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Articles from 2017 In October


9 informações que todo produtor precisa saber para escolher um trator

9 informações que todo produtor precisa saber para escolher um trator

Um dos desafios dos produtores agropecuários é identificar o trator correto para a sua produção. A escolha errada pode resultar em solo compactado, por exemplo, e consequente diminuição da produtividade. E o principal responsável por decidir pelo equipamento é o produtor. Mas como escolher o equipamento adequado à minha lavoura?

O diretor de vendas de tratores da Agrale, Adriano Chiarini, e o especialista em soluções para preparo de solo da John Deere, Alex Mendes, concordam que o produtor deve ter definido o que ele quer e precisa do trator. Afinal, existem equipamentos para cada tipo de necessidade do agricultor. Ambos comentam que para escolher o produtor deve considerar:

  1. Tamanho da propriedade;
  2. Velocidade de operação;
  3. Quais tecnologias são importantes para suas atividades;
  4. Qual máquina proporcionará maior conforto e facilidade de operação;
  5. Quanto usará de combustível;
  6. Qual a garantia do equipamento;
  7. Como funcionam os serviços de pós-vendas;
  8. Dureza do solo;
  9. Velocidade de aplicação de insumos.

Mendes lembra que o tipo e tamanho do cultivo impactam diretamente no trator a ser comprado: “Há tratores que, por serem estreitos são adequados para pomares, cultivo de hortaliças e outras atividades agrícolas realizadas em espaços físicos menores”. Há ainda os que são utilizados em pecuária e os que exijam maior potência e que precisem, por exemplo, movimentar implementos agrícolas.

Chiarini, por sua vez, reforça que optar por uma máquina com potência inferior pode ser atrativo no momento da aquisição por representar muitas vezes um custo mais baixo, porém isso pode acarretar no futuro um maior consumo de combustível, desgaste do trator e manutenções mais frequentes, além de um desempenho inadequado, podendo até frustrar o agricultor na expectativa do resultado de sua produção.

Regras para usar - e pilotar – drones

Regras para usar - e pilotar – drones

Os veículos voadores não tripulados estão ganhando rapidamente cada vez mais adeptos, graças às suas diversas usabilidades. Porém, para coloca-los no ar e começar a mapear sua produção, identificar falhas e pragas no cultivo, dispersar defensivos agrícolas, monitorar o crescimento da lavoura e etc é preciso conhecer, e seguir, algumas regras.

O RBAC – E nº 94 (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial) é de autoria da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e é complementar aos normativos de órgãos como DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações).

  1. Para drones ou pilotar aeronaves não tripuladas com peso máximo de decolagem superior a 250 kg são obrigatórios o manual de voo, documentos de avaliação e risco e apólice de seguro;
  2. Para voos acima de 400 pés, são preciso licenças e habilitações para aeronaves não tripuladas das classes 1,2 ou 3. Pilotes dessas categorias devem possuir CMA (Certificado Médico Aeronáutico emitido pela ANAC ou CMA de terceira classe do DEMEA;
  3. O Código Brasileiro de Aeronáutica prevê sanções para o descumprimento do RBAC-E nº 94. Além da ANAC suspender temporariamente as operações, há pena de reclusão para quem colocar em risco aeronave própria ou de terceiros. Quem pilota sem os licenciamentos, a pena pode ser pagamento de multa ou prisão simples;
  4. Órgãos de segurança pública são os responsáveis pela fiscalização de casos de infração ou crime. ANAC fiscaliza por meio de programa de vigilância continuada.

Tenha um solo mais produtivo usando resíduos como condicionadores

Tenha um solo mais produtivo usando resíduos como condicionadores

Condicionadores são substâncias que, agregadas ao solo, ajudam a melhorar suas características químicas, físicas e biológicas, aumentando a capacidade de suporte de plantas; como o biochar ou o biocarvão – obtido da queima controlada, ou pirólise, de diferentes compostos, de origem animal ou vegetal, que contribuem para o aumento da matéria orgânica no solo.

