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Passo a passo para adotar a terceirização no agronegócio

asso a passo para adotar a terceirização no agronegócio

Certamente,  terceirizar as atividades relacionadas ao agronegócio, seja ela de meio ou fim, traz diversos benefícios ao agronegócio. Entretanto, é fundamental que alguns passos sejam seguidos, afim de tornar essa terceirização mais efetiva.

O palestrante, diretor-geral da Ação Estratégica e atuante no agronegócio desde 2004, Rodrigo Capella cita os principais passos e cuidados neste contexto.

O primeiro é elencar uma empresa responsável pela terceirização dos serviços que apresente extrema idoneidade no mercado, além de capacidade de realizar com eficiência as atividades pelo qual foi contratada.

O segundo passo, e talvez o mais importante, é a elaboração de um contrato de terceirização entre o tomador de serviços e a empresa terceirizada, visto que a segurança jurídica costuma ser o principal ponto da relação entre a terceirização e o agronegócio.

Esse contrato deve ser realizado com com exatidão e de forma bastante minuciosa, instituindo o número de prestadores, jornada de trabalho legal (8h/diária) ou intercalada, funções desempenhadas e tempo de duração do contrato (terceirização por prazo determinado ou indeterminado), entre várias outras peculiaridades que são de suma importância”, salienta Capella.

Por fim, ele diz ser importante ter um representante da empresa terceirizada como gerente, supervisor ou em algum cargo de chefia destes prestadores de serviços.

Contratante: responsabilidades para uma terceirização efetiva

Para que o processo de terceirização seja o mais efetivo possível, o contratante (o produtor rural no caso do agronegócio) tem diversas responsabilidades que devem ser seguidas em sua totalidade.

Nesta conjuntura, Capella pontua as responsabilidades mais importantes do contratante quando da contratação de um serviço terceirizado:

  • O contratante deve verificar constantemente o efetivo pagamento dos prestadores de serviço pela empresa terceirizada;
  • O contratante não deve se abster de constatar com precisão os pagamentos dos encargos e tributos necessários e previstos na norma trabalhista;
  • O contratante tem a obrigação de pagar corretamente a empresa terceirizada;
  • Todas as cláusulas inerentes ao contrato devem ser inteiramente seguidas pelo contratante e pelo contratado.

Capella também ressalta que o contratante deve sempre obedecer às normas relativas às eventuais situações de insalubridade ou até mesmo de periculosidade relacionadas à algumas atividades ligadas ao Agronegócio. “Em razão destas questões, a empresa rural deve continuamente se adequar as normas de segurança e medicina do trabalho”, finaliza Capella.

Quais os cultivos mais comuns na rotação de culturas?

Quais os cultivos mais comuns na rotação de culturas?

O emprego de alternativas de manejo mais racionais e adequadas às condições de cada uma das regiões do Brasil, vem sendo uma necessidade bastante comum, principalmente em razão da sustentabilidade. Porém, para que atinja a sustentabilidade desejada é recomendável que se adote a rotação de culturas.

Um uso mais efetivo e adequado da rotação de culturas poderá evidenciar diversos benefícios, porém, para que sejam obtidos na sua totalidade é fundamental que a escolha das espécies componentes da rotação seja a mais assertiva possível, considerando as condições regionais e o perfil do produtor.

Para auxiliar nesta questão, conversamos com especialistas que explicam como deve se dar essa rotatividade e quais espécies utilizar para que a produtividade e a lucratividade sejam máximas.

A “melhor” espécie para rotação de culturas

Várias são as opções de espécies adotadas para a rotação de culturas, entretanto, Luiz Adriano Maia Cordeiro, engenheiro-agrônomo, doutor em Fitotecnia e pesquisador da Embrapa Cerrados, explica que não existe uma modelagem universal na escolha das espécies componentes de programas de rotação de culturas, ou seja, não há um único modelo.

As combinações sequenciais das culturas devem ser propostas com base em caracteres regionais, embasadas em resultados experimentais e/ou observações práticas de comportamento e adaptabilidade agronômica”, ressalta.

Cordeiro ressalta ainda que em algumas regiões com agronegócio mais dinâmico, é relativamente mais fácil planejar programas adequados e com resultados positivos esperados. “Nestas regiões já há uma ampla rede de pesquisa que ajuda na definição da melhor espécie para cada condição”.

