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6 dicas para escolher o software de gestão mais indicado para o seu agronegócio

6 dicas para escolher o software de gestão mais indicado para o seu agronegócio

A internet está ganhando o campo. É cada vez mais comum o uso da computação para gestão , execução e manutenção de atividades no agronegócio. Como decidir pelo software de gestão ou ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos recursos da empresa, em tradução livre para o português) ideal? Confira seis dicas do Portal ERP para decidir.

  1. Pense a longo prazo: o software será utilizado por muito tempo e sua implantação não é tão simples. Evite decidir precipitadamente.
  2. Verifique os recursos oferecidos: diversos ERPs não atendem necessidades especificas do segmento, o que demanda maior integração com sistemas diferentes, deixando a operação mais complexa e criando problemas no suporte, pois a solução depende de diversos fornecedores.
  3. Atenção à tecnologia: quanto mais moderna a plataforma, maior o tempo de vida do software e sua atualização quanto às novidades tecnológicas.
  4. Decida por parceiros experientes: é indicado que o portfólio da empresa que oferece o serviço seja voltado às especificações do agronegócio, além de conhecer as particularidades do cliente.
  5. Adquira mais que o software: o ERP é um dos elementos a serem adquiridos, com ele deve vir o treinamento e a gestão. De nada resolver ter o melhor software se ninguém sabe como usar;
  6. Busque soluções que ofereçam conectividade e mobilidade: considere isso, pois frequentemente ações do agronegócio são realizadas em ambientes sem acesso à internet.

Conheça a tecnologia da Embrapa que analisa solo em 30 segundos

specsolo

A análise de amostras de solo vai ficar mais rápida: 30 segundos se realizada utilizando o equipamento desenvolvido pela Embrapa Solos (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em parceria com o IBRA (Instituto Brasileiro de Análises) e iniciativa privada, batizado de SpecSolo. A ferramenta pode analisar, simultaneamente, 40 amostras de solo, além de ter autonomia para trabalhar sozinha durante 20 minutos. Um ganho de tempo ao comparar que a análise convencional leva dias.

Terminada a análise, bancos de dados do IBRA são acessados remotamente e com isso são gerados relatórios analíticos, que podem ser liberados de acordo com o serviço adquirido pelo cliente, seja na forma de resultados analíticos de cada parâmetro do solo ou por faixas de interpretação da fertilidade. Para isso, o produtor precisa levar a amostra do terreno até um laboratório credenciado.

Anunciado com a vantagem de analisar as amostras de solo de forma não destrutiva, rápida e econômica, o aparelho usa técnicas de espectroscopia vibracional (sensores que detectam as vibrações moleculares) e de inteligência artificial, segundo o pesquisador da Embrapa Solos e responsável pela tecnologia, André Marcelo de Souza.

Ferramentas com sistemas autônomos são tendências da Agricultura 4.0

Case IH - Magnum - Trator Autonomo 02 - Ferramentas com sistemas autônomos são tendências da Agricultura 4.0

Com o crescente uso da agricultura de precisão e tecnologias no campo, aliado a possibilidade de que em breve a força de trabalho humana não será capaz de administrar grandes volumes de dados – com necessidade de algoritmos mais aprimorados – fabricantes de insumos e ferramentas estão trabalhando a todo o vapor para entregar soluções que ofereçam maior competitividade aos produtores. Esse é cenário da chamada Agricultura 4.0, baseada na tecnologia digital.

Por isso, sistemas autônomos vão ser cada vez mais comuns e viáveis para aumentar os níveis de produção. Dentre as vantagens dessa tecnologia que dispensa muito da intervenção humana estão a habilidade de reimplantar o trabalho em tarefas de valor agregado, a capacidade de superar a falta de trabalho qualificado durante espaços críticos, ter um “plantão” de 24 horas de trabalho sem variação de produtividade, fazer mais em um espaço de tempo menor e aperfeiçoamento de todo o resultado.

“Agricultura 4.0 ainda é um conceito novo e um universo a ser explorado”, afirma o diretor de marketing da Case IH para a América Latina, Christian Gonzalez. Para explorar esse segmento, a empresa está desenvolvendo veículos autônomos, cujo desafio é a questão regulamentária. “Seguramente será necessário a definição de regras e legislação para esse tipo de tecnologia”.