O biocarvão pode ser obtido a partir de diferentes matérias-primas, entre elas resíduos de agroindústrias, de restaurantes e até mesmo lama proveniente do tratamento de esgoto, de modo a se dar um novo uso a um passivo ambiental.

Pesquisa da Embrapa Agrossilvipastoril (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tenta comprovar eficácia do biochar em cultivos tanto em viveiros de mudas quanto no campo. De acordo com a pesquisadora da Embrapa, Fabiana Rezende, o material permanece no local por um longo período, por isso o efeito benéfico é duradouro.

“Carvão é um carbono que não é perdido facilmente. Uma palhada, se você não continuar repondo-a, vai embora em dez anos. Já o biochar permanece por muito mais tempo”, ressalta.

Para Fabiana, assim como já ocorre em países como China, Japão e Austrália, o biocarvão terá papel importante no aumento da capacidade produtiva do solo. Nesses países, grandes indústrias de pirólise aproveitam diferentes tipos de resíduos para produzir o insumo.

 

foto: Fabiana Rezende

 

Acompanhe o movimento do PIB do agronegócio brasileiro e saiba como vender mais

Acompanhe o movimento do PIB do agronegócio brasileiro e saiba como vender mais

A agropecuária é sem dúvidas, o principal motivo para o Brasil começar a sair da forte crise que enfrenta. Prova disso é que o PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário brasileiro continua crescendo.

Estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que o PIB do setor deverá expandir 10,9% neste ano, números até maiores que o crescimento previsto para economia chinesa, que será de 6,7%, segundo projeções.

Como estamos acostumados a ouvir: O agronegócio é o motor da nossa economia”, diz Ivan Formigoni, zootecnista e analista de mercado da Farmlogics. De fato, desde o nosso descobrimento, o agronegócio sempre foi um dos principais movimentadores da economia do país.

Todo esse crescimento sustentável, com consequente aumento do PIB do agronegócio brasileiro, abre ainda mais oportunidades aos empresários do campo, que já provaram que podem gerar ainda mais valor com a melhora nas vendas.

Motivos do aumento do PIB no agronegócio (mesmo em crise!)

No ano de 2017, o Brasil ainda sofre com a crise. Ela vem afetando todos os setores da nossa economia, porém o agronegócio ainda se expandiu. Por quê? Segundo Nicole Rennó, pesquisadora do CEPEA-ESALQ/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo), o setor pôde seguir sua tendência normal de aumento da produção e esse resultado foi devido, principalmente, aos ganhos de produtividade atrelados ao avanço tecnológico no campo.

Segundo a pesquisadora, especificamente em 2017, a crise da economia interna não afetou os resultados da agropecuária. Ao contrário, a boa produção no campo impediu uma queda maior do PIB nacional.

Essa afirmação também é citada por Formigoni. Segundo o zootecnista, o câmbio favorável à exportação é um forte aliado dos embarques (carne bovina, milho e soja), que tem aumentado em 2017. O exportador melhora nas vendas, e como consequência há o aumento do PIB.

Já em meio ao mercado internacional, Formigoni cita que tem visto um cenário cada vez mais adverso nos principais produtores mundiais de alimentos, o que é bom para o Brasil. “Isso é positivo para o país, pois ainda temos fortes diferenciais positivos para aumento de produção e renda interna, principalmente olhando para o mercado internacional”, explica.

Como garantir melhora nas vendas com o aumento do PIB?

De modo geral, pelo menos nas duas últimas décadas, o aumento do PIB no agronegócio foi impulsionado principalmente por seu segmento primário (a agropecuária) – que, por sua vez, puxou também o segmento de insumos.

Nicole também sugere que “melhorar a competitividade agroindustrial é uma forma de proporcionar um melhor desempenho do agronegócio como um todo”. Segundo a pesquisadora, a dificuldade da agroindústria está em exportar produtos de maior valor agregado a países de maior renda, já que estes apresentam elevado protecionismo. Além disso, há frequente tendência de valorização do câmbio no Brasil.

