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Como prevenir infecções intestinais em leitões

Você sabia que infecções intestinais em leitões estão entre aquelas doenças de maior importância para a suinocultura brasileira e mundial? Entenda quais são as infecções intestinais em leitões causadas por E. coli e veja as estratégias de tratamento e prevenção

Você sabia que infecções intestinais em leitões estão entre aquelas doenças de maior importância para a suinocultura brasileira e mundial?

Neste cenário, a diarreia por Escherichia coli se configura como uma das principais causas de morbidade e mortalidade em suínos, sendo também o mais importante patógeno envolvido nas diarreias bacterianas em leitões.

A E.coli é habitante normal do intestino de suínos, mas havendo uma quebra de resistência do organismo de leitões (em geral uma outra doença), algumas cepas podem causar colibacilose neonatal, o que pode resultar em sérias consequências.

Por isso, a adoção de estratégias preventivas e de tratamento são essenciais para evitar perdas decorrentes de infecções intestinais em leitões por E. coli.

Infecções intestinais em leitões: sintomas e consequências na suinocultura

Dentre as doenças entéricas de maior impacto em leitões recém-nascidos, a Colibacilose neonatal, causada por cepas enterotoxigênicas de E. coli, se destaca.

Segundo André Buzato, Gerente Técnico Comercial de Suínos da Vetoquinol Saúde Animal, a colibacilose neonatal refere-se às infecções intestinais em leitões, essencialmente no período neonatal causada por cepas patogênicas de Escherichia coli.

A E. coli é uma bactéria que faz parte da microbiota intestinal de suínos e não traz prejuízos, mas cepas classificadas como enterotoxigênicas estão associadas com patologias intestinais em leitões”, completa Buzato.

E. coli: uma das principais causas de morbidade e mortalidade em suínos

O gerente técnico comercial de suínos da Vetoquinol explica que a diarreia por E. coli é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em suínos, do nascimento ao desmame. Tanto que diversos estudos demonstram que a Escherichia coli é o mais importante patógeno envolvido nas diarreias bacterianas e infecções intestinais em leitões lactentes.

A E. coli está amplamente distribuída no ambiente do suíno, mas a presença de amostras E. coli enterotoxigênicas normalmente leva ao desenvolvimento de diarreia no leitão logo após o nascimento até terceiro ou quarto dia de vida”, explica Buzato.

Além disso, a diminuição do bem-estar ocasionada por manejos e higiene incorretos ocasiona imunossupressão que interfere negativamente na relação hospedeiro-parasita. Isso facilita a infecção fecal-oral por cepas patogênicas de E. coli oriundas da mãe, sendo liberadas no ambiente através das fezes.

Os sintomas de infecções intestinais em leitões por E. coli são diarreia aquosa amarelada que apresenta curso bastante rápido, resultando em acentuada desidratação e alta mortalidade de leitões.

Estratégias de tratamento de leitões com infecções intestinais

O uso de antibióticos é, com frequência, uma necessidade para o tratamento de infecções intestinais em leitões, desde que exista o uso controlado destes agentes terapêuticos, evitando casos de resistência, como explica o Gerente Técnico Comercial de Suínos da Vetoquinol.

Indicamos antibióticos injetáveis de dose única que trata com eficácia infecções intestinais em leitões lactentes causadas pela E.coli, como é o caso da colibacilose neonatal”.

Buzato explica que soluções com marbofloxacina proporcionam um tratamento com alta concentração plasmática e rápida ação. “Este mecanismo contribui para o não surgimento de resistência bacteriana ao antibiótico”, salienta.

Além disso, é preciso citar que quanto menor a carência de um produto, melhor.

Prevenção: estratégia que não pode ser descartada

A prevenção, embora possa envolver alguns custos extras e não esperados, é, na concepção de Buzato, uma excelente estratégia. “Essa é uma estratégia que não pode ser descartada ou deixada em segundo plano”.

Por isso, vale a pena enfatizar que o mais importante fator, em qualquer programa de controle de diarreias, é a correta preocupação para com o manejo, que deve englobar a granja como um todo, com medidas sanitárias e de biosseguridade, além da vacinação de matrizes, visando estimular uma maior resposta imunológica, para que os níveis de anticorpos estejam elevados no colostro.

Dessa forma, as principais medidas indicadas por Buzato para prevenir infecções intestinais em leitões são:

  • Vacinação das fêmeas contra colibacilose neonatal durante a gestação, principalmente as leitoas;
  • Adoção de boas práticas de higiene e desinfecção na maternidade;
  • Boas práticas de manejo e alimentação das fêmeas em lactação;
  • Ingestão adequada de colostro pelos leitões recém-nascidos; 
  • Uso de instalações com temperatura, umidade e ventilação que atendam às necessidades das fêmeas e leitões. Para a matriz, a temperatura deve ser de, por volta, 20° graus centígrados, já para os leitões, no “creep”, a temperatura deve ser de 32°.

Baseado nessas medidas, vemos que um bom manejo, a adoção de boas práticas e cuidados diários são ações fundamentais para que o produtor consiga prevenir a ocorrência de infecções intestinais em leitões da sua granja.

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