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Quer saber um pouco sobre Commodities e Comercialização?

Então vamos lá, vamos juntos abordar um tema altamente relevante e que impacta diretamente na economia brasileira. Todo mundo sabe o peso do agro para a economia brasileira. Enquanto os demais setores registraram queda de desempenho, o PIB agro é o setor que no primeiro trimestre cresceu e segundo pesquisas recentes deve encerrar 2020 com crescimento de 2,5%.

Precisamos reforçar o que o setor agro representa para o Brasil, pois não podemos descontextualizar nessa nossa conversa aqui que o DNA brasileiro é essencialmente agro.

Temos um setor de citrus que gera uma representatividade superior a 80% do comércio mundial do suco de laranja. Citricultura gera 1 emprego a cada 9 hectares.

O café brasileiro é exportado para quase 130 países, sendo que em 2019 foi o décimo principal produto brasileiro exportado. E como curiosidade, a Alemanha é o segundo maior importador do nosso grão.

A carne brasileira dá show no exterior e o que era bom só melhora. Com a peste suína africana na China, nossa carne vem batendo recorde atrás de recorde. Os embarques de diversas proteínas só crescem.

E o Brasil com a particularidade de produzir duas safras em um mesmo ano comercial se consolidou com o terceiro maior produtor mundial de milho e vem aumentando. Ano passado exportamos 41 milhões de toneladas e esse ano a CONAB estima que exportaremos 34.5 milhões.

E paralelo o MAPA estima o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2020 seja de quase R$ 690 bilhões, o que representa uma alta de quase 8% frente a 2019. Olha só a força do nosso setor.

Bom, mas agora vamos falar da soja que levou o Brasil a se consolidar não apenas como o maior produtor mundial, como o maior exportador. Claro que aqui nessa avaliação precisamos considerar que fomos favorecidos pelo agravamento da guerra comercial entre os EUA e China e por redução de área de plantio devido a chuvas nos EUA. Mas é fato também que a desvalorização cambial tem estimulado uma maior competitividade das famílias produtoras do grão.

Tendo dito isso acho que podemos entender um pouco da responsabilidade que o setor carrega nacional e mundialmente. Alimentar o mundo e estimular crescimento e divisão de receita são missões importantes que precisamos reforçar.

As famílias produtoras estão expostas a todo o tipo de influências e fundamentos de mercado quando decidem produzir. E agora focando na comercialização, geralmente tomam essa decisão baseados nos preços de veda e nas informações sobre as tendências de mercado.

Com um viés desafiador, são as famílias produtoras que absorvem muitos dos impactos negativos do setor e na ponta imediata as empresas que fomentam crédito para haja produção.

É perceptível um crescente processo de em busca de profissionalismo nos diversos segmentos do setor à medida que as famílias produtoras e as empresas do agro investem em informação e capacitação importantes. Mesmo assim há uma concentração importante de famílias e empresas que ainda não investem em práticas importantes de gestão.

Para mim fica clara uma importante premissa na hora de comercializar: cada parte deve conhecer do seu negócio, inclusive saber a fundo seus custos. Seja de produção, sejam operacionais. Não basta apenas investir em tecnologia e se dedicar à atividade. É conhecendo amplamente o mercado, estando atualizados e sabendo quais custos gerados pela atividade que fica mais fácil buscar as diversas modalidades de estratégias de comercialização.

Hoje questões como capacidade de armazenagem, parceria comercial envolvendo ou não financiamento, custos de transporte, acesso à estrutura e informações relevantes podem influenciar a modalidade de negociação dessa origem.

Um outro ponto a contextualizar e ainda hoje um grande desafio que o agro se depara é a conexão digital. Embora a cada safra a tecnologia cresça dentro da porteira e a exposição digital venha acontecendo, basta um simples momento desconectado para que oportunidades de comercialização sejam perdidas. E isso vale tanto para dentro como fora da porteira om compradores desconectados em trechos de viagens sem sinal, ou treinamentos e reuniões sem acesso. Aqui nesse ponto, muitas vezes a falta de gestão em delegar funções pode representar prejuízos as duas partes envolvidas na comercialização.

Também é preciso entender que além da forma clássica de comercialização de produtores e seus compradores, existe uma rede secundária de comercialização envolvendo demais participantes até chegar ao final da cadeia. No caso da soja, a quem vai processar para obter farelo e óleo de soja, ou a quem vai exportar o grão in natura.

Daquele momento inicial até a ponta final, muitas outras negociações podem acontecer passando por cerealistas, revendas, cooperativas e através deste exercício que conseguimos entender o quão interligados estão os elos da cadeia e quanto uma má performance comercial em determinada pontada cadeia pode representar para a operação.

No texto do próximo mês vamos continuar abordando aspectos sobre comercialização agrícola. Eu te vejo em setembro.

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