Formigoni, por sua vez, entende que o país ainda tem muito espaço para crescer no mercado internacional. “O crescimento das exportações do agronegócio nacional nas últimas duas décadas foi expressivo, mas ainda há muitos mercados e demanda para os países que já exportamos”, comenta.

No entanto, o zootecnista ressalta que mesmo com a recuperação do PIB a decisão de exportar ou vender para o mercado interno é sempre uma escolha que envolve preço. "Muitas vezes o mercado interno é mais atraente que a exportação, como tem acontecido com os ovos em 2017, onde a demanda firme no mercado interno agregada à queda dos preços lá fora motivam as granjas a focar as vendas por aqui mesmo".

Se diferenciar também pode ser importante. Neste contexto, Formigoni cita o exemplo da carne bovina dos Estados Unidos. "Os norte-americanos estão entre os maiores importadores e exportadores do produto, mas para eles o saldo da balança comercial é positiva, isso porque eles exportam carne a um preço menor do que compram", explica. Eles se diferenciam!

Formigoni indica que o Brasil, por muitas vezes, faz o contrário! Ele cita como exemplo o mercado de café. "O Brasil é o maior exportador de café a nível mundial, porém importamos café de valor agregado a um preço que chega a 77 vezes o valor com que exporta", se agregássemos valor, poderíamos aproveitar melhor nosso potencial produtivo.

Entenda como produzir etanol a partir do excedente da produção de milho

Entenda como produzir etanol a partir do excedente da produção de milho

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Brasil é um grande produtor de milho, com mais de 106 milhões de toneladas colhidas na safra 2016/17  - e a tendência é que haja um crescimento ainda maior ao longo dos próximos anos. Graças a essa alta produção, a oferta de milho no Brasil é considerada bastante superior ao consumo interno, que no ano passado representou 66,7% da produção. O armazenamento poderia ser uma opção para esse excedente, porém, os armazéns preferem a soja, que tem maior valor agregado se comparada ao milho.

Assim, uma solução para aproveitar os grãos excedentes precisa ser ponderada. Porém, ela deve ser lucrativa a ponto de gerar renda e empregos para os trabalhadores da agroindústria. E qual poderia ser essa solução? Uma das opções que vem chamando a atenção do mercado é a produção do Etanol de Milho, prática bastante utilizada nos Estados Unidos e que vem conquistando cada vez mais entusiastas no Brasil.

Porque produzir Etanol de Milho?

Nos últimos anos, o milho vem surgindo como uma forte opção para produção de etanol, pois este produto oferece vantagens características e particulares que o indicam como uma ótima forma de gerar etanol.

A primeira vantagem relaciona-se à capacidade de armazenamento da matéria prima. O milho pode ser armazenado por mais tempo para uma futura conversão em etanol, diferentemente da cana-de-açúcar que precisa ser processada imediatamente, para que não perca suas taxas de açúcares, a qualidade, etc.

Além disso, hoje em dia há a constatação de que algumas usinas estão com sérias dificuldades de produção, principalmente no período de entressafra - onde há ociosidade das indústrias sucroenergéticas, já que não possuem matéria prima (cana-de-açúcar) para moagem.

O excedente do milho poderia ser o responsável por suprir essas altas demandas do mercado.

Por fim, o processo industrial da produção de Etanol do milho é relativamente simples, de condução mais fácil e menos exigente que o da cana. Os mesmos operadores da planta de cana podem operar o milho, com ainda mais facilidade.

Qualquer variedade de milho pode ser usada na produção de etanol?

Muitos produtores podem se perguntar se o mesmo milho que é plantado para ração animal ou para exportação pode ser utilizado como matéria prima para produção de etanol. A resposta é sim, mas isso tende a mudar!

Segundo a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária) Maria Cristina Dias Paes, a maior parte dos cultivares de milho plantados no Brasil apresentam grãos semi-duros ou semi-dentados, mas há ainda produção de milho do tipo dentado e duro.

