiro. O monitoramento da lavoura deve ser realizado por monitores de campo treinados na identificação dos sintomas da doença.

Mais barato e eficiente: conheça o etanol de segunda geração!

Mais barato e eficiente: conheça o etanol de segunda geração!

O Brasil apresenta grande destaque mundial no uso de energias renováveis. Prova disso é que mais de 80% da eletricidade produzida por aqui vem de usinas hidrelétricas, a mesma porcentagem representa a frota brasileira de veículos flex, movidos a gasolina e etanol. Agora chegou a hora de conhecer o etanol de segunda geração.

Mais eficiente e mais barato, a novidade do etanol de segunda geração, também conhecido como E2G, promete revolucionar o mercado da energia renovável nos próximos anos e o Brasil, novamente tem grande participação nessa “revolução sustentável”.

Para saber mais sobre as principais características, além das vantagens da produção do etanol de segunda geração, conversamos com Rodrigo Pacheco, gerente industrial de E2G, na Raízen.

 

O que é o Etanol de segunda geração?

 

O etanol de segunda geração é um biocombustível gerado a partir dos coprodutos da cana-de-açúcar (caso da palha e do bagaço). Por utilizar os resíduos da cana-de-açúcar, a tecnologia usada na produção desse biocombustível reduz a formação de dejetos, aumentando a eficiência da linha de produção, já que será extraído mais combustível de uma mesma matéria-prima.

Pacheco explica que essa nova tecnologia permite incrementar a produção anual de etanol no Brasil, sem que exista a necessidade de aumentar a área cultivada.

Em novembro de 2014, a Raízen iniciou a operação da primeira planta industrial para a fabricação do biocombustível em escala comercial. Finalizada em tempo recorde, a planta localizada na cidade de Piracicaba (SP) possui a capacidade instalada para produzir 42 milhões de litros de etanol”, explica Pacheco.

 

Vantagens dessa nova tecnologia na produção de etanol

 

A produção do E2G, como é chamado mundialmente o etanol de segunda geração, apresenta diversas vantagens e benefícios. Entre as mais importantes, pode-se citar:

 

  • Máximo aproveitamento dos subprodutos da cana-de-açúcar;
  • Possibilidade de utilização de insumos já disponíveis nas unidades produtores de álcool e açúcar, apresentando uma vantagem logística;
  • Aumento da fabricação de etanol em até 50% sem ampliar a área de cultivo;
  • Possibilidade em produzir biocombustível mesmo durante a entressafra da cana;

 

Pacheco salienta ainda que a fabricação do etanol de segunda geração proporciona “considerável redução da emissão de carbono durante a produção, que contribui para gerar um combustível ainda mais limpo”.

Além disso, Pacheco ressalta que a tecnologia E2G é fundamental para a evolução da matriz energética brasileira e para a economia global de baixo carbono, “tendo em vista a meta da COP21”, complementa.