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“O sucesso de uma propriedade depende dos olhos de quem planeja”

Planejar é algo que faz parte da nossa rotina. Porém, em muitos momentos, nós imaginamos que planejamos bem, mas somos insuficientes, principalmente nas questões profissionais, porque na maioria das vezes, o planejamento dentro da propriedade rural é meramente uma “preocupação” que sequer vai para o papel.

Planejar é algo que faz parte da nossa rotina. Porém, em muitos momentos, nós imaginamos que planejamos bem, mas somos insuficientes, principalmente nas questões profissionais, porque na maioria das vezes, o planejamento dentro da propriedade rural é meramente uma “preocupação” que sequer vai para o papel.

Vale lembrar que uma ideia na cabeça, ou a própria preocupação se algo vai correr como esperado, o desejo de organizar e ordenar os processos e as pessoas, ou recursos e demais ações dentro do negócio, nada valem se não seguirem estas etapas:

1º passo: a ideia precisa ser colocada no papel. Parece simples, mas na cabeça ela não tem a ordenação necessária para ser aplicada, e precisa ser ajustada e moldada com os objetivos do negócio;

2º passo: mesmo indo para o papel, o planejamento corre o risco de ser apenas um desenho bonito em cima da mesa ou na sua parede se ele não tiver as pessoas certas para executar as atividades propostas e alcançar os objetivos.

3º passo: entenda que nada é imutável. Existe um choque com a realidade sempre que as ações desenhadas forem implantadas, mesmo que elas tenham sido estruturadas pelas mesmas pessoas que na prática forem realizá-las.

O assunto deste artigo aborda o planejamento de safra e explica a importância de entender e organizar “o que, quando, quanto e como produzir” para ter um resultado satisfatório na propriedade rural.

Então, como manter a competitividade em uma empresa rural, se não falarmos de planejamento de safra? Cabe aqui fazer uma breve exposição sobre as principais questões estratégicas relacionadas, de forma interdependente, à previsibilidade produtiva. Em momento oportuno, podemos detalhar cada etapa de análise em seu conteúdo.

Inicialmente, pensar “o que produzir” no ano safra e área respectiva para cada cultura, torna-se essencial o conhecimento de mercado atribuído à demanda e preços de produtos agrícolas ou pecuários, para um mercado doméstico ou internacional de commodities.

Quanto aos riscos da atividade, uma das peculiaridades da produção agropecuária é a sazonalidade de preços relacionados às quantidades ofertadas. Em razão disso, pressupõe-se que é imprescindível elaborar uma projeção de cenários para a produção, sob a expectativa de preços de insumos, taxa de atratividade, bem como da matéria-prima destinada ao mercado.

Outra questão – o “quando produzir” - está relacionada ao período adequado de semeadura para cada cultura, além de outras características apontadas pelo zoneamento agrícola de risco climático, constituindo um importante instrumento destinado ao seguro rural.

Sequencialmente, o “quanto produzir” envolve um conjunto de gastos, dentre os quais os custos de produção (correspondentes à mão de obra e insumos inseridos ao custo operacional efetivo), que influenciam diretamente no resultado econômico da atividade. Para tanto, destaca-se a importância orçamentária correspondente à compra de insumos, a fim de evitar ficar limitado apenas a um fornecedor, caso haja escassez. Afinal, a produção rural é um organismo vivo e não pode esperar.

Cabe aqui uma importante observação: os custos efetivos devem contemplar a depreciação do conjunto de maquinários e demais itens que correspondem à tecnologia incorporada (como a irrigação) na propriedade, que apesar de ser caracterizada como custo não caixa, não há desembolso monetário. Sob esta ótica, deve ser contabilizada nos custos totais para uma posterior troca de equipamento, correspondente à sua vida média útil, além de outras variáveis componentes.

Ainda assim, a otimização de tarefas ao longo do ciclo de determinada cultura é resultante da capacitação dos colaboradores - lembrando que desperdícios de insumos e ociosidade em horas de trabalho são gastos. Nesta perspectiva, é necessário incluir os funcionários no planejamento integrado da propriedade quanto aos objetivos e construção de ideias de maneira enriquecedora, potencializando a produtividade final aliada ao melhor padrão de qualidade de quem produz, ou seja, à medida que o nível de eficiência se eleva, os custos da atividade diminuem!

De forma prática, com o intuito de reduzir os custos em operações mecanizadas, deve-se planejar os pontos de manobra de máquinas e seu respectivo rendimento por operação, que possuem relação direta com a redução de combustível. Já para os insumos, é preciso introduzir sementes de boa procedência genética, atenuando possíveis danos de desenvolvimento da cultura em campo, bem como projetar a quantidade adequada de uso dos principais insumos.

Vale enfatizar ainda a existência de alguns softwares, que integram as variadas etapas de um ciclo produtivo, como estoques, orçamentação, gestão de equipamentos e pessoas, para auxiliar ao gestor economicamente na condução de sua safra.

Finalmente, não menos importante que as demais questões já mencionadas, “como” iniciar o cultivo? Neste sentido, verifica-se qual a tecnologia incorporada ao sistema (como exemplos, métodos de irrigação, se é plantio direto ou não, tipos de operações de preparo de solo e semeadura). Assim, estimar o montante de investimentos é relevante, caso haja a necessidade de crédito rural, com observação dos demais elementos, como projeto técnico, DAP, incluindo-se a possível aderência ao seguro rural, como forma de proteção e restabelecimento em caso de ocorrência de sinistro diante de possíveis adversidades climáticas.

Em suma, para qualquer atividade rural, o planejamento se faz presente como uma das principais etapas da gestão para o sucesso, ou seja, “nunca planejamos fracassar em nossas vidas; mas sim, fracassamos em não planejar por muitas vezes”. Fica a dica!

 

Autores: Mariely Biff (colunista Agrishow) e convidado Prof. Dr. Omar Jorge Sabbag (Palestrante e Pesquisador em Economia e Gestão do Agronegócio – UNESP) - omar.sabbag@unesp.br

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