Entretanto, o pesquisador lembra que ainda assim as dificuldades são grandes, como disponibilidades de sementes e insumos, poucas opções de mercado para culturas alternativas, falta de assistência técnica e inexistência de recomendações regionais capazes de impedir maior adoção de sistemas de rotação de culturas.

Esta opinião é compartilhada pelo professor doutor Paulo Claudeir Gomes da Silva, docente dos cursos de agrárias da Unoeste. Segundo ele, a escolha irá - além das características regionais -, depender muito do perfil do produtor e sua aptidão com essa ou aquela cultura.

Sequência de cultivos: outra preocupação comum na rotação

Além das espécies a serem escolhidas para a rotação de culturas, outra preocupação bastante comum é a sequência de cultivos que será utilizada neste sistema rotativo.

Neste contexto, Cordeiro explica que o uso de rotação de culturas conduz a diversificação das atividades na propriedade. Segundo ele essa diversificação pode ser, exclusivamente, de culturas anuais ou culturas anuais e pastagem.

Em ambos os casos a diversificação requer planejamento a médio e longo prazos para que a adoção se torne exequível”, salienta.

Para isso, tradicionalmente preconiza-se a alternância de espécies vegetais de famílias distintas na sequência dos sistemas de rotação de culturas, como o cultivo alternado de gramíneas e leguminosas, sendo esse um dos exemplos mais comuns.

Além disso, na escolha das espécies que irão compor o esquema de rotação, Cordeiro lembra que é preciso observar detalhes relativos às espécies antecessoras e subsequentes.

Por exemplo, antecedendo a cultura da soja, as espécies indicadas para o Estado do Paraná são trigo, cevada, aveia-preta, nabo forrageiro e azevém. Já para a região do Cerrado, várias culturas podem ser combinadas com as principais culturas econômicas que são a soja, o milho e o algodão”.

No caso do Cerrado, Cordeiro dá alguns exemplos. “Para culturas antecessoras da soja e do algodão pode-se utilizar o milho, milheto, trigo (sequeiro ou irrigado), arroz, consórcio milho + braquiária e pastagens de gramíneas tropicais”.

Devido a esse grande número de opções, Silva ressalta a importância do conhecimento da região onde se quer implantar o sistema, além de sempre consultar um profissional habilitado.

Como “não perder o ritmo” da rotação?

Tanto Cordeiro quanto Silva concordam que os princípios da rotação de culturas servem para qualquer região do Brasil, desde que se tenha um bom planejamento. Porém, nesta questão, Cordeiro salienta que cada região deve ter sistemas de rotação de culturas sempre avaliados e/ou validados levando-se em conta as seguintes questões:

 

  • Viabilidade técnica e econômica;
  • Exigências edafoclimáticas;
  • Mercado existente;
  • Infraestrutura e logística.

 

Além disso, para não “perder o ritmo”, o produtor não pode errar na adoção de sistemas de rotação de culturas, ou seja, não pode errar nas medidas nem nas avaliações dos resultados.

Se os resultados forem satisfatórios em termos de aumento da produtividade com redução de custos, certamente, o produtor rural vai continuar adotando”, diz o pesquisador.

Essa opinião é compartilhada pelo professor da Unoeste. Silva indica que quando a pessoa vê os resultados, ela continuará a adotar a rotação.

A pessoa que começa a utilizar as tecnologias disponíveis para potencializar a produção vegetal ou animal em sua propriedade não retroagirá após ver os resultados lucrativos determinados em seu planejamento”, salienta.

Entretanto, para que isso ocorra, todo produtor deve estar sempre atento à base de conhecimento científico existente no tema, além de sempre buscar uma boa assistência técnica.

Se o agro não dobrar, o PIB não crescerá o suficiente

Se o agro não dobrar, o PIB não crescerá o suficiente

Texto:Prof. Dr. José Luiz Tejon*

A economia de apenas seis Estados brasileiros devem superar o patamar do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 (quando o país entrou na pior recessão da história) em função do agronegócio, da mineração e acesso à mercados. São eles: Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Santa Catarina e Roraima. Este último - por incrível que pareça - mesmo com o movimento desordenado dos imigrantes venezuelanos, trouxe movimento econômico.

O presidente Jair Bolsonaro estava na posse dos presidentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, e disse: “A equipe do ministro Paulo Guedes foi escolhida sem nenhuma interferência de partidos políticos, e significa mais do que a economia, significa impactos em toda a sociedade do Brasil, pois se a economia for bem, o país todo vai bem“.