O veículo em desenvolvimento é um trator sem cabine, cujo sistema a bordo leva automaticamente em consideração as larguras dos complementos e estabelece o percurso mais eficiente dependendo do terreno, obstruções e máquinas em uso no mesmo campo. As tarefas da máquina também podem ser modificadas em tempo real pela interface remota ou avisos meteorológicos automáticos

Além disso, informações sobre quantidade de combustível no trator ou de que o estoque de sementes/fertilizantes está baixo são enviados ao usuário. O veículo funciona via radar, com reflexão, geração e telemetria de luz, e as câmeras de vídeo a bordo, e pode perceber os obstáculos parados ou em movimento no seu caminho e parar sozinho até que o operador, notificado por alertas sonoros e visuais, especifique um novo percurso.

O trator autônomo também para imediatamente se o sinal do GPS ou dados de posição for perdido, ou se o botão de parada manual for pressionado. Cada um dos sistemas de detecção e percepção tem um sistema auxiliar interno, que iniciará se o sensor principal falhar. Se os dois sistemas falharem, a máquina é levada a parar imediatamente.

Ainda no campo dos sistemas autônomos, a Adama Wings é um serviço de drones que sobrevoam lavouras de cana-de-açúcar para identificar falhas de plantio e matocompetição para otimizar a produção, além do Adama Monitor, um serviço de monitoramento remoto de armadilhas para mariposas na cultura de maçã.

Pensa em conectar sua produção agrícola à internet? Saiba como o Brasil deve se preparar para Agricultura 4.0

Pensa em conectar sua produção agrícola à internet Saiba como o Brasil deve se preparar para Agricultura 4.0

Os principais desafios que o Brasil enfrenta para pôr em prática a Agricultura 4.0 (em referência à Indústria 4.0, baseada na produção digital) são a limitação de comunicação e infraestrutura existente. E a inserção de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) no setor agropecuário tem sido lenta, se comparada a outros segmentos da economia como a indústria e o setor financeiro e bancário. Quem avalia é a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá.

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) está adotando algumas iniciativas, e com elas, espera-se que até 2017 mais satélites possam aumentar o alcance da banda larga, além de baratear o serviço para os domicílios rurais. Isso se justifica, pois tendências indicam que o setor agropecuário demandará novas TICs para gestão de dados, informações e conhecimentos em todas as etapas da cadeia produtiva em uma nova infraestrutura onde os mundos físico e digital estão totalmente interconectados. Afinal, a busca pela otimização no uso dos recursos naturais e insumos fará com que a fazenda do futuro seja massivamente monitorada e automatizada.

A dificuldade para acessar a internet ainda é um dos limitantes para o avanço dos aplicativos móveis no meio rural

Outro grande desafio é produzir e promover o uso de produtos digitais, tendo como base o que existe de melhor em tecnologia agropecuária e falando a linguagem do campo. Capacitar e preparar as novas gerações do homem do campo para a Agricultura 4.0. E para atingir esse público disperso que, muitas vezes, encontra-se em regiões afastadas, uma das principais medidas é promover a expansão do serviço de banda larga no campo tornando-o rentável tanto para os provedores quanto para os consumidores. Para tanto é necessário o incentivo de sua expansão, por meio de políticas públicas, visando massificar a banda larga rural.

Bons exemplos

Silvia comenta ainda que a Embrapa Informática Agropecuária dispõe duas ferramentas: o aplicativo Roda da Produção e a plataforma colaborativa virtual denominada Conexão Agrotic. O primeiro foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Pecuária Sudeste no âmbito do Programa Balde Cheio e pretende oferecer suporte à tomada de decisão em propriedades produtoras de leite.

Com essas informações a respeito do estágio produtivo e reprodutivo de cada animal, é possível a visualização do plantel como um todo, permitindo ao usuário a identificação de prováveis incorreções, e seus respectivos ajustes, por meio da interferência no manejo e sanidade do rebanho.

A segunda ferramenta, é resultado de uma parceria da Embrapa Informática Agropecuária, em parceria com a Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), a fim de conectar os atores envolvidos no desenvolvimento e no uso dos produtos de TIC para a agricultura. O objetivo desta parceria é apoiar estudos de prospecção tecnológica TIC para a agricultura, considerando demandas de pesquisa e oportunidades de mercado, integrando a inovação agropecuária e os segmentos públicos e privados interessadas nesta temática.

