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Quais os impactos da nova guerra comercial para o agronegócio?

“As tensões (atuais da guerra comercial) são anteriores ao presidente norte-americano Donald Trump”, afirma o embaixador e representante permanente do brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio), Alexandre Parola. “A crise começa em 2008, é a mais grave crise capitalista desde a década de 1930”, completa.

Para o diretor da Cargill, Paulo Sousa, estamos passando por transformações rápidas e muito profundas onde estão riscos e oportunidades, com muita competitividade, tanto nas fronteiras nacionais ou globais. Cenário que de acordo com Parola pode ser aproveitado para que o Brasil se especialize em um mercado, como aconteceu com a profissionalização para o abate Halal, a fim de fornecer produtos cárneos aos países muçulmanos. Porém, “será um caminho árduo”, acredita o embaixador.

Um caminho para essa especialização pode ser a China, que de acordo com Sousa, importa mais do que o Brasil consegue exportar e que, como lembra o sócio da McKinsey, Nelson Ferreira, tem como foco a segurança alimentar. E com a aprovação do GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) na Europa, mas com impacto global, podem-se abrir oportunidades para rastreamento dos produtos, se os insumos são seguros, boas práticas e uso de defensivos, por exemplo.

Ferreira acredita que o Brasil deve se se antecipar ou mesmo propor soluções ao invés de agir de forma reativa. “Precisamos entregar o que o produtor quer e quando e onde ele precisa. O que produzimos não tem substituto. Adquirimos espaço q ninguém toma, mas se dormirmos perdemos sozinho”, afirma Sousa.

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