Atualmente, o mesmo milho destinado à exportação e alimentação de animais (rações) está sendo processado para etanol, embora a pesquisa ainda avance na identificação de matéria prima (grãos) mais adequada aos processos atualmente praticados nas usinas flex (cana-de açúcar/milho) ou exclusiva (milho)”, explica.

De acordo com a pesquisadora, nas áreas de produção há pequena segregação e não existe ainda produção de materiais que apresentem perfil mais adequado à indústria de etanol de milho, mesmo porque somente em 2015 foram publicados os primeiros resultados de estudos com foco na qualidade de milho para etanol.

A tendência é que nos próximos anos, possivelmente irá ocorrer mudanças na especificidade do milho a ser plantado em regiões onde as unidades fabris estão instaladas (MT e GO), atendendo a demanda industrial.

Por enquanto, a produção não precisa de nenhuma adaptação

Maria Cristina cita que inicialmente não há a necessidade de adaptar a produção para que ela seja exclusiva à produção de etanol do milho.

Considerando os híbridos e variedades disponíveis no mercado, não será necessário adaptar a produção para o etanol até que informações de qualidade de grãos dos cultivares, especialmente rendimento de etanol, concentração de óleo e proteína sejam disponibilizadas pela pesquisa”.

Entretanto, a pesquisadora explica que a armazenagem necessita atender às exigências das indústrias de etanol de milho: “Danos aos grãos na pós-colheita afetam o rendimento da qualidade do óleo, dos grãos destilados e do etanol de milho, produtos de valor agregado obtidos no processo”.

Principais desafios a serem enfrentados neste cenário

São vários os desafios enfrentados pelos empresários que buscam iniciar ou ampliar a produção de etanol de milho. No entanto, é quase que consenso que o principal desafio é aumentar a capacidade de envolvimento de todos os grupos do setor.

Produtores de milho e usineiros (aqueles responsáveis pela produção de etanol), grupos sucroalcooleiros e demais responsáveis precisam estar em total sintonia, principalmente os grupos sucroalcooleiros, que precisam se estabelecer nas novas fronteiras de produção de cana e que podem contar com a ajuda adicional do milho como matéria-prima.

Outro desafio a ser enfrentado relaciona-se ao custo. No Brasil, gerar etanol de milho é mais caro que o etanol tradicional, por esta razão há a necessidade de agregar valor ao produto. Segundo as usinas, produzir etanol a partir do milho é economicamente viável para valores da saca abaixo de R$20 - e hoje isso só acontece no Mato Grosso.

Dessa forma, para viabilizar tais usinas, a melhor saída será a adoção do conceito de ‘multiproduto’, ou seja, a produção conjugada de DDG (nutrição animal), óleo, entre outros, devem se agregar à produção de etanol de milho.

E se o seu gado ganhasse peso mesmo comendo menos? Saiba como

E se o seu gado ganhasse peso mesmo comendo menos? Saiba como

Gado que ganha mais peso no cocho, mas que come menos é o desejo de todo pecuarista e possivelmente seja o seu também, certo?! Mas você acredita que isso seja possível? Pensando na possibilidade de ter um animal que consome menos comida e apresenta maior ganho de peso, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estão realizando diversos estudos a respeito disso.

Uma destas pesquisas visa utilizar uma estrutura computadorizada, formada por cochos eletrônicos e estações de pesagem. Com essa tecnologia será possível identificar quais animais possuem melhor conversão alimentar, ou seja, comem menos e engordam mais.

Entendendo o conceito de eficiência alimentar (maior ganho de peso com menos comida)

Antes de mostrarmos a tecnologia que auxiliará o pecuarista a ter maior ganho de peso de seus animais, mesmo com eles comendo menos, devemos entender o conceito de eficiência alimentar. A eficiência é a relação entre o que o indivíduo consome e o seu ganho de peso posterior. Para isso, é preciso medir quanto do alimento que o animal comeu foi convertido em carne (em ganho de peso).