Estamos diante de uma colheita da nova safra brasileira. Mas a safra não é tudo. O custo para fazer a safra, o câmbio, a logística, e acima disso, a sua agroindustrialização, a comercialização, os serviços financeiros, a educação e a coragem dos agentes para se interrelacionarem e superarem juntos obstáculos, é o que pode nos conduzir para crescimentos necessários mínimos de 5% ao ano, e não as estimativas atuais, de crescermos este ano apenas 2,53% o nosso PIB.

O PIB total do agribusiness brasileiro hoje é da ordem de 500 bilhões de dólares. Em 6 anos precisaremos dobrar, ir para 1 trilhão de dólares, caso contrário, não atingiremos um PIB geral do país de 2,5 trilhões de dólares (25% a mais sobre o atual). Ou seja, para o PIB brasileiro crescer 25%, precisamos quero PIB do agro dobre de tamanho.

E para dobrar o PIB do agro brasileiro, precisaremos não apenas ampliar a produtividade dos grãos, do biocombustível, das fibras, trazer de volta o cacau, a borracha, vender mais proteínas animais, liderar o café e suas especialidades, invadir o planeta com nossas especiarias, essências, frutas e sucos, e ter mais empresas brasileiras no comando de organizações globais, como a Chiquita Brand, que pertence à Cutrale e Banco Safra. Precisamos de metas de vendas e de crescimento. O mais difícil é vender mais enquanto corta o que não interessa ao país, e pra isso, é preciso convocar os empresários e as cooperativas.

*Jornalista, publicitário, mestre em arte e cultura com especializações em Harvard, MIT e Insead e doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai. Colunista da Rede Jovem Pan, autor e coautor de 33 livros. Coordenador acadêmico de Master Science em Food & Agribusiness Management pela AUDENCIA em Nantes/França e professor na FGV In Company. Considerado uma das 100 personalidades do agronegócio pela Revista Isto é Dinheiro. Homenageado pela Massey Ferguson como destaque no agrojornalismo brasileiro 2017. Conferencista com Prêmio Olmix – Best Keynote Speaker/Paris e Top Of Mind Estadão RH. Presidente da TCA International e Diretor da agência Biomarketing.

5 boas práticas da rotação de culturas

5 boas práticas da rotação de culturas

Segundo o engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa Cerrados, Luiz Adriano Maia Cordeiro, a rotação de culturas em função de seus benefícios conservacionistas e econômicos constitui-se num requisito fundamental para a viabilização do sistema de produção agropecuária como um negócio agrícola sustentável.

Portanto, o tipo e a frequência das espécies contempladas no planejamento do sistema de rotação de culturas devem atender aspectos econômicos e comerciais compatíveis com os sistemas de produção regionalmente praticados.

Dessa forma, na concepção do pesquisador da Embrapa Cerrados, os princípios tradicionais que baseiam o planejamento de um programa de rotação de culturas são:

  1. Cultivos alternados de culturas com habilidades diferentes na absorção e aproveitamento de nutrientes do solo ou com sistema radicular alcançando profundidades diferentes;
  2. Cultivo alternado de culturas suscetíveis a certas doenças e pragas, com aquelas que são mais resistentes;
  3. Culturas alternadas em uma sucessão planejada de espécies que levam em consideração efeitos negativos ou positivos de uma cultura sobre a seguinte subsequente. “Esses efeitos podem ter sua origem em substâncias tóxicas, no fornecimento de nutrientes, incremento de matéria orgânica, sistema radicular, estrutura do solo, microrganismos do solo, alelopatia ou umidade residual do solo”, explica Cordeiro;
  4. Alternar o uso de culturas que tendem a exaurir o solo com culturas que contribuam para melhorar a fertilidade do solo, ou seja, alternância de culturas extratoras com recuperadoras do solo;
  5. Cultivo alternado de culturas com diferentes necessidades extremas de mão-de-obra, máquinas e implementos, água etc., em épocas ou estações de cultivo diferentes.

Requisitos básicos que precisam ser observados

Para que um sistema de rotação tenha o sucesso desejado, alguns requisitos básicos devem ser observados durante todo o planejamento das rotações de culturas:

  1. Deve permitir a flexibilidade. “Quando necessário, o sistema deve permitir mudanças na escolha de culturas por decorrência de fatores edafoclimáticos ou de mercado”, cita Cordeiro;
  2. Deve permitir um intervalo suficiente entre a colheita de uma cultura e o plantio da sucessora;
  3. Fundamental existir a escolha correta da sequência de culturas, “assim evita-se a sucessão contínua de espécies com exigências nutricionais ou problemas fitossanitários comuns entre si”, diz o pesquisador.

