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Sistema de “compartimentação de suínos”: Por que ele garantirá maior segurança à suinocultura brasileira?

Sistema de compartimentação de suínos: por que ele garantirá maior segurança à suinocultura brasileira?

Com a elevação da presença brasileira no segmento de produtos provindos de suínos no mercado externo, um novo sistema que visa trazer muito mais segurança à atividade começa a dar as caras na suinocultura brasileira, tornando-a ainda mais competitiva. Esse sistema recebe o nome de compartimentação, você sabe o que isso significa?

De maneira bastante objetiva, podemos dizer que a compartimentação é uma forma de proteção do plantel contra a febre aftosa e peste suína clássica, garantindo maior seguridade aos suínos brasileiros. O projeto será adotado pela primeira vez em Mato Grosso, seguindo uma proposta de suinocultores do estado.

Conversamos com a médica veterinária Daniella do Nascimento Schettino, fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Suídea do INDEA/MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso). Ela nos conta tudo sobre a novidade, a seguir. Acompanhe!

Compartimentação de suínos evita riscos sanitários

A ideia de compartimentação de suínos surgiu do anseio de alguns produtores de suínos de Mato Grosso em procurar um algo a mais para suas criações no quesito de biossegurança e biosseguridade.

Eles tinham como objetivo atingir novos mercados e se proteger de enfermidades que porventura possam ocorrer nos rebanhos de zona livre, como peste suína clássica e febre aftosa”, cita a medica veterinária Daniela Schettino.

A compartimentação é um sistema reconhecido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), e consiste no controle total dos riscos sanitários, em todos seus estágios da produção, desde o material genético passando pela ração, granjas e frigorifico.

Essa compartimentação é uma ótima forma de separação de rebanhos livres de enfermidades em áreas endêmicas ou proteção dos rebanhos livres. “Funciona como uma garantia a mais, caso venham ocorrer focos de febre aftosa ou peste suína clássica”, exemplifica a especialista.

Assim, a compartimentação é uma espécie de seguro. Pode ser que o produtor nunca seja desafiado, mas se ocorrer algum foco de doença em área livre, esses rebanhos estarão protegidos, pois as medidas de biossegurança e biosseguridade em granjas que pertencem a um compartimento são mais rígidas que as já preconizadas para uma área livre de enfermidades de notificação obrigatória.

A compartimentação está ingressando agora na suinocultura

A compartimentação de suínos ainda é algo novo no Brasil. Segundo Daniella, para introduzir esse sistema também na criação de suínos, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) está com um grupo de trabalho portariado com representantes do setor público, além do setor privado. Eles irão redigir uma legislação específica para a compartimentação de suínos no Brasil.

O MAPA busca pontuar que a compartimentação elimina a questão geográfica, isso porque cada granja é um compartimento livre de determinada enfermidade, e, em caso de surto de doença em um estado ou região, a manutenção da exportação e o comércio interno são facilitados e mantidos para outras regiões.

Outro ponto que a compartimentação possibilita é a maior capacidade de negociação de mercados considerados mais exigentes em relação à condição sanitária livre de febre aftosa sem vacinação, tornando essa negociação mais vantajosa ao produtor.

Você conhecia a compartimentação de suínos? Aproveite apresente esse sistema aos seus amigos e compartilhe nas redes sociais.

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