Agrishow faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Quem segue esse passos tem pastagens mais eficientes

Quem segue esse passos tem pastagens mais eficientes.png
Nutrição adequada das pastagens vai além da escolha pelos fertilizantes e a sua distribuição nos pastos.

De acordo com o coordenador agronômico sênior da Yara Brasil, Diego Guterres, é necessário acrescentar a análise de solo para definir o melhor fertilizante a ser utilizado. “A prática de adubação de pastagens, assim como as demais, também exige estratégia, planejamento, manejo e muito conhecimento aplicado para se obter o máximo retorno produtivo e financeiro, mas deve ser pensada de maneira oposta: ‘do fim para o começo’”, explica.

Para que esse processo “ao contrário” funcione é necessário identificar:

Objetivo do negócio;

O potencial e as limitações do ambiente produtivo;

Desdobrados num diagnóstico dos índices econômico-financeiros e zootécnicos.

Pois, segundo Guterres, no método "do começo para o fim", podemos simplesmente produzir mais pasto, que pode ser desperdiçado se não for colhido e transformado em produto animal, apenas gerando mais custo e reduzindo o lucro.

Além disso, deve-se saber a capacidade máxima da atividade no local onde ela está sendo desenvolvida;

A situação geográfica determina fatores importantes para o potencial: o clima, o solo, o relevo e a disponibilidade de água;

Especificidade - se é pecuária leiteira ou de corte-;

Genética e as categorias animais e as espécies e variedades forrageiras também têm uma grande influência na produtividade;

Estrutura disponível: máquinas, divisões de piquetes e currais e galpões;

Disponibilidade de pessoas capacitadas, a gestão da atividade e o método de manejo que está sendo empregado nas pastagens.

“Apenas com o diagnóstico completo, torna-se evidente o quão próximo o negócio está produzindo, gerando lucro e caixa em comparação ao seu potencial”, afirma o coordenador agronômico sênior da Yara Brasil.

Com a clareza do quanto necessitamos e podemos aumentar a produtividade forrageira, partimos para as ações que levarão aos melhores resultados. E é aí que a adubação equilibrada se encaixa perfeitamente, pois vai suportar uma demanda de produção que pode gerar mais resultados, desde que associada a um bom manejo da pastagem.

Sabendo quanta forragem precisamos produzir, torna-se decisivo conhecer a(s) forrageira(s) que serão ou estão sendo utilizadas, a curva de crescimento do pasto ao longo do ciclo e os requerimentos nutricionais das plantas.

Guterres exemplifica o processo com características regionais: no Sul do Brasil, predominam os azevéns e aveias nas pastagens de inverno; o azevém absorve do solo, em média, 21 kg de Nitrogênio (N), 3 kg de Fósforo (P), 23 kg de Potássio (K) e 3 kg de Enxofre (S) por tonelada de matéria seca de forragem produzida. O diagnóstico da fertilidade do solo, por sua vez, revelará o que ele já possui de nutrientes disponíveis. Da diferença entre a quantidade demandada e a disponibilidade no solo, considerando a eficiência dos fertilizantes, obtemos a indicação de quanto aplicar de cada nutriente, bem como a necessidade e a quantidade de calcário a ser aplicada, algo extremamente importante. Com isso, definimos o componente "Dose" do "Manejo 4C" para o uso eficiente dos fertilizantes - Dose, Época, Local e Fonte corretos.

Ainda de acordo com o coordenador agronômico sênior da Yara Brasil, o Manual de Adubação para o RS/SC recomenda aplicar 30 kg de N, 10 kg de P2O5 e 10 de K2O para cada tonelada de matéria seca de forrageira de inverno para pastejo a ser produzida considerando a manutenção da fertilidade do solo. Outro nutriente importantíssimo a ser fornecido via fertilizante é o Enxofre (S), sendo suficiente aplicar 4 kg por tonelada de matéria seca dessas espécies de pasto. Quanto ao local e à época de aplicação dos fertilizantes, estes podem variar consideravelmente de acordo com a formatação e com as circunstâncias de oferta e demanda do sistema produtivo.

Os fertilizantes com nitrogênio nas formas nítrica e amoniacal já fornecem o N exatamente como as plantas absorvem, promovendo maior produção de raízes e parte aérea (folhas), além de praticamente não apresentarem perdas de N por volatilização, processo que ocorre comumente com a ureia. Tais produtos também podem fornecer P de alta eficiência, além de K e S disponíveis para a absorção pelas raízes das plantas. Todas essas tecnologias elevam substancialmente a eficiência de uso dos nutrientes (kg de forragem produzida por kg de nutriente aplicado), a produção total de forragem e a produção animal, contribuindo fortemente para a lucratividade do negócio pecuário.

Registre-se para fazer download desse recurso

Registrar-se como membro da Agrishow lhe dá acesso a conteúdo premium incluindo webinars, whitepapers e muito mais.

Ocultar comentários
account-default-image

Comments

  • Allowed HTML tags: <em> <strong> <blockquote> <br> <p>

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Web page addresses and e-mail addresses turn into links automatically.
  • Lines and paragraphs break automatically.
Publicar