10 características do agronegócio que vão forçar o desenvolvimento da Agricultura 4.0

10 características do agronegócio que vão forçar o desenvolvimento da Agricultura 4.0

A agricultura de precisão e o uso de tecnologias no campo já é uma realidade e têm sido motivo de investimento por parte de produtores rurais que entendem esse universo importante para manter a competitividade. Para se ter ideia, recursos da chamada Agricultura 4.0 (em referência à Indústria 4.0, baseada na produção digital), permitem vantagens como criar valor agregado ao produto, reduzir custos operacionais e agilizar a produção. Assim, tecnologias como big data e nuvens de dados, e expressões como internet das coisas, têm ganhado o campo.

Diversas empresas estão trabalhando para conectar o campo com a internet, afirma o especialista em soluções integradas da John Deere Brasil, Maurício Menezes. “Com isso, o cliente foca no negócio dele, que é produzir, e gente de confiança dele toca toda a gestão da fazenda”.  O desafio, porém, está na conectividade. Um dos nossos gargalos, de acordo com Menezes. Opinião semelhante a do gerente de Inovação da Adama, Roberson Marczak, para quem a qualidade cobertura do sinal de internet ou celulares ainda é ruim e oscila muito de uma região brasileira para outra.

Como solução, Marczak cita aplicativos que funcionam sem wi-fi e que atualizam automaticamente as informações ao se aproximarem de locais que tenham sinal. De acordo com ele, ainda que a Agricultura 4.0 seja um desafio, ela precisa acontecer e lista características do mercado que vão forçar essa mudança.

  1. O perfil do agricultor mudou nos últimos dez anos;
  2. “Quem comanda as fazendas hoje, devido à sucessão familiar , é mais ávido e quer velocidade para fazer acontecer”;
  3. Inconformados trouxeram ideias de aplicativos do setor bancário para o agronegócio;
  4. Querem conteúdo e conectividade;
  5. Eles entenderam que há uma forma nova de fazer as coisas;
  6. Querem economia de recurso. Fazer mais com menos.

A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, acrescenta itens à lista.

  1. A necessidade de aumentar a produção agrícola sem ampliar a área plantada;
  2. Dados da UIT (União Internacional de Telecomunicações) de que o número total de assinaturas de banda larga móvel deve atingir 3,6 bilhões até o fim de 2016, no mundo;
  3. Estima-se a presença de 50 bilhões de dispositivos móveis conectados à internet em 2020;
  4. O acesso à internet por meio do celular passou de 4% para 24% na área rural, no período de 2008 a 2014, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios do CGI (Comitê Gestor da Internet) de 2014.

Produção agrícola conectada com o universo digital: entenda a tendência da Agricultura 4.0

4.0

Hoje já não existe mais separação entre os mundos físico e virtual, conectados para facilitar a vida das pessoas. Por trás dessa ideia está o conceito de Agricultura 4.0, também chamada de agricultura digital, uma clara referência à Indústria 4.0 , inovação que teve início nas montadoras de carros a agora conquista fábricas de diversos segmentos devido à completa automatização proporcionada aos processos produtivos.

Rezando a mesma cartilha, a Agricultura 4.0 será capaz de conectar informações e dados de modo a maximizar os benefícios de todas as outras tecnologias já existentes e que as estão por vir. De acordo com Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, com a possibilidade da força de trabalho humana não ser capaz de gerenciar essa quantidade de dados, serão necessários algoritmos cada vez mais aprimorados por meio de técnicas de inteligência computacional e computação cognitiva para auxiliar no processo de análise.

“Tem-se a agricultura conectada permitindo que de casa, ou da sede da fazenda, produtores possam acompanhar remotamente o desempenho de suas máquinas nas lavouras por telemetria”, exemplifica a especialista. Além disso, essa grande tendência do agronegócio vai permitir que o agricultor customize a aplicação de recursos, sejam eles financeiros e/ou agronômicos para cada talhão, em vez de hectare, o que lhe dará maior controle de custos e de eficiência sobre sua atividade.

Atuar dessa maneira será necessário, pois 95% do aumento da produção mundial de alimentos daqui em diante terá de vir de ganhos de produtividade e tecnologias que auxiliem o agricultor a fazer mais com menos, de modo mais eficiente, rápido e com menos custos serão cada vez mais necessárias.

Em números

A pesquisa TIC Domicílios 2015 divulgada pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), por meio do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), apontou avanço no uso dos telefones celulares para acessar a internet tanto no meio rural quanto no meio urbano.

De acordo com a pesquisa, em 2015, a proporção de indivíduos que possuem telefone celular na região urbana é de 86% e na rural é de 71%. Desses, 90% já acessaram a internet na região urbana e 85% na região rural. No contexto rural, a agricultura familiar é parte importante da produção nacional de alimentos. Esse setor reúne cerca de 5,2 milhões de estabelecimentos rurais, configurando 88% dos estabelecimentos rurais do País, 24% da área agrícola e 74% da mão de obra no campo (12 milhões de pessoas).