Com isso é gerado um índice de conversão alimentar, onde quanto maior o valor, melhor é o índice de cada animal. Para que essa medição seja eficaz, é requerido investimento, gestão, recursos humanos especializados e principalmente equipamentos. Daí a ideia do cocho eletrônico, que pode fazer toda essa medição diariamente, auxiliando no exato índice de conversão alimentar de cada animal.

Tecnologia de cochos eletrônicos: Como funciona?

Para conseguir medir a eficiência alimentar do gado, a Embrapa vem desenvolvendo a tecnologia dos cochos eletrônicos. Segundo o nutricionista animal e pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Rodrigo da Costa Gomes, estes cochos são dispostos de forma que apenas um animal de cada vez se alimente em cada módulo do cocho. O pesquisador comenta como isso funciona:

O animal é equipado com um chip eletrônico na orelha, que é lido por uma antena instalada no cocho que o reconhece quando o animal começa a se alimentar. Neste momento, balanças dispostas embaixo do cocho são ligadas e medem imediatamente a quantidade de ração disposta ali”.

Gomes explica ainda que quando o animal termina de se alimentar e sai do cocho, a antena novamente faz a identificação do chip daquele animal e liga à balança que pesa o conteúdo final do cocho.

A diferença entre o peso do cocho antes e depois do animal se alimentar representa o que o animal consumiu naquela visita”, explica o pesquisador.

Ao longo do dia, o sistema soma as quantidades consumidas durante todas as visitas daquele animal ao cocho, permitindo uma medição automática do consumo diário de alimentos.

Melhoramento genético: Principal benefício com os cochos eletrônicos

Os estudiosos da pecuária de corte sempre buscaram selecionar um gado que apresente maior ganho de peso, mesmo comendo menos comida. Acontece que a seleção para esta característica não é algo tão simples quanto se pensava, pois precisa de uma correta medição de quanto o gado come e quanto de peso ganha - e isso está sujeito a muitos erros.

Por isso, segundo Gomes, esta tecnologia foi criada para ser utilizada principalmente em instituições e criatórios que possuem algum trabalho de melhoramento genético, independente da raça bovina utilizada.

Candidatos a reprodutores e matrizes podem ser avaliados em instalações que possuem tal cocho para determinar o consumo médio de alimentos e também a conversão alimentar. A partir destas informações, o criador pode escolher reprodutores e matrizes melhorados para estas características, se for o caso”, explica.

Ademais, com os cochos eletrônicos haverá diminuição da mão-de-obra, com consequente redução dos custos para tal avaliação. “Isso permite que um maior número de animais seja avaliado, gerando uma quantidade maior de informações que poderão, então, ser utilizadas pelos programas de melhoramento genético, contribuindo para a evolução das raças de gado de corte no Brasil”.

Treinamento e acompanhamento profissional são importantes

Gomes explica que, independente do uso ou não do cocho eletrônico, é fundamental a orientação de um nutricionista animal para a formulação da ração a ser utilizada e para a definição dos procedimentos de alimentação, tais como forma de mistura, quantidades fornecidas, horário de alimentação, etc.

Quando o sistema de cochos eletrônicos for utilizado para auxiliar na avaliação de desempenho de candidatos a reprodutores e matrizes, o pesquisador diz ser importante ter o acompanhamento de um profissional da área para tratar e analisar os dados e entregar as informações finais do consumo de alimentos e da conversão alimentar de cada animal.

Outra dificuldade que o pecuarista pode achar que ocorre neste sistema é a capacidade dos animais em utilizar o cocho eletrônico. Porém, Gomes diz que normalmente os animais aprendem muito rapidamente a utilizar esse sistema, sendo raro o caso de indivíduos que precisam ser retirados da instalação por não se acostumarem a ela.

Pecuária intensiva

Por que investir em sementes de alto valor?

Por que investir em sementes de alto valor?