Mas além destes requisitos, tanto professor doutor Paulo Claudeir Gomes da Silva, docente dos cursos de Agrárias da Unoeste quanto o pesquisador da Embrapa concordam que a busca por uma orientação técnica é fundamental para que a rotação de culturas atinja os resultados esperados.

Neste contexto, Silva recomenda uma orientação técnica para que os procedimentos sejam bem planejados e estruturados. “Com essa orientação, o produtor irá correr o menor risco possível com os investimentos por ele realizados”.

Essa opinião é compartilhada por Cordeiro. “Sempre que possível, o produtor rural deve buscar assistência técnica, privada ou pública, para adotar os melhores sistemas de produção agropecuária e ter sucesso em termos de viabilidade e rentabilidade”.

Segundo o pesquisador, o sucesso na adoção de sistemas de rotação de culturas é diretamente ligado à assistência técnica, “uma vez que exige mais conhecimento e capacidade gerencial para planejar, implantar e conduzir adequadamente esses sistemas e, com isso, usufruir do seu imenso potencial produtivo e de geração de renda”, diz.

Por fim, Silva diz que é de fundamental importância a presença de um agrônomo ou zootecnista, pois “na maioria das atividades dessa tecnologia temos a produção de grãos e carne”.

Medidas para evitar os desperdícios na irrigação

Medidas para evitar os desperdícios na irrigação

 

Várias são as medidas a serem adotadas pelo produtor para que os desperdícios na irrigação sejam evitados - ou ao menos reduzidos. Tais medidas têm relação com o manejo de irrigação, eficiência e qualidade do monitoramento e o uso da tecnologia.

 

 

O manejo de irrigação relaciona-se com a determinação do momento, da quantidade e de como aplicar a água na plantação. Para isso é fundamental ter à disposição o máximo de dados possível, possibilitando uma gestão mais eficaz da irrigação.

 

 

Assim, coletar variáveis como temperatura, variações climáticas e quantidade de água para cada cultura terá efeitos significativos sobre a redução dos desperdícios na irrigação.

 

 

 “O manejo da irrigação é um conceito que abrange a coleta de dados e informações sobre variáveis relacionadas com a disponibilidade hídrica. Somente assim podemos conhecer o valor exato de quanto e quando irrigar”, salienta o Head de Marketing da Agrosmart, especializada em agricultura digital e sistemas de manejo e monitoramento de irrigação, Caio Bacci.

 

 

Nesta conjuntura, ele explica também que estes sistemas de irrigação começam a receber os avanços tecnológicos de outros setores da economia.

 

 

Coleta de dados de múltiplas variáveis, tratamento através de algoritmos, geração de informações, compatibilidade com smartphones, utilização de equipamentos mais modernos e precisos já são realidade para os produtores brasileiros”.

 

 

Por isso, têm-se a aplicação de muitas tecnologias no manejo da irrigação. “Algo tão importante quanto a água para o bom crescimento e desenvolvimento das culturas precisa de um manejo que seja mais eficiente e inteligente, e a tecnologia irá ajudar nisso”, complementa.

 

Passo a passo para uma boa rotação de culturas: o que é preciso?

Passo a passo para uma boa rotação de culturas: o que é preciso?

Define-se como rotação de culturas uma prática agrícola que consiste em alternar em uma mesma área diferentes culturas vegetais seguindo um plano previamente definido. Quando bem adotada, esta técnica torna o sistema mais produtivo e sustentável.

Porém, para garantir a eficiência de qualquer sistema de rotação de culturas existem alguns princípios básicos que precisam ser respeitados. Esses princípios se baseiam em um passo a passo que precisa ser seguido.

Várias são as etapas utilizadas para uma gestão mais assertiva da rotação de culturas, mas todas essas etapas necessitam, prioritariamente, de um planejamento bem fundamentado. Essa é a visão do professor doutor Paulo Claudeir Gomes da Silva, docente dos cursos de Agrárias da Unoeste.

Para o professor o planejamento deve iniciar-se com a realização de uma análise de solo. “Com essa análise é possível corrigir adequadamente o solo com calagem, gessagem e adubação, seguindo as necessidades das culturas definidas”, explica o professor.

