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Ciclos longos prejudicam o retorno econômico de pecuaristas

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Saiba por que a adoção de ciclos longos na pecuária de corte pode ser um problema e quais são ferramentas recomendadas para reduzir esse ciclo.

O Brasil tem uma pecuária de corte extremamente pujante e sustentável. Dentre os sistemas de produção mais recorrentes no país, os ciclos longos de produção são bastante comuns, sendo essa uma forte característica da pecuária de corte brasileira.

Porém, o pecuarista que mantém os animais por muito tempo na propriedade pode perder a oportunidade de maximizar seus ganhos e aumentar seus lucros. Podem ainda perder com a obtenção de carcaças e carne de maior qualidade fornecidas à indústria processadora.

Por isso, vale adotar algumas estratégias específicas de manejo, além da adoção da tecnologia certa para reduzir o ciclo de produção e garantir maior giro de capital na fazenda.

Ciclos longos na pecuária de corte: por que podem ser um problema?

Uma das características mais fortes da pecuária de corte brasileira são os ciclos longos de produção. Neste sistema de produção, os animais ficam muito tempo na fazenda, sendo abatidos com idade mais avançada, que gira em torno de 36 meses.

Porém, ciclos longos na pecuária de corte podem ser um problema para o pecuarista em diversos aspectos, como explica João Benatti, zootecnista e gerente de produto para ruminantes da Trouw Nutrition.

Em ciclos longos os animais serão abatidos com idade mais avançada. Isso acaba impactando não somente na receita do produtor rural, mas também na qualidade da carne para a indústria processadora e consumidores”.

Benatti explica ainda que quanto mais tempo o animal fica na propriedade, mais custos operacionais ele carrega e menor será a taxa de desfrute da fazenda. “Se a idade de permanência dos animais na propriedade é de 36 meses, a taxa de desfrute da propriedade é de apenas 33%. Isso significa que a cada ano, apenas 33% dos animais da fazenda geram receita”.

Dessa forma, quanto menor a percentagem de animais abatidos em relação ao total da propriedade, menos animais estão ajudando a pagar os custos da propriedade. “Esse cenário pode acarretar em receita reduzida ou até mesmo prejuízo”, complementa o zootecnista.

Além disso, Benatti explica que o pecuarista que mantém os animais por muito tempo na propriedade pode estar perdendo a oportunidade de maximizar os seus ganhos. “O lucro não é por bonificações ou penalizações impostas por frigoríficos e sim no giro de capital, taxa de desfrute e lucratividade (R$/ha/ano) da propriedade”, exemplifica.

Ciclos curtos são excelentes estratégias para aumentar o lucro, mas é preciso planejamento

Manter animais na fazenda por muito tempo custa dinheiro! Por isso, reduzir o ciclo de produção, mantendo os animais menos tempo na fazenda, é uma estratégia que pode trazer bons resultados ao pecuarista.

O ciclo mais curto de produção irá permitir que o pecuarista tenha uma maior produção de carne na mesma área e com mais qualidade, possibilitando que ele some ainda mais para sua receita”, explica o gerente de produto para ruminantes da Trouw Nutrition.

Além dos benefícios na questão financeira (redução do tempo de abate e o maior giro de capital na fazenda) e a oferta de produtos de maior qualidade, os pecuaristas podem ainda ser beneficiados com os sistemas de bonificação de carcaças praticados por muitos frigoríficos, elevando ainda mais o capital que entra na fazenda.

A taxa de desfrute é outro ponto que aumenta significativamente com o uso de técnicas produtivas adequadas que reduzem o ciclo de produção. Em alguns casos essa taxa pode chegar a mais de 80%.

No entanto, para reduzir o ciclo de produção e aumentar a taxa de desfrute, alguns cuidados quanto ao planejamento precisam ser tomados pelo pecuarista, como os observados a seguir.

Ferramentas que ajudam na redução do ciclo de produção

Para reduzir o ciclo de produção dentro da fazenda, o pecuarista deve se atentar a alguns pontos de grande importância. Para isso, muito planejamento e o uso das ferramentas certas é, segundo João Benatti, mais do que fundamental.

O primeiro ponto citado pelo zootecnista é a garantia de forragem em quantidade e qualidade. “Garantir a forragem em quantidade e qualidade é o primeiro passo para o sucesso do negócio”, indica.

O segundo ponto é a suplementação. Essa é uma ferramenta essencial para aumentar o desempenho e permitir atingimento de metas de ganho na recria e engorda. “Nesse sentido estamos falando de suplementos proteicos ou proteico energéticos, que podem ser utilizados na fazenda de acordo com as características do pasto, suas mudanças ao longo do ano e a estratégia da fazenda”, recomenda Benatti.

Por fim, há a opção do confinamento. Essa é outra ferramenta que ajuda reduzir o tempo de abate, além de auxiliar no manejo da oferta de forragem na propriedade.

Encurtar os ciclos de produção permite que o pecuarista some ainda mais receita com sua fazenda, além de contribuir com a sustentabilidade”, finaliza Benatti.

 

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