Gestão

Como a crise de 2018 impactou o agronegócio e como resolver o problema?

O Brasil está passando por um momento complexo em que para vislumbrarmos o futuro é necessário ter uma ideia dos desafios que temos. A afirmação é do cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, para que o País não vive uma crise, mas seis crises dentro de uma tensão maior. “Para termos perspectivas, não é possível resolver todas de uma vez, mas ter soluções para cada uma delas”, explica.

Melo lista as crises da seguinte maneira:

  1. Modelo econômico;
  2. Presidencialismo de coalisão. “No mundo forma-se maioria com um programa, no Brasil invertemos as coisas. Acordo de votação em votação e não de longo prazo. Próximo presidente pode ter folego de somente seis meses”;
  3. Financiamento da política que resultou na “Operação Lava-Jato”;
  4. “Meia-entrada”. Reforma previdência foi necessária, pois se alguém paga metade do preço, outra pessoa paga esse restante”;
  5. Judicialização da política e politização da justiça;
  6. Liderança política. Crise que não é exclusiva do brasil, mas é mundial.

E de certa maneira, essas crises impactam o agronegócio nacional, seja para oferecer inovações ao produtor ou soluções para escoar a produção. Segundo o CEO Lois Dreyfus Company Brasil, Murilo Parada, o desafio é seguir fluindo no transporte. “Resolver exportação para destravar produção pelos portos no Norte do País, como no Pará. Iniciativa privada pode ajudar a resolver esse gargalo”.

Ainda de acordo com o CEO, o frete no brasil para ir para a China ainda é muito caro. U$ 20,00 por tonelada do produto. Sobre frete pode chegar a U$ 80,00 por tonelada. “A competitividade do campo passa por logística”, aponta.

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