Você, como produtor agrícola, sabe que o sucesso produtivo de uma lavoura depende de diversos fatores. O tipo de solo, o clima e a adubação são somente alguns pontos que você precisa se preocupar.

Porém, sem dúvida, aquele fator que apresenta maior importância é a utilização de sementes que apresentem qualidade e, principalmente, “alto vigor”. Estas sementes formarão futuras plantas com desempenho superior no campo.

Sementes com elevada qualidade permitem o acesso aos avanços genéticos de plantas, que garantirão a qualidade desejada, além de tecnologias de adaptação nas diversas regiões, assegurando maior produtividade.

Mas afinal, o que são Sementes de alto valor?

Sementes de alto valor são aquelas sementes que apresentam "alto vigor", ou seja, apresentam elevada qualidade fisiológica, apresentando alta germinação, com elevado vigor ou "vitalidade".

Para o diretor financeiro da ABRATES  (Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes) e pesquisador da Embrapa Soja (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) José de Barros França-Neto, essas sementes se caracterizam por apresentar melhor desempenho no campo, facilitando o enfrentamento da fase mais crítica de todo o processo de produção de uma lavoura, que é a sua instalação durante a semeadura.

O sucesso da produção se inicia com o uso de sementes de alto vigor, semeadas com uma semeadora de alta precisão e bem ajustada”, garante o pesquisador.

De fato, a utilização de sementes de alto valor propiciará a obtenção de população de plantas adequada, que estejam bem espaçadas, sem aglomerados ou falhas, sendo essas plantas de "alto desempenho".

Segundo França-Neto, essas sementes trarão um incremento das produtividades de até 10% a mais em comparação às sementes de médio vigor. Há estudos que indicam que este incremento na produtividade pode chegar a até 30%.

Sementes de alto valor e suas vantagens

Como já foi dito, as Sementes de alto valor trarão facilidade da instalação da lavoura, mediante a obtenção do estande de plantas ideal, gerando incremento em produtividade.

Ademais, o uso de sementes mais vigorosas possibilita uma rápida germinação, com emergência de plântulas e crescimento das plantas a campo melhores, mesmo sob condições de estresse.

A ocorrência de seca após a semeadura, a ocorrência de baixas temperaturas do solo (situação essa comum no Sul do Brasil), a compactação superficial do solo, erros na profundidade de semeadura ou assoreamentos da linha de semeadura, após uma chuva intensa, são alguns destes fatores estressantes que podem ser mais bem enfrentados com as sementes de alto valor.

Essa já é uma grande vantagem e, por si só, já seria suficiente para justificar a utilização de lotes de sementes mais vigorosas”, afirma o pesquisador.

Rastreabilidade: Vantagem fundamental das sementes de alto valor

Uma das grandes vantagens das sementes com alto valor é a possibilidade de rastreá-las. Hoje em dia, existem sistemas de rastreabilidade cujos resultados podem ser acessados por meio de aparelhos celulares em qualquer lugar do mundo.

Com estes sistemas, o produtor, através de um código, terá acesso às informações completas dessa sacaria de sementes, como: o que foi utilizado na semente, local de produção, além de vigor, pureza, germinação e confiabilidade.

França-Neto indica que todo esse sistema de rastreabilidade de sementes é de extrema utilidade tanto para o produtor de sementes, quanto para o seu consumidor.

Segundo o pesquisador, para o produtor de sementes, a rastreabilidade permite que todos os processos e operações referentes à produção de sementes sejam registrados, passando pelo campo e pela colheita e também durante a secagem, beneficiamento, armazenagem e transporte.

Já para o consumidor das sementes, a rastreabilidade permitirá conhecer todos os processos que levaram à produção das sementes que ele possa estar adquirindo. “Conhecer em profundidade a qualidade desse produto é de extrema valia”, comenta França-Neto.

Nesse sentido, o pesquisador da Embrapa explica que muitos produtores de sementes usam a rastreabilidade como uma forte ferramenta de marketing, visando oferecer um serviço diferenciado aos seus clientes.

