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Doenças respiratórias em aves: saiba como prevenir

TAG: aves granjas
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Doenças respiratórias em aves podem causar problemas à avicultura. Por isso vale conhecer suas consequências e medidas de prevenção.

A chegada do verão, responsável pelo calor intenso, faz com que a qualidade do ar seja reduzida dia após dia. Tal fato, mesmo sendo comum, representa uma dor de cabeça na avicultura, principalmente por ocasionar doenças respiratórias em aves com intensidade.

Muitas dessas doenças que afetam o sistema respiratório apresentam grande importância, tanto no Brasil quanto em todo o mundo. Por isso, vale conhecer quais são as doenças respiratórias em aves mais recorrentes e as medidas que ajudam a evitar tais problemas e perdas.

Doenças respiratórias em aves mais comuns na avicultura

A avicultura, tanto nacional quanto mundial, está sujeita à várias doenças que acometem as aves, que afetam o sistema respiratório e são de grande importância.

Bronquite infecciosa, Doença por metapneumovírus, Colibacilose e Micoplasmose são as doenças respiratórias em aves mais recorrentes nas de criações comerciais (frango de corte, galinhas reprodutoras e poedeiras)”, cita Iara Maria Trevisol, pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves.

A seguir a pesquisadora apresenta algumas informações sobre essas doenças:

Bronquite infecciosa das galinhas:

Essa é uma doença de alto contágio, sendo considerada endêmica. “Ela ocorre tanto em frangos de corte como galinhas reprodutoras, poedeiras comerciais e galinhas de fundo de quintal. Os perus podem se infectar, mas não desenvolvem doença clínica”, explica Iara.

O vírus dessa doença é o agente da principal doença respiratória viral na produção avícola industrial no Brasil. Isso acontece porque vírus com patogenicidade muito maior, que causam doenças respiratórias muito mais graves e com consequências desastrosas, como os vírus de influenza aviária de alta patogenicidade (HPAI) e os vírus da doença de Newcastle de alta patogenicidade, que são considerados exóticos no nosso país.

Doença por metapneumovírus:

Doença aguda e contagiosa, popularmente conhecida por rinotraqueíte dos perus; rinotraqueíte aviária (em frangos) e síndrome da cabeça inchada (em galinhas).

Em matrizes pesadas, essa doença pode causar surtos ocasionais. Já em aves de postura e criações de subsistência, de modo geral, a infecção é assintomática, mas a doença se agrava quando ocorre associação com outros microrganismos e em condição ambiental ruim”, completa a pesquisadora. Em frangos de corte o impacto é baixo.

Colibacilose:

Essa é a doença mais importante em aves, considerada uma doença endêmica no mundo todo.

Manifesta-se em diversos órgãos, de forma local e sistêmica. Participa como infecção secundária em inúmeras doenças. Acomete galinhas, perus, codorna, faisão, pombos, galinha d'angola, aves aquáticas, avestruzes, pavões e perdiz.

Micoplasmose:

Essa é uma enfermidade que acomete galinhas e perus. A forma clássica que acomete galinhas é conhecida como Doença respiratória crônica (DCR), e nos perus a Sinusite infecciosa.

A micoplasmose é uma enfermidade comum em criações menos tecnificadas e com biosseguridade deficiente.

Coriza Infecciosa:

É uma doença altamente contagiosa que acomete galinhas, ocorrendo também com maior frequência em criações menos tecnificadas.

Pasteurelose:

Popularmente conhecida como Cólera Aviária, afeta galinhas, perus e diversas aves aquáticas. Apresenta disseminação rápida, sendo mais comum em perus do que galinhas. Além disso, aves adultas são mais susceptíveis do que as jovens.

Causas e consequências das principais doenças respiratória em aves

A ocorrência de doenças respiratórias em aves, normalmente é multifatorial. Suas causas incluem agentes infecciosos, problemas de ambiência e falhas de manejo.

Por esta razão, a pesquisadora da Embrapa Aves e Suínos indica que “são mais comumente observadas infecções respiratórias complicadas de etiologia múltipla envolvendo vírus, bactérias, condições ambientais desfavoráveis e falhas de manejo, que as infecções de causa única”.

Mas, de modo geral, os principais sinais clínicos das doenças respiratória nas aves são: espirro, secreção nasal e ocular, edema facial, dificuldade respiratória e estertores.

Já as lesões mais comuns são: sinusite, traqueíte, bronquite, pneumonia e aerossaculite. “Algumas doenças limitam-se ao trato respiratório superior e/ou inferior, mas a maioria das doenças respiratórias afeta também o sistema reprodutivo, causando redução acentuada na produção de ovos”, complementa Iara.

Já as consequências são dependentes da severidade do quadro clínico e do tempo entre o início dos sintomas, o diagnóstico correto e o tratamento adequado.

De forma geral, as doenças respiratórias em aves ocasionam uma piora no desempenho das aves, com perda de peso e piora da conversão alimentar. Aumento dos custos com medicações e aumento nos índices de mortalidade são outras ocorrências”, indica Iara.

A consequência final é o prejuízo econômico para produtores e empresas.

Medidas de prevenção a serem adotadas

Muitas são as medidas de prevenção que podem ser adotadas para impedir maior disseminação de doenças respiratórias em aves, mas certamente a adoção de ações de biosseguridade são a principal medida de prevenção para qualquer doença respiratória em aves.

Para a pesquisadora da Embrapa, um bom programa de biosseguridade inclui diversas ações para impedir ou reduzir a entrada e a disseminação dos agentes causadores de doenças nas granjas:

  • Alojamento de aves de idade única e procedentes de um mesmo estabelecimento, certificado em relação ao controle de doenças;
  • Boas práticas de conservação e uso das vacinas;
  • Boas práticas de produção e conservação da ração;
  • Tratamento da água com cloro;
  • Restrição de acesso de pessoas e veículos não relacionados ao trabalho nas propriedades, com sistema de desinfecção para calçados e veículos que necessitam acessar o local;
  • Impedir a entrada de outros animais no ambiente;
  • Manter um programa de controle de pragas;
  • Fazer correto manejo ambiental (temperatura, umidade, ventilação);
  • Fazer correto manejo das excretas/cama, assim como de aves mortas e de ovos descartados;
  • Ter um programa de limpeza e desinfecção.

Por fim, a nebulização dos galpões é uma excelente alternativa para lidar e evitar doenças respiratórias em aves. Essa é uma importante ferramenta complementar às demais medidas de biosseguridade citadas, mantendo a produtividade e o bom desempenho zootécnico dos lotes.

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