Tecnologia

Internet das coisas na fazenda: tecnologia e produtividade

Também conhecida como IoT (Internet of Things, em inglês), este termo descreve, basicamente, um cenário em que os objetos presentes no nosso dia a dia estão conectados à internet ininterruptamente, possibilitando que se comuniquem mutuamente entre si.

Hoje, a IoT se faz presente no nosso dia a dia, já que estamos conectados à internet quase que 24 horas por dia em nossos smartphones, notebooks e desktops. A internet das coisas também se faz presente quando somos monitorados por câmeras de segurança ou assistimos uma Smart TV, ela está em todo canto.

Mas o que isso teria a ver com a nossa fazenda? A resposta é bem direta: praticamente tudo!

O motivo é claro. Com o avançar da tecnologia, num futuro bem próximo, podemos dizer que a internet das coisas na fazenda será fundamental para todo tipo de negócio rural! Mas fica uma questão: Quais serão as áreas mais beneficiadas?

Para entendermos melhor como e onde será a participação da internet das coisas na fazenda, conversamos com Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Benefícios da Internet das coisas na fazenda inteira

A IoT engloba uma série de tecnologias que poderão ser utilizadas em vários segmentos do agronegócio.

Várias são as ferramentas de uso imediato que já podem se beneficiar da inserção da internet das coisas na fazenda”, indica Silvia. Ela nos apresenta algumas dessas funcionalidades:

  • Sensores sem fio, localizados no solo ou em tratores, que em conjunto com softwares de análise de dados, permitirão um mapeamento do campo mais preciso;
  • Sensores que analisam as propriedades do solo, permitindo o plantio inteligente de sementes e a aplicação otimizada de insumos e defensivos agrícolas;
  • Sensores que podem medir o nível de água no solo e coletar dados indicativos de umidade ou do balanço hídrico, levando à indicação da necessidade de irrigação;
  • Imagens de plantas capturadas por câmeras, drones e satélites, que podem auxiliar na detecção de pragas, capturar informações sobre a colheita e mapear a produtividade de cada parte do terreno;
  • Equipamentos embarcados em máquinas agrícolas que indicam a necessidade de manutenção;
  • Equipamentos instalados em silos que podem indicar as condições de estocagem;
  • Sensores intracorporais em animais, que podem auxiliar no monitoramento da saúde e bem-estar animal.

Como vemos, a Internet das Coisas pode ser aplicada em qualquer ferramenta ou função. Silvia cita somente um pré-requisito: A Ferramenta ou função deve possibilitar a coleta de dados que serão enviados para uma central de comunicação.

Uma ferramenta contribuirá com a Internet das coisas na fazenda se possibilitar o levantamento de um dado (informação), por meio de um equipamento (sensores, satélite, drones, câmeras), e envio desse dado, por um sistema de comunicação, para que ele seja armazenado e processado, para que seja analisado, possibilitando a consequente emissão de um diagnóstico, um monitoramento ou alguma informação a partir da análise realizada”.

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