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Entenda por que moderação é palavra-chave quando o assunto é irrigação no cafezal

Entenda por que moderação é palavra-chave quando o assunto é irrigação no cafezal

Você sabe que tipo de irrigação utilizar para melhorar a produtividade de café? A resposta para essa pergunta foi dada em um artigo exclusivo publicado aqui no nosso canal. Porém, além de saber qual método é o mais indicado, o produtor de café precisa ter alguns cuidados com a aplicação de recursos hídricos.

Isso porque o excesso de água pode resultar em erosão do solo e lixiviação dos nutrientes. Já a sua falta pode resultar na não absorção dos nutrientes pelas raízes, que não serão transportados para sua copa, ou seja, a planta não se alimenta.

Caso haja excesso ou falta de irrigação no período da colheita poderá haver, inclusive, comprometimento na qualidade dos grãos e, consequentemente, na qualidade da bebida.

Dessa forma, o correto manejo da irrigação no cafezal busca estabelecer o momento correto de aplicar água e também a quantidade. Vários critérios podem ser adotados para o manejo da irrigação, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), existem diversos pontos de atenção como:

  • Critério baseado no uso das características físico-hídricas do solo e na estimativa da evapotranspiração da cultura (ETc);
  • Critério baseado em sensores para monitoramento do potencial ou da umidade do solo;
  • Critério conjunto com sensores de solo e com algum método de medir ou estimar a evapotranspiração de referência (ETo);
  • Recursos da informática.

Além disso, devido aos os níveis investimento e custos operacionais, os produtores necessitam sempre de uma assessoria agronômica.

Futuro da irrigação de cafezais

Para o futuro, fala-se de sensores modernos e automáticos com acesso remoto. “A Embrapa Instrumentação desenvolveu novos sensores que medem a umidade do solo e indicam ao produtor se está ou não na hora de irrigar, tudo de forma automática”, afirma Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Tais aparelhos já apresentaram comprovada eficácia e podem ser adaptados à necessidade d’água de cada espécie de planta.

Entre as vantagens desses sistemas automatizados, vemos que a economia de água durante a irrigação, evitando danos ao solo com o excesso de água e redução da mão de obra de operação, visto que o sistema irá manter o solo com nível de água adequado.

Quando o produtor não possui aparelhos de medição, a irrigação usualmente ocorre quando o solo está seco na superfície”, explica Matos. Ele complementa: “por meio dos sensores, a medição da umidade não ocorre mais na superfície, e sim na região de crescimento das raízes da cultura. Diante disso, a irrigação ocorrerá quando a planta realmente necessitar de mais água”.

Sempre busque formas para conduzir um bom manejo dos recursos hídricos no seu cafezal, assim você estará melhorando sua produtividade e qualidade.

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