Como obter ainda mais incremento na produtividade das sementes?

Como visto anteriormente, ao adotar sementes de alto vigor, o produtor pode ter incrementos de até 10% na produtividade. “Esse ganho já vem de graça, embutido nas sementes”, garante França-Neto.

Porém, para ter a certeza de que as sementes adquiridas tenham realmente alto vigor, o pesquisador da Embrapa Soja dá uma importante sugestão sobre a qualidade do que será adquirido: “O agricultor pode exigir dos produtores de sementes, os resultados de testes específicos de vigor realizados rotineiramente por diversos laboratórios de análise de sementes”.

Segundo o pesquisador, o teste mais utilizado, no caso de sementes de soja, é o Teste de Tetrazólio. Entretanto, há diversos outros testes que podem ser utilizados, como o de envelhecimento acelerado, o teste de frio, de classificação de vigor de plântula, primeira contagem do teste de germinação, velocidade de emergência de plântulas, entre outros.

Produtividade do solo brasileiro

Agrishow adianta tendências do agronegócio

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Maior e mais importante feira de tecnologia agrícola do Brasil e da América Latina, além de ser uma das três maiores do mundo, a Agrishow reúne todas as soluções que o produtor rural precisa para facilitar o seu dia-a-dia.

A Agrishow 2017 adiantou o debate sobre smart farming e todo seu impacto na rotina do produtor rural, abordando temas como agricultura e pecuária de precisão e agricultura 4.0, big data na agricultura, por exemplo. Nesta edição, as atrações que mais atraiam visitantes eram as que traziam tecnologia embarcada ou que deixavam produtores com tempo para prestarem atenção a outros desafios da fazenda; como tratores autônomos que dependem de pouca ou nenhuma interferência humana para funcionarem.

Drones também ganharem os ares da Agrishow, afinal eles são as novíssimas ferramentas dos produtores para acompanharem suas fazendas. Dentre os principais interesses dos produtores também estavam óculos que identificam pragas e doenças em plantas, implementos e soluções para digitalização das fazendas.

Tem uma história com a Agrishow ou o agronegócio? Conte ela pra gente nos comentários logo abaixo. Estamos reunindo “causos” sobre essas 25 edições da Agrishow e queremos contar a sua história. Participe!

A agricultura digital está mudando sistemas de irrigação. Conheça as inovações e não fique para trás!

A agricultura digital está mudando sistemas de irrigação. Conheça as inovações e não fique para trás!

Muitos produtores utilizam equipamentos como tensiômetro e estação meteorológica para auxiliar no manejo da irrigação. Segundo Uri Goldstein, diretor comercial da Agrosmart e especialista em irrigação, essas ferramentas são fundamentais e permitem obter mais informações para tomada de decisão. Veja abaixo algumas tecnologias inovadoras na área de irrigação:

  1. Irrigação solar automática;
  2. Sensores para economizar água;
  3. Aliança entre Internet das Coisas e a irrigação;
  4. Quimigação (aplicação de fertilizantes, defensivos, inseticidas e herbicidas por meio dos sistemas de irrigação);
  5. Alta automação (controladores, painéis programáveis e softwares para controle de motobomba, parcelas, filtragem, injeção de químicos, sensores diversos etc.)

Essas novas tecnologias da chamada Agricultura Digital auxiliam o produtor a tomar decisões mais precisas em relação à irrigação, além de trazerem soluções para os inconvenientes relacionados às tecnologias mais antigas e tradicionais.

Diversas startups, por exemplo, estão trabalhando para trazer segurança para tomada de decisão do produtor ao interpretar a necessidade hídrica real da planta, por meio de sensores, imagens de satélite, processamento de dados e outras tecnologias. Dessa forma, o produtor consegue monitorar sua lavoura pelo computador e celular, de onde estiver.