Saiba como melhorar a rentabilidade na aquicultura mesmo com o alto preço da ração

Saiba como melhorar a rentabilidade na aquicultura mesmo com o alto preço da ração

O Brasil possui alto potencial hídrico, mas os altos custos produtivos dificultam o trabalho dos aquicultores, principalmente o preço da ração. Essa é uma das conclusões da Embrapa, que aponta uma despesa que varia de 70% a 80% apenas com esse insumo, exceto na malococultura (cultivo de ostra). A economista e pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Andréa Muñoz, explica que as despesas restantes dependem, entre outros fatores, do sistema de produção utilizado, sendo os principais viveiros escavado e tanque-rede, além da intensidade tecnológica, gastos administrativos, alevinos, mão de obra e energia e combustível.

Uma das formas que os aquicultores têm encontrado para controlar o custo da ração é utilizar diferentes tipos de insumos para atender as exigências nutricionais dos peixes, de acordo com o crescimento dos animais. Além disso, outros mecanismos podem ser utilizados para racionalizar custos. "Em primeiro lugar, aumentar a eficiência do controle na propriedade, registrando todas as saídas e entradas de recursos, por meio de planilhas ou com o uso de softwares específicos para gestão de aquicultura, para melhor apurar a composição e evolução do custo de produção e das margens de rentabilidade do negócio", sugere Muñoz.

Outro caminho é unir esforços por meio de associativismo ou cooperativa de produtores, para aumentar o poder de negociação na compra de insumos e formação de preços no mercado, além de atuar em conjunto com o poder público para o desenvolvimento de políticas para o setor. Outro passo importante é o desenvolvimento de canais de comercialização para a consolidação do setor aquícola como um todo, para oferecer ao mercado um produto com regularidade e menos dependente da sazonalidade da produção. "Abrindo novas oportunidades como fornecimento para alimentação escolar e ações de promoção de consumo de pescado em supermercados e outros pontos de venda."

Entre as alternativas futuras e tendências para melhorar a lucratividade dos produtores, a pesquisadora aponta a realização de capacitações aos multiplicadores quanto ao manejo dos sistemas de produção (manejo alimentar, de qualidade de água, de biometria e despesca). Esses itens podem melhorar as taxas de conversão alimentar e, consequentemente, a rentabilidade e competitividade dos empreendimentos aquícolas. No caso dos peixes nativos, há necessidade de pesquisa para aprimorar o desenvolvimento de rações balanceadas para cada espécie e cada fase.

Entenda o cenário de energias renováveis e como usar a tecnologia no campo

Entenda o cenário de energias renováveis e como usar a tecnologia no campo

O uso de energias renováveis no campo é uma realidade que beneficia produtores e meio ambiente. No entanto, é preciso se aprofundar para escolher opções viáveis para cada negócio. Professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), Rubens Coelho, explica que o maior desafio é a montagem da infraestrutura para usar esses tipos de energias.

"Quando estamos falando de energia de resíduos, pode ser qualquer resíduo orgânico. A produção de metano pode ser feita com mato cortado, esterco de vaca, chorume de porco e até vinhaça", exemplifica. Na cana-de-açúcar, é possível fazer recolhimento da palhada da cana no campo, enfardamento, transporte e queima em caldeira específica nas usinas, ou geração de etanol de segunda geração.

Para os demais resíduos vegetais e animais, uma opção é montar sistemas biodigestores para aproveitamento do gás-metano gerado. Para obter energia eólica, é necessária a instalação das turbinas em locais de ventos mais intensos e constantes. "Os estados do Ceará e Rio Grande do Sul são atualmente os maiores produtores." Para energia solar, é preciso fazer a instalação de painéis fotovoltaicos. Para a hidráulica, faz-se a montagem de barragens e turbinas. Novamente, o professor cita como desafio a ser superado o acesso a crédito governamental para auxílio na implantação da infraestrutura.

Existem bons exemplos de utilização de energias renováveis no campo, como usinas que procedem a queima de biomassa em caldeira, ou as que geram etanol de segunda geração a partir da biomassa residual dos grandes cultivos. A remuneração estimada ao produtor de palha é de R$ 120 a 130 por tonelada de palha entregue. No caso da cana, "para médios produtores no Brasil, apenas o recolhimento da palha e a sua entrega na usina é a opção viável economicamente."