Além disso, Silva explica que se a área está degradada demais, com erosões ou muito compactada, recomenda-se fazer o processo de reforma com mecanização no primeiro ano (Subsolar, tombar ou gradear).

Mas se for observado que a área não está tão degradada, pode-se adotar o plantio direto. Assim é possível obter boas produtividades em ambas as escolhas”, diz.

Seguindo a mesma linha, Luiz Adriano Maia Cordeiro, engenheiro-agrônomo, doutor em Fitotecnia e pesquisador da Embrapa Cerrados cita alguns passos de suma importância que precisam ser seguidos. São eles:

1) Contratar um profissional de Ciências Agrárias ou Consultor especializado na área;

2) Proceder com um diagnóstico bastante detalhado da propriedade rural. “Neste diagnóstico deve-se verificar as divisões de glebas, análise de solo, fatores limitantes, produtividades, maquinário disponível, entre outros detalhes”, explica Cordeiro;

3) Planejar qual será o sistema de rotação, preferencialmente em Sistema Plantio Direto, com base na intercalação de culturas econômicas com espécies produtoras de fitomassa ou de cobertura do solo. “Nessa escolha deve ser levado em conta as condições edafoclimáticas locais e de mercado”, recomenda;

4) Iniciar a implantação do sistema em uma pequena parte da propriedade (20%-30%);

5) Avaliar o desempenho econômico e agronômico do sistema de produção em rotação de culturas;

6) Adaptar ou reformular o sistema de rotação de culturas, caso necessário.

Todo tipo de território aceita sistemas de rotação de culturas?

Todo tipo de território aceita sistemas de rotação de culturas?

Uma das principais características da rotação de culturas que certamente estimula seu uso é que ela ocorre ou tem potencial de ocorrer em todo o território brasileiro. Ou seja, com os devidos cuidados e com muito planejamento, a rotação pode ocorrer em todo o país.

Entretanto, o engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa Cerrados, Luiz Adriano Maia Cordeiro, explica que nos últimos anos observa-se uma redução na diversificação dos sistemas de rotação de culturas, provavelmente, por pressões econômicas.

Em muitas regiões, como no Sul do Brasil, essa prática de rotação era muito mais intensa nos anos 1980 e 1990 do que é hoje. Já se chegou a ter um grande rol de espécies alternativas para se fazer a rotação nessa região, hoje é bem menos”.

Já na região do Cerrado, o engenheiro-agrônomo diz que constantemente se busca aumentar a diversidade de culturas para compor um eficiente sistema de rotação, porém, segundo o pesquisador da Embrapa, a estação seca do inverno é um fator limitante.

Para contornar isso, a irrigação pode ser uma solução. “Quando se adota a irrigação, esse processo passa a ser mais facilitado, inclusive tanto com cultivos econômicos como para produção de fitomassa ou palhada”, explica.

Na atualidade, existem opções viáveis de diversos cultivos de sequeiro ou irrigado para esta região, como soja, milho, sorgo (granífero ou forrageiro), algodão, arroz, trigo, girassol, feijão, pastagens (Braquiárias, Panicum etc.), guandu, milheto, crotalárias, quinoa, amaranto, etc.

Todas essas diversas possibilidades indicam que é plenamente possível realizar a rotação de culturas em todo o país, caso do Cerrado nas regiões sulistas do país, indicando que a rotação de cultura funciona para todo produtor, desde que haja correto planejamento e operação.

Você conhece as principais causas do desperdício na irrigação?

Você conhece as principais causas do desperdício na irrigação?

A irrigação é uma prática cada dia mais utilizada para elevar a produtividade de lavouras, contribuindo com as necessidades hídricas de cada cultura e favorecendo aumentos de produtividade. Porém, ainda são elevados os níveis de desperdícios na irrigação, que precisam ser evitados ou ao menos, controlados.

Cerca de 70% da água no Brasil e no mundo é utilizada em processos de irrigação, porém durante este processo, entre 50% a 60% desse volume de água acaba sendo perdido devido à má gestão dos recursos hídricos (números semelhantes aos apresentados pela da FAO {Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura}). “Na maioria dos casos o agricultor não sabe quanto, quando e de que forma deve irrigar”, diz o Head de Marketing da Agrosmart, especializada em agricultura digital e sistemas de manejo e monitoramento de irrigação, Caio Bacci.