“Ao monitorar as condições da lavoura de forma adequada o manejo da irrigação é feito de acordo com a necessidade hídrica real da planta, aumentando assim os ganhos de produtividade e reduzindo os custos operacionais”, explica Goldstein.

Além disso, com essas inovações há economia de água, pois se usa a quantidade exata, e há também economia com mão de obra, pois não é preciso mais ir a campo para verificar as condições a todo instante.

A tecnologia em irrigação deve ser vista como um aliado na tomada de decisão no campo, facilitando o dia a dia de trabalho dos produtores e contribuindo para uma agricultura bem mais sustentável e sem desperdícios.

Produza mais e melhor com o sistema certo de irrigação para sua produção

Produza mais e melhor com o sistema certo de irrigação para sua produção

Ano após ano, a abertura de novas áreas para a agricultura está diminuindo. Agregado a essa questão, há um aumento da população, que prioriza maior quantidade e qualidade dos produtos agrícolas. “Para atender essa exigência do mercado, os produtos agrícolas devem atingir a máxima excelência (em qualidade e quantidade) ”, diz Fábio Batista, representante da Carretéis Irrigat.

Pensando em chegar aos maiores níveis de excelência, é necessário aderir à modernização dos sistemas de trabalho no campo. Ainda de acordo com Fábio quando falamos em melhorar a produtividade através da tecnologia, um dos temas que devem ser considerados é a irrigação. Qualquer cultura tem a necessidade de água, algumas precisam de mais e outras nem tanto, mas nenhuma se desenvolve sem recursos hídricos.

O objetivo da irrigação será a de nutrir a planta com a quantidade de água necessária, porém de forma artificial, suprindo a falta de chuva, que em períodos longos de estiagem, costuma causar sérias perdas de produção. Uri Goldstein, diretor comercial da Agrosmart e especialista em irrigação, analisa que, quando bem implantada e conduzida, a irrigação viabiliza e melhora a qualidade da produção agrícola ao longo de todo o ano.

Segundo da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 20% da área cultivada no planeta era irrigada, em 2012, sendo responsável por 40% da produção de alimentos. “Isso significa que a eficiência na utilização e produtividade da área irrigada para a não irrigada é de 2 a 3 vezes maior, em relação à agricultura de sequeiro”, explica. A irrigação, além de trazer melhoria para a produtividade, garante mais qualidade ao produto final, com este sendo ofertado com um alto valor agregado.

Os sistemas de irrigação mais utilizados, atualmente, são irrigação superficial, irrigação localizada e por aspersão. Entenda o funcionamento de cada um:

Irrigação Superficial

A água é conduzida para o ponto de infiltração diretamente pela superfície do solo. Os sistemas de irrigação superficial mais comuns são as irrigações por inundações e as irrigações por sulcos.

Irrigação localizada

A água é aplicada na área ocupada pelas raízes das plantas, formando um tipo de círculo úmido. Ela é muito utilizada nos dias atuais, sendo muito aplicada na produção de frutíferas. Os dois sistemas básicos na irrigação localizada são a microaspersão e o gotejamento.

Por aspersão

Esse sistema simula uma chuva artificial em que um aspersor expele água para o ar, onde por resistência aerodinâmica há a transformação de pequenas gotículas de água que caem sobre o solo e sobre as plantas. Seus principais sistemas são o convencional, o pivô-central e o autopropelido.

Nos últimos anos, vem ocorrendo expressiva expansão da irrigação localizada e por aspersão. Goldstein explica os motivos. “A irrigação localizada proporciona grande economia de água e energia elétrica, além de praticidade. Com a irrigação por aspersão há o benefício em irrigar com 100% de cobertura”.

Batista completa que cada método de irrigação tem seus pontos positivos e negativos. Por isso, é importante verificar a área que se quer irrigar, qual é o tipo de cultivo e qual a disponibilidade de recursos hídricos e financeiros de cada produtor. Em cima disso, o produtor deve optar pelo melhor produto que esteja ao seu alcance, buscando sempre fazer um manejo adequado.