Coelho aponta que o crédito privado não tem estado muito disponível, "uma vez que o preço da energia é regulado em leilões pelo governo e a lucratividade não é muito atraente". O lucro com a cogeração de energia também não é muito grande, "pois as usinas recebem apenas 1/3 do valor pago pelo consumidor final, 1/3 são impostos e 1/3 fica com a companhia que distribui a rede de energia". A opção mais lucrativa é gerar energia para produzir algum produto comercial, por exemplo a Votorantim, que gera energia elétrica em várias barragens para produzir alumínio.

"O valor do investimento pode ser muito variado, depende da escala de produção." Usinas de cana, para cogerir energia, sempre pegam financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), afirma o especialista. "São valores muito altos, pois precisam montar caldeira, turbina, etc. O prazo de retorno do investimento é de 15 a 20 anos." Coelho cita, ainda, que "os biodigestores são mais apropriados para pequenas propriedades". A seguir, o professor cita as principais formas de energias renováveis que os produtores rurais precisam conhecer para otimizar seus negócios:

 

  1. Energia de Biomassa (cana-de-açúcar, eucalipto, resíduos vegetais e animais) - Biodigestores de Metano

 

 

 

 

 

 

  1. Energia eólica – Turbinas

 

 

 

 

 

 

  1. Energia Solar – painéis solares

 

 

 

 

 

 

  1. Energia Hidráulica – Pequenas Usinas hidroelétricas

 

Interações entre cultura, solo e clima aumentam qualidade e reduzem perdas

Interações entre cultura, solo e clima aumentam qualidade e reduzem perdas

É muito importante para quem vive do agronegócio entender as interações da cultura com o solo e o clima. "A disponibilidade de água para as culturas depende da quantidade de chuva e da quantidade perdida por evaporação do solo e transpiração das plantas, a evapotranspiração", explica o analista de pesquisa da Embrapa Pesca e Aquicultura, Balbino Evangelista. "Por outro lado, o volume de água perdida transferida para a atmosfera depende, principalmente, da radiação solar, temperatura, umidade do ar e do vento. Mas a água das chuvas que chega ao solo também é perdida pelo escoamento superficial e para as camadas profundas, onde as raízes das plantas não conseguem penetrar."

A quantidade de água nas camadas do solo, possível de ser absorvida pelas raízes, não é a mesma para todos os tipos de solo. Depende de características como tamanho e estrutura de suas partículas, expressas pelos teores de argila, silte, areia, e de sua densidade. Solos mais argilosos tendem a armazenar mais água. Solos mais arenosos apresentam baixa capacidade de retenção e disponibilidade de água. Os solos de textura média, por apresentarem boa capacidade de retenção de água e boa condição de aeração e fácil manejo, são considerados os ideais para a maioria das culturas.

Mas é preciso entender que o volume de água extraída do solo pelas plantas está diretamente relacionado ao volume do solo explorado pelas suas raízes. Um sistema radicular profundo irá explorar maior volume de água e deixar a planta menos sujeita a riscos de deficiências hídricas em períodos de estiagens, os veranicos. "Assim, do ponto de vista da agrometeorologia, os melhores solos para cultivo são os bem desenvolvidos (profundos), bem estruturados e com médias ou elevadas concentrações de argila, o que permite às raízes condições ideais para se desenvolverem e explorarem as camadas mais profundas na busca da água." Nesses solos, a oferta de água é maior, o risco é menor, o período de semeadura é relativamente amplo e neles podem ser obtidas maiores produções de sementes, com melhor qualidade.

O ciclo de desenvolvimento total e cada fase fenológica da cultura depende do tempo que a temperatura permanece em limites toleráveis pela planta. "A essa soma diária da temperatura, dá-se o nome de graus-dia e significa quantos graus de temperatura são necessários para a planta completar seu ciclo de produção." O fotoperíodo é função da exposição local aos raios solares e pode determinar o potencial produtivo. "Por exemplo, muitas cultivares de soja só entram em produção quando ocorre uma quantidade mínima diária de horas de brilho solar, ou seja, duração do dia com luz solar." Esses índices variam durante o ano e entre as diversas regiões. Cabe à agrometeorologia analisar a ocorrência desses fatores para delimitar zonas de baixos riscos e, nelas, determinar as melhores épocas de semeadura. "O objetivo é ajustar o ciclo das culturas às melhores condições locais do clima, para minimizar os riscos de perdas de produção."