Especificamente no caso do Brasil, apenas 7,4% do total de áreas que podem ser irrigadas estão utilizando essa tecnologia. Por isso, Bacci ressalta que para aumentar a participação agropecuária do Brasil no mercado internacional, a utilização da irrigação será fundamental.

Dessa forma, apesar do fato de que maioria da água doce seja utilizada para a produção de alimentos, é possível perceber que a eficiência produtiva das áreas que possuem um bom planejamento e investimento tecnológico no sistema de irrigação costuma ser bastante maior. “Essas áreas conseguem produzir 2,6 vezes mais, economizando 50% da água”, cita Caio Bacci.

Sendo assim, segundo o Head de Marketing da Agrosmart, o futuro na produção de alimentos para uma população mundial crescente estará intimamente relacionado ao potencial de irrigação de áreas agrícolas. Porém, é fundamental que os desperdícios da irrigação sejam reduzidos.

 

Principais fatores que causam desperdícios na irrigação

 

Na agricultura brasileira existem diversos fatores capazes de influenciar na elevação dos desperdícios da água utilizada para irrigação. Bacci cita o planejamento ineficiente do sistema ou o constante uso da intuição como grandes fatores que contribuem com os desperdícios da irrigação.

Esses produtores costumam utilizar sempre a mesma quantidade de água, mesmo em diferentes situações, climas e tipos de solo, o que, consequentemente acaba gerando um desperdício de água”, salienta.

Agrega-se a esses fatores a aplicação de água em excesso, realizada em horários equivocados, geralmente com o uso de equipamentos bastante obsoletos. Tais fatores elevam os desperdícios na irrigação, que consequentemente irão reduzir a eficiência da irrigação.

Dessa forma, Bacci explica que os desperdícios na irrigação são de 50% a 60% da água utilizada. Eles trazem impactos diretos ao produtor e ao meio ambiente, provenientes da retirada de volumes expressivos das microbacias e de corpos d’água, comprometendo a disponibilidade e a qualidade dos recursos hídricos.

Com todos esses fatores, Bacci explica que muitos produtores rurais até deixam de utilizar a agricultura irrigada por acreditarem que essa é uma tecnologia cara, complexa e que, geralmente, o retorno não supera o investimento, o que, de fato, não é verdade em uma irrigação planejada.

Porquê adotar a rotação de culturas traz vantagens para você

Porquê adotar a rotação de culturas traz vantagens para você

A rotação de culturas vem sendo uma técnica agronômica cada vez mais utilizada na agricultura brasileira. Como o próprio nome indica, este é um método que consiste na alternância ordenada de diferentes culturas, em determinado espaço de tempo (ciclo), na mesma área e na mesma estação do ano, representando alternância regular e ordenada no cultivo de diferentes espécies vegetais numa propriedade rural.

Quando comparado à monocultura, a rotação de culturas traz diversas vantagens à atividade agrícola, contribuindo com os efeitos sinérgicos que potencializam os fatores bióticos e abióticos capazes de incrementar os rendimentos, quando comparados aos rendimentos dos mesmos componentes quando são implantados isoladamente. Porém, mesmo com todas as vantagens da rotação de culturas fica a pergunta: Esse sistema funciona para mim? Funciona na minha propriedade?

O engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa Cerrados, Luiz Adriano Maia Cordeiro, afirma que funciona sim. E que as culturas que podem fazer parte de um sistema de rotação podem ser: espécies comerciais ou econômicas (cash crops), espécies para produção de volumoso (silagem, feno etc.) ou plantas de cobertura do solo, todas com significativa eficiência.

Cordeiro explica que este é um sistema planejado que preconiza o cultivo de espécies vegetais distintas em sequência temporal, sempre na mesma estação ou época do ano, numa determinada área ou gleba agrícola. O pesquisador da Embrapa ainda salienta que a rotação de culturas obedece a finalidades definidas, como o restabelecimento do equilíbrio biológico debilitado ou destruído pela monocultura excessiva, por exemplo.

Embora a rotação seja um método utilizado em todo o mundo, Cordeiro salienta que cada país ou região tem características específicas de sistemas de rotação de culturas. “Naturalmente, existe uma grande variação das espécies vegetais cultivadas para esse fim, portanto a variação de modelos de rotação costuma ser bastante grande”.

Além do mais, segundo o pesquisador, o Sistema de Plantio Direto baseado na rotação de culturas é o método mais característico do Brasil. “No Sistema Plantio Direto, um programa de rotação de culturas deve ser elaborado criteriosamente com base técnica e econômica, propiciando a intercalação de culturas comerciais (extratoras) e não-comerciais (recuperadoras)”, explica.

10 vantagens da rotação de culturas

Neste contexto, o pesquisador da Embrapa Cerrados explica que são muitas as vantagens para a adoção de sistemas de rotação de culturas. Ele lista algumas das principais vantagens:

  1. Diversificação de produção e de renda;
  2. Diminuição da incidência de doenças e pragas, por meio da quebra de ciclos;
  3. Aumenta a produção de fitomassa ou palhada para cobertura do solo, protegendo-o;
  4. Aumento nos teores de Carbono e Matéria Orgânica do Solo;
  5. Redução da emissão de Gases de Efeito Estufa;
  6. Aumento na infiltração e retenção de água e proteção do solo;
  7. Viabiliza o Sistema Plantio Direto;
  8. Reduz as perdas do solo pelo maior controle da erosão;
  9. Otimização no uso de máquinas e mão-de-obra;
  10. Manutenção e melhoria da fertilidade do solo;
  11. Reciclagem de nutrientes e redução na utilização de fertilizantes;
  12. Aumento e estabilização da produtividade das espécies vegetais;
  13. Aumento da eficiência econômica e agronômica dos sistemas de produção.

Ao observar todas essas vantagens e características da rotação, fica mais do que provado que esse sistema é plenamente adaptável, possibilitando que todo tipo de produtor consiga adota-lo. O pesquisador ressalta também que a rotação de culturas pode ter seu potencial maximizado com a adoção de “sistemas de integração”. “Os sistemas de integração são aqueles em que ocorrem sistemas de cultivo/criação de diferentes finalidades (agricultura ou lavoura, pecuária e floresta) que são integrados entre si, em uma mesma gleba da propriedade rural”, explica.

4 vantagens para você adotar a terceirização no agronegócio agora mesmo!

4 vantagens para você adotar a terceirização no agronegócio agora mesmo!

Trabalhar com o agronegócio significa se preocupar diariamente com variados fatores, como produção, contratações, medidas sanitárias e transporte de mercadorias. Porém, por muitas vezes, um único profissional não consegue acompanhar todas essas demandas com eficiência, por isso a terceirização de diversos serviços ligados ao agronegócio vem ganhando bastante força.

A terceirização de serviços vem sendo uma das soluções mais satisfatórias para auxiliar o empresário rural a atender todos os gargalos existentes na atividade, fazendo com que o sistema se torne naturalmente mais eficiente.

Até certo tempo atrás, a terceirização era vista com muito receio pelos agricultores e pecuaristas. Porém, recentemente foi aprovada a Lei da Terceirização que regulamenta todas as atividades, inclusive aquelas ligadas ao agronegócio.

Vantagens da lei da Terceirização para o agronegócio

A lei da terceirização (lei nº 13.429) foi sancionada pelo presidente Michel Temer em março de 2018, apresentando diversas mudanças. Rodrigo Capella, palestrante, diretor-geral da Ação Estratégica e atuante no agronegócio desde 2004, explica que dentre as mudanças, a mais significativa é a possibilidade de se terceirizar atividades fim, o que antigamente era uma ação proibida.

Mas, além dessa importante alteração, Capella salienta que o agronegócio se beneficiará significativamente com essa lei. Entre os benefícios mais importante, pode-se citar:

1. Evolução do agronegócio de maneira mais intensa: Capela explica que a terceirização, com os benefícios da jornada intercalada, contribuirá para a contínua e ainda mais intensa evolução do setor.

Ele explica que um mesmo profissional poderá contribuir com várias empresas de agronegócio, de segmentos diferentes, e também para várias propriedades rurais.

2. Redução de custos: Segundo Capella, com a terceirização agropecuaristas e indústrias do segmento poderão reduzir custos e elevar sensivelmente sua rentabilidade.

3. Amparo legal: A Lei irá conferir ainda mais transparência e forte segurança nas relações entre empresas-empregadoras, funcionários e o ambiente laboral.

4. Ampliação das vagas de trabalho de forma regulamentada: Para Capella, a Lei irá incentivar a ampliação das vagas de trabalho de forma regulamentada, “a lei irá suprimir os descasos da informalidade”, salienta.